{"id":1354,"date":"2010-07-08T17:32:26","date_gmt":"2010-07-08T20:32:26","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.wordpress.com\/?p=1354"},"modified":"2020-07-21T23:25:41","modified_gmt":"2020-07-22T02:25:41","slug":"o-futuro-nao-e-tao-sombrio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2010\/07\/08\/o-futuro-nao-e-tao-sombrio\/","title":{"rendered":"O futuro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sombrio"},"content":{"rendered":"<p>O futuro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sombrio &#8211; Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o &#8211; O Estado de S.Paulo, 02 de julho de 2010<br \/>\nDispon\u00edvel em: <\/p>\n<p>Treminh\u00f5es imensos, repletos de cana metros acima do permitido, correm \u00e0 nossa frente, as rodas da direita no acostamento de terra, enchendo nossos olhos de poeira vermelha. A estrada corta canaviais e sinto-me em labirintos dos quais nunca mais vou sair, para onde se olha \u00e9 verde, verde. Aqui e ali, talh\u00f5es de terra onde a cana j\u00e1 foi cortada e regados pelo restilo fedorento que ajuda a recuperar a terra para uma nova safra. Torres alt\u00edssimas servem \u00e0s servidoras de celulares e voc\u00ea pode ver cabocl\u00f5es, de m\u00e3os calosas, dirigindo o trator e falando ao telefone m\u00f3vel, como dizem em Portugal. Quem imagina o interior buc\u00f3lico, desista. Quitandas, emp\u00f3rios, armaz\u00e9ns, cinemas, tudo cedeu lugar aos supermercados e shoppings. E igrejas das mais diferentes religi\u00f5es. Mas neste novo interior h\u00e1 um processo que me interessa muito, o da revitaliza\u00e7\u00e3o das bibliotecas. Finalmente se est\u00e1 olhando para um dos momentos mais importantes na cria\u00e7\u00e3o de leitores.<\/p>\n<p>Come\u00e7am a desaparecer as bibliotecas escuras, colocadas numa saleta no fundo das prefeituras, com acervos m\u00ednimos, em geral livros de carrega\u00e7\u00e3o doados por caridosos locais, administrados por velhos<br \/>\nfuncion\u00e1rios encostados \u00e0 espera de aposentadoria. Entra aqui tamb\u00e9m a a\u00e7\u00e3o de bibliotec\u00e1rias tenazes, resolutas, que com criatividade e zelo mudam tudo ao seu redor. Percorri centenas de quil\u00f4metros do interior paulista, conversando em cinco cidades, dentro do projeto Viagem Liter\u00e1ria. Em Jaboticabal, o trabalho de M\u00f4nica Reino, do Departamento de Cultura, aliada \u00e0 biblioteca, colocou 600 pessoas na plateia de um antigo cinema restaurado. A biblioteca da cidade, com 42 mil volumes, est\u00e1 instalada em um solar magn\u00edfico, conservad\u00edssimo, espa\u00e7oso, iluminado, doa\u00e7\u00e3o de uma fazendeira que adorava livros. Visitava a biblioteca e comentei com uma funcion\u00e1ria a calma. &#8220;De manh\u00e3 \u00e9 assim, mas \u00e0 tarde \u00e9 um fervo.&#8221; Maravilhoso, h\u00e1 d\u00e9cadas n\u00e3o ouvia o termo. Fervo = agitado, movimentado. Em Descalvado foi comovente, porque Maria L\u00facia Izeppi, bibliotec\u00e1ria, e Rosin\u00eas Gabrieli, secret\u00e1ria de Cultura e Educa\u00e7\u00e3o, lotaram o audit\u00f3rio, havia mais de 200 pessoas. Em seguida, ela mudou o velho ritual. Em lugar de um jantar para poucos, ofereceu ? e adorei ? um lanche junino, mesmo porque era \u00e9poca das<br \/>\nfestas. Refrescos, quent\u00e3o, cachorro-quente, p\u00e9 de moleque, broas de milho, bolo de fub\u00e1, sandu\u00edches e doces caseiros. O papo mudou do audit\u00f3rio para o meio dos livros. \u00c0 entrada, fui recebido por Carlos Drummond de Andrade me dizendo versos sobre livros. Era um ator vestido a car\u00e1ter. Na manh\u00e3 seguinte, na sa\u00edda do hotel, esperando o carro, conversava com uma senhora, quando ela viu uma pessoa se aproximar p\u00e9 ante p\u00e9, atravessando a pra\u00e7a. Comentou: &#8220;L\u00e1 vem ela para ficar curiano. Vendo quem chega e quem vai.&#8221; Curiano, misto de curiosidade e olhando, j\u00e1 que no interior se elimina o &#8220;d&#8221;: andano, visitano, pesquisano, trabalhano. N\u00e3o, a linguagem acariocada da Globo n\u00e3o matou certas coisas.<\/p>\n<p>Localizar Cruz das Posses, distrito de Sert\u00e3ozinho, foi um perereco, como se diz no interior. Perdidos nos canaviais, ansi\u00e1vamos por uma plaquinha que nos garantisse n\u00e3o estarmos perdidos. Ao mesmo tempo,<br \/>\nadorava o sabor de aventura, n\u00e3o mais me reencontrar. A cidade se chamava Santa Cruz das Posses, depois abreviaram. O nome vem de um dos pioneiros, homem de muitas posses. Pequena biblioteca, mas Ana Lucia<br \/>\nTrovo, uma bibliotec\u00e1ria alucinada por livros, por fazer, promover, estimular crian\u00e7as e adultos, criar feiras, eventos. Tudo debaixo dos olhos sonhadores da secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura de Sert\u00e3ozinho, Maria Dirma Francisco. No meio da tarde, ali estavam jovens, crian\u00e7as, pessoas de meia-idade e meia d\u00fazia de mulheres de 80 anos, que me ouviram, perguntaram, e sa\u00edram pouco antes porque &#8220;iam tomar parte em outra atividade&#8221;. Pensar que meus av\u00f4s, tios-av\u00f4s, velhas tias ficavam em casa, dormiam cedo e se enfastiavam na modorra no nada acontecer. Bolachas e biscoitos caseiros, quitutes saborosos enchiam as mesas.<\/p>\n<p>Depois de Aguai, onde cem crian\u00e7as se espalharam pelo ch\u00e3o e pelas mesinhas e de onde trouxe doces locais de banana, laranja, goiaba, leite, fui para Dobrada, vila de 5 mil habitantes, no tronco da antiga Araraquarense, e que j\u00e1 teve popula\u00e7\u00e3o de quase 20 mil. Dobrada foi um momento proustiano, era uma cidadezinha sempre citada pelo meu pai, meus tios, pertence ao imagin\u00e1rio deste Ign\u00e1cio crian\u00e7a. Todos morreram sem dizer por que se falava tanto de Dobrada, ficou um enigma em minha vida. Ali me sentei com Jos\u00e9 Carlos Marcolino, contista,<br \/>\ncronista, historiador local, a me abastecer de hist\u00f3rias, e com Haroldo Galdini, do Departamento de Cultura. Num bar chamado Pocahontas (e por que uma \u00edndia americana naquele interiorz\u00e3o?), mas que todos conhecem como Prego, pedi um sandu\u00edche chamado calabrezinha e recebi num prato um lanche enorme, que poderia ser dividido por tr\u00eas. A fartura e a generosidade interiorana. Emo\u00e7\u00e3o foi ser recebido com uma orquestra infantil, a Corpora\u00e7\u00e3o Musical Maestro Pedro Donda, que tocou o Hino Nacional.<\/p>\n<p>Eram 10 da noite quando deixei Dobrada rumo a Ribeir\u00e3o Preto. Lua enorme no c\u00e9u, estrada vazia. Na tarde do dia seguinte, corri para o Teatro Dom Pedro II e, assim que Zuenir Ventura e Ricardo Kotscho\u00a0terminaram uma discuss\u00e3o sobre imprensa, conversa divertida, informativa, demolidora, subi ao palco. Zuenir me abra\u00e7ou, feliz:<br \/>\n&#8220;Acabo de percorrer 700 quil\u00f4metros e estive em cidades que n\u00e3o conhecia, como Suzano, Aruj\u00e1, Campo Limpo Paulista, Valinhos, V\u00e1rzea Paulista e S\u00e3o Francisco Xavier. Nunca vi coisa igual a essa no\u00a0Brasil.&#8221; Quanto a mim, disse, \u00e9 o terceiro ano que fa\u00e7o a Viagem Liter\u00e1ria, que envolve 350 eventos em 70 cidades, numa organiza\u00e7\u00e3o da<br \/>\nSecretaria de Estado da Cultura. Zuenir escreveria em O Globo, dias depois: &#8220;Coisas de S\u00e3o Paulo, que \u00e0s vezes parece outro pa\u00eds. N\u00e3o sei se existe em algum outro Estado um programa como este que h\u00e1 tr\u00eas anos leva escritores a bibliotecas p\u00fablicas do interior para bate-papos, palestras e oficinas de cria\u00e7\u00e3o.&#8221; Curioso, porque muitos dos escritores que fizeram a Viagem naquela semana acabaram se encontrando na 10.\u00aa Feira Nacional do Livro de Ribeir\u00e3o Preto, um ponto de converg\u00eancia. Estava saindo do hotel e dei com Daniel Galera. Estava<br \/>\nno Pinguim tomando chope escuro com Menalton Braf, um belo companheiro de palco, quando soube que naquela tarde falariam Carlos Herculano Lopes, Luiz Ruffato e Nelson de Oliveira. Um rod\u00edzio das letras. Escritores de todas as gera\u00e7\u00f5es, de Carlos Heitor Cony a Adriana Lisboa est\u00e3o nessa, p\u00e9 na estrada. O futuro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sombrio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futuro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sombrio &#8211; Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o &#8211; O Estado de S.Paulo, 02 de julho de 2010 Dispon\u00edvel em: Treminh\u00f5es imensos, repletos de cana metros acima do permitido, correm \u00e0 nossa frente, as rodas da direita no acostamento de terra, enchendo nossos olhos de poeira vermelha. A estrada corta canaviais e &#8230; <a title=\"O futuro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sombrio\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2010\/07\/08\/o-futuro-nao-e-tao-sombrio\/\" aria-label=\"Read more about O futuro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sombrio\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_jetpack_newsletter_access":"","footnotes":""},"categories":[60],"tags":[2],"class_list":["post-1354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-biblioteca"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":3143,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/06\/20\/meditacoes-sobre-um-manifesto-bibliotecario\/","url_meta":{"origin":1354,"position":0},"title":"Medita\u00e7\u00f5es sobre um manifesto bibliotec\u00e1rio","author":"mundobibliotecario","date":"20\/06\/2013","format":false,"excerpt":"Bibliotec\u00e1rios, n\u00e3o sei se ir\u00e3o \u00e0s ruas por uma causa profissional, mas em meio a tantas e di\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es, no m\u00ednimo h\u00e1 que se pensar um pouco em algumas quest\u00f5es, para o bem do presente e do futuro de nossa profiss\u00e3o. Estamos subordinados \u00e0s editoras, e por editoras me refiro\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Reflex\u00f5es&quot;","block_context":{"text":"Reflex\u00f5es","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/reflexoes\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":4577,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2017\/08\/29\/tensao-e-sensibilidade-marcam-estreia-literaria-em-araraquara\/","url_meta":{"origin":1354,"position":1},"title":"Tens\u00e3o e sensibilidade marcam estreia liter\u00e1ria em Araraquara","author":"mundobibliotecario","date":"29\/08\/2017","format":false,"excerpt":"Livro de Camila Serrador ser\u00e1 lan\u00e7ado na Biblioteca da Unesp O que:\u00a0lan\u00e7amento do livro Terra Vermelha, de Camila Serrador. Quando:\u00a0dia 30 de agosto, \u00e0s 15h. Onde:\u00a0Biblioteca da Faculdade de Ci\u00eancias e Letras da Unesp de Araraquara. Editora:\u00a0Patu\u00e1, de S\u00e3o Paulo Valor do livro:\u00a0R$ 40 Sobre o livro: Nos contos de\u00a0Terra\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Eventos&quot;","block_context":{"text":"Eventos","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/eventos\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/mundobibliotecario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/capa_terra-vermelha.png?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":3158,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/07\/12\/biblioteca-digital-garante-acesso-sem-infringir-copyright\/","url_meta":{"origin":1354,"position":2},"title":"Biblioteca digital garante acesso sem infringir copyright","author":"mundobibliotecario","date":"12\/07\/2013","format":false,"excerpt":"Compartilhar conhecimento. O termo vive um momento de alta com a internet, mas a atividade \u00e9 t\u00e3o antiga quanto o homem. 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