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BiblioCamp Sanca 2017

Em 6 de maio de 2017, será realizada em São Carlos (SP) a 7ª edição do BiblioCamp. O BiblioCamp foi uma iniciativa do bibliotecário Moreno Barros, que trabalha na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e é um dos editores do blog “Bibliotecários Sem Fronteiras”. Em 2011, ele decidiu reunir em um encontro bibliotecários que tivessem algo bacana sobre a profissão, uma ideia, uma experiência ou um projeto para compartilhar. O intuito era reunir profissionais para um bate-papo, uma troca de experiências sem atrelá-lo à formalização dos tradicionais eventos acadêmicos da área, mas comprometido com a paixão por aquilo que se faz no dia a dia da atuação profissional. Desta forma, nasceu o BiblioCamp.

A proposta de realizar o BiblioCamp em São Carlos (SP) é trazer o evento para o interior de São Paulo e, assim, viabilizar a participação dos bibliotecários dessa região e das demais do Estado e do Brasil, pois desde sua primeira edição conta com a participação de profissionais de todo o país. Além disso, como o evento sempre foi realizado nas capitais de Estados, esta edição também promoverá a troca de conhecimento das práticas, experiências e ideias que os profissionais das bibliotecas do interior paulista estão desenvolvendo, oferecendo a elas a oportunidade, muitas vezes escassas, de divulgar seus projetos.

 

1. FORMATO DO EVENTO

O BiblioCamp é um evento anual que deve ter, no máximo, 50 participantes, para que sua característica intimista perdure, proporcionando maior integração e troca entre seus participantes.

A participação no evento é gratuita, ou seja, não é cobrada taxa de inscrição, e a comissão organizadora de cada edição é responsável pela captação de recursos em forma de parcerias com empresas para obtenção dos itens necessários para a realização do evento.

Salienta-se que como este evento não é vinculado à nenhuma instituição acadêmica e também não utiliza a estrutura formal dos demais eventos da área (com a emissão de certificados), essa estrutura informal do BiblioCamp faz com que o público do evento seja composto por profissionais que realmente são apaixonados pela profissão, por aquilo que exercem e, consequentemente, que trabalham e não medem esforços para buscar novos caminhos, ferramentas e ideais que orientem e aperfeiçoem o seu fazer. Essa peculiaridade estrutural do evento faz a diferença. Afinal, os participantes que estarão na 7ª edição do BiblioCamp por vontade própria e não por imposição acadêmica ou trabalhista.

 

2. DATA DE REALIZAÇÃO

O evento será realizado no dia 06 de maio de 2017 (sábado).

 

3. LOCAL DE REALIZAÇÃO

Biblioteca Comunitária – Universidade Federal de São Carlos (BCo-UFSCar).

 

4. PROGRAMAÇÃO

Das 8h00 às 9:00h – Recepção e organização do local

Das 9h00 às 9h40 – Visita Monitorada – BCo-UFSCar

Das 9:40h às 10:15h – Welcome coffee

Das 10:15h 12:10h – Apresentações

Das 12:10h às 13:30h – Pausa para o almoço

Das 13:30h às 15:55h – Apresentações

16h – Término do evento e organização do local

 

5. PÚBLICO-ALVO E PERFIL

Bibliotecários e demais profissionais que atuam em bibliotecas, inclusive de outros Estados, conforme observado nas edições anteriores do BiblioCamp.

 

6. FORMAS DE PARTICIPAÇÃO[1]

6.1 PALESTRANTES CONVIDADOS

O evento contará com 6 apresentações de pessoas convidadas pela organização, com duração de 15 minutos para cada participante.

 

6.2 PALESTRANTES VOLUNTÁRIOS

O evento contará com 6 apresentações de palestrantes voluntários, que deverão encaminhar breve resumo sobre o assunto que desejam apresentar. Esses passarão por uma comissão que irá analisá-lo e emitirá um parecer sobre a participação ou não no evento. Estas apresentações também terão duração de 15 minutos para cada participante.

 

6.3 APRESENTAÇÕES MAIS VOTADAS

Será disponibilizada uma lista de apresentações nos canais de divulgação do evento para votação. As 6 apresentações mais votadas serão selecionadas para integrar a programação e também terão 15 minutos de duração.

 

6.4 OUVINTES

Serão abertas inscrições para pessoas interessadas apenas em assistir o evento. Como o número de vagas será limitado, o critério de seleção será a ordem de inscrição.

 

7. DIVULGAÇÃO

A 7ª edição do BiblioCamp terá os seguintes canais de divulgação:

Site: https://bibliocamp.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/events/380287682339121/

 

Contamos com sua presença!

[1] As inscrições podem ser realizadas no link http://goo.gl/Jswnkv e os trabalhos podem ser submetidos no e-mail contato@bibliocamp.com.br.

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Workshop “ORCID para autores”

Suelybcs ministra Workshop > aberto, gratuito > “ORCID para autores”

Data: 16/03/2017 – quinta-feira

Local: EESC/USP, São Carlos

Horário: 14h00 às 18h00

Retransmissão simultânea clique aqui para assistir e enviar perguntas > https://www.youtube.com/channel/UCoiIEmnWHtcIwcfV8H6W7Yg

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Evento integrante da XIII Semana da Pós-Graduação da EESC

http://www.eesc.usp.br/…/biblioteca/pub/sem…/programacao.php

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Crossref Live

Junte-se ao Crossref no Brasil!

Devido a alta demanda para o evento de Campinas, o Crossref decidiu realizar em parceria com a ABEC Brasil e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) um segundo dia de evento, desta vez na cidade de São Paulo.

O Crossref Live in São Paulo acontecerá dia 16 de dezembro de 2016 e também será gratuito.

Será um seminário relevante para publishers, editores, prestadores de serviços, 
fontes indexadoras, agências de fomento, bibliotecários, entre outros que possuam interesse em conhecer um pouco mais sobre o que é a  Crossref
e os serviços oferecidos. 

O evento é gratuito, mas é necessário realizar a inscrição pois as vagas são limitadas.

Clique aqui para garantir sua vaga!

Esperamos você!

QUANDO
Sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
das 08:30 às 17:00
ONDE
Auditório da FGV @ Rua Itapeva, 432, São Paulo/SP

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SNBU 2016 – 19/10/16

No quarto dia do SNBU 2016, no qual o evento foi encerrado e os dias seguintes foram dedicados apenas para visitas técnicas, ocorreu a conferência “Projetando o Futuro Tecnológico das Bibliotecas Universitárias”, proferida por Christopher Timothy Holly, da EBSCO.

Holly iniciou sua fala sobre o Cultural Community Solutions (CCS), um consórcio norte-americano de bibliotecas, apresentando a missão que é promover o acesso a recursos compartilhados e tecnologia de serviços para bibliotecas com custo-benefício como um centro de aprendizagem  colaborativo para desvendar o futuro. Além disso, expôs que o plano estratégico do consórcio é o foco no usuário e a correção dos registros bibliográficos para novos padrões.

O conferencista comentou, também, as decisões tecnológicas refletem os valores da biblioteca, e que as necessidades variam entre as bibliotecas. Sobre a consolidação da automação de bibliotecas nos Estados Unidos, Holly comentou que isso ocorreu por meio de muitos movimentos de fusões e aquisições, o que diminuiu as opções disponíveis no mercado. A filosofia do CCS vai justamente na contramão desse movimento, pois pretende dialogar de forma mais ampla para ajudar a mudança.

Em relação a inovação, o conferencista apontou que novos modelos de negócios como Airbnb, Amazon e Netflix, pois surgiram mudanças no mercado e na competitividade. A situação é a mesma no contexto bibliotecário, por isso, as plataformas surgem como ambientes de código aberto, acessíveis em múltiplos níveis e que operam de forma não lucrativa. Assim, por meio da comunidade, modernidade e modularidade, consegue promover inovações como o diálogo de diferentes comunidades, implantar serviços em nuvem e linked data e expandir em plataformas módulos de sistemas de bibliotecas, tais como catalogação, aquisição, dentre outros.

Nesse contexto, Holly apresentou o FOLIO, que é uma plataforma para desenvolver tecnologias para bibliotecas. Tem como características, dentre outras ser extensível, com serviços de descoberta e open link URL, além de contar com novos aplicativos, tais como linked open data e room booking. Dentre seus objetivos, estão: criar uma comunidade, alavanar a fonte aberta, melhorar produtos e trazer mais opções de plataformas para bibliotecas. Assim, FOLIO permite a participação de bibliotecas e fornecedores, aumentando a concorrência e diminuindo custos.

Na sequência, foi apresentada a conferência “Criação e Povoamento de Repositório Institucional: estratégias de consolidação”, por Ricardo Otelo dos Santos Saraiva Cruz, da Universidade do Minho e, no período da tarde, foi apresentado o relato do evento pelo professor Oswaldo Francisco de Almeida Júnior, da Unesp de Marília (SP), com um balanço geral positivo, tanto em número de participantes (por volta de 600), como pela quantidade de trabalhos aprovados e demais atividades do evento, apesar de problemas pontuais com ausências nas apresentações de trabalhos e atrasos, o que não invalida os ganhos pela participação no evento em si, sobretudo no que se refere ao estabelecimento de fortalecimento da rede de contato entre profissionais.

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SNBU 2016 – Dia 18/10/16

No terceiro dia do SNBU 2016, o bibliotecário Cristian José Oliveira Santos, da Câmara dos Deputados, proferiu pela manhã a conferência “A Cultura Organizacional das Bibliotecas Universitárias.

Santos discorreu sobre aspectos diversos da cultura organizacional. Fundamentalmente, trata-se do “jeito de fazer as coisas”. No contexto bibliotecário, destacou que a biblioteca universitária se diferencia de acordo com a cultura de sua comunidade, assim como lembrou da importância das redes de comunicação intra e interbibliotecárias, que influenciam na formação da cultura organizacional, colocando a Reitoria e o Conselho Universitário como os lugares privilegiados onde ocorre sua definição. O desafio é construir a mentalidade desses órgãos universitários de que precisamos de mais bibliotecas, pois privilegiam outros tipos de lazer nos espaços institucionais, contribuindo, assim, para o resgate da certidão de nascimento da biblioteca universitária.

Tal resgate se faz necessário para que a biblioteca, atualmente em crise, não se afaste de sua missão de prover o acesso à informação. Para isso, Santos coloca a sustentabilidade como mudança na cultura organizacional para a biblioteca universitária, de modo que possibilite a implantação de uma cultura de acessibilidade, isto é, um novo modelo ético de aceitar o outro. Nesse contexto, destacou que as classificações bibliográficas não atendem mais às necessidades da informação na atualidade, visto que existem múltiplas fontes e suportes de informação: a biblioteca universitária deve trabalhar, portanto, para prover acesso ao acervo sob sua custódia, bem como a todo e qualquer tipo de informação relevante para seus usuários, independentemente de sua orientação religiosa, política ou sexual.

Isso posto, o palestrante discorreu que para pensar uma cultura de cidadania, é importante lembrar que a biblioteca pode nascer tanto para libertar como para oprimir. O caminho trilhado não depende, apenas, dos profissionais que nela atuam, mas de acordo com sua postura, pode fazer com que determinados grupos de usuários aproximem-se ou afastem-se da biblioteca, por exemplo, pela prática da censura (velada ou não) no momento da classificação. Além disso, lembrou, ainda, da NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos), publicada em outubro de 2015, e sugere que seja o livro de cabeceira dos bibliotecários a fim de promover maior inclusão onde atuam, assim como também destacou o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/16) nesse contexto.

Assim, para que efetivamente haja uma mudança na cultura organizacional, Santos lembrou que a ruptura vem dos bibliotecários, pois são eles que irão tornar a biblioteca superior. Além disso, lembrou que há um hiato fundamental das bibliotecas: a pulverização de políticas, que são apresentadas em diversos órgãos e, por isso, muitas vezes acabam passando por dificuldades na sua aplicação, quando são aplicadas. No entanto, há um indicativo de mudança, pois o Sistema CFB/CRB pretende reunir as diversas políticas para livro, leitura e bibliotecas em um único documento. Para que esse cenário mude, também é necessário que o bibliotecário atue ativamente na formulação dessas políticas.

No período da tarde, acompanhei os seguintes trabalhos:

Avaliação do serviço de malote da biblioteca do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, Campus Regional de Montes Claros
Gracirlei Maria de Cavalho Lima

Nesse trabalho, basicamente foram apresentadas as dificuldades do serviço de malote entre um campus no interior e o campus na capital, poiso trata-se de um processo ainda caro e que merece mais atenção no uso para que não seja custoso para a instituição.

A visão dos usuários da Biblioteca Central da PUCPR em relação ao uso de livros eletrônicos na universidade
Teresinha Teterycz, Fernanda Périco Jorge e Gisele Alves

Esse trabalho relatou a percepção dos usuários da PUCPR em relação aos e-books. Nele, destacam-se o impacto dos e-books no desenvolvimento de coleções e na educação dos usuários, a preferência predominante pelo impressos, a necessidade de reforçar a divulgação com os docentes e capacitar para a Educação a Distância (EaD).

Biblioteca universitária: sua função social enquanto lugar de memória
Clivea de Farias Souto

A biblioteca, independente de seu tipo, sempre atuou na perspectiva de preservação de seu acervo para acesso pelas futuras gerações. A mensagem principal deste trabalho, portanto, é que a biblioteca universitária deve ser um espaço dinâmico e acessível para que perpetue a cultura e a identidade de uma nação.

Interação entre planos de ensino digitais e biblioteca: uma experiência na faculdade de medicina da UFRGS
Shirlei Galarça Salort

Esse trabalho mostrou mais uma forma da biblioteca trabalhar em conjunto com outros setores, pois por meio de uma adequação nos sistemas institucionais, foi possível inserir a biblioteca efetivamente no auxílio da seleção da bibliografia para a graduação, assim como no suporte da verificação dos dados antes da compra.

Uso das fontes de informação na formação inicial docente
Rejane Sales de Lima Paula e José Lucas Pedreira Bueno

Assim como o anterior, esse trabalho também mostrou outra possibilidade parceria com a biblioteca, desta vez, na formação de alunos do curso de Pedagogia por meio da apresentação de bases de dados e fontes de informação confiáveis na Internet, preparando-os para serem reflexivos e críticos no uso da informação.

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SNBU 2016 – Dia 17/10/16

No segundo dia do SNBU 2016, cujo eixo temático foi “Gestão sustentável”, acompanhei a conferência “Gestão da Biblioteca Universitária frente às Demandas do Contexto Contemporâneo”, proferida por Pedro Miguel Estácio dos Santos, diretor da biblioteca de Letras da Universidade de Lisboa.

Diferentemente do Brasil, as bibliotecas universitárias portuguesas funcionam autonomamente, e não vinculadas a um sistema central. A Faculdade de Letras possui, atualmente, cerca de 3000 alunos e 250 docentes e investigadores, além de 90 não docentes. Sua biblioteca realiza por volta de 60000 empréstimos por ano, promoveu 50 eventos culturais em 2015 e possui um orçamento médio de 100000 euros por ano. A equipe da biblioteca é composta por 1 dirigente (bibliotecário), 7 bibliotecários, 6 assistentes de biblioteca, 1 técnico superior (área cultural), 2 assistentes administrativos e bolsistas e voluntários, cujo número é variável.

Apresentado esse contexto, Santos esclareceu que embora a Universidade de Lisboa  seja pública, ela adota o modelo de gestão empresarial, mas adaptado para o setor público, por isso, o orçamento varia em função da produtividade da biblioteca. Nesse contexto, o bibliotecário deve convencer o gestor da universidade que a biblioteca não seja vista como despesa financeira porque seu retorno não pode ser medido monetariamente. Diante disso, Santos apresentou três desafios que nortearam sua fala: capacitar gestores, capacitar e motivar equipes e capacitar os usuários.

No que diz respeito à capacitação de gestores, o palestrante comentou que as mudanças atuais envolvem, dentre outros aspectos, fatores políticos, sociais (aumento da pobreza) e tecnológicas (novas plataformas de comunicação e novas ferramentas para organização e representação da informação, por exemplo). Além disso, destacou: a avaliação dos impactos no cumprimento da missão das bibliotecas universitárias; a contração orçamental (também vivida pelas bibliotecas universitárias portuguesas na atualidade); comunicar, implementar e gerir a mudança; posicionar-se conforme a visão da universidade e dos usuários; avaliar e comunicar resultados (publicação de indicadores estatísticos de desempenho); competências (segundo a Library Leadership & Management Association – LLAMA, algumas são: comunicação, gestão da mudança, constituição e desenvolvimento de equipes, cooperação e inteligência emocional); e aptidões (conforme propostas pela European Council of Information Association em 2004, por exemplo, relacionamento e organização. Algumas das ideias a reter desse desafio são, dentre outras: ser gestor de uma biblioteca universitária é um full time job, assim como a gestão da bibliotecas universitária requer gestores profissionais, bem como um modelo de gestão.

Nos desafio dois e três, respectivamente, capacitar equipes e capacitar usuários, Santos não se aprofundou nos tópicos, pois apresentou esses tópicos de forma diluída em outros momentos. No que diz respeito à capacitação de equipes, destaquei a identificação das áreas de atuação dos membros e suas competências, anteriormente citadas, das quais ressalto a aplicação do direito da informação, além da mobilidade funcional, que é a adequação do perfil à função. Em relação ao terceiro desafio, basicamente o palestrante apresentou algumas recomendações para bibliotecas universitárias portuguesas propostas pelo GT-BES/BAD, como editoração, repositórios, criação de serviços de apoio à gestão de dados científicos e parcerias, além de indicadores, como a aquisição de livros por ano, empatia no atendimento e resposta adequada ou não.

A palestra seguinte, proferida por Adelaida Ferrer Torrens, tratou do “Centro de Recursos para a Aprendizagem e Pesquisa (CRAI)” na Universidade de Barcelona, que atualmente possui 27 bibliotecas e 240 pessoas trabalhando nelas. Inicialmente, Ferrer Torrens destacou algumas ideias importantes que foram discutidas ao longo de sua fala: a biblioteca é o coração da universidade; o ritmo com que ocorrem mudanças; a principal missão da biblioteca é facilitar o acesso à informação; para oferecer serviços e produtos é importante colaborar e cooperar; criar sinergias; o bibliotecário deve ter um perfil integrado, isto é, integrar grupos de pesquisa, departamento e outros setores da universidade; trabalhar com processos padronizados. Nesse contexto, a palestrante explicou que o impacto da biblioteca universitária ocorre, entre outras situações, na valoração dos rankings universitários, na promoção da ALFIN (Alfabetização Informacional), contribuindo para o sucesso acadêmico dos usuários, e na melhora da qualidade da docência.

No que se refere à questão da mudança de uma biblioteca reativa para uma no modelo CRAI, ela ocorre em alguns aspectos, tais como: a projeção da docência e da investigação no meio social como difusoras do conhecimento; imersão em um undo mundo digital; o aluno enquanto ator central do processo formativo; o professor como facilitador; a extensão do processo educativo ao longo da vida; transmissão de valores e saber à sociedade; e a ascensão de tecnologias (Moodle, MOOCs, open access, software livre, dentre outras). Em relação ao perfil dos usuários do século XXI, a palestrante apontou que atualmente são mais analíticos e exigentes, além de solicitarem serviços em todos os lugares, ou como também são conhecidos, 24/7. Enfim, a biblioteca como CRAI envolve equipe (bibliotecários, informáticos, especialistas em recursos audiovisuais) e serviços (capacitação pedagógica, empréstimos de outros materiais além dos bibliográficos, direitos autorais, propriedade intelectual, serviços para pessoas com deficiência, MOOCs e salas para docência) e, assim, contribui para a missão da universidade e a formação docente.

Na sequência, a Prof. Marta Lígia Pomim Valentim (UNESP) apresentou a palestra “A Perspectiva da Gestão Inovadora da Biblioteca Universitária”. No início, Valentim discorreu sobre indicadores do Índice Global de Inovação 2016 com ênfase naqueles voltados para educação, como instituições, capital humano e pesquisas, infraestrutura, saídas criativas (ativos intangíveis, bens e serviços criativos, criatividade online). O indicador capital humano e pesquisas foi destacada como importante para as bibliotecas universitárias, haja vista que apresenta dados como gasto por aluno, matrículas no nível superior, pesquisadores em tempo integral, dentre outros). A palestrante também apresentou autores que trabalham com o tema, como Ada Scupola e Ronald Jantz, além de um evento internacional relacionado, o 2nd International Conference on Leadership and Innovative Management in Academic Libraries in the Age of New Technology.

Como características de uma biblioteca universitárias inovadora, Valentim apontou vários itens, a saber: a necessidade de discutir sobre os direitos autorais e copyleft, haja vista que o tema está sendo debatido em nível internacional atualmente, em especial as limitações e exceções para bibliotecas e arquivos; a bibliotecas universitária movimenta o mercado e é seu refém, porém, essa posição diminui à medida que são criados repositórios institucionais; produção de conteúdo (a biblioteca deve torná-lo disponível); o estabelecimento de uma política institucional de preservação digital; democratização do conhecimento; implantação do RDA (novos conteúdos e suportes); adoção da web semântica, folksonomias e taxonomias; uso de biometria; adoção do RFID; uso de OPACs e repositórios institucionais; capacitação de usuários por meio de ferramentas de ensino à distância; tecnologias de digitalização; tecnologias 3D para obras raras (atualmente em uso na Biblioteca Estadual da Baviera, na Alemanha); desenvolvimento da competência em informação; tecnologias assistivas; LIBRAS; e definição de planejamento (estratégico, tático e operacional).

No período da tarde, além de visitar a feira de produtos, assisti os seguintes trabalhos:

Segurança, gerenciamento e automação de bibliotecas: vantagens e críticas aos recursos de autodevolução de materiais bibliográficos
Nivaldo Calixto Ribeiro, Márcio Barbosa de Assis e Taciele Jamila Mori

O trabalho foi apresentado por Nivaldo, que relatou a experiência da Universidade Federal de Lavras (UFLA) no uso da tecnologia RFID para autodevolução. Basicamente, ele apresentou as vantagens dessa tecnologia, como liberação de funcionários para outra atividades, monitoramento da quantidade de itens devolvidos, mobilidade e autonomia do usuário, e desvantagens, como danos causados pela queda do livro, custo elevado (por volta de R$515 000 para o equipamento completo: antenas, leitores de RFID, software, desenvolvimento de aplicativo, sistema de comunicação, dentre outros itens).

Foi interessante o comentário do Nivaldo que além da mudança provocada pela tecnologia, ela também motivou maior atenção à obra no momento da devolução antes do encaminhamento para as estantes. Como muitas obras estavam sendo danificadas dependendo da forma como caíam na esteira da autodevolução, agora o estado de conservação das obras é avaliado por funcionários caso precisem de reparo.

O uso de indicadores de desempenho da ISO 11620 para avaliar bibliotecas universitária
Elaine Cristina Tomás Pimenta e Thalmo de Paiva Coelho Junior

Confesso que desconhecia (ou não lembrava) da norma ISO 11620, que propõe indicadores para avaliação de bibliotecas. É muito aplicada nos Estados Unidos, mas no Brasil Elaine localizou apenas três trabalhos sobre o assunto. A última versão da norma é de 2014 e possui 52 indicadores. O formato padrão dos indicadores possui os seguintes elementos: nome, objetivo, âmbito, definição do indicador, método, interpretação, fonte e indicador relacionado.

Dessa forma, percebe-se que o nível de detalhamento possibilitado pelos indicadores contribui para ajudar no diagnóstico da biblioteca, na determinação da alocação de recursos, no apontamento de pontos fortes e fracos, além de medir o uso do serviços e detectar baixa produtividade e, assim, descobrir como combatê-la.

O desenvolvimento de competências em informação em ambientes virtuais de aprendizagem: uma proposta experimental
Daniel Cerqueira Silva

Infelizmente quando entrei no Salão Rio Negro para assistir este trabalho, a apresentação já estava avançada, mas foi possível acompanhar parte do relato do Daniel sobre a proposta apresentada.

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SNBU 2016 – Dia 16/10/16

O XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), neste 2016 sediado em Manaus (AM), teve início na noite de 16/10/2016 com um breve atraso que, infelizmente, vejo que é de praxe neste e outros eventos bibliotecários e não-bibliotecários: o início, programado para 20h00, na verdade ocorreu por volta de 20h20.

Depois de uma extensa apresentação do Madrigal da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a mesa com as autoridades foi reunida e cada membro fez seu discurso. Embora o repertório do Madrigal tenha sido muito bem elaborado, passando de poesias de Fernando Pessoa a Mário Quintana até músicas dos Beatles, foi muito longo para o que se propõe para uma abertura de evento. O fato é que as autoridades foram chamadas para discursarem perto das 21h00, horário em que, na realidade, era para ter início a conferência magna “Advocacy no ambiente da universidade”, proferida por Courtney Louise Young (Universidade Penn State Greater Allegheny-EUA) a qual infelizmente não acompanhei dado o adiantado da hora, haja vista que a palestra deve ter tido início por volta de 22h20. Infelizmente porque, conforme comentários pelas redes sociais, a palestra foi muito boa.

Parafraseando o ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal, “por economia informacional” (e temporal, claro) considero que seja importante rever para as próximas edições do evento o tempo de fala das autoridades, tanto em respeito ao público como (e principalmente, ao meu ver) em respeito ao conferencista, que geralmente é estrangeiro.

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