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Projeto Linkar: a leitura, o brincar e a cultura digital

Ocorreu no dia 16/09/17 a terceira apresentação do curso “Projeto Linkar: a leitura, o brincar e a cultura digital”  na Biblioteca Municipal de Sorocaba (SP) “Jorge Guilherme Senger”.

O curso está sendo apresentado no interior e também o será na capital, pois foi aprovado em edital do PRoAC (Programa de Ação Cultural) da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Abaixo a descrição do curso:

“O Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria de Cultura e a Editora Pipoca oferecem, gratuitamente, o Projeto Linkar: um curso sobre livros e literatura infantil no formato digital para professores, bibliotecários, contadores de história, estudantes de pedagogia e mediadores de leitura.

O curso ocorrerá em um único dia, em dois módulos, com etapas teóricas e práticas. Abordaremos a história dos livros e da literatura, os acessos aos livros digitais, a produção de ações de incentivo à leitura, além de apresentarmos nossa metodologia para levar às crianças maior conhecimento sobre livros e literatura, por meio de atividades de estímulo à criatividade.

O objetivo é que, ao final do dia, os participantes compreendam os caminhos que os livros e a literatura têm percorrido em tempos de cultura digital e estejam aptos a promover o meio digital como um espaço que, atualmente, se mostra essencial para o desenvolvimento do hábito leitor.” (fonte: https://www.facebook.com/events/126998071262272/).

Divido em dois momentos, teórico (realizada no período da manhã) e prática (realizado no período da tarde), o curso foi apresentado por Isabela Parada, da Editora Pipoca, que publica livros infantis digitais. A parte teórica abordou a história da literatura infantil de maneira bastante densa, apresentando sua evolução desde a publicação do Orbis Pictus em 1658 (o primeiro livro infantil) até a criação de livros infantis em plataformas digitais de leitura. Já a parte prática constou da apresentação de algumas plataformas de leitura e seus respectivos aplicativos, assim como da elaboração atividades relacionadas ao tema.

A palestrante também abordou aspectos como a função social das editoras, os canais de acesso dos livros digitais, a diferença entre formato fixo e formato fluido.

O curso é muito interessante para os bibliotecários escolares, pedagogas e demais profissionais que atuam no ambiente escolar. A próxima apresentação será em Campos do Jordão, no dia 23/09/17. As inscrições podem ser realizadas pelo Facebook procurando “Projeto Linkar”.

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Curso Curadoria Digital ministrado por Aquiles Alencar Brayner em São Paulo

Contribuição de Irene Butti
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Título: Curadoria Digital: novos modelos de gestão e disseminação de acervos eletrônicos 
 
Objetivos: O curso tem como finalidade oferecer uma visão panorâmica das novas metodologias de gestão de informação e acervos digitais em bibliotecas, arquivos e museus. Os alunos terão a oportunidade de conhecer de maneira mais ampla os principais modelos e atividades no campo emergente da Curadoria Digital, suas abordagens teóricas e exemplificação prática através da aplicabilidade de serviços e projetos com acervos eletrônicos em instituições de memória cultural no Brasil e no exterior. 
 
Aquiles Alencar Brayner é graduado em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (Brasil) e em Estudos Latino-Americanos pela Rijks Universiteit Leiden (Holanda). É mestre em Literatura Latino-Americana pela Rijks Universiteit, mestre em Ciências da Informação pela Universidade da Cidade de Londres e doutor em Literatura Brasileira pelo King’s College, da Universidade de Londres. Trabalha desde 2006 na British Library como Curador Digital, onde tem participado de vários programas e atividades relacionadas a serviços e coleções digitais na BL, incluindo projetos de digitalização, criação e controle de metadados, formação de bibliotecários e pesquisadores na utilização de conteúdos digitais, e concepção e desenvolvimento de plataformas interoperáveis para disseminação e agregação de acervos eletrônicos entre bibliotecas, arquivos e museus. Atualmente desenvolve um projeto em pesquisa sobre Curadoria Digital com o apoio do programa Pesquisador em Residência da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil.
 
Público Alvo: O curso se destina a estudantes e profissionais atuantes nas áreas de biblioteconomia, arquivologia, museologia e campos afins, assim como a pesquisadores interessados em conhecer trabalhos nas áreas de Curadoria de Acervos Eletrônicos e Humanidades Digitais.
 
Programa:
 
Dia 28/9 :
§Definição do campo de Curadoria Digital no âmbito das Humanidades Digitais e acervos memoriais
§Planificação, gestão de acervos e disseminação de conteúdos digitalizados
§Metadados
§Preservação
§Crowdsourcing: conceituação, metodologias e aplicabilidade
§Serendipidade e folksonomia em plataformas e catálogos eletrônicos
 
Dia 29/9:
 
§Captura e gestão de acervos nato-digitais
§Comportamento informacional na era Digital
§Ferramentas de captura, análise e visualização de dados
§Georeferenciamento e, Interoperatividade entre acervos
§Uso de plataformas abertas para disseminação de acervos
 

Informações sobre inscrições:
 
§Local : Avenida Paulista – Informaremos local exato no ato da inscrição;
§Data e Horário : 28 e 29/9/2017 das 9 às 16 horas – Carga horária de 12 horas;
§Preço : $ 500,00 – Podemos parcelar em 2 vezes, sendo a 1a parcela no ato da inscrição e o restante na data do curso;
§Solicitar ficha de inscrição e outras informações para Irene Butti no e-mail :irenemariabutti@gmail.com;
§Data limite para inscrições, pois as vagas são limitadas : 15/09. 
§Realização do curso sujeito à “quorum”.

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Tensão e sensibilidade marcam estreia literária em Araraquara

Livro de Camila Serrador será lançado na Biblioteca da Unesp

O que: lançamento do livro Terra Vermelha, de Camila Serrador.
Quando: dia 30 de agosto, às 15h.
Onde: Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.
Editora: Patuá, de São Paulo
Valor do livro: R$ 40

Sobre o livro:

Nos contos de Terra vermelha, os personagens inquietam e surpreendem. Em Casa de Lucinda, um homem na cadeia trama sua fuga para retornar à mulher que ama; já em Amortecida, uma senhora lida com seu passado e sua sexualidade. Em A névoa da cidade, uma garota faz uma descoberta que muda seu destino; em Rota 66, um jogo de verdade ou desafio sai do controle.
Entremeada nos 20 contos do livro, uma realidade intoxicante e perturbadora espera o leitor, lembrando-o de que nas situações mais comuns do dia a dia pode existir o inesperado. Terra vermelha guia o leitor pelo lado desconhecido de pessoas comuns, mostrando que elas podem ser muito mais do que aparentam.

Minibiografia:

Camila Serrador é bibliotecária na Unesp de Araraquara (SP), onde mora. Escritora desde os 12 anos, começou bolando poemas, alguns romances e, finalmente, contos. Gosta tanto de ler que se lembra do primeiro livro que ganhou na vida e tem pilhas intermináveis deles em casa. Adora Agatha Christie, admira Haruki Murakami, queria escrever como Ian McEwan. Namora um escritor gaúcho, com quem compartilha seu amor pela literatura.

 Contato:
E-mailcaserrador@gmail.com

Fone: (16) 98122-9245

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Historiador francês vem à USP para debate sobre o medo dos livros

Em evento no Instituto de Estudos Avançados, Jean-Yves Mollier vai abordar o poder político da literatura

Por  – Editorias: Cultura
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Há quem considere o advento da escrita como o maior divisor de águas da história da humanidade. Tomando essa premissa como verdadeira, não é surpresa que certos livros, em razão de seu poder de moldar a sociedade, tenham inspirado medo a ponto de serem censurados, banidos ou destruídos. A partir da pergunta “Quem tem medo dos livros?”, o historiador francês Jean-Yves Mollier vem à USP para uma conferência no Instituto de Estudos Avançados (IEA), coordenada pela professora Marisa Midori Deaecto, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O evento é nesta quinta-feira, dia 17, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA.

O medo foi o tema escolhido pela rede internacional Ubias (University-based Institutes for Advanced Study) para ser debatido neste ano em diversas áreas do conhecimento. A escolha veio a calhar para a professora Midori e o professor Mollier, da Universidade de Versalhes Saint-Quentin-en-Yvelines, na França, que já conversavam sobre a ideia de discutir o medo dentro e ao redor dos livros.

“Em 2016 a obra Mein Kampf, de Hitler, caiu em domínio público, o que gerou discussões em torno de sua republicação na França, na Alemanha e em outros países, o que nos deu a ideia para o debate. De fato, Mein Kampf é um livro que se enquadra bem no que queríamos discutir, pois há medo em torno do que essa obra simboliza e também do que é pregado dentro dela”, explica a professora.

A partir de uma introdução em que a professora Midori apresentará algumas questões para o público e para o conferencista, o professor Mollier deverá traçar um panorama histórico da relação de poder e medo em torno dos livros. Para isso, abordará momentos da história em que o livro foi tido como uma ferramenta maligna por instituições como a Igreja Católica – como a época da publicação do Index Librorum Proibitorum, que entre 1559 e 1966 listava obras de leitura proibida aos fiéis – e outros em que o livro foi importante para mudanças políticas.

O historiador francês Jean-Yves Mollier: censura a livros ao longo da história será destaque em sua palestra – Foto: Marcos Santos

“Jean-Paul Marat costumava ler em praça pública a obra O Contrato Social, de Rousseau, no período da Revolução Francesa. Na França, o livro sempre teve um papel revolucionário muito forte. O professor Mollier certamente falará bastante sobre esse tema, além de censuras que aconteceram mais adiante, nos séculos 19 e 20, em reações da Igreja à laicização do ensino, de uma perspectiva francesa e europeia”, diz a professora Marisa.

“Vamos abordar também o papel do livro em movimentos políticos recentes, como na Primavera Árabe e nas Jornadas de Junho, aqui no Brasil, em que havia jovens empunhando livros nas manifestações. O livro tem um fator simbólico muito importante nesses episódios, e sempre teve muita influência nas lutas da juventude.”

Por esse motivo, a professora afirma que, embora hoje em dia não haja uma censura explícita, o medo do poder político e revolucionário que os livros possuem ainda persiste. É o caso com Mein Kampf, em que Hitler estabeleceu seu ideário de genocídio e dominação. “Há muito medo de que a reedição de Mein Kampf possa servir de impulso para a xenofobia e o ódio que o livro prega, especialmente no momento histórico que vivemos hoje”, diz a professora.

Para ela, porém, a censura nunca é solução. “Sou contra a censura a qualquer livro, a qualquer coisa na verdade. Se decidirem por reeditar o livro, apoio que isso seja feito com o devido debate, com a contextualização de quem foi o autor, em qual momento ele escreveu suas ideias e os horrores que foram causados pela aplicação delas. É o debate que pode enfraquecer o poder de um livro, não a censura.”

Marisa lembra ainda que hoje, com a internet, é muito mais difícil impedir o acesso a qualquer tipo de material, o que permite que uma obra como a do ditador nazista seja divulgada sem as considerações necessárias. Isso, no entanto, não quer dizer que a censura esteja com os dias contados.

A professora Marisa Midori: “É o debate que pode enfraquecer o poder de um livro, não a censura” – Foto: Francisco Emolo/USP Imagens“Não temos hoje exemplos de censura explícita por parte de governos ou instituições religiosas, como aconteceu diversas vezes na história, mas há uma espécie de censura velada por parte do mercado editorial, que hoje opera pela lógica do lucro, chefiado por profissionais que são mais gestores do que editores”, afirma. Segundo a professora, os grandes conglomerados editoriais e os vínculos que estabelecem com livrarias e meios de comunicação e difusão de conhecimento acabam limitando o acesso a determinados livros.

“O leitor passivo só lerá aquilo que lhe for disponibilizado, como acontece com quem assiste a telejornais ou lê jornais e revistas impressas. Para encontrar outras visões que não a hegemônica, é preciso ir atrás delas. Assim, somente um público restrito tem contato com títulos importantes que questionam problemas do mundo atual e que teriam o poder de provocar mudanças, mas que, por não serem publicadas pelas grandes editoras, circulam apenas à margem.”

“A internet tem a capacidade de publicizar e divulgar esse tipo de obra, mas somente para quem procurar por ele. Hoje, o mercado editorial acaba ditando o que é a boa leitura, de maneira semelhante ao que a Igreja fazia tempos atrás”, completa a professora.

A conferência Quem tem medo dos livros?, com o historiador francês Jean-Yves Mollier e coordenação da professora da ECA Marisa Midori, ocorre na quinta-feira, dia 17 de agosto, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA. O endereço é rua da Praça do Relógio, 109, no 5º andar do Bloco K, na Cidade Universitária. O evento é público e gratuito, mediante inscrição prévia neste formulário, e terá tradução simultânea do francês para o português e transmissão ao vivo pelo site www.iea.usp.br/aovivo.

Disponível em: <http://jornal.usp.br/cultura/historiador-frances-vem-a-usp-para-debate-sobre-o-medo-dos-livros/>. Acesso em: 16 ago. 2017.

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Rumos atuais e futuro da conservação no Brasil: homenagem à Guita Mindlin

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2 agosto 2017 · 7:48 am

1º Encontro de Bibliotecas e Bibliotecários da RMS ocorre nesta 4ª

Encontro vai discutir a Biblioteca do Futuro com a presença de Luís Milanesi

O esgotamento do modelo tradicional das bibliotecas e a necessidade de transformá-las em um novo espaço é um das defesas de um dos principais nomes da biblioteconomia no Brasil, Luís Milanesi. Professor e autor de livros que servem como base ao ensino da biblioteconomia no país, não por acaso ele é o principal palestrante do 1 Encontro de Bibliotecas e Bibliotecários da Região Metropolitana de Sorocaba, que acontece amanhã (21), das 8h às 13h, na Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”. O evento é gratuito, voltado para bibliotecários, mas aberto para interessados em geral. O evento é organizado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo e da Secretaria de Relações Institucionais e Metropolitanas de Sorocaba. Mais informações: (15) 3228-1955.

Para discutir a “Biblioteca do Futuro”, mote do encontro, Milanesi se junta a outros grandes nomes da área para debater diversos aspectos dessa renovação necessária das bibliotecas, são eles: o professor Luis Armando Bagolin; a representante da secretaria de Cultura do Estado, Iliria Plissari e representante das bibliotecas comunitárias, Jair Vieira.

De acordo com o coordenador da Biblioteca Municipal de Sorocaba, Gilberto Antunes, a ideia do encontro é despertar nos principais atores deste setor o senso crítico diante do cenário iminente de transformações vividas pelas inovações tecnológicas e analisar o comportamento do usuário por conta dessas mudanças. “Vamos discutir o uso desse espaço chamado biblioteca para muito além dos livros, mas como centro de convívio social”. Para ele, há que se pensar no espaço como um local de transformação e que receba eventos como palestras, workshops, oficinas e cursos, e também de entretenimento e cultural, acolhendo espetáculos, performances e exposições.

Práticas inovadoras

A discussão levantada por Antunes é pertinente à defesa de Milanesi: “A biblioteca do futuro bem próximo será um ponto de encontro para ver um filme, uma exposição, um recital de música, participar de um seminário ou de um curso à distância, integrar-se às oficinas, etc. Há muito para explorar. A biblioteca tradicional esgotou-se, mas a nova será mais ampla e mais forte”, defendeu o professor. Para ele, não é apenas a estrutura que precisa passar por essa renovação, mas, sobretudo, o profissional, que deverá saber integrar informação com comunicação para informar o seu público de acordo com as suas necessidades, via construção de sites, por exemplo. Como lembrou, hoje as pessoas não precisam ir atrás de informação, assim, as bibliotecas precisam saber chegar até seu público.

Milanesi que falará da invenção da biblioteca pós Gutenberg reforça a importância de espaços de discussão como esse, para se repensar a estrutura, os profissionais e, sobretudo o público.  “Da mesma forma que o brasileiro tornou-se telespectador antes de ser alfabetizado, entramos na era digital sem sermos leitores de livros. Esse panorama tornou-se hostil aos bibliotecários. Mas o impacto tem sido maior nos cursos de Biblioteconomia indecisos em relação ao perfil do bibliotecário que desejam formar. O profissional atua na organização e disseminação do conhecimento – tarefa fundamental na sociedade contemporânea. Mas está buscando novas formas de concretizar esse objetivo. Há crise? Sim, há crise, mas ela está sendo geradora de práticas inovadoras.”

Para o secretário de Cultura e Turismo de Sorocaba, mais do que pensar a função das bibliotecas e os rumos profissionais, é importante a discussão, em âmbito regional, para aproximar as instituições e profissionais que compõem a Região Metropolitana de Sorocaba. “Estamos em um momento de mudanças e se faz urgente a parceria nas mais diversas formas”, salientou.

Serviço: A Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” fica na Rua Ministro Coqueijo Costa, 180, no Alto da Boa Vista. O encontro acontece das 8h às 13h e mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3228-1955

Disponível em: <http://agencia.sorocaba.sp.gov.br/1o-encontro-de-bibliotecas-e-bibliotecarios-da-rms-ocorre-nesta-4a/>. Acesso em: 20 jun. 2017.

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Seminário de Pesquisas em Ciência da Informação do PPGCI/USP

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30 maio 2017 · 9:49 pm