Atualização do Projeto REALM

Realm Project

O projeto REALM (REopening Archives, Libraries and Museums), coordenado pela OCLC lançou sua 6ª atualização.

Segundo informação disponível no Facebook da OCLC publicada em 22/10/2020:

O teste 6 está em andamento em cinco materiais comumente encontrados em mobiliário e exposições de arquivos, bibliotecas e museus. Também estão disponíveis os primeiros de uma série de materiais para ajudar a direcionar atividades de reabertura.

O texto abaixo é uma tradução livre da notícia Test 6 underway and toolkit materials available, publicada no site da OCLC:

Cinco materiais que são comumente encontrados em móveis e exposições de arquivos, bibliotecas e museus foram selecionados para o sexto teste de laboratório REALM. Os pesquisadores do Battelle aplicarão uma quantidade do vírus COVID-19 infeccioso a cada item e, em seguida, colocarão os itens desempilhados em uma câmara de teste que mantém a temperatura padrão do escritório e a umidade relativa, sem luz ou fluxo de ar adicional. O teste medirá quanto vírus permanece após 1 hora e, em seguida, após 2, 4, 6 e 8 dias nessas condições ambientais. Os resultados do Teste 6 podem informar táticas de prevenção e descontaminação para o manuseio de móveis, equipamentos e exposições que incluem esses materiais.   

O mármore foi fornecido pelo National Park Service, o aço com revestimento em pó foi fornecido pela Biblioteca do Congresso e o laminado foi fornecido pelo Metropolitan New York Library Council. Os outros materiais foram adquiridos como amostras de fornecedores.

Os itens incluem:

  • Mármore (piso, balcões)
  • Aço com revestimento em pó (armários, estantes, carrinhos de livros, elementos de exposição) 
  • Laminado (bancadas)
  • Acessórios de latão, grades)
  • Vidro (janelas, vitrines)

O teste começou em 8 de outubro de 2020, e os resultados devem ser divulgados no final de novembro.

 

RECURSOS DO KIT DE FERRAMENTAS

Também estão disponíveis diversos materiais para ajudar a apoiar a interpretação e o uso dos recursos do projeto REALM. Esses materiais incluem:   

  • REALM 101 (sobre COVID-19 e o projeto) 
  • Uma lista de verificação para a tomada de decisões 
  • Recursos visuais comparando todos os resultados até agora

Procure os recursos

Adolescentes baianas criam cabine para desinfectar livros e recebem prêmio em competição nacional de robótica

Estudantes criaram a proposta depois de perceberam que livros de bibliotecas deveriam ficar em ‘quarentena’ por 14 dias para novo empréstimo, por causa da Covid-19.

Por G1 BA

26/09/2020 06h45  Atualizado há 4 dias

Cabine para desinfecção de livros — Foto: Arquivo Pessoal
Cabine para desinfecção de livros — Foto: Arquivo Pessoal

Um grupo de estudantes de Candeias, região metropolitana de Salvador, foi uma das equipes premiadas no Desafio SESI de Robótica Covid-19. O objetivo era apresentar propostas inovadoras para o combate à doença e as jovens desenvolveram uma cabine de desinfecção de livros para bibliotecas.

O projeto de Ana Clara Freitas (13 anos), Jade Santos (13 anos), Natália Jesus (14 anos) e Wililane Barbosa (15 anos), que formaram a equipe “Robolife”, ficou entre os 39 melhores, dentre mais de 400 projetos enviados para o concurso. A proposta delas foi eleita a melhor na categoria “Pesquisa”. Elas são estudantes do 9º ano do ensino fundamental.

A ideia das jovens surgiu ao perceberem que livros de bibliotecas tem de passar por uma “quarentena” de catorze dias antes de ser emprestado novamente para outra pessoa. A medida adotada é para evitar a propagação do novo coronavírus.

Baianas foram premiadas em desafio de robótica por projeto de desinfecção de livros — Foto: Divulgação / SESI Bahia
Baianas foram premiadas em desafio de robótica por projeto de desinfecção de livros — Foto: Divulgação / SESI Bahia

No entanto, este procedimento atrasa a circulação dos livros. Por isso, as meninas idealizaram uma cabine que utiliza o ozônio como agente desinfetante. A invenção permite que os livros sejam disponibilizados, depois de apenas alguns minutos, sem colocar em risco os profissionais das bibliotecas e os leitores.

Sobre as expectativas com relação ao concurso, as jovens contam que acreditavam no potencial do projeto mas ficaram surpresas com o primeiro lugar da categoria.

“A gente estava um pouco confiante, sabíamos que o projeto estava bem elaborado, mas quase não acreditamos quando nossa equipe foi anunciada como vencedora”, disse Natália.

Desafio de robótica

O desafio SESI de Robótica Covid-19 propôs que os estudantes do 9º ano de toda a rede SESI elaborassem soluções pensadas por eles que pudessem ser aplicadas no dia a dia para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Todos os participantes da competição tiveram menos de dois meses para apresentar os projetos e os protótipos.

A premiação aconteceu na quinta-feira (24), durante a solenidade realizada virtualmente para todo o país pelo SESI nacional. A próxima etapa é tornar os projetos públicos, para que empresas e instituições interessadas possam investir, caso haja interesse.

Disponível em: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2020/09/26/baianas-criam-cabine-para-desinfectar-de-livros-e-recebem-premio-em-competicao-nacional-de-robotica.ghtml. Acesso em: 1 out. 2020.

Bibliotecas em quarentena

Confira 40 ideias para enfrentar o confinamento de uma biblioteca e permanecer relevante para a comunidade

01 Aumentar o alcance do WiFi e empréstimo de modems.

02 Levar a biblioteca para a rua. Compartilhe espaços públicos com terraços, coloque tomadas e estantes na entrada com recursos no estilo de “bibliotecas confiáveis”.

03 Apoiar bancos de alimentos e oferecer empréstimo de livros ou outros materiais, bem como serviços para a comunidade em coordenação com o Serviço Social.

04 Pedagogia do livro digital. Realize oficinas para a comunidade, com ênfase nos idosos.

05 Fornecer audiolivros para enfermos e idosos. Aumente este recurso agora mais do que nunca.

Fonte: La Vanguardia

06 Oferta de papel e impressoras 3D. Contate universidades ou centros de pesquisa para colaborar. Ajuda com procedimentos burocráticos relacionados à Covid-19.

07 Restabeleça o empréstimo entre bibliotecas.

08 Converse com as escolas da região. Empreste espaços digitais. Também empreste PCs e laptops.

09 Crie e compartilhe tutoriais / cursos personalizados. Como fazer chamadas de vídeo, aplicativos, segurança digital, edição de vídeo.

10 Crie uma sala de estudo virtual. Por que não criar um para estudar, com fóruns, técnicas de estudo, uma forma de incentivar todas essas pessoas?

11 Canal no YouTube. Crie canais temáticos que sirvam de arquivo e para possível reutilização.

12 Reserve o serviço em casa. Crie um serviço de assinatura que envie a você alguns livros por mês, com mensagens da biblioteca incentivando ou oferecendo novos serviços.

13 Serviço telefônico. Aproveite para fazer ligações para idosos ou pessoas sem internet.

14 Serviço de SMS, Telegrama e / ou WhatsApp.

15 Invista em e-mail marketing. Em muitas ocasiões, geralmente é desperdiçado ou usado exclusivamente para dar más notícias, como um empréstimo atrasado.

16 Reveja o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) para comunicar em conformidade com a lei.

17 Campanha de correio. Envie cartas com notícias, folhetos ou coloque um marcador.

18 Apresente os funcionários às suas casas. Aproveitamos a oportunidade para mostrar uma imagem em close da biblioteca e nos conectar com as pessoas que precisam dela.

19 Contate empresas, freelancers e organizações do meio ambiente. Pense em campanhas que podem criar um fluxo de pessoas para as empresas locais.

20 Bibliotecários encarregados da rastreabilidade da pandemia. Nossos governos precisam de pessoal qualificado em sistemas de informação. Como documentaristas e servidores públicos, podemos oferecer nossos serviços: atentos às novas prioridades, com foco nas pessoas.

21 Revise os direitos de propriedade intelectual. Escreva um documento que sirva a outros grupos e bibliotecas para todos os tipos de presença digital.

22 Canal da Biblioteca Covid. Notícias confiáveis ​​sobre saúde e esclarecimento das dúvidas mais comuns.

23 Envolva as pessoas para criar conteúdo sobre o que está acontecendo. Crie quaranzines, podcasts e revistas relacionadas à vida durante a quarentena. Incentive a comunidade a escrever histórias sobre suas experiências.

24 Rede. Vamos criar um Canal de Bibliotecas: uma frente unida para informações práticas sobre bibliotecas.

25 Bibliotecário de autocuidado. Respeitar horários, fazer cafés terapêuticos, cuidar da saúde mental e conciliar em tempos de pandemia e teletrabalho.

Fonte: La Vanguardia

26 O momento ideal para o GLAM (Galerias, Bibliotecas, Arquivos e Museus). Lidere propostas comuns com centros de arte, arquivos e museus próximos.

27 Hora de edição da Wikipedia. Desafios para Bibliowikis ter a coleção local hospedada pela Wikipedia.

28 Horas mais longas. A ideia não é fechar o horário, mas estendê-lo e manter o mínimo de pessoal. Abra todas as caixas de correio nas bibliotecas.

29 Todos iguais, todos diferentes: bibliotecas unidas. Universidade, escola, pública, especializada? Sem a parte física da biblioteca, as oportunidades de colaboração são maiores do que nunca.

30 Apoiando o ecossistema do livro que não teve a Feira do Livro ou Sant Jordi. A biblioteca ajuda você a encontrar o livro que você gostaria de dar ou informa sobre a livraria mais próxima onde você pode encontrá-lo; auxiliar profissionais na leitura de animação; escritores: encontros virtuais, reativando a economia local e cultural.

31 Bibliotecas humanas. Um bom momento para fazer campanhas publicitárias para nossas associações, vizinhos que vêm de outros países, grupos, minorias e heróis do bairro.

32 Focalizando um leitor de biblio de outono. Devemos fazer uma super campanha de leitura para os mais pequenos. Este curso: Bibliotecas que lideram a mudança.

33 Um pouco de épico. De onde viemos? Faça uma declaração pública sobre nossa visão para a biblioteca e o que ela pode trazer para nossa comunidade.

34 Voluntariado, agora mais do que nunca. Os jovens foram os primeiros a se oferecer, vamos nos juntar a eles e não os deixemos escapar das bibliotecas.

35 A biblioteca não é um campo minado. Vamos definir um protocolo de segurança ideal para usuários e funcionários, sem regras desnecessárias. Vamos cuidar da sinalização e comunicação para não alarmar excessivamente.

Fonte: La Vanguardia

36 Presença local em motores de busca. Atualize o arquivo do Google Maps para possíveis alterações de programação. Relatar eventos na Eventbrite ou Meetup.

37 Teste o uso da Inteligência Artificial para conhecer o uso e capacidade dos espaços.

38 Fornecer à equipe habilidades e competências para o ambiente virtual.

39 Transformação digital de bibliotecas. Todas as ações devem ter lugar em um portal da web atualizado, ágil, acessível e recuperável em buscadores. Processos como o cadastramento de novos usuários deverão estar online o ano todo, bem como a reserva de cursos, salas, vagas de leitura, etc.

40 Bibliotecas não fecham serviços. Crie uma estratégia para alcançar os tomadores de decisão e transmitir o que é a biblioteca (o épico novamente) e quais são as nossas necessidades. Apresentar a biblioteca como garantia da democracia.

Epílogo. A situação vivida durante o confinamento foi muito difícil para todos e as bibliotecas trabalharam na sua adaptação às marchas forçadas. Nestes meses, muitos profissionais vinculados às bibliotecas têm reivindicado um papel de maior destaque na gestão e ação social na pandemia. Nossa motivação é reivindicar o papel central desses serviços, repensar as bibliotecas em situações extremas e oferecer –aberto– contribuições para agregar nosso grão de areia a um debate necessário para que as bibliotecas continuem cumprindo sua missão.

CARME FENOLL Bibliotecária e atual Chefe de Gabinete do Reitor da UPC

ANA ORDÁS Bibliotecária. Comunicação digital e desenvolvimento profissional de bibliotecários

IRENE BLANCO Bibliotecária e consultora de marketing digital

Tradução livre do texto Bibliotecas en cuarentena, publicado no La Vanguardia.

Disponível em: https://www.lavanguardia.com/cultura/culturas/20200905/483263752691/bibliotecas-cuarentena-covid.html. Acesso em: 6 set. 2020.

Ibict mapeia bibliotecas usuárias do software livre Koha

Ibict mapeia bibliotecas usuárias do software livre Koha
Divulgação

Ao responder o formulário, as bibliotecas passam a integrar o mapa da comunidade Koha no Brasil

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) convida as bibliotecas brasileiras a participar de um levantamento sobre a presença do software Koha no Brasil. O objetivo é formar uma rede integrada de bibliotecas usuárias do gerenciador de bibliotecas (Koha), com vias a prestar apoio às instituições, fortalecer a comunidade e verificar a influência e capilaridade do software dentro do Brasil.

Ler mais

Unesp implanta gerenciamento de serviços de bibliotecas na nuvem

A Unesp é a primeira universidade do Brasil a implantar a plataforma Alma, uma nova geração de sistemas para bibliotecas, já desenvolvida para trabalhar com os conteúdos digitais, como e-books e videoaulas
Imagem: Divulgação

04/08/2020 por: Fabio Mazzitelli, da ACI Unesp

No caminho das tendências contemporâneas de revitalização dos espaços das bibliotecas, a Unesp põe em funcionamento nesta semana, a partir do dia 5, um novo sistema de gerenciamento dos serviços das 34 bibliotecas da Universidade, que permitirá o armazenamento em nuvem dos metadados de todo o acervo bibliográfico (impresso e eletrônico) e o acesso ao acervo digital.

Além de unificar o gerenciamento do acervo, a recém-adquirida plataforma Alma permite um controle maior sobre os processos de aquisição, catalogação e circulação (empréstimos) de livros físicos, digitais e outros tipos de conteúdo, simplifica o fluxo de trabalho dos bibliotecários e dos assistentes de bibliotecas e também abre caminho para uma aproximação mais forte das bibliotecas com o ensino e a pesquisa.

A plataforma Alma é a mesma utilizada pela Universidade de Harvard (EUA), uma das mais conceituadas do mundo, e constitui uma nova geração de sistemas para bibliotecas conhecida por Library Service Plataform (LSP), já desenvolvida para trabalhar com os conteúdos digitais, como e-books e videoaulas. O sistema anterior, Aleph, estava em uso na Unesp desde 1997.

“A biblioteca do Século 21 deixa de ser somente um espaço para abrigar prateleiras com materiais físicos para tornar-se um centro de recursos de aprendizagem e pesquisa. É uma reconceituação do espaço”, afirma Flávia Maria Bastos, coordenadora da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp. “O sistema anterior, com o surgimento de muitos conteúdos digitais, dependia constantemente de atualizações e, em muitos casos, trabalhávamos com sistemas externos, como planilhas eletrônicas, para controlar assinaturas das bases de dados de e-books e periódicos em formato eletrônico. O (sistema) Alma permitirá fazer o gerenciamento dentro dele e, como simplifica o fluxo de trabalho, possibilitará que os bibliotecários se voltem para outros serviços, apoiando as novas demandas de ensino e de pesquisa”, diz Flávia Bastos.

A modernização do sistema de gerenciamento dos serviços das 34 bibliotecas da Unesp foi concebida inicialmente em 2017 pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) e, após estudos preliminares, o acordo que a viabilizou contou com pareceres favoráveis da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTInf), além do apoio dos gabinetes do reitor e do vice-reitor. A Unesp é a primeira universidade do Brasil a implantar a plataforma Alma.

A aquisição do (sistema) Alma é marco dentro da nossa proposta de revitalizar e reconceituar as bibliotecas da Unesp, seguindo as tendências contemporâneas de transformação desses espaços”, afirma o reitor da Unesp, professor Sandro Roberto Valentini.

bibliotecaflavia4ago20a.jpg

A implantação do sistema Alma foi iniciada no início deste ano, com a primeira capacitação realizada na Universidade pela empresa ProQuest Ex Libris, detentora da plataforma. No período de implantação, que durou seis meses, participaram desse processo bibliotecários das unidades de Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto e Botucatu, além dos funcionários da Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Esse grupo esteve à frente da formação e a levou para cerca de 250 servidores das Unidades. Foram usados para a capacitação os recursos do Google Sala de Aula (Classroom), ferramenta disponível para a comunidade da Unesp.

“O Alma é um sistema que facilita tanto a interação dos usuários com os serviços da biblioteca quanto o trabalho dos bibliotecários. É um avanço tremendo em termos de gerenciamento de conteúdo, que vamos sentir com o tempo, à medida que nos familiarizarmos com o novo sistema”, diz o professor José Paes de Almeida Nogueira Pinto, assessor de gabinete da Reitoria, que acompanhou de perto a aquisição do novo sistema. “Gostaria de parabenizar a CGB, em nome da Flávia (Bastos), por este grande avanço em termos de tecnologia da informação para a Unesp”, afirma o docente.

Presidente global da Ex Libris, divisão dentro da ProQuest Ex Libris, detentora da plataforma Alma, Bar Veinstein deu as “boas-vindas” à Unesp e destacou o pioneirismo da Universidade no uso desse sistema no Brasil. “Temos o prazer de dar as boas-vindas à UNESP, juntamente com suas 34 bibliotecas, como a primeira universidade brasileira a usar o (sistema) Alma. O Alma apoiará o acesso de alunos e professores a todos os recursos da biblioteca, onde quer que eles estejam localizados, e ajudará as bibliotecas da UNESP a desvendar a crescente demanda por serviços digitais que começou com a pandemia Covid-19. Aguardamos ansiosamente as contribuições da UNESP como membro da comunidade global do Alma”, diz Bar Veinstein.

Avanço pedagógico
Um dos caminhos abertos com o novo sistema de gerenciamento dos serviços das bibliotecas será o fortalecimento da ligação desses espaços com o ensino e a pesquisa. Os professores, por exemplo, poderão ter a sua bibliografia básica do curso no Alma e os estudantes, buscar o conteúdo que desejam pelo nome da disciplina ou pelo nome do docente, bastando o professor enviar o arquivo da bibliografia atualizada para a biblioteca.

As tecnologias adquiridas são consideradas disruptivas. O docente, por exemplo, poderá incluir em suas bibliografias vídeos, áudios, imagens ou outros materiais que desejarem vincular ao sistema da biblioteca. A implantação deste novo sistema contribuirá para otimizar e agilizar ainda mais os serviços prestados pela biblioteca”, afirma o vice-reitor da Unesp, professor Sergio Nobre.

bibliotecaflavia4ago20b.jpg

A rede de bibliotecas da Unesp oferece acesso a um acervo com cerca de 2,9 milhões de conteúdos acadêmico-científicos. Para a professora Gladis Massini-Cagliari, pró-reitora de graduação da Unesp, a aproximação das bibliotecas com o ensino é fundamental.

“A plataforma vai permitir inserir a bibliografia básica das disciplinas (no sistema das bibliotecas), facilitando o acesso de docentes e discentes a ela, e também acrescentar na nuvem outros tipos de materiais, além dos livros e dos materiais bibliográficos. Essa aproximação das bibliotecas com a graduação, do ponto de vista pedagógico, é um grande avanço”, diz Gladis Massini-Cagliari.

Em paralelo aos preparativos para a implantação da plataforma Alma na Unesp, já pensando na importância de articular o acervo bibliográfico com as necessidades da Universidade, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas cruzou dados dos livros impressos mais emprestados dos últimos anos com as principais bases de dados de e-books em português, de maneira a concentrar as novas assinaturas dos e-books nos títulos mais procurados pelos estudantes.

Com a eclosão da pandemia de COVID-19 e a consequente suspensão das atividades presenciais na Unesp, que ocorreu em 17 de março, a demanda pelos serviços digitais das bibliotecas aumentou bastante, mas o espaço virtual das bibliotecas estava preparado para absorvê-la.

“Fizemos em 2019 um estudo em relação à assinatura das principais bases de e-books em português para a graduação, o que foi muito importante para enfrentar esse período de pandemia, como as bases Pearson e Minha Biblioteca, que incluem títulos de diversas áreas do conhecimento. Tivemos picos de acessos, principalmente nos títulos de Medicina e Saúde”, diz Flávia Bastos. “Essas últimas escolhas, inclusive com a modernização do sistema de gerenciamento dos serviços das bibliotecas, mostram que estamos no caminho certo”, afirma a coordenadora.

bibliotecaflavia4ago20d.jpgA rede de bibliotecas da Unesp oferece acesso a um acervo com 2,9 milhões de conteúdos acadêmico-científicos

Disponível em: https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/35950/unesp-implanta-gerenciamento-de-servicos-de-bibliotecas-na-nuvem. Acesso em: 5 ago. 2020.

AMBAC – Publicação “Diretrizes para a reabertura de bibliotecas em face da emergência de saúde devido à COVID-19”

Fonte: AMBAC

Informamos que as “Diretrizes para a reabertura de bibliotecas em face da emergência de saúde devido à COVID-19” estão agora disponíveis para consulta. Este documento é o resultado de um processo de pesquisa de gabinete, pesquisa em bancos de dados bibliográficos de literatura especializada, revisão de literatura e apresentações oferecidas pelos especialistas que participaram dos diferentes webinars que a Associação Mexicana de Bibliotecários organizou em torno da pandemia da COVID-19. O trabalho está disponível no site da Associação para consulta. Se você é um associado, pode solicitá-lo no formato de impressão.

Tradução livre de e-mail recebido da AMBAC em 12 junho de 2020.

Drones apoiados pelo Google lançam livros da biblioteca para que crianças na Virgínia possam ler seus livros de verão

A Wing, empresa irmã do gigante da tecnologia, entregará livros a estudantes no Distrito Escolar do Condado de Montgomery.

Fonte: https://www.washingtonpost.com/technology/2020/06/10/wing-library-book-drone-delivery/

Kelly Passek pensou em uma maneira de fazer as crianças lerem neste verão: entregar livros da biblioteca por drone.

Passek, uma bibliotecária do ensino médio, foi uma das primeiras clientes de um serviço de entrega de drones lançado em Christiansburg, Virgínia , no ano passado pela Wing, uma empresa de propriedade da controladora do Google, Alphabet. Depois de ver a rapidez com que seus utensílios domésticos e refeições eram entregues, ela solicitou à empresa que também entregasse livros da biblioteca. A empresa disse que sim, e os primeiros livros saem esta semana.

“Acho que as crianças ficarão emocionadas ao saber que serão as primeiras do mundo a receber um livro da biblioteca por drone”, disse Passek, que trabalha nas Escolas Públicas do Condado de Montgomery.

Leia a notícia completa em inglês, Google-backed drones will drop library books so kids in Virginia can do their summer reading, de autoria de Rachel Lerman e publicada no Washington Post.

Franck Riester: “A reabertura das bibliotecas terá que ser feita metodicamente”

Do Ministério da Cultura, Franck Riester enviou uma mensagem rápida aos bibliotecários, cujos estabelecimentos estão fechados ao público desde 14 de março. Congratulando-se com a manutenção de serviços remotos e, em particular, o acesso a recursos digitais – sem mencionar a unidade e outros serviços de transporte -, o Ministro indicou especialmente que está em andamento um trabalho para supervisionar a reabertura de bibliotecas.

Franck Riester, Ministro da Cultura
Franck Riester, em 2019 – (foto da ilustração, ActuaLitté, CC BY SA 2.0)

Pouca informação, em mensagem essencialmente destinada a agradecer aos profissionais da leitura pública, enquanto suas missões são realizadas desde março, com trabalho interno mantido e, às vezes, estabelecimento de serviço de retirada de reservas ou entregas em domicílio, porém, não recomendado pela Associação de Bibliotecários Franceses.

Em sua intervenção gravada, o Ministro da Cultura indica que a rue de Valois continuará a apoiar bibliotecas e comunidades e diz estar convencido de que o entusiasmo observado pelos recursos dos estabelecimentos continuará após o confinamento.

Leia a notícia completa em francês, Franck Riester : “La réouverture des bibliothèques devra se faire avec méthode”, de Antoine Oury, no site Actuallité.

O livro e os inimigos cruéis

O que é assunto de todos é percebermos que, tanto nesta situação actual, dramática, como em “condições normais”, não existe uma política educativa favorável à criação de leitores e à circulação do livro – pelo contrário, como sabemos, existe um Ministério da Educação infectado pelo pior dos vírus, que é a mistura de ignorância, indiferença e mediocridade.

Francisco José Viegas

Nesta segunda-feira reabriram as livrarias em Roma e na região do Lácio. Não houve corrida nem enchente, não houve festejos nem um carnaval de autoridades presentes – mas reabriram e, como dizia um jornal italiano, tratava-se da “gioia dei commercianti”, a alegria dos comerciantes. A notícia enche-nos de júbilo também, aos leitores e a todos “os que amam o livro” e pensam que um mundo sem livros e sem livrarias fica mais pobre e tem menos sentido para qualquer tipo de futuro.

MAIS POPULARES

Há sinais de que as livrarias portuguesas podem abrir durante o mês de Junho, o que, a verificar-se, seria o reinício de actividade para o sector do livro. Menciono “o sector do livro” mas imagino que a maior parte dos responsáveis políticos e dos que tratam da nossa economia desconhecem o que isso significa, porque os livros, por muito que falem, falam em silêncio e não realizam espectáculos nem, com poucas excepções, andam de mão dada em campanhas eleitorais, com guizos ao pescoço. Só assim se compreende que nenhum desses responsáveis tenha, até agora, sido sensível à situação dramática que se vive nesta área, grande parte dela em lay-off ou em condições ainda mais severas, com um corte brutal nos rendimentos, totalmente confinada e sem esperar qualquer apoio do Estado.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Acontece que, sem livrarias abertas, está paralisado o chamado “mundo do livro”: editores, livreiros, revisores e tradutores, artistas gráficos, fotógrafos, indústria gráfica e do papel, distribuidores e redes de transportes ou logística – poderíamos aqui aumentar a lista de profissionais, que é enorme.

Evidentemente que as livrarias não podem constituir excepção ao “regime geral de confinamento” em vigor durante o estado de emergência, e depois dele, mas mencioná-las é fundamental para mostrar como é necessário prestar atenção à fragilidade deste ecossistema que nunca reclamou favores do Estado (e nunca os teve), que encarou as crises com independência e valentia, que se reinventou quando era necessário, que procurou soluções criativas para prestar o seu serviço – e criar riqueza. Lamento não mencionar aqui a felicidade ou infelicidade que vêm nos livros, o conforto e a perturbação que eles transportam, o sopro de fragilidade e de vaidade que garantem, os nomes dos autores que nos acompanham desde sempre, as histórias que nos comoveram e enfureceram, o conhecimento e a sabedoria que transmitem, as revoluções que geram, os tumultos que provocam, a inquietação e a melancolia que proporcionam, a solidão que transformam ou aumentam – tudo isso é com cada um de nós, leitores, e cada leitor sabe de si.

O que é assunto de todos é percebermos que, tanto nesta situação actual, dramática, como em “condições normais”, não existe uma política educativa favorável à criação de leitores e à circulação do livro – pelo contrário, como sabemos, existe um Ministério da Educação infectado pelo pior dos vírus, que é a mistura de ignorância, indiferença e mediocridade. Também sabemos como as bibliotecas municipais foram destinadas ao abandono e à penúria (violando as leis), como os profissionais do livro raramente são escutados quando se trata de promover a leitura e a cultura em detrimento de pareceres totalmente desligados da realidade. Ou como, “de cima” (aquilo que os comentadores e oportunistas políticos também designam por “elites”), nunca vem um exemplo capaz de levar mais pessoas a ler, a querer ler ou a sentirem que a leitura é um importante instrumento de conhecimento e de diálogo com o passado e com o futuro, e também de elevação individual e participação na vida comunitária.

Se o sistema de valores culturais privilegia o espectáculo, o ‘lifetsyle’, os gatinhos nas redes sociais, a velocidade, a superficialidade, os erros ortográficos – esperava-se que o sistema educativo público tomasse entre mãos essa tarefa nobre e urgente de melhorar e ampliar o acesso à leitura, de permitir que as bibliotecas públicas adquirissem, gerissem e aumentassem os seus fundos bibliográficos (e não no sentido de criar “bibliotecas escolares” que, com poucas excepções, separam os estudantes da comunidade e da notável rede de bibliotecas municipais, que – já agora – corre o risco de colapsar), de exigir que a escola promovesse a leitura dos clássicos (porque são eles o grande instrumento para a “inclusividade”) e de espaços de partilha de livros. Se esta situação se mantiver – falo de incúria e indiferença, reunidas –, é provável que, dentro de algum tempo, “o livro” seja mesmo essa raridade atrevida, como queriam os autores mais enclausurados ou os elitistas mais avaros. Mas, repito, por incúria e indiferença.

Apesar de tudo, vale a pena também repetir que o sector editorial (e todas as redes profissionais e da indústria, que ele convoca) tem sabido reinventar-se a cada crise – e tem saído de cada uma delas com mais energia, experiência, conhecimento e autodefesas. Tem enfrentado guerras desiguais e toda a concorrência dos meios de “entretenimento” que o Estado, aliás, tem apoiado com entusiasmo. Mas não pode, neste momento, defrontar dois inimigos igualmente cruéis: uma crise grave de toda a economia e a indiferença persistente dos poderes públicos a quem cabe apoiar o sector cultural, e que – à vista de todos – é incapaz de tomar uma única medida de apoio à edição e às livrarias, aos autores e às empresas da edição. Nem que seja, por exemplo, financiar verdadeiramente as bibliotecas para que possam comprar livros, apoiar as livrarias nas suas delicadas negociações em matéria de arrendamento comercial, ou incentivar a entrada de livros nas escolas.

Quando os responsáveis políticos falam, falam de tudo – excepto de livros, e compreende-se que até seja melhor. Da “arte pública” às contratações de espectáculos, eles sabem muito bem que o livro não entra no seu “rally-paper cultural”.

Disponível em: https://www.publico.pt/2020/04/22/culturaipsilon/opiniao/livro-inimigos-crueis-1913474. Acesso em: 22 abr. 2020.