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O que faz uma biblioteca ser ótima em 2019? Esta dupla acha que eles sabem

Adam Zend, esquerda, e Greg Peverill-Conti, planejam avaliar todas as bibliotecas públicas do Estado em áreas como área de trabalho, Wi-Fi e programas comunitários [Ron Schloerb/Cape Cod Times]

 

Algumas pessoas revisam restaurantes, outras revisam filmes. Dois homens se encarregaram de revisar todas as bibliotecas de Massachusetts.

Solicitados em parte por suas próprias necessidades como trabalhadores remotos, Adam Zand e Greg Peverill-Conti criaram o Projeto Terra da Biblioteca e viajaram para mais de 200 bibliotecas para classificá-las e conscientizar o importante papel que as bibliotecas desempenham nas comunidades. Seu objetivo é visitar todas as 450 a 480 bibliotecas públicas de Massachusetts.

Os parágrafos acima são uma tradução livre da notícia original em inglês What makes for a great library in 2019? This duo thinks they know

Conheça mais sobre o projeto Library Land!

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Secult inaugura a primeira rede de Bibliotecas Públicas do Brasil a disponibilizar seu acervo no software Biblivre

A biblioteca pública pensada em rede e com disponibilização do acervo para consulta online. A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), inaugurou oficialmente nesta terça-feira (20) a primeira rede de Bibliotecas Públicas do Brasil a disponibilizar seu acervo no software Biblivre. Com a novidade, mais de 300 mil registros de obras das bibliotecas passarão a integrar um sistema de amarzenamento e memória pertencentes ao Estado do Ceará, por meio da Secult. O evento de lançamento aconteceu durante o IX Encontro de Bibliotecas Públicas do Ceará, que aconteceu no Centro de Eventos do Ceará, durante a XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, com a palestra do idealizador do Biblivre, Ubaldo Miranda.

“Esse é um evento de muita importância e que certamente marca a história da biblioteca pública brasileira. Se amanhã um estudante de biblioteconomia ou um pesquisador quiser encontrar um marco em que a biblioteca pública brasileira foi resgatada da exclusão digital, esse marco é hoje. O povo do Ceará está de parabéns. As vantagens que essa rede traz são inúmeras. Com essa adesão, podemos assegurar que os pesquisadores terão grande facilidade em suas buscas por obras digitais na rede do Ceará ou na rede mundial de computadores”, destacou Ubaldo Miranda, idealizador do Biblivre.

Mais sobre o Biblivre

O Biblivre é um software livre de gerenciamento de bibliotecas e de acervos gratuito que possibilita a catalogação de recursos informacionais variados e sua disponibilização em um catálogo. Entre as suas características estão: o controle de autoridades e de vocabulário, o gerenciamento da circulação do acervo que envolve os processos de consulta, empréstimo, renovação e a devolução dos materiais e a organização do processamento técnico que abarca desde o recebimento do material e sua descrição física até a impressão das etiquetas para armazenamento nas estantes.

Por estar adequado aos padrões internacionais da biblioteconomia o programa permite ainda a interoperabilidade entre sistemas de gerenciamento de acervo por meio do protocolo Z39.50, desse modo, é possível a mudança e migração de registros dos itens.

Disponível em: https://www.ceara.gov.br/2019/08/21/secult-inaugura-a-primeira-rede-de-bibliotecas-publicas-do-brasil-a-disponibilizar-seu-acervo-no-software-biblivre/. Acesso em: 25 ago. 2019.

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Deputado questionará Banco Central sobre fechamento de biblioteca

Marcelo Calero (Cidadania-RJ) fez a declaração nessa terça-feira, após o Metrópoles noticiar a interdição do espaço

Felipe Menezes/Metrópoles
O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) questionará o Banco Central do Brasil (BC) a respeito do fechamento da biblioteca da autarquia, instalada em Brasília. A ação do parlamentar ocorre após o Metrópoles noticiar a interdição do espaço, a partir do dia 9 de setembro, devido à contenção de gastos orçamentários.
De acordo com o BC, a autarquia federal sofreu contingenciamento de 20% no orçamento previsto para 2019 e, portanto, precisará cortar despesas para se adequar ao novo limite.

Conforme informou à reportagem, a instituição gasta R$ 384 mil por ano com a biblioteca. Isso equivale a 0,01% do orçamento inicial do BC destinado pela Lei Orçamentária Anual (LOA) em janeiro, de R$ 3,56 bilhões. Este valor consta no Boletim de Execução Orçamentária 2019 do banco.

Por meio do Twitter, o deputado questionou se outros gastos da instituição não poderiam ser revistos para não prejudicar o espaço cultural. “Será que nenhuma outra despesa poderia ser cortada antes da biblioteca – algo de que tanto carecemos neste país?”, disse o parlamentar.

 

REPRODUÇÃOReprodução

Ação popular

Em entrevista ao Metrópoles, Calero disse que tentará uma negociaçãocom o BC. “Estamos fazendo um requerimento de informação para entregar ao Banco Central com o objetivo de entender o porquê do fechamento da biblioteca e se outras medidas de contenção de despesas não foram consideradas antes dessa. Além disso, estamos estudando uma ação popular para obrigar o Banco Central a manter a biblioteca em funcionamento e aberta ao público”, informou.

Segundo o deputado federal, o gabinete dele tenta contato com a área parlamentar da autarquia para “expressar a preocupação” com o fechamento do espaço. “Se ainda assim não houver maneira de salvar a biblioteca, nós vamos ingressar com a ação”, frisou.

De acordo com o Banco Central, os gastos com a biblioteca referem-se, primordialmente, ao contrato de administração de todo o acervo bibliográfico da instituição com a empresa especializada na manutenção do espaço e com a presença de cinco auxiliares e de um bacharel em biblioteconomia, conforme exige a legislação em vigor. Após o fechamento, o BC manterá o acervo bibliográfico no espaço, mas este não poderá ser utilizado.

Procurada pela reportagem, a instituição informou que, caso as restrições orçamentárias sejam passadas para outras áreas, a biblioteca poderá ser reaberta. Questionada se avalia transpor o contingenciamento e manter o espaço em funcionamento, a autarquia federal informou que ainda não analisou essa possibilidade.

Disponível em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/deputado-questionara-banco-central-sobre-fechamento-de-biblioteca. Acesso em: 22 ago. 2018.

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Editoras de universidades paulistas expandem catálogo de publicações

Instituições ligadas à Unicamp, USP e Unesp difundem o conhecimento produzido pelos professores e pesquisadores no Estado

Nos últimos anos, as editoras da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) diversificaram os catálogos com títulos que abrangem todas as áreas. Elas têm a função principal de difundir o conhecimento produzido nas universidades por meio da publicação de livros de importância científica, técnica, literária, artística e de interesse didático.

“Se esse conhecimento ficar no armário, não servirá para nada. Temos que colocá-lo em circulação”, enfatiza ao Jornal da Unicamp Márcia Abreu, diretora da Editora da Unicamp. “Somos mais de 100 editoras universitárias cumprindo esse papel”, enfatiza Lucas Antonio Moscato, diretor-presidente da Editora da USP (Edusp), ao Jornal da Unicamp.

“A Editora da Unesp, provavelmente, é a que mais publica entre as acadêmicas, ao ritmo de 200 livros por ano, entre os físicos e os digitais”, revela o diretor-presidente da fundação, Jézio Hernani Bomfim Gutierre, ao Jornal da Unicamp.

Márcia Abreu esclarece que as editoras universitárias não publicam apenas a produção interna. “As pessoas confundem, pensam que a nossa se chama Editora da Unicamp porque seria uma reserva de mercado para os professores da casa. Não é verdade e é bom que não seja, pois temos como missão publicar livros relevantes das mais variadas áreas. Se houver um livro relevante de um professor da USP, publicamos aqui e vice-versa. Os autores publicam onde acharem mais conveniente”, explica.

Produção

De acordo com Ricardo Lima, gerente de produção editorial, a Editora da Unicamp já publicou quase 1,4 mil livros desde a fundação, em 1982, e mantém em torno de 500 títulos em catálogo. “A média é de 25 a 30 títulos novos por ano, com 35 a 40 reimpressões. Um livro que vende bem chega a mil exemplares nesse período”, afirma ao Jornal da Unicamp.

Lucas Antonio Moscato, diretor da Edusp, informa que a instituição publica aproximadamente 45 títulos por ano, também em outras línguas (inglês, francês, espanhol), bem como traduções propostas pelos autores para o português. “Há pouco tempo também iniciamos um programa de livros didáticos, voltado a alunos da USP e de outras instituições, e já publicamos cerca de 25 títulos, sendo que outros 25 estão sendo finalizados”, diz.

“Os professores são incentivados a produzir esse material, não no sentido monetário, mas por meio de docentes substitutos para que fiquem isentos de cargas outras que retardariam a produção do livro”, ressalta o diretor ao Jornal da Unicamp.

Programas

Jézio Hernani Bomfim Gutierre, da Fundação Editora da Unesp, explica que a entidade recebe subsídios para publicações docentes, especialmente para programas não lucrativos, que são integralmente financiados pela universidade.

Vale destacar que a fundação tem cerca de 1,8 mil títulos ativos e recebe anualmente 800 propostas de publicação que, antes de chegarem ao Conselho Editorial, são obrigatoriamente submetidas a pareceristas, com exceção dos clássicos.

Outra ação importante e inédita da Editora da Unicamp tem disso a de levar seus livros para publicação em inglês, possibilitando que sejam disseminados pelo mundo. Uma parceria com a editora inglesa Springer já conta com quatro títulos aprovados, que também terão o selo da Unicamp na capa. A Editora da Unesp já negociou diversos títulos em mais de 15 países.

Disponível em: http://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/editoras-de-universidades-paulistas-expandem-catalogo-de-publicacoes/. Acesso em> 21 ago. 2019.

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Após cortes de Bolsonaro, biblioteca do Banco Central será fechada

Autarquia federal sofreu contingenciamento de 20% do orçamento previsto para 2019 e precisa rever despesas

Ana Karolline Rodrigues/Metrópoles
ANA KAROLLINE RODRIGUES/METRÓPOLES
Biblioteca do Banco Central do Brasil (BC), instalada na sede da autarquia em Brasília, iniciará um processo de fechamento a partir de 9 de setembro. A decisão tomada pela instituição federal foi justificada pela contenção de gastos orçamentários. Ao Metrópoles, o órgão informou que sofreu contingenciamento de 20% no orçamento previsto para 2019.
Desde maio deste ano, segundo o BC, diversas despesas vêm sendo cortadas para adequação dos gastos ao novo limite orçamentário. A partir do próximo mês, a tesourada afetará os serviços terceirizados que mantêm a biblioteca.
Aprovada em 15 de janeiro deste ano, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 destinou ao BC R$ 3,56 bilhões. Desse valor, R$ 3,13 bilhões foram para despesas de pessoal e encargos sociais; R$ 360,2 milhões, para despesas correntes; e R$ 70,2 milhões, para despesas de investimento. Além disso, o BC recebeu para o pagamento de precatórios R$ 30,6 milhões, que serão realizados pelos tribunais responsáveis. As informações constam no Boletim de Execução Orçamentária 2019 da instituição.

De acordo com o banco, a autarquia gasta R$ 384 mil por ano com a biblioteca. Esse valor equivale, portanto, a 0,01% do orçamento inicial do BC destinado pela LOA em janeiro deste ano. A despesa se refere, primordialmente, ao contrato de administração de todo o acervo bibliográfico do Banco Central com a empresa especializada na manutenção do espaço e com a presença de cinco auxiliares e de um bacharel em biblioteconomia, conforme exige a legislação em vigor.

 

Servidores e usuários reclamam

A Biblioteca do Banco Central iniciou seu funcionamento em 1959, no Rio de Janeiro, e foi instalada em Brasília no ano de 1972. Desde essa época, o ambiente oferece grande acervo bibliográfico, tanto aos servidores do órgão quanto a prestadores de serviço, estagiários, pesquisadores e estudantes.

Em 2013, também devido a um contingenciamento, o local foi fechado para o público externo, mas reaberto nove meses depois. Desta vez, o ambiente será totalmente interditado.

Formada em direito, Fernanda Ribeiro Ávila, 41, estuda para concurso há três anos. Desde então, é frequentadora assídua do espaço e diz estar “muito triste” com a decisão. “As instalações são excelentes, superconfortáveis. O acervo é grande, muito atualizado. Agora querem fechar, e a justificativa é que estão fazendo uma contenção de gastos, e a biblioteca não seria um serviço essencial”, disse.

Ao Metrópoles, uma servidora do banco que pediu para não ser identificada relatou que esta é a terceira vez que o órgão fechará a biblioteca local. “A primeira vez foi em 2013, mas ela continuou funcionando internamente. Depois, em 2017, tentaram de novo, mas conseguimos reverter a situação, após saírem algumas reportagens. Desta vez, falaram que vão fechar por causa de cortes orçamentários”, disse.

Ainda no início deste mês, ela e outros trabalhadores do órgão receberam a informação do fechamento do espaço. Agora, a servidora diz estar “batalhando para que isso não aconteça”.

Josias Carlos Dias Júnior, 17 anos, é filho de uma servidora do órgão e frequenta a biblioteca há quatro anos. Estudante do terceiro ano do ensino médio, ele é contra o fechamento do ambiente. “Enquanto minha mãe trabalha, eu estudo. Acho melhor que o ambiente escolar, que é muito barulhento”, comentou.

Para o rapaz, o ambiente tranquilo da biblioteca é favorável à aprendizagem. “Aqui é muito bom de estudar. Já fiz vários amigos aqui e estudávamos juntos. Também tem uma sala para descanso. Acho que é essencial, sim, ter uma biblioteca: um local onde a gente pode aprender e estudar com tranquilidade”, disse.

ANA KAROLLINE RODRIGUES/METRÓPOLES

Disponível em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/apos-cortes-de-bolsonaro-biblioteca-do-banco-central-sera-fechada. Acesso em: 20 ago. 2018.

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Plano Estadual do Livro começa a virar projeto de lei

Ideia é criar um documento com diretrizes para as politicas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas em Pernambuco

O coordenador de Literatura da Secretaria Estadual de Cultura, Roberto Azoubel / Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação

O coordenador de Literatura da Secretaria Estadual de Cultura, Roberto Azoubel
Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação

Diogo Guedes

Depois de cerca de três anos de debates, escutas e reuniões, o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Pernambuco (PELLLB) está próximo de se transformar em um projeto de lei. Ferramenta que propõe o estabelecimento de diretrizes para uma política pública permanente para o setor literário e editorial de Pernambuco, o texto final, elaborado pelo Grupo Executivo de Trabalho (GT) da área, está em fase de última revisão e deve ser encaminhado em breve para a Secretaria da Casa Civil. Na semana passada, foi divulgado um artigo sobre o processo de elaboração do projeto, com referências teóricas, objetivos e princípios norteadores.

As escutas para o Plano Estadual do Livro começaram ainda em 2012. Só em 2016 um Grupo de Trabalho foi criado, atuando com debates, reuniões e a formulação do projeto, formado por seis representantes do governo estadual e seis membros eleitos da sociedade civil. Atualmente, o texto elaborado está sendo revisado após passar pela avaliação de consultores.

Ao longo do período de escutas e reuniões com integrantes da cadeia do livro e da leitura, foi estabelecida uma divisão entre três cadeias do setor: a produtiva, a mediadora e a criativa. “Em relação à cadeia criativa, as políticas públicas têm andado relativamente bem. A gente conseguiu estabelecer o antigo Prêmio Pernambuco de Literatura, hoje Prêmio Hermilo Borba Filho. A Cepe Editora tem um edital próprio. O Funcultura contempla nas suas linhas a produção de livros. O que temos pensado é em um refinamento, em projetar também políticas para tradutores, por exemplo, mas essa parte da cadeia é a que tem andado melhor”, comenta o coordenador de Literatura da Secretaria Estadual de Cultura, Roberto Azoubel.

MEDIADORES

Segundo o gestor, a cadeia mediadora tem tido uma presença ampla nos encontros com o grupo de trabalho. Para esse setor existem algumas iniciativas como os projetos Agente da Palavra, que leva recitais de literatura para cidades e bairros, o Outras Palavras, com encontros de escritores e artistas com estudantes de colégios públicos, e também a possibilidade de projetos no Funcultura. “É uma cadeia que forma os leitores, que motiva todo o sistema literário. Nas escutas, diagnosticamos que precisamos pensar em mais ações para essa área, principalmente com eventos em bibliotecas públicas ou comunitárias”, comenta Roberto.
As bibliotecas são ponto fundamental. “A ideia delas se transformou muito. As bibliotecas precisam hoje ter uma dinâmica muito forte, ser tão atrativa quando um clube, com várias atividades. Isso foi diagnosticado e vamos tentar implementar. Não dá mais para pensar um biblioteca sem atividades: ela fica morta, como um mero depósito de livros”, pondera o gestor.

O cenário da cadeia produtiva, com livreiros, sebistas e livrarias, é mais complexa, com a crise econômica, o fechamento de lojas das grandes redes e o receio de pequenos empreendedores ao abrirem novos negócios. Segundo Roberto, esse setor foi um dos menos representados em encontros. Ainda assim, o Plano Estadual do Livro planeja a criação de linhas de crédito, o incentivo à participação de feiras nacionais e internacionais, a inserção de editoras e autores independentes nos editais de compras governamentais do Estado e a criação de um catálogo das obras produzidas pelo Sistema Estadual de Incentivo à Cultura.

Um dos elementos mais importantes do projeto, no entanto, é a busca por estabelecer um plano de ação para os próximos dez anos, indo além de governos específicos. “O grande desafio é a proposta da criação de um fundo setorial para a literatura. A gente suspeita que exista uma dificuldade de passar isso pelas restrições orçamentárias atuais no Brasil”, aponta o gestor de Literatura. “A gente viveu uma expansão das políticas culturais nos últimos 15 anos, quando houve margem para detalhar políticas, criar planos setoriais e estabelecer um sistema para cada linguagem artística. Essa é uma luta antiga.”

No artigo divulgado, o grupo de trabalho ainda destaca cinco eixos de ação para o PELLLB: a democratização do acesso ao livro, à leitura e às bibliotecas; a formação e capacitação profissional; o desenvolvimento da economia do livro; a valorização da literatura; e a gestão, cogestão e transparência. Em breve, o texto vai ser submetido à Casa Civil e, depois de aprovação e de possíveis mudanças, seguirá para a Assembleia Legislativa.

Disponível em: https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2019/08/15/plano-estadual-do-livro-comeca-a-virar-projeto-de-lei-385694.php. Acesso em: 16 ago. 2019.

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Bibliotecas melhoram aprendizado de matemática, diz pesquisa

A conclusão é de um estudo do Instituto Pró-Livro, que será apresentada no Fórum de Educação da Bienal do Livro em setembro

Contato com os livros melhora desempenho dos alunos

Contato com os livros melhora desempenho dos alunos

Pixabay

Além de melhorar a leitura e o conhecimento em língua portuguesa, frequentar uma biblioteca integrada ao projeto pedagógico da escola pode incrementar o aprendizado dos alunos em matemática. A conclusão é de uma pesquisa do Instituto Pró-Livro, que será apresentada no Fórum de Educação da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2 de setembro.

Foram ouvidos na pesquisa professores de português, diretores e bibliotecários das 500 escolas públicas com melhor nota na Prova Brasil, comparando as diferenças entre os resultados obtidos e as atividades desenvolvidas nas bibliotecas. Sem antecipar todos os dados, a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, disse que foi possível identificar uma influência positiva das bibliotecas no aprendizado dos alunos do 5º ano do ensino fundamental.

A pesquisa leva em conta diversos fatores, inclusive físicos, como a infraestrutura da biblioteca, sua acessibilidade e a conexão à internet. Também são consideradas a atuação do responsável pela biblioteca e do professor entrevistado, a disponibilidade de acervo e recursos eletrônicos, e o uso desse espaço pelos alunos.

O grupo de escolas mais bem avaliadas na disponibilidade de acervo e recursos eletrônicos teve um acréscimo de 10 pontos em matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), enquanto, em português, o incremento da nota foi de 6 para o acervo e de 10 pontos para recursos eletrônicos. Quando considerados todos os critérios, há uma associação positiva das bibliotecas bem avaliadas com o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“A gente ficou surpreso, mas quando a gente pensa na matemática, o enunciado do problema é fundamental. Você tem que ter a compreensão leitora, depende da compreensão para resolver um problema”, disse Zoara Failla, em entrevista à Agência Brasil.

A pesquisadora ponderou que ter uma biblioteca não é o bastante para que as escolas impactem a formação de seus alunos. É preciso que o espaço seja aproveitado de forma multidisciplinar, de modo que atividades orientadas incentivem os alunos a pesquisar em seu acervo. “É preciso ter uma mediação. As atividades têm que estar orientadas pelo currículo escolar e pelo projeto político-pedagógico da escola. É esse conjunto de possibilidades e ofertas que vai impactar na aprendizagem”, acrescentou Zoara.

As conclusões que serão apresentadas no dia 2 de setembro na Bienal incluirão ainda informações sobre como a existência de uma biblioteca ativa é especialmente positiva em escolas que atendem a populações mais vulneráveis. No dia 23 de setembro, os dados serão novamente apresentados em São Paulo, em um seminário no Itaú Cultural.

Disponível em: https://noticias.r7.com/educacao/bibliotecas-melhoram-aprendizado-de-matematica-diz-pesquisa-08082019. Acesso em: 15 ago. 2019.

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