Bibliotecários transformam Google Forms em escape rooms virtuais

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira

Jogos ajudam a manter a comunidade entretida durante a quarentena

No dia em que a Biblioteca Pública de Peters Township, em McMurray, no estado norte-americano da Pensilvânia, pretendia revelar um escape room com temática de super-heróis, a pandemia obrigou a biblioteca a fechar suas portas. Sem local físico, a bibliotecária Sydney Krawiec criou uma alternativa: uma sala de fuga digital, criada no Google Forms.

Em apenas quatro horas, ela fez um jogo baseado no universo de “Harry Potter”, colocando os participantes em uma série de quebra-cabeças que precisavam ser respondidos para progredir no game. Em pouco tempo, o formulário viralizou. Isso motivou outros bibliotecários a fazerem o mesmo.

Com esses “escape rooms” virtuais, os bibliotecários puderam servir sua comunidade e também aqueles de muito longe, dando às pessoas presas em casa algo de diferente para fazer. Segundo os bibliotecários, esses desafios se tornaram uma ferramenta para o ensino remoto, bem como um dispositivo para a formação e desenvolvimento de equipes.

“Eu sei que muitos pais, especialmente quando todos começamos a trabalhar em casa, que estavam sobrecarregados com a tentativa de encontrar coisas para manter as crianças ocupadas durante o dia ou para impedir que os adolescentes jogassem videogames o dia inteiro”, diz Morgan Lockard, bibliotecário da Biblioteca Pública do Condado de Campbell, no Kentucky, que já criou cinco salas de fuga.

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Sala de fuga começa explicando onde os jogadores estão no mundo bruxo. Imagem: Reprodução

Nesses jogos, você resolve uma série de problemas, variando de quebra-cabeças digitais (com links externos) a equações matemáticas, com descrições explicando o que você vê nas salas à medida que avança. O formato é bem simples: as páginas contam com uma ou duas fotos, talvez um vídeo, uma descrição e alguns links, além de perguntas de múltipla escolha ou com um campo de resposta. Quando você responde corretamente, avança para a próxima etapa.

As salas de fuga se tornaram cada vez mais populares nos últimos anos. Krawiec já havia criado duas salas físicas de “Harry Potter” antes de fazer o jogo de super-heróis. Ela criava salas similares quando ensinava matemática para alunos da oitava série.

Ao avançar no jogo, os jogadores desenvolvem suas habilidades de resolução de problemas e interpretação de texto, afirma a bibliotecária Brooke Windsor, da Biblioteca Pública de Richmond Hill, em Ontário, no Canadá. Além de aperfeiçoar essas habilidades, os problemas geralmente envolvem matemática ou geografia.

Essas atividades são uma forma de gerar interesse nos alunos por diferentes disciplinas. Lockard diz que sua antiga sala de fuga com o tema do Egito é usada em aulas de história, enquanto sua sala com temática espacial é usada por professores de ciências.

O Google Forms também pode servir como ponto de partida para os alunos aprenderem mais. Um guia para a sala de escape espacial de Lockard tem informações adicionais e fatos que os jogadores podem buscar. O jogo em si depende que o participante pesquise pelo menos um pouco.

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Procurar códigos ou decifrar enigmas são alguns dos desafios desses jogos. Imagem: Reprodução

Existem algumas desvantagens de trazer as salas de fuga para o mundo digital. O Google Forms não salva seu progresso; portanto, se você sair acidentalmente da página, terá que começar tudo de novo. Além disso, como os quebra-cabeças costumam ser baseados em imagens, podem não ser acessíveis para pessoas com deficiência visual. Krawiec e Windsor dizem trabalhar com instrutores de alunos com deficiência para desenvolver versões mais inclusivas, como baseadas em texto ou com leitor de tela.

Os bibliotecários não são os únicos a criar salas de fuga virtuais. A Puzzle Break, empresa especializada em salas de escape, criou duas salas totalmente virtuais que podem ser reproduzidas em videochamada. Outra empresa, The Escape Game, envia um funcionário com uma câmera para uma sala de fuga real e os jogadores participam por videochamada.

O setor sofre grandes perdas por causa da pandemia. Uma empresa de salas de fuga pode gerar US$ 125 mil em receita anual, caso esgote as vagas na maioria dos fins de semana, de acordo com uma reportagem de 2018 do New York Times.

Windsor diz que as salas de fuga permitiram aos bibliotecários alcançar ainda mais pessoas do que esperavam. “Não é apenas nossa comunidade imediata”, diz ela. “É a comunidade mundial. E acho que, se esse não é o objetivo final da biblioteconomia, nada é”.

Via: The Verge

Disponível em: https://olhardigital.com.br/games-e-consoles/noticia/bibliotecarios-transformam-google-forms-em-salas-de-fuga-virtuais/103667. Acesso em: 18 jul. 2020.

AMBAC – Publicação “Diretrizes para a reabertura de bibliotecas em face da emergência de saúde devido à COVID-19”

Fonte: AMBAC

Informamos que as “Diretrizes para a reabertura de bibliotecas em face da emergência de saúde devido à COVID-19” estão agora disponíveis para consulta. Este documento é o resultado de um processo de pesquisa de gabinete, pesquisa em bancos de dados bibliográficos de literatura especializada, revisão de literatura e apresentações oferecidas pelos especialistas que participaram dos diferentes webinars que a Associação Mexicana de Bibliotecários organizou em torno da pandemia da COVID-19. O trabalho está disponível no site da Associação para consulta. Se você é um associado, pode solicitá-lo no formato de impressão.

Tradução livre de e-mail recebido da AMBAC em 12 junho de 2020.

Drones apoiados pelo Google lançam livros da biblioteca para que crianças na Virgínia possam ler seus livros de verão

A Wing, empresa irmã do gigante da tecnologia, entregará livros a estudantes no Distrito Escolar do Condado de Montgomery.

Fonte: https://www.washingtonpost.com/technology/2020/06/10/wing-library-book-drone-delivery/

Kelly Passek pensou em uma maneira de fazer as crianças lerem neste verão: entregar livros da biblioteca por drone.

Passek, uma bibliotecária do ensino médio, foi uma das primeiras clientes de um serviço de entrega de drones lançado em Christiansburg, Virgínia , no ano passado pela Wing, uma empresa de propriedade da controladora do Google, Alphabet. Depois de ver a rapidez com que seus utensílios domésticos e refeições eram entregues, ela solicitou à empresa que também entregasse livros da biblioteca. A empresa disse que sim, e os primeiros livros saem esta semana.

“Acho que as crianças ficarão emocionadas ao saber que serão as primeiras do mundo a receber um livro da biblioteca por drone”, disse Passek, que trabalha nas Escolas Públicas do Condado de Montgomery.

Leia a notícia completa em inglês, Google-backed drones will drop library books so kids in Virginia can do their summer reading, de autoria de Rachel Lerman e publicada no Washington Post.

O que as bibliotecas argentinas estão fazendo em face do isolamento social por COVID-19

As bibliotecas tiveram que se adaptar a essa situação pela qual estamos passando. Apresentamos um relatório preparado por Fernando Gabriel Gutiérrez e Jessica Castaño para conhecer a realidade atual das bibliotecas argentinas

O blog Soy bibliotecario publicou o post Qué están haciendo las bibliotecas argentinas ante el aislamiento social por el COVID-19 e, em resumo, as ações das bibliotecas argentinas centram-se em dois pontos principais: WhatsApp como serviço bibliotecário e Lista de serviços y recursos bibliotecários virtuais e digitais oferecidos pelas bibliotecas argentinas.

O relatório está disponível para download e leitura aqui.

Franck Riester: “A reabertura das bibliotecas terá que ser feita metodicamente”

Do Ministério da Cultura, Franck Riester enviou uma mensagem rápida aos bibliotecários, cujos estabelecimentos estão fechados ao público desde 14 de março. Congratulando-se com a manutenção de serviços remotos e, em particular, o acesso a recursos digitais – sem mencionar a unidade e outros serviços de transporte -, o Ministro indicou especialmente que está em andamento um trabalho para supervisionar a reabertura de bibliotecas.

Franck Riester, Ministro da Cultura
Franck Riester, em 2019 – (foto da ilustração, ActuaLitté, CC BY SA 2.0)

Pouca informação, em mensagem essencialmente destinada a agradecer aos profissionais da leitura pública, enquanto suas missões são realizadas desde março, com trabalho interno mantido e, às vezes, estabelecimento de serviço de retirada de reservas ou entregas em domicílio, porém, não recomendado pela Associação de Bibliotecários Franceses.

Em sua intervenção gravada, o Ministro da Cultura indica que a rue de Valois continuará a apoiar bibliotecas e comunidades e diz estar convencido de que o entusiasmo observado pelos recursos dos estabelecimentos continuará após o confinamento.

Leia a notícia completa em francês, Franck Riester : “La réouverture des bibliothèques devra se faire avec méthode”, de Antoine Oury, no site Actuallité.

O livro e os inimigos cruéis

O que é assunto de todos é percebermos que, tanto nesta situação actual, dramática, como em “condições normais”, não existe uma política educativa favorável à criação de leitores e à circulação do livro – pelo contrário, como sabemos, existe um Ministério da Educação infectado pelo pior dos vírus, que é a mistura de ignorância, indiferença e mediocridade.

Francisco José Viegas

Nesta segunda-feira reabriram as livrarias em Roma e na região do Lácio. Não houve corrida nem enchente, não houve festejos nem um carnaval de autoridades presentes – mas reabriram e, como dizia um jornal italiano, tratava-se da “gioia dei commercianti”, a alegria dos comerciantes. A notícia enche-nos de júbilo também, aos leitores e a todos “os que amam o livro” e pensam que um mundo sem livros e sem livrarias fica mais pobre e tem menos sentido para qualquer tipo de futuro.

MAIS POPULARES

Há sinais de que as livrarias portuguesas podem abrir durante o mês de Junho, o que, a verificar-se, seria o reinício de actividade para o sector do livro. Menciono “o sector do livro” mas imagino que a maior parte dos responsáveis políticos e dos que tratam da nossa economia desconhecem o que isso significa, porque os livros, por muito que falem, falam em silêncio e não realizam espectáculos nem, com poucas excepções, andam de mão dada em campanhas eleitorais, com guizos ao pescoço. Só assim se compreende que nenhum desses responsáveis tenha, até agora, sido sensível à situação dramática que se vive nesta área, grande parte dela em lay-off ou em condições ainda mais severas, com um corte brutal nos rendimentos, totalmente confinada e sem esperar qualquer apoio do Estado.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Acontece que, sem livrarias abertas, está paralisado o chamado “mundo do livro”: editores, livreiros, revisores e tradutores, artistas gráficos, fotógrafos, indústria gráfica e do papel, distribuidores e redes de transportes ou logística – poderíamos aqui aumentar a lista de profissionais, que é enorme.

Evidentemente que as livrarias não podem constituir excepção ao “regime geral de confinamento” em vigor durante o estado de emergência, e depois dele, mas mencioná-las é fundamental para mostrar como é necessário prestar atenção à fragilidade deste ecossistema que nunca reclamou favores do Estado (e nunca os teve), que encarou as crises com independência e valentia, que se reinventou quando era necessário, que procurou soluções criativas para prestar o seu serviço – e criar riqueza. Lamento não mencionar aqui a felicidade ou infelicidade que vêm nos livros, o conforto e a perturbação que eles transportam, o sopro de fragilidade e de vaidade que garantem, os nomes dos autores que nos acompanham desde sempre, as histórias que nos comoveram e enfureceram, o conhecimento e a sabedoria que transmitem, as revoluções que geram, os tumultos que provocam, a inquietação e a melancolia que proporcionam, a solidão que transformam ou aumentam – tudo isso é com cada um de nós, leitores, e cada leitor sabe de si.

O que é assunto de todos é percebermos que, tanto nesta situação actual, dramática, como em “condições normais”, não existe uma política educativa favorável à criação de leitores e à circulação do livro – pelo contrário, como sabemos, existe um Ministério da Educação infectado pelo pior dos vírus, que é a mistura de ignorância, indiferença e mediocridade. Também sabemos como as bibliotecas municipais foram destinadas ao abandono e à penúria (violando as leis), como os profissionais do livro raramente são escutados quando se trata de promover a leitura e a cultura em detrimento de pareceres totalmente desligados da realidade. Ou como, “de cima” (aquilo que os comentadores e oportunistas políticos também designam por “elites”), nunca vem um exemplo capaz de levar mais pessoas a ler, a querer ler ou a sentirem que a leitura é um importante instrumento de conhecimento e de diálogo com o passado e com o futuro, e também de elevação individual e participação na vida comunitária.

Se o sistema de valores culturais privilegia o espectáculo, o ‘lifetsyle’, os gatinhos nas redes sociais, a velocidade, a superficialidade, os erros ortográficos – esperava-se que o sistema educativo público tomasse entre mãos essa tarefa nobre e urgente de melhorar e ampliar o acesso à leitura, de permitir que as bibliotecas públicas adquirissem, gerissem e aumentassem os seus fundos bibliográficos (e não no sentido de criar “bibliotecas escolares” que, com poucas excepções, separam os estudantes da comunidade e da notável rede de bibliotecas municipais, que – já agora – corre o risco de colapsar), de exigir que a escola promovesse a leitura dos clássicos (porque são eles o grande instrumento para a “inclusividade”) e de espaços de partilha de livros. Se esta situação se mantiver – falo de incúria e indiferença, reunidas –, é provável que, dentro de algum tempo, “o livro” seja mesmo essa raridade atrevida, como queriam os autores mais enclausurados ou os elitistas mais avaros. Mas, repito, por incúria e indiferença.

Apesar de tudo, vale a pena também repetir que o sector editorial (e todas as redes profissionais e da indústria, que ele convoca) tem sabido reinventar-se a cada crise – e tem saído de cada uma delas com mais energia, experiência, conhecimento e autodefesas. Tem enfrentado guerras desiguais e toda a concorrência dos meios de “entretenimento” que o Estado, aliás, tem apoiado com entusiasmo. Mas não pode, neste momento, defrontar dois inimigos igualmente cruéis: uma crise grave de toda a economia e a indiferença persistente dos poderes públicos a quem cabe apoiar o sector cultural, e que – à vista de todos – é incapaz de tomar uma única medida de apoio à edição e às livrarias, aos autores e às empresas da edição. Nem que seja, por exemplo, financiar verdadeiramente as bibliotecas para que possam comprar livros, apoiar as livrarias nas suas delicadas negociações em matéria de arrendamento comercial, ou incentivar a entrada de livros nas escolas.

Quando os responsáveis políticos falam, falam de tudo – excepto de livros, e compreende-se que até seja melhor. Da “arte pública” às contratações de espectáculos, eles sabem muito bem que o livro não entra no seu “rally-paper cultural”.

Disponível em: https://www.publico.pt/2020/04/22/culturaipsilon/opiniao/livro-inimigos-crueis-1913474. Acesso em: 22 abr. 2020.

Seminário “Bibliotecas em tempos de crise”

Fonte: ENSSIB

A École Nationale Supérieure des Sciences de L’information et des Bibliothèques (ENSSIB) apresenta o seminário “Bibliotecas em tempos de crise” (#BiblioCovid19) com a curadora e pesquisadora Raphaëlle Bats.

As sessões 1 e 2 já foram apresentadas e estão disponíveis no YouTube. Confira abaixo todas as sessões e acesse o site para acompanhar o calendário das próximas sessões.

  • Episódio 1: A biblioteca e seus serviços: que necessidades específicas podemos atender hoje?
  • Episódio 2: A biblioteca e seus espaços: o que somos quando não temos mais lugares?
  • Episódio 3: A biblioteca e o grupo social: como permanecer um serviço para todos neste momento?
  • Episódio 4: A biblioteca nas redes sociais: que público / autoridade / visibilidade temos durante esta crise?
  • Episódio 5: A biblioteca e o mundo digital: o que essa crise nos ensinou sobre a cultura digital das bibliotecas / bibliotecários? O que essa crise abre como portas? Devemos abrir ou fechá-los?
  • Episódio 6: A biblioteca e suas coleções: o que podemos transmitir remotamente de nossas coleções? Estamos fazendo novas coleções?
  • Episódio 7: A biblioteca e a mediação: que renovação das formas de mediação nessa situação?
  • Episódio 8: A biblioteca e os habitantes / usuários: estamos vendo uma renovação de trocas e relacionamentos, inclusive em termos da legitimidade do conhecimento dos habitantes?
  • Episódio 9: A biblioteca e seu território: como trabalhar com os outros atores do território? Como também podemos trabalhar com outras bibliotecas em nível nacional?  
  • Episódio 10: A Biblioteca e a Sociedade: Temos interesse público em tempos de crise?

Para assistir os vídeos com legenda em português, clique em Configurações > Legendas > Traduzir automaticamente > Português.

Acesse também o LibGuides que o ENSSIB preparou sobre o seminário.

Bom seminário!

Biblioteca promove concurso para sortear livros e incentivar leitura durante a quarentena, em RO

Iniciativa de Ariquemes pretende incentivar a leitura e promover interação entre os leitores da cidade, durante período de isolamento social.

Biblioteca de Ariquemes — Foto: Prefeitura/Divulgação
Biblioteca de Ariquemes — Foto: Prefeitura/Divulgação

Por conta das medidas de prevenção contra o novo coronavírus em Ariquemes (RO), a biblioteca Pedro Tavares Batalha também precisou interromper temporariamente o funcionamento para seguir as medidas de isolamento social, recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Com as pessoas em casa e com mais tempo livre, a direção da biblioteca do município decidiu promover um concurso para incentivar os leitores, através do projeto “Leitura à sua imagem”.

Para participar, os interessados devem além de gostar de leitura, mostrar criatividade. O morador de Ariquemes deverá tirar uma foto com o telefone celular, que combine a capa do livro e com os seus aspectos físicos (veja sugestões de fotos no modelo abaixo).

Campanha incentiva leitura em Ariquemes — Foto: Divulgação
Campanha incentiva leitura em Ariquemes — Foto: Divulgação

Depois é só postar nas redes sociais, marcar a página da biblioteca municipal com as hashtags do concurso e, pronto. As três fotos mais curtidas ganharão kits de livros. As postagens devem ser feitas até 15 de abril.

A bibliotecária Cintia de Jesus conta que o concurso foi inspirado em uma biblioteca do estado do Espirito Santo, e o objetivo é que as pessoas encontrem na leitura uma maneira de aliviar o estresse provocado pelo período de isolamento social.

“ Ver o quanto podemos aprender e nos divertir em casa com nossos livros favoritos, e com isso formar mais leitores e reformar, aos que já são leitores, o hábito de ler como lazer”, comentou.

Os vencedores terão os nomes e fotos publicadas nas redes sociais da biblioteca, após o término do concurso.

Disponível em: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2020/04/03/biblioteca-promove-concurso-para-sortear-livros-e-incentivar-leitura-durante-a-quarentena-em-ro.ghtml. Acesso em: 11 abr. 2020.

Biblioteca solidária estimula leitura na periferia de Campinas durante a quarentena: ‘Para nos acalmar em dias difíceis’

Educador social montou estrutura na frente de casa e disponibilizou acervo pessoal para empréstimos. Ele diz que ficou surpreso com interesse da comunidade.

Biblioteca solidária montada por educador social na frente da sua residência, no Jardim Campo Belo I, em Campinas (SP) — Foto: Alex Bahia/Arquivo pessoal
Biblioteca solidária montada por educador social na frente da sua residência, no Jardim Campo Belo I, em Campinas (SP) — Foto: Alex Bahia/Arquivo pessoal

As medidas de restrição e isolamento social para conter o avanço do coronavírus têm impactos mais pesados na periferia do que em outras regiões das grandes cidades. Falta estrutura, muitas moradias são improvisadas, a internet é um luxo e há a dureza da fome. Pensando em uma forma de ajudar a comunidade em que vive em Campinas (SP) a encontrar um refúgio na crise, o educador social Alex Bahia, de 39 anos, criou uma biblioteca solidária na porta de casa.

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