Bibliotecária da UFRJ desenvolve módulo para higienização de obras

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Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, “a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

Disponível em: <http://www.inovacao.ufrj.br/index.php/noticias-2019/723-bibliotecaria-da-ufrj-desenvolve-modulo-para-higienizacao-de-obras>. Acesso em: 23 jan. 2019.

1 comentário

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Uma resposta para “Bibliotecária da UFRJ desenvolve módulo para higienização de obras

  1. Eliana

    Muito interessante! Parabéns pela iniciativa!

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