Convite para o Barganha Book

O Barganha Book é uma feira de trocas organizada pelo Sistema Integrado de Bibliotecas de São Carlos (SIBI – São Carlos), da Prefeitura, onde são disponibilizados exemplares de livros, revistas e gibis para serem trocados.

A troca no Barganha Book é feita de maneira bem simples: a pessoa leva um exemplar de qualquer livro, revista ou gibi, e troca por outro. O evento acontece todo último domingo de cada mês na Biblioteca Amadeu Amaral. Também ocorrem as edições itinerantes, nos bairros de São Carlos.

A Biblioteca Amadeu Amaral também está aceitando doações de livros com a temática de meio ambiente para a Sala Verde.

27/07 (Domingo) – Biblioteca Amadeu Amaral – 9h00 às 13h00

Rua Treze de Maio, 2000 – Centro / Fone (16) 3374-4144

AGOSTO

03 (Domingo) – 9h00 às 12h00

Biblioteca Púlica Municipal Euclides da Cunha

Rua Ananias Evangelista de Toledo, 501, Vila Prado – Fone: (16) 3374-3084

09 (Sábado) – 9h00 às 12h00

Barganha Book itinerante – Biblioteca Escola do Futuro EMEB Dalila Galli

Rua Rio Paranapanema, s/nº, Jockey Clube – Fone: (16) 3361-7010

31 (Domingo) – Biblioteca Amadeu Amaral – 9h00 às 13h00

Rua Treze de Maio, 2000 – Centro / Fone (16) 3374-4144

Sobre a credibilidade da informação

A Internet deu às pessoas de todos os cantos do planeta a possibilidade de serem ouvidas e de se fazerem ouvir. Seja por meio de blogs, vídeos, imagens ou quaisquer outros recursos, todos os dias as informações produzidas por esses autores “anônimos” aumentam espantosamente. Mas quanto se aproveita delas? Talvez 1% ou menos… ou um pouco mais do que isso. Dependerá do usuário e da informação que procura, por exemplo. Ao encontrá-la num blog, é comum se reportar a fontes confiáveis, como sites de notícias, de jornais impressos e científicos.

No entanto, o que se procura na fonte de informação confiável é a neutralidade comum à notícia jornalística, porque a informação propriamente dita já foi localizada. Deseja-se, com isso, averiguar a validade dos argumentos do (a) autor (a), visto que não são reconhecidos com autoridade no assunto, exceto blogs de colunistas de jornais ou revistas e de jornalistas. Assim, não fica difícil informar-se pela Internet, mas acreditar naquilo que se lê no ambiente virtual. Esse é um dos problemas da nova era.

A informação sempre correu solta

É comum ouvir em diversos lugares, em vários textos que vivemos na Era da Informação. Mas porque apenas agora a informação tomou tamanha importância a ponto de tornar-se nome de uma Era, de um momento histórico?

Um primeiro ponto a ser considerado são as tecnologias da informação. Nunca se viu, em qualquer outro período da história, a informação correr solta como hoje. Não que em outros tempos ela não fosse divulgada, porém restringia-se a grupos sociais menores. O fenômeno verificado hoje só foi possível com o surgimento de celulares, televisão, rádio, internet, palmtops, computadores… tudo isso pode ser considerado tecnologia da informação porque transmite informação e permite sua propagação rápida e ampla. É fato que mais informações chegam até as pessoas, mas muito pouco do que realmente se deseja saber. Assim, a quantidade informações produzidas é diretamente proporcional a dificuldade de se achar uma uma que seja específica.

Outro ponto: a informação possui valor agregado, transformando-se num bem que pode gerar lucro. Um exemplo disso é uma caso interessante que ouvi certa vez. Um supermercado notou que nos finais de semana eram vendidos dois itens nos finais de semana do que durante a semana. Tal fato ocorria com certa freqüência, pois os pais saíam para as compras enquanto as mães arrumavam a casa. Contudo, nem sempre seguiam a lista de compras, mas nunca se esqueciam de dois itens: fraldas e cerveja. Levavam a fralda para que as mães não brigassem depois (ai se esquecessem…) e a cerveja para acompanhar o futebol. De posse dessa informação, o supermercado deixou esses itens em corredores próximos para vendê-los mais e, assim, lucrar mais.

É por essas e outras que vivemos na Era da Informação.

A biblioteca é assim

Nela, o tempo parece não passar para as informações nela contidas. Sobretudo as registradas em livros. Caso contrário, que seria delas? É fato que a literatura nas áreas de Exatas e Biológicas evolui e torna-se ultrapassada rapidamente, o que não ocorre com tanta freqüência nas Humanas. Se assim fosse, Michel Foucault não seria estudado ainda hoje…

Assim, a mudança do papel das bibliotecas é visível hoje. Até o início do século XIX, quando surge a idéia de biblioteca pública baseada nos princípios democráticos da Revolução Francesa, seu papel, bem como de seus bibliótecários, era mais de um “guardião” do que de um bibliotecário propriamente dito. Tal posição é legado de Alexandria, quando na mítica biblioteca estudiosos de diversas regiões reuniam-se para estudar. E perdurou durante a Idade Média, modificando-se no início do século XIX.

Querer é poder!

Apesar das constatações infelizes em “Biblioteca…”, publicado em 13 de julho de 2008 neste blog, esforços individuais vêm sendo realizados. Um exemplo é o relatado no jornal O Estado de São Paulo, de 14 de julho de 2008, que publicou a matéria intitulada Faxineira monta biblioteca em comunidade carente de SP.

Atitudes como a de Deusa, protagonista da reportagem, revelam que com muito pouco e também com a ajuda dos outros é possível estimular a leitura.  Nesse caso, a biblioteca foi construída pela própria Deusa por gostar de ler. Na reportagem integral publicada no jornal impresso, no dia 14 de julho de 2008, consta a informação de que a biblioteca possui 3 mil livros e não há mais de um exemplar do mesmo livro por falta de espaço. Além do empréstimo, Deusa pretende promover outras atividades para as crianças e adolescentes que freqüentam a biblioteca.

Outros atitudes semelhantes já tiveram espaço na mídia, porém praticamente em todos não se teve outra notícia além da construção da biblioteca. Não se sabe como continuou o projeto, se a biblioteca foi ampliada, se o número de usuários cresceu, se o acervo aumentou… absolutamente nada. Provavelmente não, porque se projetos como esse tivesse algum tipo de auxílio financeiro, certamente teriam algum destaque. No entanto, persistem, apesar de parecerem que nunca tivessem existido.

Minha citação

Um povo sem livros é como um míope sem óculos.

Um esforço conjunto dos CRBs (Conselhos Regionais de Biblioteconomia), ao lado do CFB (Conselho Federal de Biblioteconomia) e do MEC é necessário para que seja implementada uma política do livro no Brasil. Mas pensar na política não é suficiente: pensar no usuário é mais importante, pois ele será atingido por essa política.

Assim, deve-se estabelecer o perfil dos usuários que se pretende atingir. Crianças da rede pública de ensino? Usuários das bibliotecas públicas? Estudantes? Pesquisadores?

Espera-se que essa idéia seja um princípio de algo que possa contribuir para a difusão da leitura. Afinal, a leitura é necessária para estimular o gosto pelo conhecimento, que é infinito e só pode morrer se o leitor deixar. O livro não deve ser uma muleta, mas um instrumento que permita ao leitor enxergar o mundo que o envolve com outros olhos, tal como o óculos para o míope.

Reflexões

As bibliotecas são pouco freqüentadas. Isso é um fato. Apesar disso, indicadores recentes mostram que o brasileiro está lendo mais. As imagens de crianças em feiras de livros, folheando-os, confirma essa situação? Não.

Quais brasileiros estão lendo mais? Os adultos e as crianças que freqüentam feiras de livros, sebos, livrarias de shoppings? Se for, e provavelmente é, isso é bom, mas preocupante proque desconsidera a maior parte da população que sequer tem dinheiro suficiente para suprir suas necessidades básicas, como alimentação e saúde.

As bibliotecas também têm culpa nisso. Poderiam exigir mais dos governos, em todas as esferas, para que tivessem funcionários qualificados e preparados para atender seus usuários. Com poucos recursos e muitas vezes deixadas em segundo plano, inclusive em escolas particulares, ocorre o que se verificou no início do ano com algumas bibliotecas públicas de São Paulo: seu fechamento, seja por falta de uso, seja por falta de vontade política em mantê-las.