1º Encontro de Bibliotecas e Bibliotecários da RMS ocorre nesta 4ª

Encontro vai discutir a Biblioteca do Futuro com a presença de Luís Milanesi

O esgotamento do modelo tradicional das bibliotecas e a necessidade de transformá-las em um novo espaço é um das defesas de um dos principais nomes da biblioteconomia no Brasil, Luís Milanesi. Professor e autor de livros que servem como base ao ensino da biblioteconomia no país, não por acaso ele é o principal palestrante do 1 Encontro de Bibliotecas e Bibliotecários da Região Metropolitana de Sorocaba, que acontece amanhã (21), das 8h às 13h, na Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”. O evento é gratuito, voltado para bibliotecários, mas aberto para interessados em geral. O evento é organizado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo e da Secretaria de Relações Institucionais e Metropolitanas de Sorocaba. Mais informações: (15) 3228-1955.

Para discutir a “Biblioteca do Futuro”, mote do encontro, Milanesi se junta a outros grandes nomes da área para debater diversos aspectos dessa renovação necessária das bibliotecas, são eles: o professor Luis Armando Bagolin; a representante da secretaria de Cultura do Estado, Iliria Plissari e representante das bibliotecas comunitárias, Jair Vieira.

De acordo com o coordenador da Biblioteca Municipal de Sorocaba, Gilberto Antunes, a ideia do encontro é despertar nos principais atores deste setor o senso crítico diante do cenário iminente de transformações vividas pelas inovações tecnológicas e analisar o comportamento do usuário por conta dessas mudanças. “Vamos discutir o uso desse espaço chamado biblioteca para muito além dos livros, mas como centro de convívio social”. Para ele, há que se pensar no espaço como um local de transformação e que receba eventos como palestras, workshops, oficinas e cursos, e também de entretenimento e cultural, acolhendo espetáculos, performances e exposições.

Práticas inovadoras

A discussão levantada por Antunes é pertinente à defesa de Milanesi: “A biblioteca do futuro bem próximo será um ponto de encontro para ver um filme, uma exposição, um recital de música, participar de um seminário ou de um curso à distância, integrar-se às oficinas, etc. Há muito para explorar. A biblioteca tradicional esgotou-se, mas a nova será mais ampla e mais forte”, defendeu o professor. Para ele, não é apenas a estrutura que precisa passar por essa renovação, mas, sobretudo, o profissional, que deverá saber integrar informação com comunicação para informar o seu público de acordo com as suas necessidades, via construção de sites, por exemplo. Como lembrou, hoje as pessoas não precisam ir atrás de informação, assim, as bibliotecas precisam saber chegar até seu público.

Milanesi que falará da invenção da biblioteca pós Gutenberg reforça a importância de espaços de discussão como esse, para se repensar a estrutura, os profissionais e, sobretudo o público.  “Da mesma forma que o brasileiro tornou-se telespectador antes de ser alfabetizado, entramos na era digital sem sermos leitores de livros. Esse panorama tornou-se hostil aos bibliotecários. Mas o impacto tem sido maior nos cursos de Biblioteconomia indecisos em relação ao perfil do bibliotecário que desejam formar. O profissional atua na organização e disseminação do conhecimento – tarefa fundamental na sociedade contemporânea. Mas está buscando novas formas de concretizar esse objetivo. Há crise? Sim, há crise, mas ela está sendo geradora de práticas inovadoras.”

Para o secretário de Cultura e Turismo de Sorocaba, mais do que pensar a função das bibliotecas e os rumos profissionais, é importante a discussão, em âmbito regional, para aproximar as instituições e profissionais que compõem a Região Metropolitana de Sorocaba. “Estamos em um momento de mudanças e se faz urgente a parceria nas mais diversas formas”, salientou.

Serviço: A Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” fica na Rua Ministro Coqueijo Costa, 180, no Alto da Boa Vista. O encontro acontece das 8h às 13h e mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3228-1955

Disponível em: <http://agencia.sorocaba.sp.gov.br/1o-encontro-de-bibliotecas-e-bibliotecarios-da-rms-ocorre-nesta-4a/>. Acesso em: 20 jun. 2017.

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Biblioteca particular de Rachel de Queiroz está aberta à visitação em Fortaleza

Unifor inaugura espaço que abriga o acervo bibliográfico da escritora cearense que se encontrava há 10 anos no Instituto Moreira Sales, do Rio de Janeiro.

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Acervo pessoal da escritora cearense estará disponível na Biblioteca da Unifor. No total, são mais de 3 mil itens, entre livros e periódicos (Foto: Ares Soares/Unifor)
Acervo pessoal da escritora cearense estará disponível na Biblioteca da Unifor. No total, são mais de 3 mil itens, entre livros e periódicos (Foto: Ares Soares/Unifor)

A Coleção Rachel de Queiroz, espaço que reúne grande parte do acervo bibliográfico da escritora cearense, já está aberto ao público, no 1º piso da Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza (Unifor). O valioso acervo é composto de aproximadamente 3.100 itens, sendo 2.800 livros e cerca de 300 periódicos, e foi doado à Unifor pelo Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro.

A inauguração do espaço destinado ao acervo foi realizada em maio, durante solenidade informal que contou com a presença da reitora Fátima Veras, da coordenadora de Literatura do IMS, escritora Élvia Bezerra, da gerente da Biblioteca Central, Leonilha Lessa, do escritor e professor Batista de Lima e do biógrafo de Rachel de Queiroz, o escritor e advogado José Luís Lira, além de bibliotecários, funcionários e alunos da Unifor.

O acervo foi adquirido pelo IMS em 2006 e desde então ficou abrigado na sede do instituto, na Gávea, Rio de Janeiro. “A ideia da transferência desse acervo, de autoria da escritora Elvia Bezerra, foi prontamente acolhida pela Unifor e rapidamente formalizamos a doação”, afirma a reitora Fátima Veras, acrescentando que a iniciativa da Universidade e do IMS se reveste da maior importância na medida em que permite o acesso dos cearenses a um acervo de valor histórico inestimável e de grande relevância para a pesquisa e preservação da literatura brasileira.

“É com misto de orgulho e satisfação que trazemos a biblioteca de Rachel de Queiroz para os cearenses. Na Unifor, ela se unirá a outros grandes e importantes acervos, mas certamente esta biblioteca receberá carinho especial de alunos, professores e colaborares da universidade e do público em geral por toda a sua relação com a história de todos nós, cearenses”, complementa a professora Fátima Veras.

Elvia Bezerra destacou os projetos que a Unifor estuda para a Coleção Rachel de Queiroz. “Eu conversei com Leonilha Lessa e fiquei sabendo que a universidade deseja promover seminários e projetar Rachel de Queiroz no Brasil, além de incentivar a pesquisa. Acredito que vai ser um trabalho muito dinâmico”, afirma.

Leonilha explica o objetivo dos projetos: “Nós estamos fazendo algumas ações para divulgar a Rachel de Queiroz dentro da universidade e nas escolas. A ideia é ampliar os estudos sobre a autora de ‘O Quinze’. Afinal, ela é um orgulho para o Ceará e para nós mulheres, uma vez que Rachel tinha seu lado feminista, fora todo o lado social presente em suas obras”.

José Luís Lira, escritor e professor do curso de Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), também ressaltou a iniciativa da Unifor: “Como biógrafo e amigo dela, eu acho espetacular a Unifor ter trazido esse acervo para o Estado. Dessa forma, ela volta para sua terra por meio de seus livros, o seu maior tesouro. E nesse clima eu me senti inspirado a doar o vestido que agora está na entrada da Biblioteca”. Ele doou para a Unifor o último vestido usado por Rachel de Queiroz no Ceará e que se encontra em exposição no hall da Biblioteca Central.

Antes de homologar a doação, o IMS submeteu a decisão a Maria Luíza de Queiroz Salek, irmã da escritora. “Visitei-a em novembro de 2016, e ela concordou plenamente com o destino do acervo de Rachel”, declara Elvia Bezerra. Mesma posição teve o bibliófilo José Augusto Bezerra, presidente da Academia Cearense de Letras e dono de vasto acervo sobre Rachel de Queiroz. “Todos reconhecem que a Unifor tem condições não só de preservar mas também de difundir esse rico material de pesquisa”, salienta.

Serviço
Coleção Rachel de Queiroz
Local: Biblioteca Central da Unifor (1º Piso)
Horários de funcionamento: 8h30min às17h (segunda a sexta-feira) e de 8h às 13h (sábados)
Visitas de grupos: Sob agendamento
Informações e agendamentos: (85) 3477.3169

 Iniciativa permite o acesso dos cearenses a um acervo de valor histórico inestimável e de grande relevância para a pesquisa e preservação da literatura brasileira (Foto:  Ares Soares/Unifor)
Iniciativa permite o acesso dos cearenses a um acervo de valor histórico inestimável e de grande relevância para a pesquisa e preservação da literatura brasileira (Foto: Ares Soares/Unifor)

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Seminário de Pesquisas em Ciência da Informação do PPGCI/USP

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30 maio 2017 · 9:49 pm

BiblioCamp Sanca 2017: as bibliotecas não são o limite!

Participantes ao final do BiblioCamp Sanca 2017!
Crédito da foto: Rodrigo Espíndola.

No dia 6/5/17, ocorreu a sétima edição do BiblioCamp: BiblioCamp Sanca 2017!

Desde que participei do meu primeiro BiblioCamp em São Paulo no ano de 2013, fiquei impressionado tanto com o conteúdo do evento e seu formato. Simplesmente abre um leque de possibilidades e uma oportunidade troca de experiências que nenhum evento profissional consegue atingir, seja pelo fato das palestras serem curtas, seja pelo fato de ter uma média de 50 participantes e, assim, permitir maior interação entre todos, num estilo totalmente informal.

Fiquei tão impressionado com o evento que depois de algum tempo, pensei: o interior precisa ter um BiblioCamp! E levei essa ideia comigo por uns anos. Eis que em finais de 2016, conversa vai com um “bibliotecário campuseiro”, conversa vai com outro, começam as discussões para o BiblioCamp Sanca 2017, o primeiro BiblioCamp do interior! Não posso deixar de mencionar duas pessoas que de imediato abraçaram a ideia: Marcos Teruo Ouchi, que organizou o evento comigo, e José Carlos Bastos Júnior, que foi o primeiro palestrante convidado e prontamente aceitou o desafio. A vocês, meu muito obrigado! E a partir desse contato agregamos mais e mais pessoas…

Foi assim que eu e Marcos tocamos toda a organização do evento: da criação do site e contato com palestrantes à escolha do local, definição da programação e coffee-break… tudo, absolutamente, na base do voluntariado! No princípio, o Marcos não estava botando muito fé nesse esquema, mas como é um cara engajado e que faz acontecer, aos poucos ele se convenceu que sim, seria possível, e que de fato São Carlos (SP), com o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação na Universidade Federal de São Carlos (BCI/UFSCar, tinha condições de realizar o primeiro BiblioCamop no interior. E sim, para quem não conhece, o BiblioCamp é inteiramente realizado na base do voluntariado: desde a organização até os palestrantes. Cada um arca com as próprias despesas. O local foi a biblioteca da universidade onde nos graduamos: Biblioteca Comunitária (BCo) da UFSCar! Aos profissionais da BCo, Eliane Colepicolo (diretora), Alexei David Antonio e Marisa Cubas Lozano, também agradeço imensamente por terem “comprado” a ideia.

As palestras do BiblioCamp são no estilo TED, isto é, cada palestrante tem quinze minutos de fala. Um diferencial desta edição foi o momento que chamamos “Diálogos”: a cada bloco de três ou quatro apresentações, realizamos uma pausa para perguntas. Apesar da meia hora disponível para esse momento não ter sido suficiente, haja vista a vontade de participação dos ouvintes, a conversa continuou no almoço e também nos intervalos entre uma e outra palestra, o que foi bastante produtivo, pois possibilitou o contato direto com os palestrantes. Logo as palestras e as apresentações estarão disponíveis no YouTube. Aliás, a gravação só foi possível com o cinegrafista Rodrigo Espíndola, a quem agradeço pelo registro!

Para quem não pode comparecer, replico abaixo a programação:

10h15
Como construir indicadores bibliométricos e cientométricos de um campo de pesquisa
Eliane Colepícolo (UFSCar)

10h30
Programa Conecta Biblioteca- Experiências de bibliotecas públicas brasileiras
Ilca Bandeira (ONG Recode)

10h45
DIÁLOGOS (Momento para perguntas, respostas e debate)

11h05
A formação do bibliotecário frente aos direitos “humanos”
Maria Cristina Palhares (UNIFAI)

11h20
Mas por que uma biblioteca se temos a Amazon Books?
Adriana Ferrari (USP/FEBAB)

11h35
Casa arrumada: como ser um bom anfitrião nas visitas do MEC
Ariovaldo Alves (UNIP)

11h50
DIÁLOGOS (Momento para perguntas, respostas e debate)

12h10
Almoço

13h30
Fronteiras: como conseguir intercâmbio profissional biblioteconômico no Exterior
Carlos Eduardo Gianetti (UNICAMP)

13h45
Fala, bibliotecária: compartilhando ideias, experiências e conhecimento no YouTube
Gabriela Bazan Pedrão (UNESP)

14h00
INFOMARKETING: fez biblio e não aparece vaga na biblioteca? Conheça outro campo natural para o Bibliotecário
Marcos Teruo Ouchi (UFSCar)

14h15
DIÁLOGOS (Momento para perguntas, respostas e debate)

14h35
Uma ONG para bibliotecas escolares
Suelen Camilo Ferreira (UNIP)

14h50
Biblioteconomia social: implementação de espaços de cultura em áreas de vulnerabilidade social
José Carlos Bastos Júnior (Prefeitura de Ibaté)

15h05
Diagnóstico e Planejamento de Bibliotecas Escolares: torne-se a TIA MÁ que as crianças merecem
Estela Maris Ferreira (Colégio Anglo São Carlos)

15h20
Responsabilidade Social Bibliotecária (RSB): mercado em aberto na práxis em Biblioteconomia
Marielle Barros de Moraes (USP)

15h35
Centros de Informação como Centros de Aprendizagem
João Guilherme Camargo dos Santos (Escola de Inventor)

15h50
DIÁLOGOS (Momento para perguntas, respostas e debate)

16h00
Encerramento

Com a participação ativa de todos, o BiblioCamp Sanca 2017 foi até as 18h! Saímos de lá fisicamente cansados, mas mentalmente renovados!

Não consegui fazer anotações de todas as palestras por conta de ter organizado o evento, porém, o pessoal da FaBCI-FESPSP fez um excelente relato do evento. A todos os novos amigos da FESPSP, também agradeço pela participação e pelo relato!

Sem dúvida, é um BiblioCamp que lembrarei para sempre, inclusive pelo fato de ter coincidido com o meu aniversário (é sério: teve votação para decidir a data!)! Teve até “parabéns” surpresa! Nunca deu tanto trabalho organizar uma “festa” de aniversário como essa, que foi repleta de novas ideias, inspiração, motivação e realização para continuarmos, todos, a fazer uma Biblioteconomia cada vez melhor!

Aos presentes e aos ausentes, mas que fizeram votos de sucesso, meu muito obrigado pela participação e apoio ao BiblioCamp Sanca 2017!

E que venha o BiblioCamp Fortaleza 2017!

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Comissão de Justiça aprova criação de Política Nacional de Bibliotecas


A senadora Fátima Bezerra, relatora da matéria, elogiou a proposta de Cristovam Buarque
O Brasil poderá contar em breve com uma Política Nacional de Bibliotecas. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 28/2015, de autoria do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que foi aprovado nesta quarta-feira (24) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e receberá votação final na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Entre as diretrizes da nova política estão a igualdade de acesso à biblioteca; a especificidade de serviços e materiais à disposição de usuários em atenção especial; a elevada qualidade das coleções, produtos e serviços; a vedação da censura; e a independência dos gestores e profissionais para compor os arquivos.

O projeto também determina que a iniciativa privada e qualquer órgão da administração direta ou indireta tenham liberdade para criar bibliotecas, que são conceituadas como “todo espaço físico ou virtual que mantenha bens simbólicos organizados, tecnicamente tratados e que ofereça serviços de consulta e empréstimo”.

Os bens simbólicos, segundo a proposta, são os de cunho artístico, científico, cultural, histórico, técnico ou tecnológico, registrados em suportes materiais e imateriais. Podem ser livros, outros documentos, ou informações disponíveis em qualquer mídia ou suporte. Pelo projeto, as bibliotecas devem selecionar, reunir, organizar e preservar os bens, além de promover acesso universal e irrestrito a eles.

Exemplos próximos

Segundo o autor, o Brasil é um dos últimos países a adotar norma jurídica com o objetivo de estabelecer uma política nacional para bibliotecas. Países como Argentina, Colômbia, Equador, Guatemala, Paraguai, Uruguai e Venezuela já possuem normas nesse campo.

Para a relatora, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), a proposta do colega é uma iniciativa relevante e que lhe traz especial alegria, em razão de atuar no Congresso como coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Biblioteca.

— Esta é uma luta nossa de há muito tempo, inclusive na condição de professora, na condição de quem sempre tem um foco muito voltado para a defesa da escola, para a defesa da educação. E nós não podemos separar, de maneira nenhuma, a questão das políticas do livro, da leitura e da biblioteca da educação. São políticas importantíssimas, estratégicas para que nós possamos avançar no que diz respeito ao acesso à educação no nosso país — comentou.

Durante o debate, Fátima Bezerra e a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) ressaltaram o sucesso do programa de criação de bibliotecas públicas em algumas das maiores cidades da Colômbia, como Bogotá e Medellín.

Classificação

O projeto também dispõe que as bibliotecas devem contar com bibliotecários em número proporcional e adequado ao atendimento dos usuários. Por fim, o projeto classifica as bibliotecas e acervos. As bibliotecas são classificadas em públicas, privadas, nacional, estadual, municipal, escolar, universitária, especializada e comunitária. E os acervos, em gerais, especializados ou especiais, sendo estes os que dispõem de suportes materiais que atendam às necessidades de informação de pessoas com deficiência total, parcial ou temporária.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Disponível em: <http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/05/24/comissao-de-justica-aprova-criacao-de-politica-nacional-de-bibliotecas>. Acesso em: 24 maio 2017.

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Os antibióticos do futuro estão nos livros do passado

Apelidado de “Idade das Trevas”, esse período medieval pode trazer soluções para um dos maiores problemas mundiais de saúde pública

Por André Biernath access_time 13 maio 2017, 16h00 – Atualizado em 13 maio 2017, 16h01

A ciência vai enfrentar uma das batalhas mais decisivas e importantes de sua história nos próximos anos. O desafio será vencer a resistência bacteriana, a capacidade que bactérias causadoras de doenças como a pneumonia e a meningite desenvolveram nos últimos anos de sobreviver aos remédios disponíveis para combatê-las.

O assunto é tão sério que a própria Organização Mundial da Saúde já considera que entramos numa era pós-antibiótico: até as infecções simples podem virar uma encrenca das grandes. Estima-se que atualmente mais de 700 mil pessoas morram todos os anos por conta de micro-organismos resistentes aos fármacos. Se nada for feito, esse número vai aumentar para 10 milhões em 2050!

O uso indiscriminado de antibióticos em hospitais e na pecuária foi um dos fatores decisivos para que alcançássemos esse cenário. Mas não é o único: a falta de interesse de governos, centros de pesquisa, universidades e indústrias farmacêuticas também contribuiu para que não tivéssemos grandes novidades na área durante as últimas décadas.

O que nos resta agora é correr atrás do prejuízo. E há um grupo de biólogos, parasitologistas, farmacêuticos e historiadores que resolveu investigar livros medievais do passado a fim de encontrar as respostas para um futuro menos aterrorizante. Chamados em inglês de Ancientbiotics Team, eles estão revirando as bibliotecas da Europa para encontrar e analisar os tratados médicos do século 6 em diante.

Esse trabalho de resgate já deu seus primeiros resultados. Em 2015, experts da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, resolveram replicar uma fórmula para tratar infecções oculares de um documento viking chamado “Bald’s Leechbook”, publicado há mais de mil anos. A receita é bem simples: basta esmagar uma porção de alho e cebola num pilão, misturar com vinho inglês e acrescentar bile de estômago de vaca — acho que você não tem todos esses ingredientes, mas, se tiver, não é pra fazer em casa, ok? Detalhe importante: é preciso aguardar exatos nove dias antes de aplicar o produto na região da face.

Uma página do Bald's Leechbook

Uma página do Bald’s Leechbook, de onde foi tirada a poção viking para tratar a infecção nos olhos (Foto: Wikimedia Commons/Divulgação)

Quando a pesquisa foi publicada há dois anos, eu conversei brevemente com Christina Lee, especialista em estudos nórdicos integrante do Ancientbiotics Team e líder da investigação britânica. Ela confessou que ficou muito surpresa com os resultados. Hoje em dia, se sabe que a Staphylococcus aureus é uma das principais bactérias causadoras dessa infecção nos olhos. Nos testes de Christina e sua equipe, a poção viking foi capaz de matar até 90% dos bichinhos que, curiosamente, estão entre os mais resistentes aos antibióticos atuais.

O mais legal de tudo é que a fórmula só funcionou mesmo quando os experts aguardaram os nove dias entre a fabricação e a sua utilização. Se aplicassem antes ou depois do prazo estipulado, não dava certo. A experiência fez com que os textos medievais passassem a ser encarados com mais seriedade. É óbvio que os boticários e alquimistas do passado não tinham o conhecimento e a tecnologia que dispomos hoje, mas não dá pra descartar tantos séculos de experiência, observação, tentativa e erros.

Agora o grupo de especialistas está destrinchando um livro chamado “Lylye of Medicines”, publicado em 1305 pelo médico francês Bernard de Gordon, que descreveu mais de 360 receitas e tratamentos para praga, tuberculose, epilepsia, hanseníase e tantas outras doenças. O trabalho é lento devido a uma série de dificuldades, como adaptar ingredientes antigos ao que temos disponível nos dias de hoje. A próxima etapa envolverá testar cientificamente as fórmulas para ver se elas funcionam e podem se tornar terapias úteis em alguns anos.

Retrato do médico francês Bernard de Gordon

Retrato do médico francês Bernard de Gordon (Ilustração: Wikimedia Commons/Divulgação)

A história não para por aí: há outros exemplos recentes de como podemos usar o conhecimento do passado. O próprio Instituto Karolinska, na Suécia, reconheceu essa tendência e deu o Prêmio Nobel de Medicina de 2015 para a química chinesa Tu Youyou, que descobriu um remédio contra a malária após analisar mais de 2 mil textos antigos da medicina Oriental. O trabalho da cientista salvou, sem exageros, milhões de vidas nas últimas décadas.

Numa época em que o mundo parece retroceder no tempo — movimentos anti-vacina e cortes nas verbas de pesquisa científica são apenas dois exemplos dessa lástima —, por que não aproveitar e estudar o que aconteceu de melhor na Idade Média a nosso favor? A resistência bacteriana é um problema que precisa ser enfrentado com a cara e a coragem. O futuro da humanidade vai depender disso.

Disponível em: <http://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/os-antibioticos-do-futuro-estao-nos-livros-do-passado/>. Acesso em: 13 maio 2017.

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Vaga de bibliotecário

Contribuição de Ederly (Real Parceria)

***

Estamos com  uma  oportunidade para a vaga de Bibliotecário – Temporário  para a Região de Alumínio (SP).

Peço a gentileza, se puder, divulgar para os Profissionais da Área.

Falar com Ederly 11-4335-6755 ou encaminhar o currículo para ederly@realparceria.com.br

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