Biblioteca Nacional da Espanha adota novo período de quarentena para materiais bibliográficos

A Biblioteca Nacional da Espanha (BNE) reduziu de 14 para 7 dias o período de quarentena de materiais bibliográficos.

Confira abaixo uma tradução livre da notícia Nuevos períodos de cuarentena para materiales bibliográficos, publicada no blog da BNE.

***

Livro colocado em seu plástico protetor
Fonte: BNE

A BNE reduzirá o tempo de quarentena de seus fundos de duas semanas para uma depois de estudar os resultados dos últimos relatórios sobre a sobrevivência do SARS-CoV-2.

Em 18 de agosto, a Organização Cooperativa Mundial de Bibliotecas OCLC, juntamente com o Instituto de Serviços de Museus e Bibliotecas dos Estados Unidos e a Fundação Battelle, publicou parte dos resultados de um estudo que estão realizando sobre a sobrevivência do SARS-CoV-2, vírus causador do COVID-19, nos diversos tipos de materiais que abrigam acervos de arquivos, bibliotecas e museus. O objetivo deste projeto, denominado REALM (Reabertura de Arquivos, Bibliotecas e Museus) é oferecer informações de relevância científica a fim de reduzir os riscos de exposição ao vírus de trabalhadores e usuários de instituições de memória, bem como estabelecer diretrizes para o manuseio seguro de livros, documentos e materiais de arquivos, bibliotecas e museus. Suas investigações começaram há quatro meses e eles já publicaram vários conjuntos de resultados que nos permitem estabelecer de forma mais confiável novos períodos de quarentena para os materiais alojados em nossas coleções.

Os objetivos do estudo eram basicamente três. Em primeiro lugar, conhecer as formas como o vírus se espalha em ambientes de trabalho de arquivos, bibliotecas e museus. Em segundo lugar, determinar o tempo de sobrevivência da carga viral nas diferentes superfícies e materiais com que são elaborados os documentos e, por último, verificar a eficácia das medidas de prevenção e descontaminação disponíveis nas referidas instituições. Para isso, foram realizadas culturas com o vírus em livros encadernados e de bolso, livros cobertos com plástico e caixas e materiais magnéticos e digitais como CDs, DVDs, cassetes e caixas e contêineres de arquivo.

Os resultados obtidos até o momento mostram que, em linha com o que já era conhecido, a carga viral de materiais contaminados com SARS-CoV-2 é reduzida com a quarentena, embora varie de acordo com o tipo de material. Assim, o tempo de residência em materiais porosos como papel é menor do que em materiais plásticos e recipientes. Em qualquer caso, o vírus torna-se naturalmente indetectável em todos os materiais após cinco dias. Um lote final de resultados é esperado para a segunda quinzena de setembro em que o comportamento do SARS-CoV-2 será analisado em condições normais de instalação nos depósitos que abrigam esses materiais em arquivos, bibliotecas e museus.

Tendo em vista os resultados do estudo REALM, a BNE reduzirá o período de quarentena de 14 para 7 dias. As demais medidas preventivas nos trabalhos de consulta da BNE, como manutenção da distância interpessoal, uso de máscara, limpeza frequente das mãos com sabonete ou gel hidroalcoólico e a higienização constante dos espaços de trabalho serão mantidas como antes.

Todas as informações sobre o projeto REALM podem ser encontradas em https://www.webjunction.org/explore-topics/COVID-19-research-project.html. Sobre as medidas de prevenção adotadas por bibliotecas em todo o mundo, você pode encontrar informações atualizadas em https://www.ifla.org/covid-19-and-libraries.

Disponível em: http://www.bne.es/es/AreaPrensa/noticias2020/0828-Nuevos-periodos-cuarentena-materiales-bibliograficos.html. Acesso em: 6 set. 2020.

O papel dos arquivos frente ao COVID-19

Fonte: Pixabay

O Grupo de Trabalho sobre Arquivos e Direitos Humanos da ALA e a SAHR da ACI expressam seu apoio à Declaração da UNESCO “Transformando a ameaça do COVID-19 em uma oportunidade de maior apoio ao patrimônio documental” publicado há alguns dias. Divulgamos esta declaração na qual o patrimônio documental é tratado como um recurso importante para oferecer uma perspectiva histórica de como os governos, seus cidadãos e a comunidade internacional enfrentaram pandemias no passado e, portanto, a importância de preservar registros dessa pandemia para pesquisas futuras.

A declaração está disponível para download em inglês e espanhol:

The role of archives in the COVID-19 crisis

El papel de los archivos en la crisis del COVID-19

Painel Funesc debate ‘A Biblioteca Pública antes e depois da pandemia

Para a bibliotecária Cybelle Macedo, levará um tempo até que as bibliotecas voltem a ser pontos de convergência

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) realiza, nesta terça-feira (21), a segunda edição do ‘Painel Funesc’, a partir das 19h. O tema em debate vai ser ‘A Biblioteca Pública antes e depois da pandemia’, com transmissão ao vivo via YouTube.

O debate vai abordar as atividades que a Biblioteca da Funesc oferecia antes do período de isolamento domiciliar, destacando os projetos oferecidos e a estrutura da Juarez da Gama Batista, maior biblioteca do Estado (com um acervo de 200 mil obras). Em seguida, a discussão vai abordar o ‘novo normal’.

Protocolos nas bibliotecas

Para a bibliotecária Cybelle Macedo, preocupações contínuas de distanciamento social significam que ainda levará um tempo até que as bibliotecas voltem a ser pontos de convergência para leituras e pesquisas presencialmente. “Todos os protocolos precisam ser respeitados e não será diferente com as bibliotecas”, comentou ela.

Realidade mundial

Na China, onde algumas bibliotecas começaram a abrir ao público, muitas práticas de segurança estão em vigor. Conforme Tatiana Cavalcante, as visitas em bibliotecas chinesas são limitadas a uma hora e os usuários não podem se sentar ou ler na biblioteca.

Na Alemanha, ainda conforme Tatiana, as bibliotecas estão em processo de reabertura. “Algumas monitoram o número de usuários dentro da biblioteca e todos são incentivados a limitar suas visitas a apenas 20 minutos”, declarou a bibliotecária Tatiana Cavalcante.

Os procedimentos para o ‘novo normal’ em bibliotecas brasileiras ainda estão em processo de debate e construção. Mas apresenta-se como evidente que haverá o controle de acesso e também um controle de permanência de usuários, além de uma lista de medidas de segurança para evitar contaminação pela Covid-19.

A pandemia e a literatura

Agência FAPESP – As Academias Nacional de Medicina (ANM), Brasileira de Ciências (ABC) e de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizarão o simpósio on-line “A pandemia e a literatura” amanhã (16/07).

O evento on-line abordará obras da literatura que retrataram grandes mazelas da humanidade, com o intuito de entender o presente.

Romeu e Julieta, de William Shakespeare; A peste, de Albert Camus; A montanha mágica, escrita por Thomas Mann; Ensaio sobre a cegueira, clássico de José Saramago; Moby Dick, de Herman Melville; Chão de Ferro, do brasileiro Pedro Nava; e Decameron, de Giovanni Boccaccio, serão algumas das obras comentadas por escritores e médicos durante o evento.

O simpósio terá como convidados os membros da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Carneiro, Domício Proença e Nélida Piñon, além de médicos como Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz, e os acadêmicos José de Jesus Camargo, pioneiro no transplante de pulmão na América Latina, e José Osmar Medina Pestana, um dos líderes do maior programa de transplante de rim no mundo.

O evento será apresentado a partir das 15 horas, no Web Hall da Academia Nacional de Medicina, pela plataforma Zoom Meetings. Não há necessidade de inscrição prévia.

Mais informações: www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=3298.

Disponível em: http://agencia.fapesp.br/agenda-detalhe/a-pandemia-e-a-literatura/33641/. Acesso em: 15 jul. 2020.

Bibliotecas públicas após a pandemia

por Sari Feldman – 17 abr. 2020

Sari Feldman
Fonte: Publishers Weekly

Como muitas pessoas em todo o país, passo muito da minha vida de quarentena obcecada com o futuro. Como será o nosso mundo quando finalmente superarmos a crise de saúde dos Covid-19? Como todo mundo, eu desejo voltar ao normal. Mas quando finalmente sairmos de nossas ordens de “ficar em casa”, certamente estaremos entrando em uma nova normalidade, que trará grandes implicações para muitas instituições, incluindo bibliotecas públicas.

Segundo a autora, algumas implicações são:

  • manuseio e circulação de coleções
  • manutenção do acesso ao prédio aberto para o público
  • realização de atividades como lançamento de livros e visitas de autores nas bibliotecas
  • orçamento para compra de títulos impressos e eletrônicos

Leia a notícia completa Public Libraries After the Pandemic, de Sari Feldman, publicado no Publishers Weekly.