Estudo mapeia o consumo de informações e novos hábitos de cada geração durante a pandemia

Confira:

Levantamento feito pela ioasys analisou as mudanças de hábito do brasileiro e descobriu que as pessoas gastam, em média, quatro horas por dia nas redes sociais

A ioasys, empresa especializada em transformação digital ágil, apresenta uma pesquisa inédita sobre as mudanças de hábitos de comportamento e consumo dos brasileiros durante a pandemia, com a participação de mais de 1300 pessoas de 13 a 81 anos de todos os estados do Brasil e classes sociais.

O estudo revelou os hábitos digitais que as gerações têm ganhado durante esse período com a frequente aceleração da transformação digital. A Geração Z, por exemplo, tem usado a internet principalmente para assistir vídeos online (84,2%), séries e filmes (84,2%) e ouvir música (82,4%). É o grupo que mais têm assistido a Webinar e Videoaulas (56,1%). Mas a pesquisa revelou também que apenas 38,5% estão seguindo as recomendações de isolamento social à risca 100% do tempo.

Já os Millenials (21 a 35 anos) são quem têm mais assistido às lives em redes sociais (58,2%). Apenas 29% ouvem podcasts. Metade deles jogam online, assistem cursos digitais e procuram por notícias. Enquanto a Geração X (36 a 55 anos) tem se dividido entre assistir séries e filmes (73,4%), vídeos online (63,2%) e ouvir músicas (55,4%). Apenas 30% se interessam por memes e vídeos engraçados.

O isolamento fez com que muitas famílias passassem a conviver de maneira mais próxima, ainda que digitalmente, e gerações diferentes passaram a compartilhar essas novas experiências. Por isso, no geral, os hábitos digitais entre as gerações possuem um grau de variação menor do que muitos imaginam. Os Boomers têm utilizado a internet para assistir a filmes e séries (51,1%), ouvir música (46,6%), assistir vídeos (45,8%) e fazer vídeo chamadas com amigos e família (45,1%).

Tudo está conectado

No geral, as pessoas têm passado, em média, quatro horas por dia conectadas com mídias sociais durante a quarentena. Além disso, os entrevistados revelaram que têm consumido mais notícias por meio das redes sociais (81%) do que pela televisão (61,5%).

4 a cada 10 entrevistados fizeram download de pelo menos três novos aplicativos durante a quarentena enquanto 18% ainda não fizeram nenhum. Os mais utilizados no período são Whatsapp – 99,6% usa diariamente; Instagram, utilizado todos os dias por 78,7% dos entrevistados; e Facebook, utilizado com uma menor frequência – 43,4% afirmam entrar às vezes e 20,2% não têm o app. Os novos queridinhos do momento também não ficaram para traz.

Transformação digital

Com o objetivo de mapear o cenário atual – principalmente com o avanço de tecnologias digitais -, as mudanças e as expectativas futuras dos brasileiros em relação à conjuntura político, econômica, social e cultural da pandemia causada pelo COVID-19, a ioasys analisou tendências de transformação digital. O estudo teve participação maioritária de mulheres (55%), sendo 59% dos participantes do Sudeste e 22% do Nordeste. 62% dos respondentes são das classes C, D ou E e quase 61% são millennials (21 a 35 anos).

Disponível em: https://www.segs.com.br/seguros/234343-estudo-mapeia-o-consumo-de-informacoes-e-novos-habitos-de-cada-geracao-durante-a-pandemia. Acesso em: 6 jun. 2020.

Acesse o relatório aqui Mapeando o presente: O que mudou? Quais nossas expectativas com o que está por vir?

Estudo de usuários na web: conheça duas técnicas que o curso de Biblioteconomia não ensina

Se você é o responsável pelo gerenciamento das redes sociais da biblioteca, provavelmente já deve ter visto gráficos e números fornecidas pelas próprias redes. Eles variam desde a quantidade de compartilhamentos, curtidas, informações demográficas e outras. É preciso ir além desses dados e entender como eles podem ser aplicados na prática para conhecer o público das redes sociais da biblioteca. Como nem tudo se aprende no curso de Biblioteconomia (a prática é outra faculdade!), aqui ensino duas técnicas de identificação do público no Facebook e no Twitter. Vamos lá?

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FALA, BIBLIOTECÁRIA: Bibliotecários pela internet! por Gabriela Pedrão

A bibliotecária Gabriela Pedrão, que possui o canal do YouTube “É o último, juro!”, lançou um vídeo no início do mês onde lista os bibliotecários que possuem blogs, páginas no Facebook e canais pela internet.

A lista completa não coube no vídeo, mas foi publicada no blog no canal.

Agradeço a Gabriela pela inclusão do Mundo Bibliotecário na lista!

E sucesso no “É o último, juro!”!

26 páginas no Facebook que todo leitor deveria curtir

26 páginas no Facebook que todo leitor deveria curtir

Disponível em: <http://www.revistabula.com/5147-26-paginas-no-facebook-que-todo-leitor-deveria-curtir/>. Acesso em: 21 dez. 2015.

Busca social é um jeito útil de lidar com os dados dos usuários

20 de janeiro de 2013|
14h41|
Por Filipe Serrano

Resultados do Google são menos subjetivos

* Publicado no ‘Link’ em 21/1/2013.

Estamos vivendo um momento marcante para a história da internet e do futuro de como encaramos a rede. E isso vem na forma da busca social que o Facebook apresentou na semana passada, que é chamada de “Graph Search” por Mark Zuckerberg.

Durante os últimos 14 anos, vivemos (e continuamos vivendo) na internet organizada à maneira do Google, em que os links e páginas são dispostos de acordo com uma série de cálculos para que encontremos aquilo que é mais relevante. Um dos principais fatores, que deu origem ao Google, é a maneira como o conteúdo da internet se relaciona entre si. E isso é feito, principalmente, de acordo com a quantidade de referências (links) feitas a uma página específica em outros sites. Quanto mais um site é linkado por outros, melhor ele aparece nos resultado nas buscas. Foi a partir daí que o Google cresceu e mudou de vez a maneira como usamos a web.

Mas nem sempre é fácil encontrar aquilo que procuramos quando as informações estão organizadas dessa maneira, principalmente quando não sabemos exatamente a melhor palavra para descrever o que buscamos. Quando uma conversa direta com alguém não resolve, como encontrar respostas no ambiente digital para uma dúvida como: “qual é aquela banda que meu amigo falou que era um Coldplay realmente bom”? Ou então: “o nome do vinho que, há um ano, meu amigo disse que tomou num restaurante espanhol”?

É difícil para uma empresa de internet criar uma tecnologia capaz de dar respostas a questões quando elas são pessoais. As referências necessárias passam pelas relações entre as pessoas e o que elas trocam, comentam, publicam e curtem.

Com o advento do Facebook, está ficando cada vez mais claro que existe um outro fator – o social – ainda mais importante para determinar a relevância daquilo que procuramos na internet. O que importa cada vez mais são as coisas que gostamos, páginas que curtimos, música que ouvimos, vídeos a que assistimos e tudo o que compartilhamos com as outras pessoas dentro dessa enorme rede paralela que o Facebook se tornou. O Google também tenta ser relevante neste aspecto, mas é o Facebook que tem o maior banco de dados com esse tipo de informação.

Aos poucos, nossos gostos e interesses passaram a ser também indexados, e é a partir disso que o Facebook pode ganhar força. A busca social ainda mal chegou ao público geral e começa a ficar disponível aos poucos para algumas pessoas que usam a rede social em inglês. Mas a ferramenta é um passo importante para a construção de uma internet mais inteligente, que entende melhor aquilo que nós buscamos.

Quando temos um lugar para procurar “bandas que meu amigo gosta” ou “restaurantes espanhóis que meus amigos frequentam”, abrem-se novas formas de se usar a internet e outros caminhos para encontrar as respostas que buscamos.

Talvez fiquemos ainda mais dependentes de uma rede assim, cada vez mais filtrada por gostos pessoais. E existem muitos aspectos negativos dessa indexação pessoal. O The Onion, site que publica notícias de mentira, parodiou o lançamento do Facebook com um texto que dizia na manchete: “Usuários de internet exigem menos interatividade”. No artigo, um personagem fictício reclama: “Toda vez que eu digito um endereço no meu navegador não quero ser levado para uma experiência completamente imersiva, interativa e multiplataforma”, repetindo bordões das empresas de internet. “Tudo o que eu quero é entrar em um site, ver o que está lá pelo tempo que decidir e seguir com a vida.”

As frases, mesmo de brincadeira, refletem a preocupação com o fato de ter interesses catalogados. Alguns usuários sentem que o Facebook fica cada vez mais chato com esse objetivo de levar a camada social para todos os cantos da internet. Mas pelo menos as informações são usadas para criar um serviço do qual os usuários podem se beneficiar, em vez de ficarem restritas a grupos de empresas anunciantes para fazer publicidade direcionada.

Disponível em: <http://blogs.estadao.com.br/filipe-serrano/busca-social-e-um-jeito-util-de-lidar-com-os-dados-dos-usuarios/?doing_wp_cron=1358767503.1784079074859619140625>. Acesso em: 21 jan. 2013.