Relatório da UNESCO sobre museus ao redor do mundo em face do COVID-19 está disponível online

A UNESCO lançou um novo relatório sobre museus ao redor do mundo em face do COVID-19, fruto de uma pesquisa internacional direcionada a museus, profissionais da cultura e Estados-Membros.

Este relatório, apresentando uma primeira avaliação do impacto do COVID-19 no setor de museus, lança uma nova luz sobre as principais tendências dos museus do mundo, sua reação diante da crise, sua capacidade de resiliência e os desafios de acessar cultura.

O estudo revela que o número de museus é estimado em cerca de 95.000 em 2020, o que representa um aumento de 60% em relação a 2012. No entanto, eles são muito desigualmente distribuídos pelo mundo. Os museus foram particularmente afetados pela pandemia, pois 90% deles fecharam suas portas durante a crise e, de acordo com o Conselho Internacional de Museus (ICOM), mais de 10% podem nunca reabrir. Diante da crise, os museus agiram rapidamente para desenvolver sua presença na Internet. No entanto, a divisão digital é mais evidente do que nunca: apenas 5% dos museus na África e nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) foram capazes de propor conteúdo online.

“Este relatório não apenas fornece uma melhor compreensão do impacto da pandemia de COVID-19 nas instituições museológicas e dos desafios que eles enfrentarão após a crise da saúde, mas também explora as formas de apoiar os museus após a crise”, declarou Audrey Azoulay, Diretor Geral da UNESCO. “Há uma necessidade urgente de fortalecer políticas que apoiem ​​esse setor, que desempenha um papel essencial em nossas sociedades para a disseminação da cultura, educação, coesão social e apoio à economia criativa”.

Com o objetivo de reunir informações sobre como o surto em curso de COVID-19 afeta o setor cultural, o Conselho Internacional de Museus (ICOM) lançou uma pesquisa global para analisar o impacto das medidas de quarentena. O relatório do ICOM fornece informações sobre a situação dos museus e sua equipe, o impacto econômico previsto, a digitalização e a comunicação, a segurança dos museus e a conservação de coleções e a situação dos profissionais independentes dos museus.

Essa reflexão comum e a cooperação interinstitucional fornecem dados atualizados sobre museus e instituições museológicas, que são ainda mais importantes neste período de desafio global trazido pela COVID-19.

Este texto é uma tradução livre da notícia Launch of UNESCO Report on museums around the world in the face of COVID-19, acessada em 23 de julho de 2020.

Alberto Manguel realça “luta de formiga” das bibliotecas públicas

O escritor, ensaísta e bibliófilo de nacionalidade argentina e canadiana foi o conferencista convidado do III Encontro de Bibliotecas Associadas à Comissão Nacional da UNESCO que se realizou em Torres Novas.

Alberto Manguel PCM PATRICIA MARTINS

Mais oito acervos brasileiros são reconhecidos pelo programa Memória do Mundo

Unesco

Um dos contemplados foi o acervo do pesquisador e etnógrafo brasileiro Arthur Ramos (1903-1949)
por Portal Brasil
Publicado: 07/12/2016 22h09
Última modificação: 08/12/2016 16h57
Arquivo/Agência Brasil

Até o momento, foram registradas 91 coleções documentais no Brasil

Até o momento, foram registradas 91 coleções documentais no Brasil

O programa Memória do Mundo reconheceu, na quarta-feira (6), oito acervos no País. A iniciativa é coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e possui parceria com o Ministério da Cultura (MinC).

Um dos acervos contemplados foi o do pesquisador e etnógrafo brasileiro Arthur Ramos (1903-1949), que obteve reconhecimento por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Outras sete coleções documentais de diversas áreas culturais também foram premiadas, pelo programa, durante o evento promovido em Brasília (DF).

Na ocasião, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo, afirmou que a premiação é um dos mais significativos reconhecimentos para os acervos documentais e bibliográficos da memória brasileira.

“O registro dá luz à relevância desses acervos no âmbito da cultura nacional, permitindo que haja uma maior dinamização dessas coleções nas suas múltiplas vertentes institucionais, sejam eles sediados em museus, em arquivos ou em bibliotecas”, destacou.

Diversidade e vitalidade cultural

Na avaliação de Araújo, a premiação deste ano trouxe algumas surpresas, como o arquivo do Circo Garcia do Centro de Memória do Circo. “É a primeira vez que um acervo circense recebe uma homenagem como esta”, aponta. “Esse fato isolado já é, a meu ver, uma evidência da abrangência adequada do aspecto cultural que esses arquivos revelam em termos da diversidade e da vitalidade da cultura brasileira”, disse.

Todos os anos, o comitê do programa lança um edital para candidaturas de acervos a serem reconhecidos como patrimônio para a memória brasileira por meio de sua inscrição no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo. Até o momento, foram registradas 91 coleções documentais no Brasil.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ibram

 

Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/cultura/2016/12/mais-oito-acervos-brasileiros-sao-reconhecidos-pelo-programa-memoria-do-mundo>. Acesso em: 14 dez. 2016.

Unesco lança no Brasil a obra gratuita Liberdade de Informação: um Estudo de Direito Comparado

Está sendo lançada no Brasil a obra Liberdade de Informação: um Estudo de Direito Comparado. Escrita por Toby Mendel, e já publicada em vários idiomas, tem o papel de auxiliar instituições públicas e privadas a lidar com a legislação sobre o direito de acesso à informação. Mendel ocupa o cargo de Conselheiro Legal da ONG internacional Artigo 19, que luta pelo direito à liberdade de expressão e informação. Para Fernando Rodrigues, presidente da Abraji, jornalista da Folha de São Paulo e do UOL, a edição do livro em português tem o importante papel de ampliar o debate no país.

“O assunto nunca esteve no topo da agenda política por aqui. O Brasil é um país insular e não olha para determinadas experiências no exterior. O livro de Mendel contribui para alargar o debate ao mostrar como é exercido esse direito em vários países que já adotaram regras mais avançadas do que as brasileiras”, comenta.

A obra, lançada no Brasil pela Unesco com apoio da Secretaria Estadual do Planejamento de Mato Grosso, apresenta a questão do direito à informação e faz uma análise comparativa da legislação referente ao assunto em 14 países, destacando aspectos positivos e problemas das leis em vigor ao redor do mundo.

A versão em português vem num momento importante para o país. Tramita no Congresso um projeto de lei de acesso a informações públicas que deve ser aprovado em março, o que fará com que o país seja o 12° da América Latina a garantir esse direito à sua população.

Mais informações aqui.

Liberdade de Informação: um Estudo de Direito Comparado
Distribuição institucional gratuita: aqui
Download gratuito em português:
aqui
em outras línguas: aqui

Disponível em: <http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=1088>. Acesso em: 18 jan. 2010.