Painel Funesc debate ‘A Biblioteca Pública antes e depois da pandemia

Para a bibliotecária Cybelle Macedo, levará um tempo até que as bibliotecas voltem a ser pontos de convergência

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) realiza, nesta terça-feira (21), a segunda edição do ‘Painel Funesc’, a partir das 19h. O tema em debate vai ser ‘A Biblioteca Pública antes e depois da pandemia’, com transmissão ao vivo via YouTube.

O debate vai abordar as atividades que a Biblioteca da Funesc oferecia antes do período de isolamento domiciliar, destacando os projetos oferecidos e a estrutura da Juarez da Gama Batista, maior biblioteca do Estado (com um acervo de 200 mil obras). Em seguida, a discussão vai abordar o ‘novo normal’.

Protocolos nas bibliotecas

Para a bibliotecária Cybelle Macedo, preocupações contínuas de distanciamento social significam que ainda levará um tempo até que as bibliotecas voltem a ser pontos de convergência para leituras e pesquisas presencialmente. “Todos os protocolos precisam ser respeitados e não será diferente com as bibliotecas”, comentou ela.

Realidade mundial

Na China, onde algumas bibliotecas começaram a abrir ao público, muitas práticas de segurança estão em vigor. Conforme Tatiana Cavalcante, as visitas em bibliotecas chinesas são limitadas a uma hora e os usuários não podem se sentar ou ler na biblioteca.

Na Alemanha, ainda conforme Tatiana, as bibliotecas estão em processo de reabertura. “Algumas monitoram o número de usuários dentro da biblioteca e todos são incentivados a limitar suas visitas a apenas 20 minutos”, declarou a bibliotecária Tatiana Cavalcante.

Os procedimentos para o ‘novo normal’ em bibliotecas brasileiras ainda estão em processo de debate e construção. Mas apresenta-se como evidente que haverá o controle de acesso e também um controle de permanência de usuários, além de uma lista de medidas de segurança para evitar contaminação pela Covid-19.

Com restrições, Biblioteca Pública de Toledo volta a atender o público

Com as portas abertas desde o último dia 13, a Biblioteca Pública Municipal de Toledo informa que retomou os atendimentos ao público, mas com restrições de acesso, seguindo a Instrução Normativa – SMED nº 004/2020. Para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, o serviço de empréstimo para leitura domiciliar e devoluções de acervo emprestado está sendo feito mediante controle do número de pessoas circulando no ambiente. 

Além disso, foi montada uma estrutura para escolha facilitada de livros, onde estão expostos títulos variados para a escolha dos leitores, agilizando o serviço de empréstimo. A fim de evitar aglomerações, não está sendo permitida a permanência no interior das bibliotecas, seja para estudo, leitura local, ou acesso à internet – tanto é que os serviços de acesso aos computadores e leitura local de periódicos (jornais e revistas) e livros estão suspensos por tempo indeterminado.

No período de pandemia, as bibliotecas vão disponibilizar um termo de autorização em que será possível outra pessoa realizar o empréstimo em nome do titular da carteirinha, de modo a evitar que leitores pertencentes a grupos de risco precisem vir até a biblioteca. Para famílias com vários leitores, a orientação é de que apenas um membro fique encarregado de fazer o empréstimo e a devolução dos materiais.

O horário de atendimento também mudou: de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h15 às 17h15, sem atendimento aos sábados. Dessa forma, é possível fazer a higienização adequada do espaço e oferecer mais segurança aos leitores.

Disponível em: https://www.toledonews.com.br/noticia/com-restricoes-biblioteca-publica-de-toledo-volta-a-atender-o-publico. Acesso em 25 abr. 2020.

Leia também: Bibliotecas públicas de Marechal Rondon retomam atendimento para devolução e retirada de livros

Biblioteca Municipal de Campo Florido cria ‘literatura delivery’ durante a pandemia de coronavírus

São mais de 20 mil exemplares disponíveis e o empréstimo é solicitado pelo Whatsapp.

Literatura Delivery/Campo Florido/ Triangulo Mineiro  — Foto: MG TV 1º Edição/ Uberaba
Literatura Delivery/Campo Florido/ Triangulo Mineiro — Foto: MG TV 1º Edição/ Uberaba

A Biblioteca Municipal de Campo Florido encontrou uma forma de garantir o acesso da população à leitura durante o período do isolamento social causado pela pandemia de coronavírus. É a “literatura delivery”. São quase 20 mil livros disponíveis para serem entregues na casa do leitor.

A cidade tem pouco mais de 8 mil habitantes, onde nem todas as pessoas têm acesso à tecnologia e outras formas de entretenimento em casa. “O projeto ele foi pensado no isolamento social mesmo, pensando na nossa comunidade, nas nossas crianças que estão em casa, para tornar mais leve esse período”, explicou a secretaria de Educação de Campo Florido, Regina Castanheira.

Mais de 100 livros já foram emprestados desde o início do projeto e o empréstimo é feito por até 10 dias. Após esse período, um funcionário da Biblioteca vai retornar à residência para recolher o exemplar. Caso o leito já tenha escolhido outro título, também será entregue.

É possível aprender receitas ou curtir algumas histórias de Carlos Drummond de Andrade. E com o delivery, o acervo da Biblioteca Municipal está ficando cada dia mais rico.

“O projeto era só a questão de empréstimo. Mas como a biblioteca também recebe doações, nós fomos na primeira casa e a moça já me perguntou se eu não queria um livro. E eu falei: ‘Claro’. Isso para mim é ouro. Para nós, quanto mais livros tiver, melhor. Principalmente se tiver clássicos, que são os mais solicitados e muito interessante” , afirmou a responsável pela Biblioteca, Julie Ferreira.

Ela também é quem separa os livros e monta as listas, que são encaminhadas aos leitores interessados por meio das redes sociais. Para cada família é possível o empréstimo de até três exemplares.

Os interessados em ter o kit de livros e só fazer o cadastro pelo Whatsapp (34) 99681-3929, das 8h às 13h, que ela responde à mensagem e prepara o material.

“E surgiu a ideia de colocar frases de incentivo à leitura, porque a gente sabe que com esse andar da carruagem da tecnologia, os livros acabam sendo muito esquecidos, ” explicou.

Para garantir a segurança dos funcionários da Biblioteca e do pessoal que está em isolamento, todas as medidas de prevenção estão sendo respeitadas.

“Os kits saem higienizado, os trabalhadores saem com máscara, com luva. Na entrega, já deixa um recadinho para ter o cuidado também, usar mascara, se for possível. Se não precisar sair de casa, não saia. Tem toda uma orientação na entrega, ” informou a secretária de Educação de Campo Florido.

Literatura Delivery/Campo Florido/ Triangulo Mineiro — Foto: MG TV 1º Edição/ Uberaba
Literatura Delivery/Campo Florido/ Triangulo Mineiro — Foto: MG TV 1º Edição/ Uberaba

Disponível em: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/vida-em-casa/noticia/2020/04/24/biblioteca-municipal-de-campo-florido-cria-literatura-delivery-durante-a-pandemia-de-coronavirus.ghtml. Acesso em: 25 abr. 2020.

Bibliotecas públicas após a pandemia

por Sari Feldman – 17 abr. 2020

Sari Feldman
Fonte: Publishers Weekly

Como muitas pessoas em todo o país, passo muito da minha vida de quarentena obcecada com o futuro. Como será o nosso mundo quando finalmente superarmos a crise de saúde dos Covid-19? Como todo mundo, eu desejo voltar ao normal. Mas quando finalmente sairmos de nossas ordens de “ficar em casa”, certamente estaremos entrando em uma nova normalidade, que trará grandes implicações para muitas instituições, incluindo bibliotecas públicas.

Segundo a autora, algumas implicações são:

  • manuseio e circulação de coleções
  • manutenção do acesso ao prédio aberto para o público
  • realização de atividades como lançamento de livros e visitas de autores nas bibliotecas
  • orçamento para compra de títulos impressos e eletrônicos

Leia a notícia completa Public Libraries After the Pandemic, de Sari Feldman, publicado no Publishers Weekly.

O que faz uma biblioteca ser ótima em 2019? Esta dupla acha que eles sabem

Adam Zend, esquerda, e Greg Peverill-Conti, planejam avaliar todas as bibliotecas públicas do Estado em áreas como área de trabalho, Wi-Fi e programas comunitários [Ron Schloerb/Cape Cod Times]

 

Algumas pessoas revisam restaurantes, outras revisam filmes. Dois homens se encarregaram de revisar todas as bibliotecas de Massachusetts.

Solicitados em parte por suas próprias necessidades como trabalhadores remotos, Adam Zand e Greg Peverill-Conti criaram o Projeto Terra da Biblioteca e viajaram para mais de 200 bibliotecas para classificá-las e conscientizar o importante papel que as bibliotecas desempenham nas comunidades. Seu objetivo é visitar todas as 450 a 480 bibliotecas públicas de Massachusetts.

Os parágrafos acima são uma tradução livre da notícia original em inglês What makes for a great library in 2019? This duo thinks they know

Conheça mais sobre o projeto Library Land!

Comissão de Cultura aprova criação de mais bibliotecas públicas

Proposta segue para análise de outras duas comissões da Câmara: a de Finanças e Tributação; e a de Constituição e Justiça e de Cidadania

16/08/2019 – 12:11

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 11157/18, que aprimora a Política Nacional do Livro (Lei 10.753/03) para estimular a criação, a manutenção e a atualização de bibliotecas públicas e escolares no País.

A lei atual prevê que União, estados e municípios consignem em seus orçamentos verbas às bibliotecas para sua manutenção e aquisição de livros. A proposta aprovada, do deputado Diego Garcia (Pode-PR), detalha que as verbas serão destinadas às bibliotecas públicas sob responsabilidade do respectivo ente, inclusive àquelas das escolas públicas de sua rede.

Yu Lan/Depositphotos
Pelo Censo Escolar de 2016, apenas 37% das escolas brasileiras tinham biblioteca

O projeto modifica também a Lei Rouanet (8.313/91) para oferecer incentivos fiscais não só à doação de acervos para bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas e para o treinamento de pessoal e a aquisição de equipamentos para a manutenção desses acervos, mas também ao financiamento de construção, manutenção e ampliação predial de bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas, desde que abertos ao público.

Além disso, o texto propõe a inclusão das obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma de bibliotecas públicas no Regime Diferenciado de Contratações Públicas, instituído pela Lei 12.462/11.

Baixa proporção por habitante
O parecer do relator, deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ), foi favorável à proposta. “Apesar de o número absoluto de bibliotecas existentes no País parecer significativo, a média nacional é de apenas uma biblioteca púbica para cada 30 mil habitantes”, ressaltou.

O parlamentar cita dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segundo os quais a proporção de cidades com bibliotecas subiu de 76,3% para 97,1% entre 1999 e 2014.  Conforme levantamento realizado em 2015 pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, também citado pelo deputado, existem 6.057 bibliotecas públicas em funcionamento no País.

Já o deputado Diego Garcia lembra que, apesar de a Lei 12.244/10 prever a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino brasileiras até 2020, em 2016 apenas 37% das escolas de educação básica, públicas e privadas, possuíam biblioteca, de acordo com o Censo Escolar.

Tramitação
A proposta será analisada ainda em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Agência Câmara Notícias

Projeto de revitalização de bibliotecas de MT é único do Brasil contemplado em edital internacional

O prazo para execução do projeto é de 12 meses, a partir do recebimento do recurso

projeto RevitaBibliotecas, do Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso, foi o único do país contemplado no edital do 7º Concurso de Ajudas 2019, conduzido pelo Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas). Com a premiação, quatro bibliotecas públicas receberão investimentos de R$ 127,9 mil para promover ações de revitalização que incluem melhorias de infraestrutura, capacitação de agentes, inclusão e engajamento social nas comunidades.

Desse total de R$ 68,68 mil serão destinados pelo Iberbibliotecas e R$ 59,24 mil serão de contrapartida da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). O concurso é realizado anualmente, e as bibliotecas mato-grossenses contempladas foram: Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça (Cuiabá), Biblioteca Pública Municipal Antídia Coutinho (Araguaiana), Biblioteca Pública Municipal Sebastiana Falone (Cocalinho) e Biblioteca Pública Municipal Aquarela (Salto do Céu).

O prazo para execução do projeto é de 12 meses, a partir do recebimento do recurso. Além do projeto RevitaBibliotecas, foram contempladas outras 12 iniciativas que envolvem iniciativas desenvolvidas em bibliotecas da Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Equador, Paraguai, Costa Rica, México e Espanha.

Foto: Divulgação

A coordenadora do Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso, Wadineia Almeida, explica que as bibliotecas de Araguaiana, Cocalinho e Salto do Céu foram escolhidas por estarem fechadas na época da inscrição do concurso e por serem os únicos equipamentos culturais dessas cidades. Dessa forma, o projeto mantém a proposta de oferecer e/ou ampliar o acesso à cultura para a população desses municípios. Em relação à Estevão de Mendonça, em Cuiabá, a instituição entrou na lista por ser a maior do Estado e a referência para os municípios do interior.

O projeto contemplado no edital prevê, ainda, a oferta de capacitações para todos os municípios do Estado, contemplando as 154 bibliotecas públicas inscritas no Sistema Estadual. O cronograma inclui a realização de um encontro com os seguintes temas: ‘Diretrizes e Orientações Básicas: Organização e gestão de biblioteca pública’, ‘Organização de acervo: classificação e sinalização’ e ‘Democratização da Informática’. Além disso, serão oferecidas as oficinas ‘Mediação de Leituras em Bibliotecas Públicas’, ‘Contação de histórias’ e ‘Leitura e Escrita em Braille’.

O RevitaBibliotecas é um projeto do Sistema Estadual e tem um planejamento anual de ações nas bibliotecas de Cuiabá e interior de Mato Grosso. A equipe vai até o local, promove o engajamento da equipe, realiza capacitações, faz orientação técnica sobre o correto funcionamento das bibliotecas e executa os procedimentos de revitalização e modernização das bibliotecas. “É um trabalho de ressignificação dos espaços, não apenas na estrutura física, mas principalmente na gestão. Como resultado, hoje os agentes municipais reconhecem o papel de transformação social das bibliotecas e atuam com foco nesse objetivo principal”, destaca o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec Benitez

O RevitaBibliotecas foi criado em 2017. Desde então, 17 instituições em Mato Grosso já foram contempladas pelo projeto, com recursos da Secel, prefeituras e comerciantes locais. Atualmente, o Sistema Estadual de Bibliotecas de Mato Grosso é composto por 154 bibliotecas públicas, sendo uma estadual, 142 públicas municipais e 11 comunitárias.

Alberto Manguel realça “luta de formiga” das bibliotecas públicas

O escritor, ensaísta e bibliófilo de nacionalidade argentina e canadiana foi o conferencista convidado do III Encontro de Bibliotecas Associadas à Comissão Nacional da UNESCO que se realizou em Torres Novas.

Alberto Manguel PCM PATRICIA MARTINS

Bibliotecas públicas de 18 municípios serão modernizadas com apoio do governo federal

Vencedoras do Edital de Bibliotecas Digitais 2018, instituições de sete unidades federativas de todas as regiões do País receberão R$ 100 mil
publicado: 09/01/2019 17h03, última modificação: 09/01/2019 19h24

As comunidades de 18 municípios de sete unidades federativas das cinco regiões do País passarão a ter acesso a bibliotecas públicas com mobiliário e equipamentos modernos, além de licenças de livros digitais. Em dezembro, 18 convênios com o Ministério da Cultura, agora Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, foram assinados com 14 prefeituras e quatro secretarias de Cultura. O objetivo é a implantação de bibliotecas digitais dentro das bibliotecas públicas cujos projetos foram selecionados no Edital de Bibliotecas Digitais 2018. A parceria estipula o repasse de R$ 100 mil da Secretaria Especial da Cultura. A prefeitura entrará com a contrapartida de R$ 25 mil.

Só no Rio Grande do Sul, quatro municípios foram contemplados – Gravataí, Gramado, Bento Gonçalves e Campo Bom. No Ceará, outros quatro serão beneficiados: Cedro, São Benedito, Iguatu e Pentecoste. No estado de São Paulo, foram contemplados Itapetininga, São Caetano do Sul, Itanhaém e São Carlos. Em Minas Gerais, Belo Horizonte, Juiz de Fora e Bom Despacho receberão o recurso. Também serão beneficiados Cuiabá (MT), Belém (PA) e Brasília (DF).

O objetivo do edital é estimular a leitura e promover a inclusão digital, ao criar um ambiente adequado para potencializar ações de utilização de tecnologias de informação e comunicação (TICs).

Entre os vencedores, há uma diversidade de perfis: cidades situadas em regiões centrais e outras no interior; há algumas com população de maior e outras de menor poder aquisitivo e com bibliotecas que nunca receberam apoio em editais e outras que estão continuamente buscando recursos em editais para se manterem.

Inclusão digital

Em São Carlos, no interior paulista, é grande a expectativa para concretizar o projeto, como conta o bibliotecário e responsável pelo Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas da cidade, Marcos Teruo Ouchi. “Já queremos iniciar em janeiro as licitações. Nós trabalhamos com duas propostas. Num primeiro momento, haverá um ‘tour’ com exemplares novos (de livros digitais) entre as unidades, junto com um momento de instrução do uso dos leitores digitais, e uma mostra do panorama do livro físico ao digital para inserir o público nessas tecnologias”, explicou.

Segundo ele, em uma segunda fase, as 100 unidades de leitores digitais, que serão compradas, serão divididas entre as bibliotecas da cidade. “A ideia é que cada uma delas também receba parte do mobiliário. Nesses novos ambientes incorporaremos outros projetos de leitura. Queremos que o público possa contar com tudo isso até o final de 2019”, estimou.

De acordo com Ouchi, as 12 unidades mantidas pela Prefeitura – entre elas três bibliotecas públicas municipais, oito escolas do futuro e uma biblioteca voltada a deficientes visuais – serão beneficiadas com os recursos do edital.
Com uma população de 249.415 habitantes, São Carlos é a 13ª maior cidade do interior em número de habitantes e se orgulha pela importância que dá para a educação. Prova disso é um título revelado em 2006 pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar), “o de ter o maior número de pessoas com doutorado por habitante da América do Sul”. Na época, eram 1,7 mil doutores, o equivalente a um doutor para cada 135 habitantes, enquanto no restante do Brasil, a relação era um para cada 5.423 habitantes.

A Biblioteca Municipal Cândido Acrísio da Costa, de Cedro (CE), receberá pela primeira vez uma ajuda federal por meio de um edital. O recurso extra será de grande importância para modernizar a unidade, como explica a secretária municipal de Cultura de Cedro (CE), Maria Aparecida de Souza Evangelista, responsável pelo espaço.“Sabemos que vai ser muito importante para os alunos do município terem uma biblioteca moderna”, afirmou a secretária.

Localizada a cerca de 400 km da capital Fortaleza, Cedro conta com população de 24.257 habitantes, segundo último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que 27% da população está em extrema pobreza. A biblioteca municipal deverá ter a parceria com o Instituto Federal do Ceará, no fornecimento de alunos para ministrar cursos e oficinas na inclusão digital de idosos. Além do novo espaço com acervo digital, há um projeto de ônibus-biblioteca que circulará uma vez por semana por seis meses em itinerário a ser previamente divulgado pela cidade.

“A nossa alegria foi muito grande do município ser contemplado em um edital aberto para participação do Brasil todo. Só quatro venceram no Ceará e o projeto de Cedro ficou em 1º lugar”, destacou Maria Aparecida.
Já Gravataí, situada na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), se destaca por ser uma cidade em expansão e desenvolvimento. Está entre as dez cidades gaúchas com a indústria criativa de transformação mais diversificada, ocupando a 5ª posição com 42 categorias de atividades da indústria criativa, segundo estudo realizado em 2013 pela Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul.

A Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, mantida pela Prefeitura Municipal da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Gravataí, tem se inscrito nos últimos anos em editais para garantir e ampliar a manutenção de ações que a instituição oferece.
De acordo com Claudia Netto da Silva, uma das bibliotecárias responsáveis pela unidade, a novidade será em breve largamente divulgada na cidade. “A nossa expectativa é de poder oferecer um serviço novo para os nossos usuários, tendo em vista o uso da tecnologia que ainda não tínhamos acesso. Tenho certeza que deve ter uma boa aceitação e uso nos nossos projetos sociais. Estamos muito felizes.”, afirmou.

Saiba mais sobre o edital.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania

Disponível em: <http://cultura.gov.br/bibliotecas-publicas-de-18-municipios-serao-modernizadas-com-apoio-do-governo-federal/>. Acesso em: 10 jan. 2019.

A biblioteca do futuro não terá o livro como centro de gravidade, diz Mélanie Archambaud

Bibliotecária francesa responsável pela rede de bibliotecas de Bordeaux fala ao ‘Estado’ sobre sua experiência, o presente e o futuro desses espaços que estão se reinventado e ganhando novos usos

20 Novembro 2017 | 06h00

“É preciso dessacralizar a biblioteca, fazer retornar a dimensão divertida e prazerosa, criar ecos e cruzamentos entre as propostas culturais e documentais para que um adolescente que venha jogar videgame possa, talvez, deixar a biblioteca com o Conde de Monte Cristo.” A opinião é da francesa Mélanie Archambaud, que já trabalhou no Centro de Informação do Centro George Pompidou e é hoje responsável pela cooperação da rede de bibliotecas públicas municipais em Bordeaux.

A biblioteca do presente e do futuro
A biblioteca deverá ser viva, participativa e conectada Foto: Werther Santana

Nesta entrevista concedida por e-mail, ela fala sobre o presente e o futuro das bibliotecas, e sobre o que podemos aprender com os erros e os acertos da experiência desenvolvida na cidade – por exemplo: muitos conteúdos podem ser acessados pelos usuários em casa e desde outubro as bibliotecas ficam abertas até pelo menos 22h, com uma série de atividades para mostrar aos moradores que muita coisa pode acontecer ali dentro.

As bibliotecas públicas que estão sendo mais bem-sucedidas em atrair pessoas são aquelas que se transformaram (ou foram construídas como) uma espécie de centro cultural, onde os usuários podem escolher livros em estantes como se estivessem em livrarias, assistir filmes e, muitas vezes, ter aulas sobre temas tão diferentes como o uso de smartphones para idosos e robótica. Esse é o modelo que sobreviverá? Essa é a biblioteca do futuro? Como será essa biblioteca do futuro?

A sociedade está evoluindo e as bibliotecas devem evoluir com ela. A biblioteca é um local cidadão cujo objetivo principal é permitir o acesso à informação. Ela tem como finalidade a emancipação e construção de indivíduos na sociedade, permitindo-lhes acessar o conhecimento e a informação do modo mais igualitário possível. Durante muito tempo, este acesso à informação foi baseado apenas no acesso a livros e leitura. Mas hoje, o livro compartilha esse papel com novas maneiras de construir, pensar e divulgar informações que se espalham rapidamente e em massa graças às tecnologias de informação e comunicação de baixo custo.

Nesta Sociedade do Conhecimento, a difusão e o uso da informação flui de forma diferente: a cadeia tradicional descendente da transmissão do conhecimento (do que sabe ao que está aprendendo) é totalmente renovada. As bibliotecas não podem negar essa realidade e, em vez disso, devem integrá-la na sua organização. Não se trata de ser tecnológico para ser moderno ou atraente, mas pensar no acesso às informações que correspondam às práticas e realidades de hoje. A clivagem digital é a de todas as desigualdades entre os grupos no sentido amplo, em termos de acesso à informação, uso ou conhecimento das tecnologias da informação e da comunicação. Ao integrar as ferramentas e práticas digitais no exercício de suas missões, as bibliotecas abrem um novo caminho para o mundo da informação e do conhecimento, ao conectar usuários e os conteúdos para além de quaisquer limites geográficos, sociais e culturais.

Não tenho preocupações com a sobrevivência do livro neste novo modelo de bibliotecas, que agora irá coabitar com o digital. Esses dois apoios são complementares e não contraditórios. Eu mencionei anteriormente uma cadeia de conhecimento “totalmente renovada”, o conhecimento é construído cada vez mais horizontalmente e a comunidade com novas tecnologias, nós o vemos com a Wikipedia, por exemplo, mas também o aumento de movimento como o Faça Você mesmo e as práticas amadoras na sociedade. Aqui novamente, a biblioteca deve aceitar esta nova maneira de construir e acessar o conhecimento. O bibliotecário não é mais um transmissor de conhecimento, ele se torna um mediador que deve imaginar modos mais participativos e horizontais de acesso à informação. Os usuários são detentores de conhecimento e estes são recursos potenciais a serem ativados! Podemos construir coisas com eles. Acredito então que a biblioteca do futuro não é nem mais nem menos que uma organização que permanece atenta a essas mudanças sociais e as integra com benevolência sem julgamento. De fato, nada muda nas missões fundamentais das bibliotecas: lembremo-nos que a biblioteca não é um lugar, mas é sobretudo uma organização dotada da missão de democratização do acesso ao conhecimento e à cultura. Nos novos modelos que você cita, as missões não mudam, mas a organização sim. Na minha opinião, uma biblioteca que é apenas digital é tão inadequada como uma biblioteca que só oferece livros. Em ambos os casos, excluem uma parte da sociedade, modos de acesso ao conhecimento e práticas culturais.

O que foi feito em Bordeaux que poderia servir de inspiração a bibliotecas de diferentes lugares, de diferentes realidades?

Não pretendo colocar a biblioteca do Bordeaux como um modelo, mas posso falar sobre o que nos pareceu pertinente como uma ação e experiência e talvez o que tenha funcionado não tão bem. Muitas vezes, acho até mais interessante falar sobre experiências erradas. Penso que conseguimos uma coabitação interessante entre o digital e o livro. Damos acesso gratuito a uma oferta de filmes, documentários, revistas e cursos on-line que as pessoas podem acessar de casa, o que nos permite expandir e complementar nossas coleções físicas. Os usuários deste serviço também são os que tomam livros emprestados, que para eles é uma extensão de nossas coleções de papel. Tudo é gratuito, até wi-fi, como em muitas bibliotecas francesas, razão pela qual temos muitos públicos vulneráveis que vêm à biblioteca para se manter “conectados” à sociedade. O fato de ser capaz de assistir um filme no local, entrar na internet, ter uma conta em Facebook ou participar de um workshop de alfabetização é muito importante para esses públicos em termos de integração na sociedade. As várias oficinas também são uma oportunidade para promover a coesão social.

Acho que a biblioteca de Bordeaux é uma biblioteca muito inclusiva, onde todos os públicos se encontram. Por exemplo, temos um espaço (Espace Diderot) dedicado a pessoas com deficiência com coleções e equipamentos adaptados e funcionários treinados para receber esse público. A rede de Bordeaux tem 9 bibliotecas e o sistema de transporte permite que você empreste e devolva documentos em qualquer estrutura. Em resumo, nós tentamos facilitar e democratizar ao máximo acesso ao conhecimento por esse tipo de dispositivo menos restritivo possível para os usuários. O registro é gratuito (este não é o caso de todas as bibliotecas francesas), temos um intervalo de horas de abertura relativamente grande em comparação com a média francesa e oferecemos formatos e apoios diversificados, bem como uma oferta mediação cultural de forma que todos os públicos possam encontrá-lo. No entanto, sofremos com a imagem que o público faz – muitos ainda veem as bibliotecas como templos sagrados e não se atrevem a chegar até a porta de uma biblioteca.

É por isso que, em 14 de outubro de 2017, a Biblioteca do Bordeaux lançou a primeira Noite das Bibliotecas Metropolitanas: 28 bibliotecas abertas até às 22h ou meia-noite com atividades excepcionais (DJ, teatro, jogos e disputas de perguntas e respostas, workshops participativos, performances , projeções, etc.) para mostrar bibliotecas sob uma luz diferente. Este grande esforço para promover bibliotecas tem sido extremamente bem-sucedido na região, ajudando a mudar a imagem das bibliotecas no inconsciente coletivo.

Também queremos desenvolver uma oferta ao redor do jogo (não apenas o videogame, mas todos os jogos). Eles são verdadeiros vetores de coesão social que precisamos desenvolver. Nós criamos um espaço para videogames na maior biblioteca de rede, mas precisamos repensar esse recurso. Os bibliotecários muitas vezes temem ter o videogame em bibliotecas: medo da confusão, medo de jogos violentos, etc. Então, pensamos em um espaço onde os jogos foram pré-selecionados e oferecidos por um tempo, antes de serem substituídos por novos jogos. Ou isso não faz sentido algum com os costumes das pessoas! Por que tratar o jogo de forma diferente do livro? Por que não confiar nos usuários em vez de usar especificadores? Portanto, vamos relaxar as regras, emprestar nossos videogames e dar aos usuários a opção de jogar o que eles querem.

As bibliotecas públicas ainda não são digitais no Brasil, não há e-books em seus catálogos. Existem apenas alguns modelos de empréstimo/assinatura para universidades e outros para leitores comuns, geralmente associados a empresas de telefonia móvel. Como esta questão é tratada pela sua instituição?

O problema dos e-books na França ultrapassa as bibliotecas e diz respeito a toda a cadeia do livro. Com os e-books, as editoras enfrentam dificuldades legais e técnicas como a revisão dos contratos de direitos autorais ou a reformulação de certas obras para maior interatividade (som, vídeo, zoom …). Mas o principal problema vem do medo do download ilegal. Todos esses motivos explicam a resistência das editoras e sua relutância em oferecer versões digitais de seus livros. Esta realidade editorial tem um impacto direto nas bibliotecas.

Em 2014, apenas 4% das grandes bibliotecas de leitura pública tinham um serviço de empréstimo de e-book apesar da multiplicação de distribuidores (Bibliovox, Lekti, Numilog, Harmatec, etc.), porque a oferta não é muito desenvolvida pelos editores e insatisfatória para as bibliotecas.

Para não prejudicar editores e autores, o Ministério da Cultura francês lançou o programa “Empréstimos digitais em bibliotecas” em 2012, que permite a articulação entre os diferentes atores: editores e transmissores (catálogo de livros); Livrarias (ofertas de distribuidores para comunidade); bibliotecas e usuários. Nesta plataforma, os livros podem ser baixados ou lidos on-line (streaming).

Mas este sistema muito caro para bibliotecas tem limitações: os livros digitais são muito mais caros do que os livros em papel, compramos o acesso e não e-books, o que significa que as bibliotecas não possuem arquivos digitais (daí a questão da durabilidade da coleção), os livros têm travas digitais (Digital Rights Management), que devem proteger os direitos autorais, proibindo um usuário que comprou um produto para poder duplicá-lo e compartilhá-lo. Mas por causa do DRM, um e-book não é compatível com qualquer ferramenta, o que limita seu uso, além do mais no dispositivo atual, um e-book pode ser emprestado simultaneamente, etc. Em suma, é um serviço caro (demais) às bibliotecas por causa da oferta existente e da complexidade do serviço para o usuário. A biblioteca de Bordeaux, como muitas outras bibliotecas, não pode ficar satisfeita com as condições da oferta atual. Hoje, o problema dos bibliotecários é, portanto, resolver as incertezas legais, de modo que as exceções aos direitos autorais para os livros de papel também permitam os empréstimos digitais. No entanto, mais e mais editores confiam nos leitores e oferecem arquivos sem DRM que vão na direção das bibliotecas, o que abre o caminho que esperamos.

O que as bibliotecas públicas brasileiras podem fazer para se preparar para esse novo tipo de leitura? As bibliotecas escolares já deveriam ser digitais?

A introdução do digital nas bibliotecas deve responder a um objetivo específico. Como qualquer projeto em uma biblioteca, isso deve ser acompanhado por um estudo do público-alvo e suas necessidades. Se a leitura digital não corresponde ao uso do público que se deseja alcançar ou não atende a um projeto de desenvolvimento cultural, não tem muito interesse. As bibliotecas não querem ser ativistas digitais, mas apoiar práticas e trazê-las para seu meio.  A questão não tem sentido no absoluto, mas apenas no prisma do que queremos oferecer ao público. O digital não é um objetivo em si, é um meio para desenvolver a leitura e a criatividade, facilitar o acesso à informação, oferecer novas oportunidades para reuniões e intercâmbios entre gerações, entre culturas, entre pessoas simplesmente. A tecnologia digital é simplesmente uma nova maneira de a biblioteca cumprir suas missões, mas deve ser um meio, como a mediação, a ação cultural ou a política documental.

Desde 2014, o governo brasileiro não compra livros de literatura para bibliotecas escolares. Qual é o risco de uma interrupção dessas?

Eu não sabia disso e acho muito inquietante, como se justifica tal decisão? A literatura juvenil é fundamental para acompanhar a construção de indivíduos. Desenvolve o imaginário, permite, naturalmente, o aprendizado da leitura e acompanha a criança em sua evolução, abordando todas as problemáticas que ele atravessa desde jovem. Ao contrário dos livros didáticos, também é através da literatura infantil que as crianças descobrem o prazer da leitura. As bibliotecas e as escolas são, por definição, lugares de acesso ao saber e ao conhecimento, são serviços públicos nos quais o livro em todas as suas formas deve ter seu lugar porque em outras esferas da criança como família, talvez não haja livros. Se for removido das escolas e a criança não vai para a biblioteca ou não lê em casa (trata-se das mesmas crianças), em que momento se dará o encontro com o livro e o prazer de leitura? A dimensão do prazer da leitura deve ser mantida desde uma idade precoce. A leitura não deve ser exclusivamente associada à escola e com a obrigação do aprendizado. Ao retirar a literatura juvenil das bibliotecas escolares, a leitura é reduzida apenas à sua dimensão pedagógica e utilitarista.

As bibliotecas ainda têm um impacto na formação de leitores? O que mais as bibliotecas podem fazer para ajudar a melhorar os índices de leitura?

Não é porque não lemos livros em bibliotecas que não lemos. Existem muitas outras formas de leitura que não são menos válidas do que a leitura de livros. Ler revistas, ler na internet, ler um filme legendado ou ler quadrinhos também são maneiras de ler que você não se deve desprezar. Lembro-me de um jovem migrante que começou a aprender francês jogando videogames na biblioteca, lendo as instruções do jogo na tela e interagindo com outros jogadores. Há também esta biblioteca que criou um espaço “fácil de ler” com textos simples, imagens e conteúdo multimídia para pessoas que não liam ou mal dominavam o francês. Muitas bibliotecas agora estão optando por oferecer uma cultura menos legitimada, com revistas de celebridades, videogames, oficinas de conversação, treinamento de mídia social… Penso que, desde que admitamos que não há boas e más maneiras de ler, as bibliotecas, sem dúvida, continuarão a ser importantes atores no desenvolvimento da leitura. O que importa é caminhar em meio a um máximo de formas e formatos para que as pontes sejam criadas. É preciso dessacralizar a biblioteca, fazer retornar a dimensão divertida e prazerosa, criar ecos e cruzamentos entre as propostas culturais e documentais para que um adolescente que venha jogar videgame possa, talvez, deixar a biblioteca com o Conde de Monte Cristo. Mas se ele não o faz, não importa, ele terá encontrado outra coisa na biblioteca: simpatia, convívio, troca, diversão, inspiração … coisas tão importantes para a sua formação.

Qual é o problema mais urgente para as bibliotecas hoje? Alguma ideia de como resolvê-lo?

O mais urgente (além de ser apoiado financeiramente pelas autoridades públicas) é que as bibliotecas acompanhem a evolução da sociedade. É preciso que os profissionais da biblioteca sejam treinados para a evolução das práticas. Precisamos desenvolver nossas competências de relacionamento, pedagógicas e digitais. O treinamento me parece fundamental para mudar nossa mentalidade e imaginar a biblioteca do amanhã, uma biblioteca participativa, viva e conectada, que não tem mais exclusivamente o livro como centro de gravidade.

Tradução de Claudia Bozzo

Disponível em: <http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,a-biblioteca-do-futuro-nao-tera-o-livro-como-centro-de-gravidade-diz-melanie-archambaud,70002090284>. Acesso em: 4 dez. 2017.