Entrevista com Érica Vitorini, do canal Histórias para contar

O Mundo Bibliotecário entrevistou Érica Fernanda Vitorini, bibliotecária e estudante de pedagogia.

A Érica criou o canal Histórias para contar e contou para a gente um pouco sobre ele.

Assista a entrevista e inscreva-se no Histórias para contar! Toda semana tem um vídeo novo!

Crédito: Érica Fernanda Vitorini

O papel dos arquivos frente ao COVID-19

Fonte: Pixabay

O Grupo de Trabalho sobre Arquivos e Direitos Humanos da ALA e a SAHR da ACI expressam seu apoio à Declaração da UNESCO “Transformando a ameaça do COVID-19 em uma oportunidade de maior apoio ao patrimônio documental” publicado há alguns dias. Divulgamos esta declaração na qual o patrimônio documental é tratado como um recurso importante para oferecer uma perspectiva histórica de como os governos, seus cidadãos e a comunidade internacional enfrentaram pandemias no passado e, portanto, a importância de preservar registros dessa pandemia para pesquisas futuras.

A declaração está disponível para download em inglês e espanhol:

The role of archives in the COVID-19 crisis

El papel de los archivos en la crisis del COVID-19

Relatório da UNESCO sobre museus ao redor do mundo em face do COVID-19 está disponível online

A UNESCO lançou um novo relatório sobre museus ao redor do mundo em face do COVID-19, fruto de uma pesquisa internacional direcionada a museus, profissionais da cultura e Estados-Membros.

Este relatório, apresentando uma primeira avaliação do impacto do COVID-19 no setor de museus, lança uma nova luz sobre as principais tendências dos museus do mundo, sua reação diante da crise, sua capacidade de resiliência e os desafios de acessar cultura.

O estudo revela que o número de museus é estimado em cerca de 95.000 em 2020, o que representa um aumento de 60% em relação a 2012. No entanto, eles são muito desigualmente distribuídos pelo mundo. Os museus foram particularmente afetados pela pandemia, pois 90% deles fecharam suas portas durante a crise e, de acordo com o Conselho Internacional de Museus (ICOM), mais de 10% podem nunca reabrir. Diante da crise, os museus agiram rapidamente para desenvolver sua presença na Internet. No entanto, a divisão digital é mais evidente do que nunca: apenas 5% dos museus na África e nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) foram capazes de propor conteúdo online.

“Este relatório não apenas fornece uma melhor compreensão do impacto da pandemia de COVID-19 nas instituições museológicas e dos desafios que eles enfrentarão após a crise da saúde, mas também explora as formas de apoiar os museus após a crise”, declarou Audrey Azoulay, Diretor Geral da UNESCO. “Há uma necessidade urgente de fortalecer políticas que apoiem ​​esse setor, que desempenha um papel essencial em nossas sociedades para a disseminação da cultura, educação, coesão social e apoio à economia criativa”.

Com o objetivo de reunir informações sobre como o surto em curso de COVID-19 afeta o setor cultural, o Conselho Internacional de Museus (ICOM) lançou uma pesquisa global para analisar o impacto das medidas de quarentena. O relatório do ICOM fornece informações sobre a situação dos museus e sua equipe, o impacto econômico previsto, a digitalização e a comunicação, a segurança dos museus e a conservação de coleções e a situação dos profissionais independentes dos museus.

Essa reflexão comum e a cooperação interinstitucional fornecem dados atualizados sobre museus e instituições museológicas, que são ainda mais importantes neste período de desafio global trazido pela COVID-19.

Este texto é uma tradução livre da notícia Launch of UNESCO Report on museums around the world in the face of COVID-19, acessada em 23 de julho de 2020.

Diretório Brasileiro de Bibliotecas Acessíveis

Crédito: GT Acessibilidade FEBAB

O GT Acessibilidade (GT-Acess) da Federação Brasileira das Associações de Bibliotecários (FEBAB), está organizando o Diretório Brasileiro de Bibliotecas Acessíveis de instituições públicas e privadas, municipais, estaduais ou federais.

Este Diretório visa tornar-se uma fonte de referência sobre as bibliotecas brasileiras que disponibilizam: acervos em formato acessível; equipamentos de tecnologia assistiva; produzem conteúdo acessível sob demanda e realizam capacitação para usuários com deficiência.

O GT pede ampla divulgação entre as bibliotecas para que todas possam participar do Diretório preenchendo o formulário disponível em: https://bit.ly/DiretórioAcessibilidade.

As respostas serão recebidas até 17 de setembro de 2020.

Maiores informações: gtacess.febab@gmail.com

Painel Funesc debate ‘A Biblioteca Pública antes e depois da pandemia

Para a bibliotecária Cybelle Macedo, levará um tempo até que as bibliotecas voltem a ser pontos de convergência

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) realiza, nesta terça-feira (21), a segunda edição do ‘Painel Funesc’, a partir das 19h. O tema em debate vai ser ‘A Biblioteca Pública antes e depois da pandemia’, com transmissão ao vivo via YouTube.

O debate vai abordar as atividades que a Biblioteca da Funesc oferecia antes do período de isolamento domiciliar, destacando os projetos oferecidos e a estrutura da Juarez da Gama Batista, maior biblioteca do Estado (com um acervo de 200 mil obras). Em seguida, a discussão vai abordar o ‘novo normal’.

Protocolos nas bibliotecas

Para a bibliotecária Cybelle Macedo, preocupações contínuas de distanciamento social significam que ainda levará um tempo até que as bibliotecas voltem a ser pontos de convergência para leituras e pesquisas presencialmente. “Todos os protocolos precisam ser respeitados e não será diferente com as bibliotecas”, comentou ela.

Realidade mundial

Na China, onde algumas bibliotecas começaram a abrir ao público, muitas práticas de segurança estão em vigor. Conforme Tatiana Cavalcante, as visitas em bibliotecas chinesas são limitadas a uma hora e os usuários não podem se sentar ou ler na biblioteca.

Na Alemanha, ainda conforme Tatiana, as bibliotecas estão em processo de reabertura. “Algumas monitoram o número de usuários dentro da biblioteca e todos são incentivados a limitar suas visitas a apenas 20 minutos”, declarou a bibliotecária Tatiana Cavalcante.

Os procedimentos para o ‘novo normal’ em bibliotecas brasileiras ainda estão em processo de debate e construção. Mas apresenta-se como evidente que haverá o controle de acesso e também um controle de permanência de usuários, além de uma lista de medidas de segurança para evitar contaminação pela Covid-19.

Bibliotecários transformam Google Forms em escape rooms virtuais

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira

Jogos ajudam a manter a comunidade entretida durante a quarentena

No dia em que a Biblioteca Pública de Peters Township, em McMurray, no estado norte-americano da Pensilvânia, pretendia revelar um escape room com temática de super-heróis, a pandemia obrigou a biblioteca a fechar suas portas. Sem local físico, a bibliotecária Sydney Krawiec criou uma alternativa: uma sala de fuga digital, criada no Google Forms.

Em apenas quatro horas, ela fez um jogo baseado no universo de “Harry Potter”, colocando os participantes em uma série de quebra-cabeças que precisavam ser respondidos para progredir no game. Em pouco tempo, o formulário viralizou. Isso motivou outros bibliotecários a fazerem o mesmo.

Com esses “escape rooms” virtuais, os bibliotecários puderam servir sua comunidade e também aqueles de muito longe, dando às pessoas presas em casa algo de diferente para fazer. Segundo os bibliotecários, esses desafios se tornaram uma ferramenta para o ensino remoto, bem como um dispositivo para a formação e desenvolvimento de equipes.

“Eu sei que muitos pais, especialmente quando todos começamos a trabalhar em casa, que estavam sobrecarregados com a tentativa de encontrar coisas para manter as crianças ocupadas durante o dia ou para impedir que os adolescentes jogassem videogames o dia inteiro”, diz Morgan Lockard, bibliotecário da Biblioteca Pública do Condado de Campbell, no Kentucky, que já criou cinco salas de fuga.

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Sala de fuga começa explicando onde os jogadores estão no mundo bruxo. Imagem: Reprodução

Nesses jogos, você resolve uma série de problemas, variando de quebra-cabeças digitais (com links externos) a equações matemáticas, com descrições explicando o que você vê nas salas à medida que avança. O formato é bem simples: as páginas contam com uma ou duas fotos, talvez um vídeo, uma descrição e alguns links, além de perguntas de múltipla escolha ou com um campo de resposta. Quando você responde corretamente, avança para a próxima etapa.

As salas de fuga se tornaram cada vez mais populares nos últimos anos. Krawiec já havia criado duas salas físicas de “Harry Potter” antes de fazer o jogo de super-heróis. Ela criava salas similares quando ensinava matemática para alunos da oitava série.

Ao avançar no jogo, os jogadores desenvolvem suas habilidades de resolução de problemas e interpretação de texto, afirma a bibliotecária Brooke Windsor, da Biblioteca Pública de Richmond Hill, em Ontário, no Canadá. Além de aperfeiçoar essas habilidades, os problemas geralmente envolvem matemática ou geografia.

Essas atividades são uma forma de gerar interesse nos alunos por diferentes disciplinas. Lockard diz que sua antiga sala de fuga com o tema do Egito é usada em aulas de história, enquanto sua sala com temática espacial é usada por professores de ciências.

O Google Forms também pode servir como ponto de partida para os alunos aprenderem mais. Um guia para a sala de escape espacial de Lockard tem informações adicionais e fatos que os jogadores podem buscar. O jogo em si depende que o participante pesquise pelo menos um pouco.

Reprodução

Procurar códigos ou decifrar enigmas são alguns dos desafios desses jogos. Imagem: Reprodução

Existem algumas desvantagens de trazer as salas de fuga para o mundo digital. O Google Forms não salva seu progresso; portanto, se você sair acidentalmente da página, terá que começar tudo de novo. Além disso, como os quebra-cabeças costumam ser baseados em imagens, podem não ser acessíveis para pessoas com deficiência visual. Krawiec e Windsor dizem trabalhar com instrutores de alunos com deficiência para desenvolver versões mais inclusivas, como baseadas em texto ou com leitor de tela.

Os bibliotecários não são os únicos a criar salas de fuga virtuais. A Puzzle Break, empresa especializada em salas de escape, criou duas salas totalmente virtuais que podem ser reproduzidas em videochamada. Outra empresa, The Escape Game, envia um funcionário com uma câmera para uma sala de fuga real e os jogadores participam por videochamada.

O setor sofre grandes perdas por causa da pandemia. Uma empresa de salas de fuga pode gerar US$ 125 mil em receita anual, caso esgote as vagas na maioria dos fins de semana, de acordo com uma reportagem de 2018 do New York Times.

Windsor diz que as salas de fuga permitiram aos bibliotecários alcançar ainda mais pessoas do que esperavam. “Não é apenas nossa comunidade imediata”, diz ela. “É a comunidade mundial. E acho que, se esse não é o objetivo final da biblioteconomia, nada é”.

Via: The Verge

Disponível em: https://olhardigital.com.br/games-e-consoles/noticia/bibliotecarios-transformam-google-forms-em-salas-de-fuga-virtuais/103667. Acesso em: 18 jul. 2020.

Consórcio BDJur oferece tutorial para tour virtual no portal de bibliotecas

O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – ganhou um novo recurso para facilitar as pesquisas na plataforma. Fruto de parceria entre a Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ministro Oscar Saraiva e a Coordenadoria de TV e Rádio do tribunal, o tutorial do consórcio permite um tour virtual no portal, apresentando as bibliotecas digitais participantes, os tipos de conteúdos disponíveis e as opções de pesquisa e acesso aos documentos.   

Gerenciado pela Biblioteca do STJ, o Consórcio BDJur reúne, além da biblioteca digital do próprio órgão, acervos de outros órgãos do Poder Judiciário, das esferas federal e estadual – com destaque para a participação do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios –, e os acervos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 

A plataforma permite a consulta a mais de 127 mil documentos, entre livros, artigos e atos normativos disponibilizados pelas 11 instituições consorciadas.   

Acesse o tutorial clicando aqui ou por meio da página inicial do consórcio. 

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3319-9880 ou pelo e-mail consorciobdjur@stj.jus.br.

Disponível em: http://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/17072020-Consorcio-BDJur-oferece-tutorial-para-tour-virtual-no-portal-de-bibliotecas.aspx. Acesso em: 18 jul. 2020.

A pandemia e a literatura

Agência FAPESP – As Academias Nacional de Medicina (ANM), Brasileira de Ciências (ABC) e de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizarão o simpósio on-line “A pandemia e a literatura” amanhã (16/07).

O evento on-line abordará obras da literatura que retrataram grandes mazelas da humanidade, com o intuito de entender o presente.

Romeu e Julieta, de William Shakespeare; A peste, de Albert Camus; A montanha mágica, escrita por Thomas Mann; Ensaio sobre a cegueira, clássico de José Saramago; Moby Dick, de Herman Melville; Chão de Ferro, do brasileiro Pedro Nava; e Decameron, de Giovanni Boccaccio, serão algumas das obras comentadas por escritores e médicos durante o evento.

O simpósio terá como convidados os membros da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Carneiro, Domício Proença e Nélida Piñon, além de médicos como Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz, e os acadêmicos José de Jesus Camargo, pioneiro no transplante de pulmão na América Latina, e José Osmar Medina Pestana, um dos líderes do maior programa de transplante de rim no mundo.

O evento será apresentado a partir das 15 horas, no Web Hall da Academia Nacional de Medicina, pela plataforma Zoom Meetings. Não há necessidade de inscrição prévia.

Mais informações: www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=3298.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/agenda-detalhe/a-pandemia-e-a-literatura/33641/. Acesso em: 15 jul. 2020.

Menina de 12 anos doa mais de 1.300 livros para pequenas bibliotecas

Desde que escolas e bibliotecas fecharam por causa da pandemia de coronavírus, Ashlyn Coxe, de 12 anos, compartilhou mais de 1.300 livros através do Programa Little Libraries. (Tyler Hardin, WCTI NewsChannel 12)

WINTERVILLE, Pitt County – Uma jovem mulher está tentando garantir que crianças de todo o condado de Pitt tenham acesso a livros neste verão.

Desde que escolas e bibliotecas fecharam por causa da pandemia de coronavírus, Ashlyn Coxe, de 12 anos, compartilhou mais de 1.300 livros através do Programa Little Libraries. Ela parou em quase 30 pequenas bibliotecas em todo o condado para fazer doações.

Coxe disse que isso faz parte de seu projeto Bat Mitzvah, e ela gosta de compartilhar o amor pela leitura com outras crianças.

“Eu realmente amo livros”, disse ela, “e o pensamento de que algumas pessoas não têm livros para ler é horrível para mim porque os livros são incríveis e podem transportar você para outros mundos, e é maravilhoso.
“Isso coloca um sorriso no rosto dos outros, e, desde que tenhamos livros chegando, teremos o prazer de encontrar um lar para eles”, acrescentou sua mãe, Melissa.

Disponível em: https://wcti12.com/news/local/12-year-old-donates-more-than-1300-books-to-little-libraries. Acesso em: 11 jul. 2020.

Projeto da Biblioteca Municipal de Juiz de Fora incentiva a leitura no ambiente virtual

Mensalmente, o projeto ‘Da Estante’ lançará vídeos com a leitura e análise crítica de uma obra literária. O primeiro episódio será liberado neste sábado (11).

Projeto da Biblioteca Municipal de Juiz de Fora incentiva a leitura no ambiente virtual — Foto: MG1/Reprodução
Projeto da Biblioteca Municipal de Juiz de Fora incentiva a leitura no ambiente virtual — Foto: MG1/Reprodução

A fim de criar uma nova alternativa de entretenimento durante o período de isolamento social, a Biblioteca Municipal Murilo Mendes, em Juiz de Fora, lança projeto de leitura por meio das redes sociais.

O projeto “Da Estante” terá vídeos gravados na biblioteca, com a jornalista Thaís Pifano, uma das idealizadoras da iniciativa, lendo o livro escolhido e realizando uma análise crítica do mesmo.

Os vídeos serão disponibilizados sempre no segundo sábado de cada mês, no Instagram da instituição. Segundo a jornalista, a quantidade de vídeos pode aumentar de acordo com a demanda.

“Escolhemos obras focadas no público jovem e adulto, priorizando histórias mais curtas. No caso de livros mais densos, trabalharemos a leitura de capítulos ou análises críticas do texto, enfatizando a relevância da obra no contexto atual”, explicou Pifano.

Segundo a jornalista, o projeto busca inserir a leitura como atividade prazerosa e informativa no ambiente doméstico, durante a quarentena.

“É alternativa de lazer cultural para ser usufruída individualmente ou em família”, destacou.

Os livros são escolhidos pela equipe do projeto, mas sugestões do público são bem-vindas.

O primeiro episódio do projeto “Da Estante” vai ao ar neste sábado (11) e o título escolhido foi “Era uma vez um Tirano”, de Ana Maria Machado, publicado pela Editora Salamandra.

Disponível em: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2020/07/10/projeto-da-biblioteca-municipal-de-juiz-de-fora-incentiva-a-leitura-no-ambiente-virtual.ghtml. Acesso em: 11 jul. 2020.