Com um olho no mercado e o outro no público final, Bienal Virtual de SP começa na próxima segunda

Programação foi dividida em três espaços: a Arena Virtual, o Salão de Ideias e o Papo de Mercado e o PN destacou algumas das mesas que acontecerão nos próximos dias

Com a edição presencial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo adiada para 2022, este ano a Câmara Brasileira do Livro (CBL) organizou a primeira edição da Bienal Virtual, marcada para acontecer na próxima semana – de 7 a 13 de dezembro. Com 120 expositores, o evento irá reunir em sua plataforma 330 autores em uma programação diversa e extensa dividida em três espaços: a Arena Virtual, o Salão de Ideias e o Papo de Mercado. O PublishNews selecionou alguns destaques dos três espaços que focam tanto no mercado quando no público final.

Arena Virtual

A Arena Virtual, que teve a programação organizada pela Jovem Talento de 2018, Diana Passy, contará com nomes como Itamar Vieira Junior, Jarid Arraes e Tobias Carvalho – que participam no dia 7, às 17h, de uma mesa sobre a literatura contemporânea.

Thalita Rebouças também terá um espaço na programação e comemora no dia 12, às 15h, seus 20 anos de carreira. Ela conversa com Iris Figueiredo sobre suas obras e fala ainda sobre o trabalho como roteirista do filme Pai em dobro e cujo livro acaba de ser lançado pela Rocco.

Outros nomes importantes como Xuxa, Claudia Raia, Nélida Piñon, Monja Coen, Leandro Karnal, Raphael Montes, Clóvis de Barros Filho e Cristino Wapichana participam da programação.

Salão de Ideias

No Salão de Ideias, destaque para a diversidade de temas que serão abordados pelas editoras participantes. A publicação independente, literatura de cordel, meio ambiente, saúde e longevidade, democratização do acesso ao livro, criação literária e filosofia estão na pauta do evento, além de conversas com autores e lançamentos de livros. Editoras como Planeta, Panini, Loyola, Melhoramentos, Aletria, Alaúde, Madras, Ciranda Cultural, Trilha Educacional, Companhia das Letras, Perspectiva, Novo Século, Autêntica, The Gift Box, Girassol, Imprensa Oficial e Pensamento terão mesas no evento.

Papo de mercado

A Bienal terá ainda um espaço dedicado aos debates relacionados ao mercado do livro. É dentro do Papo de Mercado que está a programação do InterLivro, realizado pelo PublishNews e cuja programação foi divulgada nesta terça-feira (1º). Além do InterLivro, o Papo de Mercado receberá mesas sobre autopublicação, games, financiamento coletivo, tradução, acessibilidade e audiolivros.

Um dos destaques da programação será a participação de Roger Chartier. No dia 9, ao meio dia, o historiador francês participará ao lado de Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional de Livrarias; Vitor Tavares, presidente da CBL, e da editora e escritora Guiomar de Gramont da mesa Um mundo sem livros e sem livrarias? Na mesa, Chartier buscará responder à pergunta: o que acontecerá com o livro, a leitura e as livrarias a partir das mutações do presente?

Por falar em França, Didier Lamaison – um dos tradutores de Paixão segundo GH, de Clarice Lispector, para o francês – também participa do Papo de Mercado. Ele estará ao lado de Izabella Borges – tradutora de Conceição Evaristo para o francês – na mesa A tradução do indizível: Clarice Lispector em francês. A mesa, mediada por W. B, Lemos (Uerj), também acontece no dia 9, às 18h.

A programação do Papo de Mercado terá ainda a poeta Cida Pedrosa, vencedora do Prêmio Jabuti 2020. No dia 7, às 19h30, ela estará ao lado do seu editor – Diogo Guedes , da Cepe – e de Marcos Marcionilo, do conselho de curadores do Prêmio, para falar sobre Solo para vialejo, obra eleita como Livro do Ano no conclave.

O diretor da Webcore Games, Winston Petty, e o diretor do Big Festival, Gustavo Steinberg, conduzirão o painel Games e mercado editoria, uma parceria que dá certo. O encontro acontece no dia 8, às 11h.

O Papo de Mercado abrigará também o lançamento do livro 100 nomes da edição no Brasil, do editor-chefe do PublishNews, Leonardo Neto. Nele, estão perfilados 100 editores que construíram a história do livro no Brasil. A conversa será com a sua editora, Raquel Menezes, no dia 10, às 19h.

15 anos de dois festivais mineiros

A Bienal Virtual de São Paulo também abriu espaço para dois festivais mineiros que completam 15 anos de existência em 2020. O primeiro deles é o Fórum das Letras, realizado pela Universidade Federal de Ouro Preto. Nessa edição conjunta com a Bienal e em parceria com a Embaixada da França, o Fórum irá homenagear Clarice Lispector e sua relação com o primeiro país a publicá-la, em 1956, com a obra Perto do coração selvagem. No dia 7, às 12h, serão discutidos os pontos de contato entre as obras de Clarice e as escritoras francesas Marguerite Duras e Nathalie Sarraute. Participam da mesa Teresa Monteiro, Germana Henriques Pereira e Ana Lúcia Lutterbach Holk, com mediação de Mônica Gama. As traduções das obras da autora para o francês, os desafios na edição e ainda aspectos da vida de Clarice serão abordados durante a semana. A programação completa – que conta ainda com nomes como o pensador Roger Chartier (citado acima), Nélida Piñon, Mario Magalhães, Betty Milan, Ricardo Lísias, Tiago Ferro – você encontra aqui.

Já o Flipoços – Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, realiza dentro da programação da Bienal, um encontro lusófono. A mesa A importância dos intercâmbios entre festivais luso-brasileiros no fomento à valorização da Língua, Literaturas Lusófonas e negócios acontece no dia 7, às 12h e irá falar sobre o intercâmbio cultural entre os países falantes da língua portuguesa. Participam do encontro Amosse Mucavele, curador da Feira do Livro de Maputo e idealizador e curador do Templo d’Escritas; Filinto Elísio, poeta e organizador do Festival de Literatura Mundo do Sal, em Praia (capital), Cabo Verde, África; João Morales, jornalista e curador do Festival Livros a Oeste; Ana Ventura Miranda, atriz e produtora cultural e Helder Beja, cofundador do Festival Literário de Macau – Rota das Letras.

Todas as mesas serão transmitidas gratuitamente pela plataforma da Bienal Virtual. As inscrições gratuitas estão abertas.

PUBLISHNEWS, LEONARDO NETO E TALITA FACCHINI, 02/12/2020

Projeto REALM divulga resultados de testes mais recentes de coronavírus em cinco materiais de construção comuns

Os resultados mostram que, após dois dias, o vírus SARS-CoV-2 não era mais detectável no latão e no mármore. Após seis dias, o vírus não foi detectado no vidro, laminado e aço com revestimento em pó. (Veja os resultados do Teste 6.)

Esse é o principal resultado da última atualização do Projeto REALM, desenvolvido pela OCLC, IMLS e Batelle para gerar informações científicas para apoiar bibliotecas, museus e arquivos à medida que essas instituições retomam suas operações e reabrem ao público.

A notícia completa em inglês, REALM project releases results from latest tests of coronavirus on five common building materials, pode ser lida no site da OCLC.

Governo quer mesclar livros didáticos digitais com impressos em 2023

E-book

O governo federal pretende lançar um edital com livros impressos e digitais para o PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático) para que o novo formato chegue às escolas em 2023. A proposta ganhou força por conta das condições impostas pela pandemia do coronavírus, que exigiu conteúdos no formato digital para manter os alunos aprendendo.

A proposta ainda esbarra na plataforma tecnológica necessária e na privacidade dos dados dos estudantes, que não poderiam ser repassados às editoras participantes do edital

Leia a matéria original em O Globo

 

Disponível em: https://porvir.org/governo-quer-mesclar-livros-didaticos-digitais-com-impressos-em-2023/. Acesso em: 12 nov. 2020.

HISTÓRIA: Acervo de Adriano Branco, engenheiro chamado de ‘pai do trólebus’, será preservado na Biblioteca da Poli (USP)

Adriano Murgel Branco, em entrevista concedida ao Diário do Transporte em junho de 2017

Poucos anos antes de falecer, engenheiro que marcou a história do transporte público brasileiro lutou para preservar mais de 1700 livros e documentos que compunham sua biblioteca de trabalho. Após homenagem da Alesp em 2015, que criou sala com seu nome para preservar o acervo, tudo será doado agora para a Escola de Engenharia Politécnica da USP

ALEXANDRE PELEGI 

Um dos mais respeitados especialistas do transporte público no país e na América Latina, Adriano Murgel Branco viveu cercado de livros

Nascido em 15 de novembro de 1931, faleceu em 23 de dezembro de 2018, aos 87 anos, e teve uma vida dedicada a importantes instituições públicas desde os anos 1950.

À frente de projetos que inovaram a área de transportes e mobilidade urbana, teve como um dos exemplos de seu brilhantismo a atuação como diretor de Trólebus da CMTC – Cia Municipal de Transportes Coletivos de São Paulo, onde ficou responsável pela modernização e ampliação daquele sistema de transporte público.

Adriano foi um dos principais responsáveis pelo projeto Sistran, que revolucionou o sistema de transportes na capital paulista, o maior da América Latina já em 1978, quando o plano foi implantado. Além de um aumento significativo da rede de trólebus, previa integrações com outros modais e uma nova geração de ônibus elétricos.

Graças ao projeto, São Paulo receberia 1.280 trólebus novos e a rede seria ampliada em 280 km, que se juntariam aos 115 km já existentes na época.

O plano não foi plenamente colocado em prática por causa da falta de continuidade administrativa, um dos grandes males das administrações públicas brasileiras há décadas.

Não à toa, Adriano é considerado por muitos o “pai do trólebus” no país, pela sua persistência em implantar e expandir o uso desse modal na cidade e depois em algumas cidades brasileiras. Em evento realizado no Instituto de Engenharia em 2013, sob o título 2° Seminário Trólebus,a instituição reuniu grandes nomes do setor que trouxeram em pauta a importância deste transporte para a melhoria da mobilidade e do meio ambiente. Mais uma vez, o nome de Adriano foi lembrado por sua história de luta na implantação desse transporte e pela preservação de várias linhas em ação na capital.

Adriano Branco sempre defendeu subsídios e o financiamento público do setor de transportes, mesmo sendo operado por empresas privadas. Segundo o engenheiro, com base em sua experiência, é possível notar que os transportes trazem lucro para toda a sociedade por meio de benefícios sociais e econômicos, as chamadas externalidades, que não são repassados para o setor novamente.

BIBLIOTECA: UM RETRATO DE SUA HISTÓRA DE VIDA E CONHECIMENTO

Em 2015, já adoentado e afastado da vida pública, Adriano buscava preservar a memória construída por ele numa coleção de milhares de livros, planos e documentos da área de transportes que juntou ao longo de sua vida de estudioso e gestor público.

Sua preocupação era preservar esta memória que, como ele mesmo explicava, refletia de certa forma a própria história da construção do conhecimento sobre transporte público coletivo no país.

Por este motivo, sua intenção era doar o acervo completo a uma instituição pública aberta, que garantisse o livre acesso a esse rico acervo.

A única exigência que Adriano fazia era a de que o material não fosse desmembrado, separado em estantes ou prédios diferentes, dispersando o que ele considerava ser um conjunto uniforme que se confundia e ao mesmo demonstrava sua própria história de formação de um conhecimento ao longo de mais de 5 décadas.

Após algumas consultas, e graças a gestões de colegas de Adriano da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP) e do Instituto de Engenharia, além do empenho de seu sobrinho Marcelo Branco, ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo, o então presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Fernando Capez, reservou um espaço no prédio da instituição para receber os livros e documentos, com livre acesso para pesquisas.

Como justa homenagem à sua contribuição à vida pública, a área recebeu seu nome, e foi inaugurada com sua presença e de vários amigos e companheiros de jornada.

ACERVO É ENCAMINHADO À POLI-USP

Na edição do Diário Oficial do Estado de São Paulo dessa quinta-feira, 29 de outubro de 2020, a Alesp comunicou que, atendendo a pedido formulado pela Divisão de Biblioteca da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP) em 12 de junho de 2019, está encaminhando para lá o conjunto do acervo Adriano Murgel Branco.

Composto por 1.700 obras, o motivo alegado pela Mesa Diretora era o de que tais livros eram considerados “inservíveis por se apresentarem ociosos e de constatada inexistência de utilidade aos frequentadores da Biblioteca da ALESP”.

As obras, de renomados autores brasileiros e internacionais, abordam temas essenciais para a gestão pública como o transporte, além de segurança rodoviária e habitação.

Curioso que uma Casa de Leis não tenha encontrado serventia para esse material.

Como infelizmente tem acontecido com frequência no país, os grandes homens públicos são esquecidos poucos meses após sua morte.

A expectativa que resta é que, agora na Universidade, o material acumulado por Adriano durante os anos em que se dedicou a prestar reconhecidos serviços ao transporte público no país sirva para formar novos gestores, administradores, técnicos e especialistas.

Disponível em: https://diariodotransporte.com.br/2020/11/01/acervo-de-adriano-branco-sai-da-alesp-para-a-biblioteca-da-poli-usp/. Acesso em: 2 nov. 2020.

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O site Diário do Transporte tem a notícia completa, além de uma entrevista com Adriano Branco e uma linha do tempo com todas as suas atividades.

Especialistas indicam obras indispensáveis para montar sua biblioteca de gastronomia

Chefs, cozinheiros, escritores, jornalistas e críticos indicam livros para quem quer aprender a arte e a técnica de cozinhar

 

“Amor, arte e técnica”.  Você pode até dizer que a frase é um clichê. E é mesmo! Afinal o que é um clichê se não uma ideia que é repetida tantas vezes que se torna previsível num determinado contexto!

Pois em se tratando de gastronomia, esse é daqueles clichês que se repetem à exaustão quando o assunto é cozinha. Ou melhor, o ato de cozinhar.

Não há, em cozinha nenhuma, quem não entoe esse mantra. De dona de casa que encara bem o fogão a homens que cozinham por prazer ou hobby, de cozinheiro a chef experimentado, todos acreditam e defendem essa máxima.

Mas vamos lá. No caso do amor, tudo certo, acreditamos piamente que este é o sentimento que deve, ou pelo menos deveria, nortear qualquer atividade.

Mas como para nós, leigos, que queremos apenas aprimorar nossos dotes culinários, podemos desenvolver nossas arte e técnica na beira do fogão? Nos livros, é claro! Então vamos a eles.

 

Mas que livros seriam mais indicados para quem quer montar sua pequena biblioteca na cozinha? Fomos perguntar a quem sabe. Recorremos a chefs tarimbados e críticos gastronômicos respeitados que indicaram obras dos acervos e que consideram indispensáveis para quem gosta de cozinhar.

(Divulgação)
Comer é um sentimento, de François Simon: indicação de Luciana Froes

A respeitada, amada e temida crítica de gastronomia do jornal O Globo, Luciana Fróes, que há mais de 20 anos classifica restaurantes do Rio de Janeiro  com seus desejados garfinhos (poucos recebem o número máximo que é de cinco, a filial carioca do Soho foi um deles), elegeu uma obra que considera fundamental numa estante de cozinha.

É a do seu colega francês François Simon, “Comer é um sentimento”, publicado pela Editora Senac. “Ele era muito temido e dizia que os chefs não gostavam dele. Mas o livro é um divertido relato de comportamentos à mesa”, diz.

 

A jornalista e escritora paulista de gastronomia, Flávia Pinho, que é a editora do projeto www.cozinhadoc.com.br, e escreve para revistas especializadas e jornais como a Folha de São Paulo, listou cinco obras que não podem faltar na estante dos amantes da cozinha.

(Divulgação)
Flavia Pinho indica obra de Heloisa Bacelar

Dentre estas, estão Misture a Gosto, de autoria de Ana Luiza Trajano, uma das principais pesquisadoras da cozinha brasileira, publicado pela Editora Melhoramentos; e Cozinhando para Amigos, escrito por Heloísa Bacellar e publicado pela DBA. “Este é o meu preferido e vive na minha cozinha”, diz.

Apaixonada por pães, a jornalista paulista Cíntia Oliveira destaca duas obras que integram seu vasto acervo:  Direto ao pão: receitas caseiras para todas as horas, de Luiz Américo Camargo, publicado pelas editoras Senac São Paulo e Panelinha; e  A química dos bolos: receitas e segredos para os dias mais doces , de autoria de Joyce Galvão, editado pela Companhia de mesa.

(Divulgação)
Direto ao pão, de Luiz Americo Camargo, é um dos prediletos de Cintia Oliveira

Esse livro é para quem deseja dar adeus ao bolo solado! Não se trata apenas de uma mera coletânea de receitas de bolo. Pelo contrário! Na obra, Joyce Galvão mostra a função de cada ingrediente, enumera os motivos para um bolo dar certo (ou não!) e a importância de cada etapa no preparo da receita”, diz.

Mas e os nossos chefs, o que ele consideram o seu livro de cabeceira, ou melhor, de fogão? O belga Laurent Rezette, chef do francês Chez Bernard, destaca Cozinha Confidencial, de Anthony Boudain, como sua obra preferida. “Para quem quer aprender técnicas mais avançadas, sugiro Todas as Técnicas Culinárias da Cordon Bleu, escrito por Jeni Wright e Eric Treuille. É completo e perfeito”, diz.

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Cozinha Confidencial, de Anthony Boudain, nas listas de Rezette e Lago

A obra do chef novaiorquino Anthony Boudain (Cozinha Confidencial) também é o livro de mesa do chef Guto Lago que destaca ainda o clássico Carême: Cozinheiro dos Reis, de Ian Kelly; e Açúcar, de Gilberto Freyre. Ficaria horas indicando livros de gastronomia, porque adoro, mas para fechar indico todas as obras do baiano Guilherme Radel”, diz.

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Obra do baiano Guilherme Radel, uma das preferidas do chef Guto Lago

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Livro com receitas de dona Canô é a sugestão de Fabrício Lemos

Defensor da cozinha de raiz, o chef Fabrício Lemos, dos restaurantes Ori e Origem, elege o Sal é um Dom: Receitas de Dona Canô, de Mabel Velloso. “Essa é uma obra que resgata a nossa origem e o título define a gastronomia”, defende.

(Divulgação)
Dica de Celso Vieira está à venda na Amazon

Chef premiado e professor de gastronomia, Celso Vieira, do Pasta em Casa, diz que tem uma biblioteca em casa, mas destaca duas obras que considera indispensáveis. Larrousse Gastronomique (edição americana) e Cozinha de Bistrô, de Patrícia Wells.

Agora mãos à obra e boa leitura!

Bibliotecas de Limeira abrem inscrições para oficina de poesia no projeto ‘Viagem Literária’

Evento ocorre dia 9 de novembro, com escritor Ronald Augusto; veja programação.

 

Poeta Ronald Augusto fará oficina de poesia em Limeira — Foto: Arquivo Pessoal

Poeta Ronald Augusto fará oficina de poesia em Limeira — Foto: Arquivo Pessoal

 

As bibliotecas municipais de Limeira (SP) Professor João de Sousa Ferraz e Professora Cecília Quadros realizam, em 9 de novembro, nova edição da “Viagem Literária”. O convidado é o poeta, escritor, músico, ensaísta e filósofo Ronald Augusto.

A programação tem início com uma oficina de poesia do autor, a partir das 14h30. Ela é destinada para público a partir dos 14 anos, as vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelos telefones (19) 3442-6539 ou (19) 3445-1341 ou, presencialmente, na Biblioteca Municipal – localizada na Rua José Botelho Veloso, Vila São João.

Já às 19h está previsto um um bate-papo com o escritor no local, com 20 vagas disponíveis que serão preenchidas por ordem de chegada. A classificação é livre. Escolas, instituições ou grupos interessados devem realizar agendamento prévio.

As atividades são presenciais, mas serão adotadas medidas de prevenção ao novo coronavírus, incluindo uso de máscara, distanciamento social e higienização com álcool em gel 70%.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2020/11/01/bibliotecas-de-limeira-abrem-inscricoes-para-oficina-de-poesia-no-projeto-viagem-literaria.ghtml. Acesso em: 2 nov. 2020.

Suécia abre primeira biblioteca de livros censurados do mundo, inclusive os de Paulo Coelho

A nova Biblioteca Dawitt Isaak, especializada em livros censurados no mundo, foi inaugurada no complexo do Arquivo Geral da cidade de Malmö, no sul da Suécia. O nome é uma homenagem ao jornalista e autor Dawit Isaak, que desde 2001 é mantido preso sem julgamento na Eritréia por ter publicado críticas ao regime. Nascido no país africano, Isaak tem cidadania sueca e em 2003 foi homenageado com o Prêmio Liberdade de Expressão, concedido pela organização Repórteres Sem Fronteiras na Suécia.

Nas prateleiras da biblioteca, estão exemplares de obras que são ou já foram censuradas ou queimadas em diferentes países, escritas por autores que enfrentaram a prisão, a censura ou o exílio. O acervo reúne ainda músicas e peças teatrais proibidas, e ampla literatura sobre liberdade de expressão, censura e democracia.

“A censura não é algo que pertence à história. Autores ainda são ameaçados, ainda que as razões para tal variem de país para país em diferentes períodos. E ainda é difícil ter acesso a literatura contemporânea proibida ou censurada em diversos países. Nesse sentido, a biblioteca cumpre um importante papel”, disse à RFI Emelie Wieslander, diretora da biblioteca e chefe do departamento de Documentação e Liberdade de Expressão do Arquivo Geral de Malmö.

A nova biblioteca abriga tanto obras antigas como contemporâneas. Algumas são famosas pelo fato de seus autores terem sido ameaçados ou perseguidos – um exemplo é o livro Versos Satânicos, do anglo-indiano Salman Rushdie. A obra foi considerada ofensiva ao profeta Maomé por lideranças islâmicas, e em 1989 Rushdie foi condenado à morte pelo então líder religioso do Irã, o aiatolá Khomeini.

Outros exemplos são menos conhecidos: O Touro Ferdinando, do americano Munro Leaf, foi proibido pelo regime de Franco na Espanha por ter sido considerado “propaganda pacifista”, e na Alemanha de Adolf Hitler todos os exemplares foram queimados. “A cidade de Malmö tem forte tradição de trabalhar pela liberdade artística, e oferece por exemplo refúgio para autores e artistas em situação de risco”, destaca a diretora da biblioteca.

“Decidimos criar a Dawitt Isaak após percebermos que não existia nenhuma biblioteca pública que pudesse oferecer ao público literatura que é ou já foi proibida ou censurada. É importante que bibliotecas sejam espaços onde as pessoas possam formar suas próprias opiniões. E para isso, as pessoas precisam de fatos. Censurar livros e ideias não fortalece a democracia – muito pelo contrário”, acrescenta Emelie Wieslander.

Cada livro da biblioteca contém informações sobre por qual razão o livro foi censurado, quando e onde. A fim de expandir o acervo inicial de 1.600 itens, a Biblioteca Dawit Isaak busca indicações de obras, autores, músicos e artistas em geral que tenham sido banidos ou provocado controvérsias na América Latina e em diferentes regiões do mundo. Sugestões podem ser enviadas para o endereço de email dawitisaakbiblioteket@malmo.se

Banido no Irã, Paulo Coelho integra acervo

 

Entre as obras latino-americanas, O Alquimista e outros livros do brasileiro Paulo Coelho foram retirados das prateleiras do Irã em 2011, quando o regime baniu a editora Caravan Books, responsável pelas publicações. O Ministério da Cultura iraniano justificou a medida na época com a afirmação de que o diretor da editora, Arash Hejazi, era um “contrarrevolucionário fugitivo” – em 2009, o diretor havia sido filmado em um protesto contra os resultados das eleições presidenciais de junho daquele ano. O ministério afirmou, por outro lado, que os livros de Paulo Coelho poderiam ser publicados por outras editoras iranianas.

Atualização do Projeto REALM

Realm Project

O projeto REALM (REopening Archives, Libraries and Museums), coordenado pela OCLC lançou sua 6ª atualização.

Segundo informação disponível no Facebook da OCLC publicada em 22/10/2020:

O teste 6 está em andamento em cinco materiais comumente encontrados em mobiliário e exposições de arquivos, bibliotecas e museus. Também estão disponíveis os primeiros de uma série de materiais para ajudar a direcionar atividades de reabertura.

O texto abaixo é uma tradução livre da notícia Test 6 underway and toolkit materials available, publicada no site da OCLC:

Cinco materiais que são comumente encontrados em móveis e exposições de arquivos, bibliotecas e museus foram selecionados para o sexto teste de laboratório REALM. Os pesquisadores do Battelle aplicarão uma quantidade do vírus COVID-19 infeccioso a cada item e, em seguida, colocarão os itens desempilhados em uma câmara de teste que mantém a temperatura padrão do escritório e a umidade relativa, sem luz ou fluxo de ar adicional. O teste medirá quanto vírus permanece após 1 hora e, em seguida, após 2, 4, 6 e 8 dias nessas condições ambientais. Os resultados do Teste 6 podem informar táticas de prevenção e descontaminação para o manuseio de móveis, equipamentos e exposições que incluem esses materiais.   

O mármore foi fornecido pelo National Park Service, o aço com revestimento em pó foi fornecido pela Biblioteca do Congresso e o laminado foi fornecido pelo Metropolitan New York Library Council. Os outros materiais foram adquiridos como amostras de fornecedores.

Os itens incluem:

  • Mármore (piso, balcões)
  • Aço com revestimento em pó (armários, estantes, carrinhos de livros, elementos de exposição) 
  • Laminado (bancadas)
  • Acessórios de latão, grades)
  • Vidro (janelas, vitrines)

O teste começou em 8 de outubro de 2020, e os resultados devem ser divulgados no final de novembro.

 

RECURSOS DO KIT DE FERRAMENTAS

Também estão disponíveis diversos materiais para ajudar a apoiar a interpretação e o uso dos recursos do projeto REALM. Esses materiais incluem:   

  • REALM 101 (sobre COVID-19 e o projeto) 
  • Uma lista de verificação para a tomada de decisões 
  • Recursos visuais comparando todos os resultados até agora

Procure os recursos

Ranking de repositórios coloca Sistema de Bibliotecas da FGV no top 5 brasileiro

O objetivo do Ranking é apoiar as iniciativas de Acesso Aberto e, consequentemente, o acesso gratuito às publicações científicas em formato eletrônico e a outros materiais acadêmicos. O ranking avalia critérios como a visibilidade global e o impacto dos repositórios científicos.

 

Ranking de repositórios coloca Sistema de Bibliotecas da FGV no top 5 brasileiro

O Sistema de Bibliotecas da FGV está no top 5 do ranking de repositórios brasileiros, de acordo com “Ranking web of repositories 2020”, na categoria repositórios institucionais. Com esse resultado, a FGV é a única instituição privada entre as 10 primeiras colocadas.

O objetivo do Ranking é apoiar as iniciativas de Acesso Aberto e, consequentemente, o acesso gratuito às publicações científicas em formato eletrônico e a outros materiais acadêmicos. O ranking avalia critérios como a visibilidade global e o impacto dos repositórios científicos.

A Biblioteca Digital FGV foi criada em 2008 com o objetivo de preservar e promover a visibilidade nacional e internacional da produção científica da Fundação Getúlio Vargas. Atualmente conta com quatro canais distintos: FGV Periódicos Científicos e Revistas; FGV Repositório Institucional Acadêmico; Bases de dados; Coleções e E-books.

O ranking completo está disponível no site.

Conheça a Biblioteca Digital FGV.

Disponível em: https://portal.fgv.br/noticias/ranking-repositorios-coloca-sistema-bibliotecas-fgv-top-5-brasileiro. Acesso em: 17 out. 2020.