MIT lança Relatório sobre Comunicação Acadêmica e Ciência da Informação

Esta matéria é baseada na postagem de Lisa Peets intitulada MIT’s Grand Challenges Issues Final Report, no Library Journal Blog de Janeiro de 2019 [1].

Em março de 2018, as Bibliotecas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) organizaram uma cúpula de trabalho sobre os Grandes Desafios em Ciência da Informação e Comunicação Científica, convidando especialistas de todo o mundo para identificar problemas críticos em ciência da informação que pudessem ser resolvidos dentro de dez anos, com amplas implicações para toda a comunidade acadêmica. A Grand Challenges Summit consistiu em três workshops consecutivos que examinaram a descoberta acadêmica, curadoria e preservação digital, e academia aberta.

Após um período de revisão, em que as notas dos participantes da cúpula foram condensadas e refinadas em um rascunho público e os membros da comunidade foram incentivados a comentar e fornecer feedback, os resultados foram redigidos em um white paper final A Grand Challenges-Based Research Agenda for Scholarly Communication and Information Science.[2] O relatório foi lançado em 18 de dezembro de 2018.

O prefácio do white paper declara: “este relatório descreve uma visão para um futuro mais inclusivo, aberto, equitativo e sustentável para a academia; caracteriza as barreiras técnicas, organizacionais e institucionais centrais para esse futuro; descreve as necessidades das áreas de  pesquisa para avançar nesse futuro; e identifica vários problemas de pesquisa direcionados ao ‘grande desafio’ para a geração de conhecimento. ”É menos uma recapitulação da cúpula do que um esboço de áreas potenciais para mudança e os possíveis caminhos que podem colocar essas mudanças em ação na próxima década. “

Ainda segundo o Relatório, “Apesar da promessa contraditória das tecnologias de internet para a acessibilidade e a democratização, o ecossistema de conhecimento acadêmico de hoje e os ambientes de compartilhamento de informações são atormentados pela exclusão; iniquidade; ineficiência; elitismo; aumento de custos; falta de interoperabilidade; ausência de sustentabilidade e/ou durabilidade; promoção de interesses comerciais e não públicos; opacidade em vez de transparência; acumulação em vez de compartilhamento; e uma miríade de barreiras nos níveis individual e institucional em relação ao acesso e participação. Apesar, ou talvez por causa do leque de perspectivas representadas, os participantes da cúpula concordaram que a nossa visão comum era de um ambiente de informação global que assegurasse um acesso duradouro e aberto, acesso global equitativo e significativo ao consumo e à criação de conhecimento em suas diversas formas.

Essa visão requer a centralização de comunidades produtoras de conhecimento em todo o mundo em uma rede global de parcerias, onde todos trabalhamos em prol de um ecossistema de conhecimento acadêmico mais inclusivo, equitativo, confiável e sustentável – e um registro acadêmico durável e baseado em evidências.

A visão é criar uma infra-estrutura poderosa para apoiar comunidades locais e organizações onde as pessoas possam criar, compartilhar, avaliar, aprender e interpretar informações em pequenas e grandes escalas sem barreiras ou medo de perder conhecimento, a fim de apoiar os estudos acadêmicos em andamento. Alcançar essa visão exigirá enfocar não apenas os sistemas e processos existentes de compartilhamento e produção de conhecimento, e reconhecer como alguns participantes e formas de conhecimento são atualmente privilegiados mas também avaliar criticamente interesses institucionais que contribuem para o estado atual.” 

VISÃO PARA BIBLIOTECAS

O conceito da cúpula teve origem no relatório do MIT sobre o Futuro das Bibliotecas, lançado em outubro de 2016. A força-tarefa de 30 pessoas, organizada pela diretora de bibliotecas do MIT, Chris Bourg, reuniu informações sobre como as Bibliotecas do MIT devem evoluir e alcançar sua visão como plataformas globais abertas para o conhecimento, e servir como líderes na reinvenção da biblioteca acadêmica de pesquisa. Das recomendações na conclusão do relatório, a final afirmou: “As bibliotecas devem se tornar um centro de pesquisa e desenvolvimento, alimentando a experimentação ousada e novas respostas aos grandes desafios enfrentados pelas bibliotecas de pesquisa e pela comunicação acadêmica”.

“As universidades de pesquisa estão entre as instituições humanas mais longevas. Bibliotecas universitárias e arquivos de pesquisa são amplamente confiáveis ​​como administradores permanentes do registro acadêmico e base de evidências científicas dentro dessas instituições, e as bibliotecas e arquivos possuem perícias e infraestruturas altamente refinadas para organização, disseminação e preservação do conhecimento. Além disso, os grandes desafios identificados acima provavelmente serão resolvidos apenas por meio de uma abordagem interdisciplinar. As bibliotecas são, por design, interdisciplinares e, na prática, confiáveis ​​como corretores honestos de conhecimento.”

Em outras palavras, Bourg afirmou: “A força-tarefa percebeu que, ao tentar projetar uma futura biblioteca e um futuro para comunicações acadêmicas, há muitas perguntas não respondidas – há pesquisas necessárias para tomar decisões inteligentes sobre o caminho a seguir”. esse processo precisaria começar com um evento que trouxesse vozes de fora do MIT, a partir de uma gama diversificada de perspectivas e conhecimentos. (Bourg vinha defendendo esse tipo de indagação desde o início de seu trabalho no MIT há quase cinco anos).

Grande parte da discussão da cúpula envolveu a necessidade de examinar e desmantelar preconceitos preexistentes quando se tratava de como a informação é produzida, organizada, acessada, reunida, administrada e curada. “Quem são as pessoas que estamos procurando alcançar com nossas informações? – é uma parte crítica de todos esses esforços“.

A versão final do relatório dos Grandes Desafios expõe detalhadamente os desafios, visões e recomendações necessárias para criar um ecossistema de conhecimento acadêmico mais inclusivo, aberto, equitativo e sustentável. Uma área crítica para que essas mudanças ocorram é o papel das bibliotecas e arquivos como defensores e colaboradores . O relatório afirma, “Bibliotecários e arquivistas como profissionais, e bibliotecas e arquivos, como instituições, podem ir além da defesa de direitos para contribuir e colaborar para alcançar os desafios. Além disso, essas organizações podem atuar como agentes diretos de mudança ”.

== Referências ==

[1] PEET, Lisa. MIT’s Grand Challenges Issues Final Report. Library Journal Blog, Jan 24, 2019. Disponível em: https://www.libraryjournal.com/?detailStory=MIT-Grand-Challenges-Issues-Final-Report Acesso em: 28 jan. 2019.

[2] MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY (MIT). A Grand Challenges-Based Research Agenda for Scholarly Communication and Information Science. Cambridge, MIT 2018. Disponível em: https://grandchallenges.pubpub.org/pub/final Acesso em: 28 jan. 2019.

Disponível em: <http://www.sibi.usp.br/?p=31432>. Acesso em: 13 fev. 2018.

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Curso de Bibliometria e Indicadores Científicos na UFSCar por EaD

Curso: Bibliometria e Indicadores Científicos na UFSCar – BIC-8

O curso Bibliometria e Indicadores Científicos será totalmente a distância (EaD) e composto por vídeo-aulas, tutoriais e textos de apoio com professores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e ocorrerá no período de 04 de março a 31 de maio de 2019 (3 meses). O Guia do curso com informações complementares segue anexo.

Total: 120 horas aula, com certificado de participação aos alunos aprovados.

O tempo de dedicação semanal demandado é de aproximadamente 10 horas, a depender do ritmo de cada aluno.

O horário para realização do curso é totalmente flexível e você poderá executá-lo de acordo com suas necessidades.

Ocorrerão alguns encontros on-line com os professores do curso, não obrigatórios, principalmente com o objetivo de estimular o networking entre alunos e com a equipe do Núcleo de Informação Tecnológica da UFSCar (NIT-Materiais).

As inscrições pelo site estarão abertas no período de 1º de fevereiro a 1º de março, mas como as vagas são limitadas sugerimos sua efetivação o quanto antes.

No decorrer do curso, serão demandadas atividades práticas e você contará com o apoio de um tutor, no caso de dúvidas.

investimento necessário é de R$ 1.200,00, podendo ser pago da seguinte forma:

– Em 4 parcelas de R$ 300,00;

– Com 10% de desconto à vista, totalizando R$ 1.080,00;

– Com 15% de desconto à vista para mais de 2 inscritos de uma mesma Instituição, totalizando R$ 1.020,00 cada um.

Descontos especiais para as inscrições antecipadas até 16/02 (veja tabela abaixo).

Todos os detalhes do curso estão disponíveis no arquivo anexo, incluindo a programação completa, avaliação e formas de pagamento.

Para inscrever-se (a partir de 1º/02) acesse o sitewww.bibliometria-8.faiufscar.com

Se tiver qualquer dúvida, por favor entre em contato por e-mail veralui@ufscar.br, pelo fone (16) 3351-8551 ou pelo WhatsApp (16) 9 9241-7519.

 

Tabela com as opções do investimento:

Inscrição/Categorias Até 16/02 Até 1º/03
Individual, parcelada em 4x R$ 1.140,00

(R$ 240,00 + 3x R$ 300,00)

(5% desc.)

R$ 1.200,00

(4x R$ 300,00)

Individual, à vista R$ 1.020,00

(15% desc.)

R$ 1.080,00

(10% desc.)

Em grupos de 2 ou + pessoas da mesma instituição, à vista R$ 960,00 cada

(20% desc.)

R$ 1.020,00 cada

(15% desc.)

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Bibliometria é uma técnica de análise de informações cada vez mais valorizada e voltada à tomada de decisões. Ela viabiliza a elaboração e análise de indicadores sobre produção científica e tecnológica a partir da quantificação de volumes significativos de informações disponíveis em bases de dados.

O curso, que é interdisciplinar, capacitará os alunos para compreender e analisar indicadores por meio de ferramentas automatizadas, com atividades teóricas e práticas.

Direcionado a bibliotecários e outros profissionais da informação, atuantes, por exemplo, em instituições de Ciência e Tecnologia, empresas de base tecnológica, consultorias, dentre outros interessados.

Professores renomados da UFSCar, e também especialistas do setor empresarial, são os responsáveis pelas aulas, compostas por exercícios de coleta e análise de informações que envolvem a aplicação de conceitos da Bibliometria por meio da utilização de ferramentas computacionais (VantangePoint 5.0, UCINET, NETDRAW, GEPHI e VOSviewer), simulando situações reais, característica peculiar do curso. O material didático é composto por vídeo-aulas, tutoriais, textos e apresentações, e ficará disponível aos participantes no ambiente virtual de aprendizagem.

As inscrições estão abertas até o dia 03 de março por meio do site www.bibliometria-8.faiufscar.com

O curso a distância de Bibliometria e Indicadores Científicos, que tem duração de três meses (120 horas), é oferecido pelo Centro de Educação a Distância do Núcleo de Informação Tecnológica (NIT) do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar e gerenciado pela Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da Universidade. Mais informações pelo e-mail veralui@ufscar.br ou pelo fone: (16) 3351-8551.

Acesse aqui o Guia do Curso BIC 8.

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Contribuição de Vera Lui (UFSCar).

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Bibliotecária da UFRJ desenvolve módulo para higienização de obras

moduloparalimpezadedocumentos

 

Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, “a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

Disponível em: <http://www.inovacao.ufrj.br/index.php/noticias-2019/723-bibliotecaria-da-ufrj-desenvolve-modulo-para-higienizacao-de-obras>. Acesso em: 23 jan. 2019.

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Está no ar o site do CBBD 2019!

Fonte: Facebook da FEBAB

Desigualdade e Democracia: qual é o papel das bibliotecas?

Esse é o chamado da FEBAB para a 28ª. edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação que entende que nossa responsabilidade como bibliotecários – reafirmada em nosso juramento, – nos compromete a defender a democracia, a liberdade de expressão e a inclusão de todos e para isso temos que ter consciência de nosso importante papel de colaboração na sociedade atuando com ética, compromisso e coragem.

O CBBD 2019 tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolares, públicas, comunitárias, universitárias e especializadas.

O evento é um espaço efetivo de troca, de compartilhamento, de congraçamento, de aprendizado, de rever amigos e conhecer novos, de resistência e de estar numa mesma sintonia, pois todos desejamos que as bibliotecas se multipliquem no território brasileiro e que sejam ainda melhores, tanto em termos de contribuição à sociedade quanto em valorização de sua atuação.

Mais uma vez convidamos todos a refletirem e oferecerem sua colaboração individual para o fortalecimento da nossa área, sempre acreditando que juntos somos mais fortes, que poderemos conquistar os espaços que sonhamos, e que continuaremos consolidando o trabalho já realizado.

Acesse o site do CBBD 2019!

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Bibliotecas públicas de 18 municípios serão modernizadas com apoio do governo federal

Vencedoras do Edital de Bibliotecas Digitais 2018, instituições de sete unidades federativas de todas as regiões do País receberão R$ 100 mil
publicado: 09/01/2019 17h03, última modificação: 09/01/2019 19h24

As comunidades de 18 municípios de sete unidades federativas das cinco regiões do País passarão a ter acesso a bibliotecas públicas com mobiliário e equipamentos modernos, além de licenças de livros digitais. Em dezembro, 18 convênios com o Ministério da Cultura, agora Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, foram assinados com 14 prefeituras e quatro secretarias de Cultura. O objetivo é a implantação de bibliotecas digitais dentro das bibliotecas públicas cujos projetos foram selecionados no Edital de Bibliotecas Digitais 2018. A parceria estipula o repasse de R$ 100 mil da Secretaria Especial da Cultura. A prefeitura entrará com a contrapartida de R$ 25 mil.

Só no Rio Grande do Sul, quatro municípios foram contemplados – Gravataí, Gramado, Bento Gonçalves e Campo Bom. No Ceará, outros quatro serão beneficiados: Cedro, São Benedito, Iguatu e Pentecoste. No estado de São Paulo, foram contemplados Itapetininga, São Caetano do Sul, Itanhaém e São Carlos. Em Minas Gerais, Belo Horizonte, Juiz de Fora e Bom Despacho receberão o recurso. Também serão beneficiados Cuiabá (MT), Belém (PA) e Brasília (DF).

O objetivo do edital é estimular a leitura e promover a inclusão digital, ao criar um ambiente adequado para potencializar ações de utilização de tecnologias de informação e comunicação (TICs).

Entre os vencedores, há uma diversidade de perfis: cidades situadas em regiões centrais e outras no interior; há algumas com população de maior e outras de menor poder aquisitivo e com bibliotecas que nunca receberam apoio em editais e outras que estão continuamente buscando recursos em editais para se manterem.

Inclusão digital

Em São Carlos, no interior paulista, é grande a expectativa para concretizar o projeto, como conta o bibliotecário e responsável pelo Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas da cidade, Marcos Teruo Ouchi. “Já queremos iniciar em janeiro as licitações. Nós trabalhamos com duas propostas. Num primeiro momento, haverá um ‘tour’ com exemplares novos (de livros digitais) entre as unidades, junto com um momento de instrução do uso dos leitores digitais, e uma mostra do panorama do livro físico ao digital para inserir o público nessas tecnologias”, explicou.

Segundo ele, em uma segunda fase, as 100 unidades de leitores digitais, que serão compradas, serão divididas entre as bibliotecas da cidade. “A ideia é que cada uma delas também receba parte do mobiliário. Nesses novos ambientes incorporaremos outros projetos de leitura. Queremos que o público possa contar com tudo isso até o final de 2019”, estimou.

De acordo com Ouchi, as 12 unidades mantidas pela Prefeitura – entre elas três bibliotecas públicas municipais, oito escolas do futuro e uma biblioteca voltada a deficientes visuais – serão beneficiadas com os recursos do edital.
Com uma população de 249.415 habitantes, São Carlos é a 13ª maior cidade do interior em número de habitantes e se orgulha pela importância que dá para a educação. Prova disso é um título revelado em 2006 pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar), “o de ter o maior número de pessoas com doutorado por habitante da América do Sul”. Na época, eram 1,7 mil doutores, o equivalente a um doutor para cada 135 habitantes, enquanto no restante do Brasil, a relação era um para cada 5.423 habitantes.

A Biblioteca Municipal Cândido Acrísio da Costa, de Cedro (CE), receberá pela primeira vez uma ajuda federal por meio de um edital. O recurso extra será de grande importância para modernizar a unidade, como explica a secretária municipal de Cultura de Cedro (CE), Maria Aparecida de Souza Evangelista, responsável pelo espaço.“Sabemos que vai ser muito importante para os alunos do município terem uma biblioteca moderna”, afirmou a secretária.

Localizada a cerca de 400 km da capital Fortaleza, Cedro conta com população de 24.257 habitantes, segundo último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que 27% da população está em extrema pobreza. A biblioteca municipal deverá ter a parceria com o Instituto Federal do Ceará, no fornecimento de alunos para ministrar cursos e oficinas na inclusão digital de idosos. Além do novo espaço com acervo digital, há um projeto de ônibus-biblioteca que circulará uma vez por semana por seis meses em itinerário a ser previamente divulgado pela cidade.

“A nossa alegria foi muito grande do município ser contemplado em um edital aberto para participação do Brasil todo. Só quatro venceram no Ceará e o projeto de Cedro ficou em 1º lugar”, destacou Maria Aparecida.
Já Gravataí, situada na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), se destaca por ser uma cidade em expansão e desenvolvimento. Está entre as dez cidades gaúchas com a indústria criativa de transformação mais diversificada, ocupando a 5ª posição com 42 categorias de atividades da indústria criativa, segundo estudo realizado em 2013 pela Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul.

A Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, mantida pela Prefeitura Municipal da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Gravataí, tem se inscrito nos últimos anos em editais para garantir e ampliar a manutenção de ações que a instituição oferece.
De acordo com Claudia Netto da Silva, uma das bibliotecárias responsáveis pela unidade, a novidade será em breve largamente divulgada na cidade. “A nossa expectativa é de poder oferecer um serviço novo para os nossos usuários, tendo em vista o uso da tecnologia que ainda não tínhamos acesso. Tenho certeza que deve ter uma boa aceitação e uso nos nossos projetos sociais. Estamos muito felizes.”, afirmou.

Saiba mais sobre o edital.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania

Disponível em: <http://cultura.gov.br/bibliotecas-publicas-de-18-municipios-serao-modernizadas-com-apoio-do-governo-federal/>. Acesso em: 10 jan. 2019.

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A ABNT NBR 6023:2018 dispõe sobre quais formas de organização das referências?

A seção 9, Ordenação das referências, da ABNT NBR 6023:2018, esclarece que

Os sistemas mais utilizados são: alfabético e numérico (ordem de citação no texto).

As referências dos documentos citados em um trabalho devem ser orientadas de acordo com o sistema para citação no texto, conforme a ABNT NBR 10520.

 

Photo by Helloquence on Unsplash

 

No sistema alfabético, temos

As referências devem ser reunidas no final do trabalho, do artigo ou do capítulo, em ordem alfabética de seus elementos. Se houver numerais, considerar a ordem crescente.

Exemplo:

DREIFUSS, René. A era das perplexidades: mundialização, globalização e planetarização. Petrópolis: Vozes, 1996.

 

Já no sistema numérico, a norma expõe que

As referências devem ser numeradas de acordo com a ordem em que aparecem no texto pela primeira vez e colocadas nesta mesma ordem.

Exemplo:

No texto:

Todos os índices coletados para a região escolhida foram analisados minuciosamente².

Na lista de referências:

2 BOLETIM ESTATÍSTICO [DA] REDE FERROVIÁRIA FEDERAL. Rio de Janeiro, 1965. p. 20.

 

Portanto, qualquer outra forma de organização das referências não prevista pela norma, (por exemplo, ordem alfabética de autores no tema X no trabalho, seguido da ordem alfabética de autores no tema Y), não corresponde ao que recomenda a ABNT NBR 6023:2018.

Nesses casos, deve-se procurar saber se a instituição possui alguma diretriz específica para citação e referências ou se segue outra norma, a exemplo de ISO, APA e Vancouver.

 

Tem mais alguma dúvida sobre a ABNT NBR 6023:2018? Fique a vontade para comentar e responderemos sua dúvida em um próximo artigo!

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Como fazer referência de games com a ABNT NBR 6023:2018?

No artigo de hoje, vamos explicar como fazer a referência de games (jogos eletrônicos) com a ABNT NBR 6023:2018.

Ficou interessado? Então continue a leitura e confira!

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