Como captar recursos para sua biblioteca

Olá, leitores do Mundo Bibliotecário!

Este post aborda um assunto cada vez mais importante para as bibliotecas: captação de recursos. Essa ação é cada vez mais necessária para essa instituição desenvolver projetos que agreguem valor ao serviços e produtos oferecidos para os usuários.

Fonte: https://pixabay.com/pt/crowdfunding-financiamento-multid%C3%A3o-3165075/

Os tópicos abordados são:

  • O que é captação de recursos?
  • Como se preparar para captar recursos?
  • Dois exemplos de captação de recursos para biblioteca
  • Plataformas de crowdfunding: as novas “queridinhas” dos captadores de recursos
  • As leis de incentivo à cultura
  • Como funciona a captação de recursos com a iniciativa privada?

O que é captação de recursos?

A captação ou mobilização de recursos é definida pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) como:

“Na teoria, a captação de recursos é o processo estruturado desenvolvido por uma organização para pedir as contribuições voluntárias de que ela precisa, sejam eles financeiros ou outros recursos, buscando as doações com indivíduos, empresas, governos, outras organizações e etc.

Na prática, captação de recursos significa ter uma equipe dedicada a pensar em ideias criativas para trazer as doações, a aproximar a organização da comunidade, a defender que ela seja o mais transparente possível e etc. Captar recursos é, principalmente, ter pessoas na organização que entendem que o trabalho delas é fundamental para conseguir os recursos tão importantes para que a ONG tenha impacto e seja transformadora na sua atuação, cumprindo integralmente a sua missão.”

Como se preparar para captar recursos?

Deve-se ter um projeto elaborado de acordo com as regras, normas e/ou diretrizes definidas em um edital ou lei de incentivo

A publicação Elaboração de Projetos Culturais, de Sonia Kavantan, esclarece que um projeto deve ter os seguintes elementos:

  • Objetivos (podem ser gerais ou específicos)
  • Justificativa
  • Descrição técnica
  • Público-alvo
  • Cronograma
  • Divulgação e mídia
  • Orçamento
  • Contrapartidas
  • Anexos

Dois exemplos de captação de recursos para biblioteca

O Sistema Integrado de Bibliotecas da USP possui a Portaria GR nº 3314, de 26 de dezembro de 2001, que institui o Programa Parceiros das Bibliotecas da USP. Por meio dele, organizações externas podem apoiar as bibliotecas da universidade por meio da doação de recursos físicos e/ou financeiros.

Outro programa similar é o Programa Parceiros EESC, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Por meio da Portaria nº 123/2015, estão previstas doações nos mesmos moldes da portaria acima, o que permite à biblioteca incrementar tanto seu espaço físico como seu acervo.

Plataformas de crowdfunding: as novas “queridinhas” dos captadores de recursos

Segundo a Wikipedia, o financiamento coletivo ou crowdfundidng é a

“obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa.”

Essa ação é realizada por meio de plataformas como:

Kickante
Kickstarter
Indiegogo
StartMeUp
Broota
Idea.me
Catarse
Benfeitoria
Vakinha

As leis de incentivo à cultura

A lei de incentivo à cultura mais conhecida no Brasil é a Lei Rouanet (Lei nº 7.505, de 2 de julho de 1986), que é uma legislação federal. Também podem existir leis de abrangência estadual e municipal baseadas, respectivamente, no ICMS e ISS/IPTU.

No Estado de São Paulo, por exemplo, existe o Programa de Ação Cultural (ProacSP – Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo), instituído pela Lei nº 12.268, de 20 de fevereiro de 2006. Além disso, oferece o Proac Municípios como forma de incentivar a cultura nos municípios paulistas.

Você pode verificar quais leis existem no seu Estado ou Município acessando o site da respectiva Secretaria da Cultura ou por outro órgão responsável pela área cultural.

Como funciona a captação de recursos com a iniciativa privada?

Além disso, é possível captar recursos a partir da iniciativa privada. Para isso, é preciso verificar quais empresas apoiam/apoiaram projetos para bibliotecas, pois assim as chances de ter um projeto aprovado podem ser maiores.

Nesse contexto, é preciso ir além da elaboração do projeto: o bibliotecário necessita saber como contatar a empresa, como se portar na reunião de captação de recursos, o que fazer após a aprovação, como utilizar o dinheiro e como manter o patrocínio para projetos futuros.

Essas e outras dicas são apresentadas no Curso Básico de Captação de Recursos de Letícia Tórgo, que possui ampla experiência como gestora cultural nas iniciativas pública e privada.

Espero que após a leitura você tenha visto que a captação de recursos não é nenhum “bicho-de-sete-cabeças”: é apenas trabalhosa.

Se você conhece outra forma de captação de recursos, compartilhe nos comentários!

E se o post foi útil, compartilhe com o seu colega que precisa de recursos e não sabe por onde começar!

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