Você sabia?

As bibliotecas têm (pelo menos deveriam ter…) uma seção chamada “referência”. O nome deve-se ao fato dos profissionais dessa seção fornecerem a referência da informação procurada, e não a informação propriamente dita (por exemplo, um livro, um CD, um mapa etc.). Infelizmente, a imagem que se tem do bibliotecário de referência é a de uma pessoa isolada, tímida e introvertida que detesta ser incomodada. O cenário atual é outro, embora seja comum esse serviço nem sempre ser prestado da melhor forma e, quando muito, satisfaça a necessidade informacional do usuário.

Um exemplo prático: após várias tentativas de procurar um livro, geralmente os usuários desistem de procurá-los. E como o serviço de referência é pouco conhecido dos mesmos, exceto pelos seus assíduos freqüentadores, muitos não procuraram o bibliotecário e ficam frustados. A desistência pode ser atribuída à imagem acima mencionada (e construída tanto por bibliotecários como por usuários) ou por experiências negativas passadas. Outro motivo: o acervo nem sempre é familiar ao usuário (que dirá os números de chamada!) e é sempre desanimador não encontrar o que se procura.

Uma possível solução é o treinamento de usuários para familiarizarem-se com o acervo, o qual não isenta o bibliotecário de referência da prestação de seu serviço. Antes, reforça a imagem negativa acerca desse profissional, que permanece distante do usuário, além de contribuir para a “obscuridade” da sua função na biblioteca. Atualmente, esse profissional é uma verdadeira fonte de informação e deve sempre ser consultado.

XV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

O XV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) será realizado em São Paulo, de 10 a 14 de novembro. O evento ocorrerá no Palácio de Convenções do Anhembi, localizado à Avenida Olavo Fontura, 1209 – São Paulo/SP. A edição de 2008 marca os 30 anos do evento, realizado desde 1978 em diferentes estados brasileiros.

As inscrições podem ser feitas no site do SNBU 2008 .

II Fórum do PNLL e I Seminário de Bibliotecas

No primeiro dia do I Fórum do Plano Nacional do Livro e Leitura e o I Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias, que acontecem de 14 a 17 de agosto de 2008 em São Paulo, estão programadas as seguintes atividades:

              a) Palestra: Formação do bibliotecário para o contexto da biblioteca como centro cultural multimidial, com Dr. Max Butlen (Université Cergy Pontoise – França).
              b) Painel Hábitos da Leitura no Brasil, com Galeno Amorim (coordenador da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil e diretor do Observatório do Livro e da Leitura) e Jorge Yunes (presidente do Instituo Pró-Livro).
              c) Painel 2 anos de PNLL e o futuro da leitura no Brasil, com Jéferson Assumção (Coordenadoria Geral do Livro e da Leitura), André Lazaro (secretário de Educação Continuada, Alfabetizando e Diversidade do Ministério da Educação), Jeanete Beauchamp (Diretoria de Políticas de Formação Materiais Didáticos e de Tecnologias para Educação Básica), Carlos Alberto Xavier
(Assessoria Especial Ministério da Educação) e José Castilho Marques Neto (secretário executivo do PNLL).

Inscrições e demais informações podem ser obtidas no site Biblioteca Viva!

Convite para o Barganha Book

O Barganha Book é uma feira de trocas organizada pelo Sistema Integrado de Bibliotecas de São Carlos (SIBI – São Carlos), da Prefeitura, onde são disponibilizados exemplares de livros, revistas e gibis para serem trocados.

A troca no Barganha Book é feita de maneira bem simples: a pessoa leva um exemplar de qualquer livro, revista ou gibi, e troca por outro. O evento acontece todo último domingo de cada mês na Biblioteca Amadeu Amaral. Também ocorrem as edições itinerantes, nos bairros de São Carlos.

A Biblioteca Amadeu Amaral também está aceitando doações de livros com a temática de meio ambiente para a Sala Verde.

27/07 (Domingo) – Biblioteca Amadeu Amaral – 9h00 às 13h00

Rua Treze de Maio, 2000 – Centro / Fone (16) 3374-4144

AGOSTO

03 (Domingo) – 9h00 às 12h00

Biblioteca Púlica Municipal Euclides da Cunha

Rua Ananias Evangelista de Toledo, 501, Vila Prado – Fone: (16) 3374-3084

09 (Sábado) – 9h00 às 12h00

Barganha Book itinerante – Biblioteca Escola do Futuro EMEB Dalila Galli

Rua Rio Paranapanema, s/nº, Jockey Clube – Fone: (16) 3361-7010

31 (Domingo) – Biblioteca Amadeu Amaral – 9h00 às 13h00

Rua Treze de Maio, 2000 – Centro / Fone (16) 3374-4144

Sobre a credibilidade da informação

A Internet deu às pessoas de todos os cantos do planeta a possibilidade de serem ouvidas e de se fazerem ouvir. Seja por meio de blogs, vídeos, imagens ou quaisquer outros recursos, todos os dias as informações produzidas por esses autores “anônimos” aumentam espantosamente. Mas quanto se aproveita delas? Talvez 1% ou menos… ou um pouco mais do que isso. Dependerá do usuário e da informação que procura, por exemplo. Ao encontrá-la num blog, é comum se reportar a fontes confiáveis, como sites de notícias, de jornais impressos e científicos.

No entanto, o que se procura na fonte de informação confiável é a neutralidade comum à notícia jornalística, porque a informação propriamente dita já foi localizada. Deseja-se, com isso, averiguar a validade dos argumentos do (a) autor (a), visto que não são reconhecidos com autoridade no assunto, exceto blogs de colunistas de jornais ou revistas e de jornalistas. Assim, não fica difícil informar-se pela Internet, mas acreditar naquilo que se lê no ambiente virtual. Esse é um dos problemas da nova era.

A informação sempre correu solta

É comum ouvir em diversos lugares, em vários textos que vivemos na Era da Informação. Mas porque apenas agora a informação tomou tamanha importância a ponto de tornar-se nome de uma Era, de um momento histórico?

Um primeiro ponto a ser considerado são as tecnologias da informação. Nunca se viu, em qualquer outro período da história, a informação correr solta como hoje. Não que em outros tempos ela não fosse divulgada, porém restringia-se a grupos sociais menores. O fenômeno verificado hoje só foi possível com o surgimento de celulares, televisão, rádio, internet, palmtops, computadores… tudo isso pode ser considerado tecnologia da informação porque transmite informação e permite sua propagação rápida e ampla. É fato que mais informações chegam até as pessoas, mas muito pouco do que realmente se deseja saber. Assim, a quantidade informações produzidas é diretamente proporcional a dificuldade de se achar uma uma que seja específica.

Outro ponto: a informação possui valor agregado, transformando-se num bem que pode gerar lucro. Um exemplo disso é uma caso interessante que ouvi certa vez. Um supermercado notou que nos finais de semana eram vendidos dois itens nos finais de semana do que durante a semana. Tal fato ocorria com certa freqüência, pois os pais saíam para as compras enquanto as mães arrumavam a casa. Contudo, nem sempre seguiam a lista de compras, mas nunca se esqueciam de dois itens: fraldas e cerveja. Levavam a fralda para que as mães não brigassem depois (ai se esquecessem…) e a cerveja para acompanhar o futebol. De posse dessa informação, o supermercado deixou esses itens em corredores próximos para vendê-los mais e, assim, lucrar mais.

É por essas e outras que vivemos na Era da Informação.

A biblioteca é assim

Nela, o tempo parece não passar para as informações nela contidas. Sobretudo as registradas em livros. Caso contrário, que seria delas? É fato que a literatura nas áreas de Exatas e Biológicas evolui e torna-se ultrapassada rapidamente, o que não ocorre com tanta freqüência nas Humanas. Se assim fosse, Michel Foucault não seria estudado ainda hoje…

Assim, a mudança do papel das bibliotecas é visível hoje. Até o início do século XIX, quando surge a idéia de biblioteca pública baseada nos princípios democráticos da Revolução Francesa, seu papel, bem como de seus bibliótecários, era mais de um “guardião” do que de um bibliotecário propriamente dito. Tal posição é legado de Alexandria, quando na mítica biblioteca estudiosos de diversas regiões reuniam-se para estudar. E perdurou durante a Idade Média, modificando-se no início do século XIX.

Querer é poder!

Apesar das constatações infelizes em “Biblioteca…”, publicado em 13 de julho de 2008 neste blog, esforços individuais vêm sendo realizados. Um exemplo é o relatado no jornal O Estado de São Paulo, de 14 de julho de 2008, que publicou a matéria intitulada Faxineira monta biblioteca em comunidade carente de SP.

Atitudes como a de Deusa, protagonista da reportagem, revelam que com muito pouco e também com a ajuda dos outros é possível estimular a leitura.  Nesse caso, a biblioteca foi construída pela própria Deusa por gostar de ler. Na reportagem integral publicada no jornal impresso, no dia 14 de julho de 2008, consta a informação de que a biblioteca possui 3 mil livros e não há mais de um exemplar do mesmo livro por falta de espaço. Além do empréstimo, Deusa pretende promover outras atividades para as crianças e adolescentes que freqüentam a biblioteca.

Outros atitudes semelhantes já tiveram espaço na mídia, porém praticamente em todos não se teve outra notícia além da construção da biblioteca. Não se sabe como continuou o projeto, se a biblioteca foi ampliada, se o número de usuários cresceu, se o acervo aumentou… absolutamente nada. Provavelmente não, porque se projetos como esse tivesse algum tipo de auxílio financeiro, certamente teriam algum destaque. No entanto, persistem, apesar de parecerem que nunca tivessem existido.