Pela primeira vez, o Congresso da IFLA em 2021 será online

Este ano o Congresso da IFLA foi suspendo devido à pandemia. Porém, será retomado no ano que vem em formato online.

Este ano alguns eventos de maior porte já aconteceram nesse formato, como o BiblioOnline e o ABEC Meeting Live 2020. A ABEC Brasil, inclusive, está propondo uma alteração no seu estatuto para a realização de eventos online a ser votada pelos associados.

Resta saber quando as instituições da categoria profissional dos bibliotecários no Brasil vão entrar de vez na realização de eventos online, já que o SNBU, por exemplo, ainda será realizado presencialmente em 2021.


Novos formatos, novas oportunidades no Congresso Mundial de Biblioteca e Informações

HAIA, Holanda, 22 de setembro de 2020

Pela primeira vez para a IFLA, o Congresso Mundial de Biblioteca e Informação (WLIC) 2021 será realizado online, como parte de um esforço acelerado para desenvolver um formato novo e mais inclusivo para o evento mais internacional no calendário da biblioteca.

A pandemia COVID-19 causou e continua a causar grandes perturbações nas sociedades e economias em todo o mundo.

Diante disso, as bibliotecas têm demonstrado extraordinária resiliência e inventividade para continuar atendendo aos usuários. A IFLA está trabalhando para fazer o mesmo, com suporte online aprimorado para nossos membros e voluntários.

A pandemia também nos desafia a pensar novamente sobre como trabalhamos, tanto individual quanto coletivamente, no futuro.

Isso é particularmente verdadeiro em nosso planejamento para o Congresso Mundial de Biblioteca e Informação – o evento mais internacional do calendário de bibliotecas. Diante da incerteza contínua sobre a situação econômica, de saúde e de viagens em 2021, já parece claro que manter a rotina de negócios não é uma opção.

Isso não é, entretanto, motivo para parar, mas sim para acelerar nosso trabalho de criação de um novo modelo para o nosso Congresso, em linha com a Estratégia da IFLA .

Ao fazer isso, podemos também abordar as questões cada vez mais prementes da pegada de carbono associada à participação no Congresso e a dificuldade que sabemos que muitos enfrentam para comparecer pessoalmente, mesmo em tempos normais.

Como resultado, temos o prazer de anunciar que nosso Congresso de 2021 será realizado virtualmente, com o apoio bem-vindo do Comitê Nacional Holandês.

A conferência física planejada anteriormente em Rotterdam, Holanda, será transferida para 2023 e acontecerá em um formato híbrido online / presencial. Continuamos planejando uma conferência presencial em Dublin, Irlanda, em 2022, com um elemento online fortalecido.

Estes são tempos emocionantes – estamos construindo um novo tipo de WLIC, seguindo os mesmos princípios de transformação e inclusão que moldaram nossa Visão e Estratégia, e estão moldando nossa Revisão de Governança .   

Nosso objetivo é desenvolver um programa e formato que combine os melhores aspectos de nossas conferências tradicionais com as possibilidades que as ferramentas digitais trazem para incluir todos os membros de nossa área, em todo o mundo, de forma significativa.

Alcançar o sucesso exigirá o melhor de nossa criatividade e experiência. Estamos ansiosos para trabalhar com membros, voluntários e participantes para entregar isso.

Gerald Leitner
Secretário Geral da IFLA


O texto acima é uma tradução livre do original New Formats, New Opportunities at the World Library and Information Congress, publicado no site da IFLA.

Biblioteca Parque Villa-Lobos entre as melhores bibliotecas públicas do mundo

Biblioteca brasileira concorre ao prêmio de melhor biblioteca pública do mundo com outras quatro instituições dos EUA, Holanda, Cingapura e Noruega. Vencedora será conhecida em agosto.

Biblioteca Parque Villa-Lobos | © Equipe SP Leituras

Foram anunciadas ontem (28) as cinco finalistas do Prêmio Internacional de Biblioteca Pública do Ano de 2018 e a Biblioteca Parque Villa-Lobos, de São Paulo, integra essa lista. Ao todo, o concurso recebeu 35 inscrições de 19 países. As finalistas foram selecionadas por um júri composto por membros da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (IFLA), que realiza o prêmio junto com a Systematic. Para chegar às finais do prêmio, as cinco bibliotecas foram avaliadas em seis critérios que incluem a cultura local, a sustentabilidade, até que ponto a biblioteca leva em conta o desenvolvimento digital e os desejos e necessidades dos usuários. Para a escolha da Biblioteca Parque Villa-Lobos, o júri levou em conta o ambiente claro e aberto do espaço e destacou que ela é uma biblioteca ativa, cujo design de interiores e arquitetura possibilitam a realização de atividades de muitos tipos diferentes. Também concorrem a Austin Central Library nos EUA, por seu foco na sustentabilidade; o KopGroep Bibliotheken, na Holanda, por cooperar com o teatro local e pela interação entre a arquitetura nova e antiga; a norueguesa Deichman Biblo Toyen, por seu amplo envolvimento de usuários; e a Biblioteca Regional de Tampines, em Cingapura, por facilitar os interesses de esportes, lazer e serviços para os cidadãos. A vencedora ganhará um prêmio no valor de US$ 5 mil e será anunciada no dia 28 de agosto, em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a Reunião Anual da IFLA. Lembrando que a Biblioteca de São Paulo, irmã da Villa-Lobos, nesse ano também ficou entre as finalistas de outro prêmio internacional, o da Feira do Livro de Londres.

Relato do webinar da IFLA LAC “Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 para el dessarollo sostenible”

A Seção de América Latina e Caribe da IFLA realizou no dia 2/2/17 o webinar Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 para el dessarollo sostenible, que contou com a participação das facilitadoras Sueli Ferreira (IFLA LAC Chair), Loida García-Febo (IFLA ALP Chair), Ana María Talavera (Colégio de Bibliotecólogos del Perú) e María Violeta Bertolini (IFLA Advocacy Communications Officer).

Inicialmente Loida apresentou, de maneira bem  sucinta, a campanha de advocacy da IFLA e como a Federação tem conseguido participar das reuniões na ONU sobre a Agenda 2030 e conseguido incluir o acesso à informação como um dos objetivos da Agenda, pois é a primeira vez que isso ocorre. Em relação às metas do programa, Loida citou exemplos de bibliotecas que já estão realizando ações para alcançá-las, como a Uganda, que está trabalhando a questão de igualdade de gênero, a Moldávia, onde as bibliotecas participam com a sociedade civil na elaboração de um plano nacional que as agregue como apoiadores do acesso à informação, o no Reino Unido, que vem trabalhando com o tema de comunidades e cidades sustentáveis.

As bibliotecas que desejam mais informações sobre a Agenda podem consultar o Toolkit Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 de la ONU e Acceso y oportunidades para todos: Cómo contribuyen las bibliotecas a la Agenda 2030 de las Naciones Unidas.

Em seguida, María Violeta fez sua apresentação sobre o Programa Internacional de Promoción y Defensa (Advocacy), destacando que as bibliotecas devem ser elementos chaves para os programas de governo. Esse programa possui quatro fases: oficinas regionais, ações de seguimento, chamada para apresentação de propostas e revisão global. Ressaltou, também que o programa já ocorreu na África, Ásia e Oceania, América Latina e Caribe e Europa.

Por fim, Ana María discorreu de modo geral sobre a Agenda 2030 e como seus objetivos ajudam as bibliotecas a promover ações para problemas locais, como violência, desemprego e narcotráfico. Outras iniciativas apresentadas foram a capacitação oferecida pelas bibliotecas para mulheres conseguirem emprego, um centro de documentação ambiental que promove ações de preservação e conservação e a publicação de uma política nacional do livro, leitura e escrita envolvendo todos os atores dessa área.

Essa foi mais uma oportunidade oferecida pela IFLA para levar ao conhecimento de todos como as bibliotecas podem colaborar para o alcance dos objetivos da Agenda 2030 da ONU. Em breve, será realizado um seminário internacional no Chile (“Libraries, advocacy and promotion activities and implementation of Agenda 2030”) e a LAC 2017 Midterm Meeting.

Para quem não pode assistir, o webinar estará disponível no canal do YouTube da IFLA LAC.

O impacto do acesso à informação e às bibliotecas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Contribuição de Neide Alves Dias de Sordi – Innova Gestão

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A Confederação de Repositórios de Acesso Aberto (COAR), a Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA) e a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) criaram a Comunidade de Prática (CoP) – [sdgs-impact-access-information-societies]. Neste mês de setembro (de 7 a 18), tais associações promoverão o e.Forum – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: o impacto do acesso à informação em nossas sociedades[i], que representa oportunidade a instituições e indivíduos de ampliarem seus conhecimentos sobre a “Declaração de Lyon” e sobre como centros de informação e bibliotecas podem promover o acesso à informação como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU[ii].

O e.Forum oferecerá webcasts com especialistas para estimular o diálogo e a discussão em torno de três questões principais: 1. Como o acesso à informação pode contribuir para o desenvolvimento sustentável? 2. Como bibliotecas e centros de informação podem promover a adoção do acesso à informação como parte da agenda pós-2015, em especial os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)? 3. O que podemos fazer coletivamente visando à sensibilização para o acesso aberto e acesso à informação, no contexto da discussão sobre os ODS?[iii]

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um conjunto de objetivos, metas e indicadores universais que os estados membros das Nações Unidas (ONU) utilizarão ​​para enquadrar as suas políticas ao longo dos próximos 15 anos. Eles são considerados elementos-chave no desenvolvimento internacional futuro. Se os ODS forem aprovados durante a reunião de cúpula da ONU, a realizar-se entre 25 e 27 de setembro de 2015, serão aplicáveis a partir de janeiro de 2016 e irão substituir formalmente os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)[iv].

Os ODM são oito objetivos de desenvolvimento internacional, estabelecidos pela ONU após a Cúpula do Milênio, em 2000. Na ocasião, os Estados Membros se comprometeram com o alcance desses objetivos, até 2015. Assim sendo, é necessário um novo processo para a aprovação dos objetivos de desenvolvimento 2015 – 2030. Esse novo processo teve início no Rio de Janeiro, em 2012, quando 192 Estados membros da ONU concordaram em estabelecer metas de desenvolvimento sustentável, orientadas para a ação, concisas e de fácil comunicação, em número limitado, de natureza global e universalmente aplicável a todos os países, considerando-se as diferentes realidades nacionais, capacidades e níveis de desenvolvimento e o respeito às políticas e prioridades nacionais.

A participação da IFLA e a COAR incluem as bibliotecas e seus repositórios, engajados em garantir que o acesso à informação seja preponderante na construção da Agenda de Desenvolvimento das Nações Unidas pós-2015.

Nesse sentido, no congresso mundial da IFLA, em Lyon, em maio de 2014, foi elaborada a Declaração de Lyon, com vistas a influenciar positivamente o conteúdo da agenda de desenvolvimento pós-2015 das Nações Unidas. A Declaração afirma que o acesso à informação apoia o desenvolvimento, capacitando o indivíduo para:

  • Exercer os seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais;
  • Ser economicamente ativo, produtivo e inovador;
  • Aprender e aplicar novas habilidades;
  • Enriquecer a identidade cultural;
  • Participar ativamente na sociedade civil, quanto à tomada de decisão;
  • Adotar soluções da comunidade para os desafios do desenvolvimento;
  • Assegurar a responsabilização, a transparência, a boa governação, e o empoderamento; e
  • Mensurar o progresso dos compromissos públicos e privados no desenvolvimento sustentável.

A Declaração solicita aos Estados-membros da Organização que firmem um compromisso internacional através da agenda de desenvolvimento pós-2015, de forma a garantir que todos tenham acesso à informação e sejam capazes de entender, usar e compartilhar essas informações, a fim de promover o desenvolvimento sustentável e as sociedades democráticas.

Em 2 de Agosto de 2015, após mais de três anos intensas negociações e envolvimento de muitas instituições, os estados-membros das Nações Unidas concordaram com uma versão final da agenda do desenvolvimento pós-2015, agora conhecida como Agenda 2030.

A nova Agenda 2030 é um quadro de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (DPSs) com um total de 179 alvos que medem o desenvolvimento econômico, ambiental e social. Eles traçam um plano para todos os países participarem ativamente, em busca de um mundo melhor para seu povo e para o planeta.

Graças ao esforço da IFLA e de outras organizações, o acesso à informação, a alfabetização universal, a salvaguarda do património cultural e natural, bem como o acesso às tecnologias da comunicação foram fortemente representados.

Espera-se que, com a aprovação da Agenda 2030, sejam ampliadas as possibilidades de todos terem acesso à informação. Assim sendo, é desejável que as instituições nacionais que congregam bibliotecários e outros profissionais da informação também incluam a questão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em sua pauta de atuação.

[i]  http://www.ifla.org/node/9706

[ii] http://www.lyondeclaration.org/

[iii] www.coar-repositories.org/news-media/sustainable-development-goals-the-impact-of-access-to-information-on-our-societies-e-forum-7-18-september-2015/

[iv] http://www.un.org/disabilities/documents/reports/SG_Synthesis_Report_Road_to_Dignity_by_2030.pdf

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IFLA publica duas novas directrizes

Directrizes da IFLA para as Bibliotecas Escolares (2ª edição)

As Directrizes da IFLA para as Bibliotecas Escolares, 2ª edição, foram aprovadas pelo Comité Profissional, sob proposta do Comité de Standards da IFLA no passado mês de junho.

Escritas e revistas pela Secção de Bibliotecas Escolares da IFLA ao longo de 2 anos, estas directrizes substituem o documento produzido pela IFLA/UNESCO para as Bibliotecas Escolares em 2002.

Estas directrizes pretendem ajudar os profissionais das bibliotecas escolares e os responsáveis pelas decisões de âmbito educativo no seu esforço de garantir um acesso real a todos os estudantes e professores aos programas e serviços proporcionados pelos profissionais qualificados das bibliotecas escolares.

Esta nova edição, surge dos contributos recolhidos em diversos grupos de trabalho, reuniões e congressos, alguns deles organizados pelo Comité Profissional da ILFA, bem como da contínua revisão e redação feitas presencialmente ou através de fóruns online.

Directrizes para Serviços de Informação Parlamentares

As Directrizes para Serviços de Informação Parlamentares é uma edição conjunto da IFLA e da União Interparlamentar (UIP), apresentada a 13 de agosto na reunião da Secção ocorrida antes do Congresso da IFLA na Cidade do Cabo, África do Sul.

Um grupo de trabalho constituído por membros da Seção de Bibliotecas Parlamentares reuniu, sob a orientação de Sonia L’Heureux, bibliotecária do Parlamento do Canadá, as directrizes de acordo com a sua experiência e após consultar outros membros daquela Secção.

A tradução e publicação desta directrizes ficou a cargo da UIP.

Sobre o Autor

Bruno Duarte Eiras

Agenda 2030 da ONU e as bibliotecas

No início de agosto, a Organização das Nações Unidas chegou a um consenso sobre a Agenda 2030 — documento que se propõe a nortear os trabalhos da organização em relação à economia, ao ambiente e ao desenvolvimento social para os próximos 15 anos. Além dos países membros, diversas outras organizações da sociedade civil auxiliaram por mais de dois anos na criação e revisão do texto, incluindo a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA).

Não é um plano fácil. E não vai ser só a assinatura do documento que causará as mudanças propostas, como veremos mais abaixo.

Nele, são listados 17 objetivos gerais, e, sob cada um deles, diversos objetivos específicos. É bom frisar que a Agenda tem mais função política do que normativa, e servirá de embasamento para as autoridades nacionais implementarem mudanças num movimento global de melhoria social — cada um com as suas necessidades e prioridades locais.

Também é interessante notar algumas palavras-chave que são repetidas no preâmbulo do texto: extinção da fome, da pobreza, necessidade de paz, consumo e produção sustentáveis, promoção e defesa da igualdade entre gêneros e empoderamento de mulheres e meninas. E as bibliotecas? E os bibliotecários? O que têm com isso?

Segundo a IFLA, em nota oficial, bibliotecas podem servir de apoio para diversos aspectos dos objetivos do documento, pois são instituições públicas chave e têm um papel vital no desenvolvimento de toda a sociedade.

O lançamento oficial da Agenda 2030 ocorrerá em setembro em Nova Iorque e a Federação já se comprometeu a esmiuçar os objetivos que podem ser auxiliados pelas bibliotecas. Colocando o carro na frente dos bois por um momento, li o documento e listei o que eu percebo como atividades que deveriam ocorrer em bibliotecas, especialmente as públicas. Vejamos:

# Objetivo 4, sobre educação e aprendizado contínuo: há menção a melhorar o acesso à informação para crianças, inclusive as com deficiência, indígenas e em vulnerabilidade (objetivo específico 4.5); aumentar a literacia em adultos (objetivo específico 4.6) e melhorar e criar mais ambientes adequados para a educação (inclusive bibliotecas, imagino eu) (objetivo específico 4.a);

# Objetivo 5, sobre políticas para mulheres e meninas: promover o empoderamento feminino através do uso de tecnologias de informação e comunicação (5.b);

# Objetivo 9, sobre infraestrutura, e # Objetivo 11, sobre cidades: aumentar o acesso à internet (9.c) e melhorar a proteção e salvaguarda do patrimônio cultural e natural (11.4);

# Objetivo 10, sobre reduzir a desigualdade: apenas promover a igualdade (social, econômica e política), independentemente de idade, sexo (e gênero, imagino eu), deficiência, raça, etnia, origem, religião, status social ou outro tipo de status (10.2);

# Objetivo 13, aquecimento global: educação e informação sobre mudança climática e para sua redução (13.3);

# Objetivo 16, acesso à justiça: “Garantir o acesso público à informação e proteger liberdades fundamentais em acordo com legislação nacional e acordos internacionais.” (16.10) (no original: “Ensure public access to information and protect fundamental freedoms, in accordance with national legislation and international agreements”). Trago este objetivo específico em texto original, pois ele parece ser o ponto-focal do trabalho pela IFLA, e é mencionado especificamente no seu comunicado oficial.

Ainda, na Agenda 2030 também há menção à criação de uma Força-tarefa para Ciência, Tecnologia e Inovação com a intenção o de garantir o acesso à informação, conhecimento e melhores práticas através de mecanismos de transferência de informação e tecnologia.

Alguns comentários e/ou provocações são necessários.

O primeiro é o seguinte: apesar de haver objetivos sobre educação (sempre genéricos, pois o documento deseja ser o mais abrangente para que cada nação tenha como desenvolver suas prioridades), a IFLA optou por apresentar um objetivo relacionado ao acesso à justiça. Por quê? Por que bibliotecas devem se envolver com acesso à justiça, especificamente, de acordo com a Federação, no que se refere ao acesso à informação?

Também, como se pode ver, todos os objetivos que eu listei — ainda falta a avaliação e pormenorização a ser apresentada pela IFLA — tratam de educação de usuários: literacia, empoderamento através de TICs, educação sobre  os direitos humanos e o ambiente… estamos preparados pra isso? Temos capacidade para isso? Que espécie de atividades uma biblioteca pública pode desenvolver nestes sentidos?

Enfim, o conteúdo do documento é obviamente progressista. Contudo, uma vez que as medidas deverão ser implementadas pelos governos, o primeiro passo não deveria ser fazer a faxina em casa e eleger pessoas (“representantes”, no final das contas) que demonstrem interesses por estas medidas? Do contrário, sim, as recomendações morrem no papel. Depois, é fazer lobby e advocacia para que as medidas sejam implementadas de fato. Simples, apenas!

Disponível em: <http://tci.fernandop.info/?p=649>. Acesso em: 16 ago. 2015.

IFLA – Programa de Webinars para América Latina e Caribe 2014

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Por mais de três anos a IFLA Continuing Professional Development and Workplace Learning e a IFLA New Professionals Special Interest Group tem oferecido, com muito sucesso, diversos webinars abordando temas de interesse para bibliotecários, associações de bibliotecas, escolas de biblioteconomia, tomadores de decisões e profissionais atuando em bibliotecas. Agora, em parceria com a IFLA Latin American and the Caribbean Section e o Curso de Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Campus Ribeirão Preto, tem o prazer de apresentar duas novas séries de webinars em português e espanhol propostos para 2014 visando chegar ao público latino americano e caribenho.

Seguindo nossa tradição de excelência, essa nova série de inclui especialistas de diferentes países apresentando programas de qualidades conforme apresentado a seguir.

Esperamos encontrá-los online, reservem as datas!

 

(1ª série) Direitos de autor e bibliotecas: por que é importante manter-se informado

Assista a uma série de eventos on-line (em espanhol e/ou português) com especialistas e interessados no tema dos direitos autorais, que estarão apresentando uma visão geral sobre a situação da América Latina e Caribe, os últimos acontecimentos e temas da atualidade. Ademais, discutiremos por que é importante aos bibliotecários e profissionais de informação manterem-se informados acerca destes temas tão relevantes para o melhor desenvolvimento de nossas atividades.

Coordenadora das seções: Sueli Mara S.P. Ferreira – IFLA/LAC e USP

Moderadora espanhol: Maria Juliana Soto – Prensa Fundación Karisma, Colombia

Moderador português: José Eduardo Santarem Segundo – Universidade de São Paulo, Brasil

 

3a. feira, 04 de novembro de 2014, 14h*

Palestrante: Alicia Ocaso-Ferreira

Tema: Informação sobre o panorama mundial, com base no trabalho que vem sendo desenvolvido pela IFLA e CLM nos foros mundiais. Relatos, assuntos de interesse e atualizações sobre o Creative Commons e a Wikimedia

Idioma: ESPANHOL

Biografia: Alicia é Presidenta da Asociacion de Bibliotecologos del Uruguay, Membro do Comité de Derechos de Autor y Asuntos Legales (CLM) da IFLA.

 

 4a. feira, 5 de novembro de 2014, 14h*

Palestrante: Claudio Ruiz

Tema: Informação atualizada sobre o panorama atual dos direitos de Autor na América Latina e ultimas tendências

Idioma: ESPANHOL

Biografia: Claudio é Diretor Executivo da ONG Derechos Digitales, Chile. Dirige projetos vinculados a defensa e promoção dos direitos fundamentais envolvidos com a internet, particularmente a liberdade de expressão, direitos de autor e acesso ao conhecimento. Colabora com a IFLA em várias iniciativas internacionais. É profesor diplomado em Propriedade Intelectual.

2a. feira, 10 de novembro, 2014, 14h*

Palestrante: Carolina Rossini

Tema: ABC dos direitos do autor, incluindo propostas de mudanças na LDA (Lei de Direitos de Autor no Brasil) e licenças aberta.

Idioma: PORTUGUES

Biografia: Carolina é Vice Presidenta de Direitos Internacionais e Estratégia na Public Knowledge. Tem mais de 14 anos de experiência em direito internacional, negociações de transações e política, com um enfoque específico para Internet, telecomunicações, propriedade intelectual e os direitos humanos. Também atua como associada ao Global Partners International Digital e como bolsista no New America Foundation Lab-X. Faz parte do advisory boards das seguintes instituições: Alliance for Affordable Internet (Deputy member), Open Knowledge Foundation tanto paramo Reino Unido como para o Brasil, Saylor Foundation nos EUA, Instituto Educadigital e o InternetLab esses dois ultimos no Brasil. Anteriormente, Carolina foi Diretora de Projetos do New America Foundation’s Open Technology Institute, e Diretora de Propriedade Intelectual Internacional no Electronic Frontiers Foundation (EFF), e bolsista no Berkman Center de Harvard University. Antes de se mudar para os EUA em 2007, Carolina trabalhou no Centro de Tecnologia e Sociedade como um coordenador do projeto, e como advogado de ISP da Telefônica no Brasil. Ela tem um LL.M.on IP da Universidade de Boston, um MBA pelo Instituto de Empresas e Mestrado em Negociações Econômicas Internacionais pela UNICAMP / UNESP, e um JD pela Universidade de São Paulo – USP.

 

3a. feira, 11 de novembro, 2014, 14h*

Palestrante: Cristiana Gonçalvez

Tema: O debate internacional do direito de autor e os bibliotecários

Idioma: PORTUGUES

Biografia: Cristiana é pesquisadora sênior e doutoranda em Relações Internacionais na Universidade de São Paulo (USP). Fez mestrado em Sociologia na mesma universidade e trabalhou como pesquisadora nas áreas de direito autoral e privacidade por seis anos no GPOPAI- Grupo de Pesquisa em Política Públicas para o Acesso à Informação da Escola de Artes e Ciências Humanas da USP. Acompanha as negociações em direitos autorais e patentes na Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) como representante da Civil Society Coalition (CSC), uma coalizão internacional de organizações de direitos dos consumidores, de interesse público e de defesa dos países em desenvolvimento. Foi assessora técnica no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e atualmente compõe a Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Associados (FEBAB)

 4a. feira, 12 de novembro, 2014, 14h*

Palestrante: Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

Tema: O direito autor e as publicações em novos formatos

Idioma: PORTUGUES

Biografia: Sueli Ferreira é Professora Titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, orientadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da mesma Universidade. Doutora em Ciências da Comunicação. Diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas no período de 2010 a 2013. Membro do Comitê Latino Americano de do Caribe da IFLA (IFLA LAC) e da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Associados (FEBAB)

 

(2ª série) Tendências Reportadas pela IFLA

As tendências futuras discutidas no Relatório IFLA Ttrends lançado em 2013 são de natureza tal que se alteram continuamente. Bibliotecários de todo o mundo, continuam acompanhando tais tendências e discutindo como elas impactam as bibliotecas e os serviços que oferecem. Nesses webinars, vamos debater as ultimas atualizações apresentadas pela IFLA, em Lyon, 2014.

Coordenadora das seções: Sueli Mara S.P. Ferreira – IFLA/LAC e USP

Moderadora espanhol: Loida Garcia-Febo, Junta de Gobierno de IFLA, CPDWL, NPSIG

Moderador português: Claudiane Weber, UFSM e USP.

 

2a. feira, 17 de novembro, 2014, 14h*

Palestrante: Jesus Lau

Tema: Futuro: uma estrada com muitos caminhos

Idioma: ESPANHOL

Biografia: Ganhador da Medalha IFLA 2014. Bibliotecário de reconhecimento internacional. Diretor de bibliotecas. Pesquisador. Escritor. Professor na área de biblioteconomia. http://jesuslau.com

 

3a. feira, 18 de novembro, 2014, 14h*

Palestrante: Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

Tema: Tendências e mudanças no ambiente informacional.

Idioma: PORTUGUES

Biografia: Sueli Ferreira é Professora Titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, orientadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da mesma Universidade. Doutora em Ciências da Comunicação. Diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas no período de 2010 a 2013. Membro do Comitê Latino Americano de do Caribe da IFLA (IFLA LAC) e da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Associados (FEBAB).

INSCRIÇÃO: Não é necessário inscrição antecipada, ela será feita durante o evento para aqueles que necessitarem de certificados de participação. Orientações sobre tal procedimento serão fornecidas durante o webinar.

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ACESSO: Os participantes poderão assistir os eventos no link:http://iptv.usp.br/portal/transmissao/iflalac

Todas as sessões terão a duração de UMA hora, logo após as apresentações serão dedicados 20 minutos para perguntas e comentários dos participantes, as quais poderão ser enviadas, durante todo o evento, para o email: iflalac.webinar@gmail.com

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*IMPORTANTE:

– Os horários aqui marcados correspondem a Brasilia.

– Verifique o horário em outras localidades da América Latina em: http://www.timeanddate.com/worldclock/custom.html?continent=samerica

– Horários ao redor do mundo: http://www.timeanddate.com/worldclock/

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Perguntas e pedido de informação com as coordenadoras das séries:

Loida Garcia-Febo – loidagarciafebo@gmail.com

Sueli Mara S. P. Ferreira – sueli.ferreira@gmail.com

 

Equipe de trabalho:

Loida Garcia-Febo, Junta de Govierno de IFLA, IFLA CPDWL, NPSIG

Sueli Mara Ferreira, IFLA LAC e FFCLRP/USP

José Eduardo Santarem Segundo, FFCLRP/USP

Sigrid Karin Weiss Dutra, Presidenta IFLA LAC

Silvia Cecilia Anselmi, Secretaria IFLA LAC

Ruth Helena Vallejo, IFLA LAC

Juanita Jara de Sumar, IFLA CPDWL

Disponível em: <http://blogs.ifla.org/lac/2014/10/programa-de-webinars-para-america-latina-e-caribe-2014/>. Acesso em: 28 out. 2014.

Webinar IFLA “Conexão global entre novos bibliotecários: melhores práticas, modelos e recomendações”

Caros leitores do Mundo Bibliotecário,

amanhã será realizado o primeiro webinar virtual promovido pela IFLA, cujas informações estão disponíveis em http://www.ifla.org/node/6141. Será realizado no Brasil as 5:00 p.m. Os webinares são eventos trimestrais (janeiro, abril, julho e outubro) e este ano contarão com os seguintes conferencistas:

Donna Scheeder, conferencista magistral e presidenta eleita da IFLA, subdiretora de informação do Serviço de Investigação do Congresso, Biblioteca do Congresso de EUA. Tema: Preparados para a mudança.

Ellen Broad, gerente de projetos e políticas digitais da IFLA. Tema: Informe sobre as Tendencias da IFLA. http://trends.ifla.org/

Jaap van de Geer, fundador e diretor de DOKLAB. Tema: As tendências digitais e as bibliotecas. http://www.thisweekinlibraries.com/ ou http://www.doklab.nl/en

As informações foram retiradas de mensagem recebida na lista de discussão da CBBU.

Até lá!

Eduardo.