Viver em meio a livros

Biblioteca em casa deve combinar estética e funcionalidade, além de prever a possibilidade de sua expansão

A arquiteta Fernanda Marques na biblioteca da sua casa, em São Paulo
A arquiteta Fernanda Marques na biblioteca da sua casa, em São Paulo Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Existem aqueles que não abrem mão de um cômodo específico na casa para guardar seus livros. Outros preferem conjugar biblioteca e outros ambientes, e há ainda aqueles que, indiferentes a qualquer convenção, não abrem mão de nenhum espaço disponível para armazenar o acervo: de corredores a lavabos. Em plena era digital, para uma legião fiel de leitores, o essencial é tê-los por perto. “Eu e meu marido adoramos ler. Lemos em telas das mais variadas, mas gostamos de ter livros físicos”, afirma a arquiteta Fernanda Marques, que concentrou os volumes do casal em toda uma parede de seu home office. E, mais do que isso, se empenhou em dotar o ambiente de condições ideias de leitura.

Luminárias se espalham por estante em projeto de Lucilla Pessoa de Queiroz
Luminárias se espalham por estante em projeto de Lucilla Pessoa de Queiroz Foto: André Nazareth

A icônica poltrona Up, de 1969, clássico do italiano Gaetano Pesce, por exemplo, não está lá por acaso. “É um dos meus móveis favoritos, mas ela foi escolhida por ser, antes de mais nada, extremamente confortável”, conta ela, que,</CW><CW-6> (sic) além do móvel, compartilha com o marido as prateleiras da estante.

“À direita, ficam os livros dele. Os de economia, mais consultados, mas também os de história e de ficção científica. No outro lado, os meus: clássicos, romances históricos e, atualmente, muitos de neurociência, assunto que tem me interessado bastante”, descreve a arquiteta que, a partir desse esquema básico, procurou organizar os volumes primeiro por idioma, depois por frequência de leitura.

Bibioteca ocupa parte da sala de jantar da casa do arquiteto carioca Maurício Nóbrega
Bibioteca (sic) ocupa parte da sala de jantar da casa do arquiteto carioca Maurício Nóbrega Foto: FELIPE FITTIPALDI

Pensada para um casal de médicos que costuma trabalhar em casa, outra biblioteca, desta vez projetada pela arquiteta Patricia Mello, também conta com território específico dentro da geografia doméstica. Só que, no caso, partilhando o espaço da sala de estar. “Os ambientes ficam separados por portas de correr de vidro, mantendo a comunicação visual entre eles, mas preservando o conforto acústico”, explica ela. 

Com prateleiras de vidro e iluminação interna com lâmpadas LED, a estante acomoda livros de consulta e estudos, mas também de literatura em geral. Além de objetos como porta-retratos, lembranças de viagens e pequenos objetos. “É uma forma de deixar a composição mais leve”, relata Patricia que, para evitar nichos muito altos, procurou posicionar os volumes maiores na horizontal.

Estante com livros ocupa parte do lavabo da casa do arquiteto Maurício Nóbrega
Estante com livros ocupa parte do lavabo da casa do arquiteto Maurício Nóbrega Foto: Rodrigo Azevedo

“Ao finalizarmos o projeto, o próprio dono da casa organizou seus livros de acordo com a frequência de uso e a facilidade de acesso. Em geral, aconselho que os mais utilizados fiquem à altura dos olhos. No mais, gosto de deixar meus clientes mais livres na hora de organizar seus livros. Acredito que isso acaba trazendo um resultado mais orgânico e natural”, diz.

“Penso que a biblioteca particular deve contar um pouco a história do morador, criar uma memória afetiva, aumentar a sensação de pertencimento. Por isso, além de explorar as cores, formatos e espessuras dos livros na composição das estantes, procuro distribuir pequenos objetos pelas prateleiras”, afirma a arquiteta Adriana Esteves, que acaba de desenvolver um projeto para o home office de um promotor de Justiça, praticante de karatê.

Divisória de vidro separa biblioteca do living em projeto de Patricia Mello  
Divisória de vidro separa biblioteca do living em projeto de Patricia Mello   Foto: Luis Gomes

“Os interesses dele são bem variados: literatura, negócios, finanças, biografias e, claro, sua arte marcial favorita. Ele encara o ambiente como uma espécie de santuário, no qual estante funciona como o altar”, brinca ela, que dimensionou a metragem e o número de prateleiras com base na quantidade de livros indicada por seu cliente. 

Já para o arquiteto Maurício Nóbrega, um ambiente apenas não foi suficiente para abrigar toda sua coleção de livros, acumulada há anos. “Fato é que meu acervo foi crescendo tanto que o living acabou ficando pequeno. A ponto de eu ter de pensar na sala de jantar e até no lavabo”, conta ele, que, na disposição de seus volumes, procurou atingir um equilíbrio possível entre funcionalidade e estética.

Projeto de Adriana Esteves para jurista prevê estante com prateleiras regulares
Projeto de Adriana Esteves para jurista prevê estante com prateleiras regulares Foto: JULIANO COLODETI

“Na sala de estar, como a intenção era acomodar, principalmente, meus exemplares de arte, que são maiores, as prateleiras têm altura maior e maior espaçamento. No lavabo, por sua vez, resolvi concentrar os livros de tamanho padrão”, explica Nóbrega. 

Nos dois ambientes, segundo o arquiteto, os volumes foram organizados por assunto, mas sem muitas regras. No lavabo, o efeito visual é mais organizado; na sala de jantar, despojado, com livros, em meio a objetos, dispostos tanto na horizontal como na vertical. Nos dois casos, como manda a regra, os mais usados ocupando prateleiras ao alcance das mãos e, os demais, as mais altas. 

Em qualquer situação, porém, a recomendação do profissional é clara. “Na hora de planejar a biblioteca, é essencial observar não só o acervo atual, mas também prever sua expansão. Só assim é possível dimensionar estantes capazes de te acompanhar por toda a vida.”

Disponível em: https://emais.estadao.com.br/noticias/casa-e-decoracao,viver-em-meio-a-livros,70003409173. Acesso em: 23 ago. 2020.

Como orientar uma revisão de literatura em 5 passos

É possível que você já tenha atendido algum usuário que te apresentou a seguinte questão:

Estou pesquisando XYZ e preciso fazer a revisão de literatura para o meu (troque aqui pela palavra que quiser: TCC, dissertação, tese etc.).

Por onde eu começo?

Com a variedade existente de ferramentas e técnicas de busca existentes hoje, não é muito difícil o bibliotecário ter dificuldade para iniciar uma pesquisa como o usuário.

Por isso, o bibliotecário precisa conhecer alguns passos para orientar o usuário na revisão de literatura do seu trabalho acadêmico. Mas antes de mais nada…

Você sabe o que é revisão de literatura?

Segundo o Online Dictionary for Library and Information Science (ODLIS), a revisão de literatura é definida como:

Uma pesquisa abrangente dos trabalhos publicados em um campo específico de estudo ou linha de pesquisa, geralmente durante um período de tempo específico, na forma de um ensaio bibliográfico crítico aprofundado ou de uma lista anotada em que é dada atenção aos trabalhos mais significativos.

Além disso, também existe outro significado para revisão de literatura, que é o seguinte:

Em periódicos acadêmicos, particularmente aqueles que publicam pesquisas originais nas ciências físicas e sociais, a primeira seção de cada artigo é dedicada a uma revisão da literatura publicada anteriormente sobre o assunto, com referências no texto a notas de rodapé ou uma lista de trabalhos citados no final.

Neste artigo, vamos trabalhar com a segunda definição, pois como apresentamos no início, o objetivo aqui é orientar o usuário na elaboração da revisão de literatura para o trabalho dele.

Vamos começar?


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Ministério Público da Paraíba recomenda a criação de bibliotecas escolares em município da Grande João Pessoa

Recomendação visa atender os dispositivos da lei 12.244 de 2010, que prevê a universalização das bibliotecas escolares

Com base na Lei 12.244 de 2010, que prevê a universalização das bibliotecas escolares, a promotora de Justiça Ana Caroline Almeida, do Ministério Público da Paraíba, recomendou à prefeitura de Bayeux, cidade da Região Metropolitana de João Pessoa, que crie ou reestruture bibliotecas em cada unidade escolar do sistema municipal de ensino. Após visitas do Conselho Regional de Biblioteconomia, foi constatado que todas as bibliotecas ou salas de leitura das escolas da rede municipal apresentam problemas estruturais e funcionais como falta de autonomia do bibliotecário, ausência de climatização, poucas cadeiras e mesas para os usuários, ausência de catálogo, metade do acervo sem ser classificado ou catalogado física ou eletronicamente, com o agravante de que os alunos da rede pública municipal não tem livre acesso ao acervo, seja para consultas ou empréstimos. De acordo com a recomendação expedida, deve ser realizada contratação de profissionais bibliotecários – um por biblioteca – enquanto não for efetivado concurso público, as bibliotecas devem dispor de área mínima de 50 m², conforme diretriz posta na Resolução CFB nº 199/2018, deve ser feita manutenção das salas de leitura, além da aquisição de nova mobília, novos acervos e novo horário de atendimento adequado para a população.

Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2020/08/14/ministerio-publico-da-paraiba-recomenda-a-criacao-de-bibliotecas-escolares-em-municipio-da-grande-joao-pessoa. Acesso em: 15 ago. 2020.

Bicentenário da Independência: Senado assinará acordo com Biblioteca Oliveira Lima

Sessão Deliberativa Remota (SDR) do Senado Federal realizada a partir da sala de controle da Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen).   Na Ordem do dia, Projeto de Lei (PL) 2.824/2020, que prevê pagamento de auxílio para atletas e profissionais do setor, renegociação de dívidas de entidades e linhas de crédito para empresários ligados ao esporte; o PL 4.731/2019, que amplia a área de atuação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf); o PLC 135/2020, que proíbe a limitação de empenho e movimentação financeira das despesas relativas à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico custeadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o PL 3975/2019, que soluciona o risco hidrológico no setor elétrico.  Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em pronunciamento via videoconferência.  Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
O senador Randolfe Rodrigues participará da cerimônia, que está marcada para as 19h de segunda-feira
Leopoldo Silva/Agência Senado

O Senado assinará nesta segunda-feira (17) um protocolo de cooperação entre a Comissão Especial Curadora do Bicentenário, responsável por organizar as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, e a Biblioteca Oliveira Lima, da Universidade Católica da América, situada em Washington. A cerimônia, que será on-line, está marcada para as 19h e será transmitido pelo canal da TV Senado no YouTube.

Já confirmaram presença o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é o coordenador da Comissão Curadora; Ilana Trombka, diretora-geral do Senado; Aaron Dominguez, da Universidade Católica da América; Nathalia Henrich, diretora da Biblioteca Oliveira Lima; e Esther Bermeguy, vice-presidente do Conselho Editorial do Senado (Cedit) e secretária da Comissão Especial Curadora do Bicentenário.

A Biblioteca Oliveira Lima contém um conjunto de livros, manuscritos, brochuras, mapas, fotografias e obras de arte sobre a história e a cultura de Portugal e do Brasil. A coleção original era a biblioteca pessoal do diplomata, historiador e jornalista brasileiro Manoel de Oliveira Lima (1867–1928).

Instituída em 2019 por iniciativa do senador Randolfe Rodrigues, a Comissão Especial Curadora do Bicentenário tem por objetivo viabilizar as comemorações em torno do tema “O Senado Federal e os 200 anos da Independência do Brasil”. Estão previstas, entre outras atividades, a edição de livros e a realização de seminários e exposições.

Fonte: Agência Senado

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/08/14/senado-assina-nesta-segunda-acordo-que-visa-o-bicentenario-da-independencia. Acesso em: 15 ago. 2020.

Biblioteca Comunitária da UFSCar comemora 25 anos com evento online

Biblioteca Comunitária da UFSCar comemora 25 anos com evento online - Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

No dia 17 de agosto de 1995, foi inaugurada e entrou em funcionamento a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Instalada em um complexo com 9 mil m² – onde se localiza, além da própria Biblioteca, o Teatro Universitário Florestan Fernandes, os Auditórios da BCo, a Coordenadoria de Apoio a Eventos Acadêmicos (CAEv) e a livraria da Editora da UFSCar (EdUFSCar) -, a sua inauguração ocorreu logo após a transferência do acervo da antiga Biblioteca Central da UFSCar, local onde atualmente se encontra o prédio do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Instituição.

O projeto da Biblioteca Comunitária foi caracterizado como pioneiro entre as universidades federais, pois previa que a BCo deveria ser um centro referencial, que garantisse o uso e o acesso a informações em todos os níveis e para todos os fins, atendendo diversos grupos de usuários. O objetivo era democratizar o espaço físico, o acervo, os serviços e produtos, servindo como canal catalisador da informação gerada e armazenada na Universidade.

Atualmente, após 25 anos de existência, a BCo vem cumprindo com esse objetivo, sendo uma Biblioteca aberta a todos os públicos, que disponibiliza recursos bibliográficos, informacionais e tecnológicos e acesso à informação aos discentes, docentes e técnico-administrativos da Universidade e, também, à população de São Carlos e região, que podem realizar cadastro e, assim, empréstimo de obras.

EVENTO DE COMEMORAÇÃO

Para comemorar o aniversário de 25 anos, a Biblioteca Comunitária realiza, na próxima segunda-feira, dia 17 de agosto, uma live com a presença de suas ex-diretoras. O intuito é detalhar essa história e também relembrar acontecimentos, curiosidades e eventos que ocorreram ao longo deste um quarto de século de existência da Unidade. O bate-papo contará com a participação das bibliotecárias Lourdes Moraes, Ligia Maria Silva e Souza, Camila Cassiavilani, Eliane Colepicolo e Marisa Cubas Lozano.

O evento é gratuito, aberto às pessoas interessadas e acontecerá a partir das 15h, via Google Meet, pelo link meet.google.com/xxv-hyxy-qvi

Fonte: Sãocarlosagora.com.br

Disponível em: https://www.saocarlosagora.com.br/cidade/biblioteca-comunitaria-da-ufscar-comemora-25-anos-com-evento-online/128620/. Acesso em: 13 ago. 2020

Nas bibliotecas canadenses, a era das multas por atraso pode estar se dirigindo para os livros de história

Na quarta-feira [05/08], as Bibliotecas Públicas de Halifax anunciaram que são oficialmente ‘livres de multas’

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HALIFAX – A era do bibliotecário canadense severo examinando o registro de itens atrasados ​​de um cliente e anunciando a quantia devida parece estar se encaminhando para os livros de história.

Todas as bibliotecas da Nova Escócia estão funcionando sem multas ao serem reabertas após as restrições da pandemia, enquanto a biblioteca pública em Vaughan, Ontário, anunciou no final de junho que deixará de cobrar multas por atraso.

Os sistemas de bibliotecas públicas de Edmonton e Calgary também fizeram oficialmente a mudança de política.

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Livreiro que teve livros queimados ganha vaquinha para criar sebo itinerante

O livreiro tem o sonho de ter um ônibus que funcione como um sebo móvel e pretende levar livros para comunidades que tenham pouco ou nenhum acesso à literatura

Dono de sebo a céu aberto que teve livros queimados recebe doação de 10 mil exemplares em 48 horas
Dono de sebo a céu aberto que teve livros queimados recebe doação de 10 mil exemplares em 48 horas
Foto: Alexandre Mota

O livreiro Odilon Tavares, de 58 anos, que teve 3.000 livros queimados em um incêndio no início do mês passado ganhou mais uma onda de solidariedade. Depois de receber a doação de mais de 10 mil livros para recomeçar seu sebo a céu aberto, no bairro Carmo, região Centro-Sul de Belo Horizonte, agora foi criada uma nova campanha para que ele consiga um ônibus que funcione como um sebo móvel, por meio de vendas em um ônibus.

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Livros de autoajuda pessoal e financeira dominam o ranking da quarentena

Dos 15 livros mais vendidos no Brasil de 23 de março até 12 de julho, durante a quarentena, 10 são de autoajuda, sobretudo financeira, dois são de ficção – ambos de George Orwell -, apenas três foram escritos por mulheres, dois são de brasileiros e só um é recente, do fim de 2019: Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro, cujas vendas foram influenciadas também pelos debates e protestos que se seguiram ao assassinato de George Floyd. O ranking foi feito pela Nielsen a pedido do Estadão e mostra o brasileiro Thiago Nigro no topo, com Do Mil ao Milhão Sem Cortar o Cafezinho.

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Por que você não pode comprar e-books Kindle no app para iPhone

E-mails trocados entre Steve Jobs e executivos da Apple revelam o que impede compra de livros no Kindle para iPhone

Apple enfrenta uma investigação antitruste nos Estados Unidos e, como parte desse processo, teve e-mails internos expostos. Dois conjuntos deles chamaram atenção: eles revelam o porquê de os usuários não conseguirem comprar e-books no aplicativo do Kindle para iPhone e iPad.

Kindle no iPhone
Fonte: Tecnoblog

O app tem diversas funções. Com ele, você pode ler e-books ou revistas, sincronizar leituras com dispositivos Kindle, receber notificações sobre publicações novas e consultar recomendações de livros em diversas categorias. Só não dá para comprar as obras. Para isso, é necessário acessar o site da Amazon.

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