{"id":2546,"date":"2012-04-08T15:11:13","date_gmt":"2012-04-08T18:11:13","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.wordpress.com\/?p=2546"},"modified":"2012-04-08T15:11:13","modified_gmt":"2012-04-08T18:11:13","slug":"aldeia-de-pixels-e-papel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2012\/04\/08\/aldeia-de-pixels-e-papel\/","title":{"rendered":"Aldeia de pixels e papel"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family:Verdana;font-size:small;\"><em>Disc\u00edpulo de McLuhan, f\u00edsico canadense diz que c\u00e9rebro humano precisa do impresso<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family:Verdana;font-size:small;\">Parceiro de Marshall McLuhan, f\u00edsico, linguista, e especialista em comunica\u00e7\u00e3o, Robert K. Logan est\u00e1 no Rio para lan\u00e7ar seu mais recente livro, \u201cQue \u00e9 informa\u00e7\u00e3o?\u201d (Contraponto\/Editora PUC, tradu\u00e7\u00e3o de Adriana Braga), e para uma s\u00e9rie de aulas e confer\u00eancias em universidades e escolas. Quase meio s\u00e9culo depois de seu mestre elaborar o conceito de aldeia global e a ideia de que o meio \u00e9 a mensagem, O GLOBO conversou com Logan sobre este tempo em que vivemos imersos em nuvens de dados. Ele prega a ideia de que o c\u00e9rebro humano \u00e9 viciado em tinta e papel e fala da cria\u00e7\u00e3o do smartbook, dispositivo que alia o impresso ao virtual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family:Verdana;font-size:small;\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Robert Logan, numa esp\u00e9cie de oca educativa na Escola Parque (Foto de Arnaldo Bloch)\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2012\/03\/110_3044-Logan-3.jpg\" alt=\"\" \/>O senhor diz que o c\u00e9rebro humano \u00e9 dependente de tinta e papel e que a intelig\u00eancia, o estudo e o aprendizado n\u00e3o sobrevivem sem o impresso. Essa afirma\u00e7\u00e3o se baseia em qu\u00ea?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>ROBERT K. LOGAN:<\/strong>\u00a0Em estudos neurofisiol\u00f3gicos que comparam a leitura de textos em papel com a leitura numa tela eletronicamente configurada. No texto em papel ela \u00e9 restrita ao hemisf\u00e9rio esquerdo, que interpreta a linguagem. J\u00e1 a leitura na tela, por melhor que seja a resolu\u00e7\u00e3o, envolve, antes, o lado direito, necess\u00e1rio para montar o mosaico de pixels que forma a imagem de cada letra, e, depois, o lado esquerdo, num vaiv\u00e9m: um lado converte pixels em letras, outro transforma letras em palavras e frases. A quantidade de tr\u00e1fego atrav\u00e9s do corpo caloso \u00e9 enorme e dificulta a concentra\u00e7\u00e3o e a imers\u00e3o, al\u00e9m de tornar a leitura mais cansativa. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que escritores que escrevem em computador preferem imprimir e ler no papel na hora de fazer a revis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00c9 s\u00f3 isso, ent\u00e3o? A coisa se resume a um fator neurofisiol\u00f3gico?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, isso \u00e9 um s\u00f3 aspecto. Outro \u00e9 que a tecnologia do livro encadernado, at\u00e9 hoje, \u00e9 a \u00fanica que permite um manuseio sem o emperramento imposto pela rolagem.<\/p>\n<p><strong>Mas o senhor \u00e9 um entusiasta da internet e at\u00e9 a sa\u00fada como uma nova linguagem. Explique o paradoxo.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 paradoxo. O que defendo \u00e9 uma experi\u00eancia conjugada no uso da internet e do papel. Por exemplo, imprimir textos e hiperlinks mais relevantes \u00e9 uma pr\u00e1tica seletiva \u00fatil, que permite que se atinjam com mais efici\u00eancia os objetivos. Ao mesmo tempo, estou participando da cria\u00e7\u00e3o de um conceito: o dos smartbooks. \u00c9 um livro impresso que cont\u00e9m um c\u00f3digo que, inserido na rede, abre portas para sua c\u00f3pia digital, links associados exclusivos e listas de refer\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Como v\u00ea o fim da Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica impressa, sem uma vers\u00e3o online do mesmo porte?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nN\u00e3o vejo drama. A Wikipedia \u00e9 muito melhor que a Brit\u00e2nica. Tem muito mais links e aberturas para outras acep\u00e7\u00f5es do assunto atrav\u00e9s do hipertexto.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9rio? E as bobagens, distor\u00e7\u00f5es, exacerba\u00e7\u00f5es que se encontram na Wikipedia?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nOra, o que n\u00e3o falta na Brit\u00e2nica s\u00e3o bobagens. Essa coisa de a Brit\u00e2nica ser o centro referencial cosmol\u00f3gico da cultura era um mito. Por exemplo, n\u00e3o existia na Brit\u00e2nica um verbete sobre mim e sobre meu trabalho. Na Wikipedia h\u00e1 uma entrada espont\u00e2nea! (Risos)<\/p>\n<p><strong>O leitor m\u00e9dio hoje \u00e9 capaz de contextualizar?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, claro. O hiperlink permite isso. Desde que ele tenha discernimento e uma educa\u00e7\u00e3o \u00e0 altura.<\/p>\n<p><strong>Mas o problema n\u00e3o estaria a\u00ed? O leitor atual, dividido entre v\u00e1rias fontes, consegue se educar?<\/strong><\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto \u00e0 parte. E o que precisa haver, como eu disse, \u00e9 uma boa correla\u00e7\u00e3o entre o impresso e o digital. Estamos numa \u00e9poca em que essa ideia apressada do fim do livro impresso est\u00e1 em transi\u00e7\u00e3o. Ela foi criada por aqueles que acharam que aconteceria com os livros o que aconteceu com os CDs. Ora, n\u00e3o perceberam que a cogni\u00e7\u00e3o auditiva \u00e9 bem diferente da experi\u00eancia da leitura, que exige um v\u00ednculo muito maior com o suporte, o objeto.<\/p>\n<p><strong>Muitos estudiosos previram que o poder ficaria concentrado nas m\u00e3os de quem fosse o dono da informa\u00e7\u00e3o. Quem s\u00e3o, hoje, esses donos?<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, todos s\u00e3o donos da informa\u00e7\u00e3o, e aquele funil de editores deixou de privar milh\u00f5es de pessoas de se expressarem, muitas vezes coletivamente. Os provedores, \u00e9 claro, lucram com isso e t\u00eam acesso a toda a informa\u00e7\u00e3o, mas este \u00e9 um outro aspecto da discuss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Em seu livro o senhor trata do conceito de informa\u00e7\u00e3o como se fosse um organismo que se replica por meio das linguagens e da cultura da mesma maneira pela qual as estruturas moleculares org\u00e2nicas propagam seus padr\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m da esfera acad\u00eamica, como o p\u00fablico percebe o conceito de informa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o percebe. O p\u00fablico, com exce\u00e7\u00e3o da academia, \u00e9 como um peixe na \u00e1gua: ele n\u00e3o capta conceito de fundo, ele apenas recebe, processa, transforma, recria e transmite a informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de seus v\u00e1rios meios, sempre influenciado, cognitivamente, pelas caracter\u00edsticas dos mesmos e pelo ambiente, adicionando significados que est\u00e3o para al\u00e9m da previsibilidade e que pertencem ao dom\u00ednio da incerteza. O que contraria completamente a no\u00e7\u00e3o que tem predominado, derivada das ideias de Shannon, de que informa\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas transmiss\u00e3o direta e passiva de signos arbitr\u00e1rios por um receptor.<\/p>\n<p><strong>Isso significa que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 org\u00e2nica?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, ao contr\u00e1rio do que sonham os pr\u00f3ceres da intelig\u00eancia artificial e da realidade virtual: sem a intera\u00e7\u00e3o com o ambiente n\u00e3o se produz vida humana. A vida est\u00e1 nos processos biol\u00f3gicos, e a mente \u00e9 um est\u00e1gio que resulta da soma do c\u00e9rebro com a linguagem. O que esta soma produz \u00e9 uma inst\u00e2ncia puramente conceitual, simb\u00f3lica, que \u00e9 transmitida como um organismo vivo apenas em sua din\u00e2mica, por meio de padr\u00f5es de replica\u00e7\u00e3o imateriais.<\/p>\n<p><strong>Apesar de afirmar essa especificidade do homem enquanto produtor de significados, na sua teoria, o senhor se refere aos indiv\u00edduos por meio de palavras como instinto, c\u00e9rebro, mente, mol\u00e9culas, organiza\u00e7\u00e3o, emerg\u00eancia, processo. Mas voc\u00e1bulos como amor, emo\u00e7\u00e3o e sentimento est\u00e3o ausentes das 250 p\u00e1ginas. Por qu\u00ea?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEst\u00e3o mesmo ausentes? Tem certeza? Bom&#8230; n\u00e3o sei, na verdade isso me surpreende. N\u00e3o posso sequer explicar. Estou chocado. Vou ter que pensar sobre isso e j\u00e1 me vem uma s\u00e9rie de palpites sobre como conectar o conceito de informa\u00e7\u00e3o ao de amor. Voc\u00ea me deu uma excelente ideia para uma pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o do livro, ou um novo estudo&#8230;<\/p>\n<p><strong>* Esta entrevista foi publicada no vespertino para tablet \u201cO Globo a Mais\u201d<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/prosa\/posts\/2012\/03\/31\/aldeia-de-pixels-papel-438365.asp\">http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/prosa\/posts\/2012\/03\/31\/aldeia-de-pixels-papel-438365.asp<\/a>&gt;. Acesso em: 8 abr. 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disc\u00edpulo de McLuhan, f\u00edsico canadense diz que c\u00e9rebro humano precisa do impresso Parceiro de Marshall McLuhan, f\u00edsico, linguista, e especialista em comunica\u00e7\u00e3o, Robert K. 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