{"id":2946,"date":"2013-02-25T09:03:51","date_gmt":"2013-02-25T12:03:51","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.wordpress.com\/?p=2946"},"modified":"2020-07-21T23:25:42","modified_gmt":"2020-07-22T02:25:42","slug":"templo-do-livro-modelo-em-xeque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/02\/25\/templo-do-livro-modelo-em-xeque\/","title":{"rendered":"Templo do livro, modelo em xeque"},"content":{"rendered":"<p>Bibliotec\u00e1rios do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declara\u00e7\u00e3o do escritor ingl\u00eas Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: &#8220;As bibliotecas tiveram seu momento. Elas s\u00e3o uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou dever\u00e3o ser fechadas. Muito da chiadeira atual \u00e9 sentimentalismo&#8221;. A realidade de seu pa\u00eds em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela quest\u00e3o do empr\u00e9stimo de e-books, \u00e9 bem diferente da brasileira.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>M\u00e1rcio Fernandes\/AE<\/div>\n<div>Frequentadores da Biblioteca de S\u00e3o Paulo leem no papel e na tela de um e-reader<\/div>\n<\/div>\n<p>Aqui, a briga \u00e9 para zerar o d\u00e9ficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades n\u00e3o contam sequer com uma sala de leitura. O dado \u00e9 ainda mais preocupante nas escolas p\u00fablicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espa\u00e7o para seus alunos &#8211; existe uma lei que determina que at\u00e9 2020 essa quest\u00e3o seja resolvida. Outro desafio \u00e9 a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.<\/p>\n<p>&#8220;A biblioteca n\u00e3o \u00e9 um organismo \u00e0 parte na constitui\u00e7\u00e3o de uma sociedade: a biblioteca \u00e9 reflexo dela e responde a ela. Por isso \u00e9 que temos t\u00e3o poucas bibliotecas no Brasil&#8221;, comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 \u00e0 frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, \u00f3rg\u00e3o subordinado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional. Mas o Brasil \u00e9, claro, um pa\u00eds grande e desigual, e tamb\u00e9m no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas quest\u00f5es b\u00e1sicas e urgentes, outros veem o momento em que ser\u00e1 poss\u00edvel emprestar um livro digital de uma biblioteca e l\u00ea-lo no e-reader, tablet ou celular.<\/p>\n<p>Isso ainda est\u00e1 distante das bibliotecas de obras gerais &#8211; algumas oferecerem livros em dom\u00ednio p\u00fablico para download, mas isso \u00e9 simples. \u00c9, por\u00e9m, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e C\u00e2ndido Mendes (RJ), entre outras, que usam o servi\u00e7o da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.<\/p>\n<p>Participam do cons\u00f3rcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Cient\u00edfico, T\u00e9cnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. S\u00e3o 4 mil t\u00edtulos e 2 modelos de neg\u00f3cios. No primeiro, a institui\u00e7\u00e3o de ensino paga \u00e0 Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os t\u00edtulos do acervo. No segundo, dispon\u00edvel a partir de abril, a universidade escolhe quais t\u00edtulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poder\u00e3o emprest\u00e1-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro f\u00edsico.<\/p>\n<p>Quando foi criada, h\u00e1 18 meses, a Minha Biblioteca j\u00e1 tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universit\u00e1ria, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psic\u00f3logo, \u00c1tica e Scipione. L\u00e1, s\u00e3o 1.400 t\u00edtulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, tamb\u00e9m est\u00e1 no projeto. Mas n\u00e3o oferece seus t\u00edtulos, e sim obras em dom\u00ednio p\u00fablico.<\/p>\n<p>O impasse \u00e9 que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universit\u00e1ria, seus estudantes s\u00f3 ter\u00e3o acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as institui\u00e7\u00f5es tivessem as pr\u00f3prias plataformas e unificassem os cat\u00e1logos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produ\u00e7\u00e3o de pesquisadores e alunos. Quem quiser l\u00ea-los, basta fazer o download e j\u00e1 ganha o arquivo. Ou seja, uma opera\u00e7\u00e3o um pouco diversa do empr\u00e9stimo de um livro. O modelo \u00e9 incipiente, mas os n\u00fameros da editora Unesp s\u00e3o animadores. Desde mar\u00e7o de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acad\u00eamica, j\u00e1 publicou 137 t\u00edtulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os \u00faltimos detalhes da inaugura\u00e7\u00e3o, em abril, da gigante Biblioteca P\u00fablica Digital Americana.<\/p>\n<p>De volta ao Brasil, h\u00e1 ainda universidades e escolas que d\u00e3o tablets aos alunos &#8211; caso da Est\u00e1cio de S\u00e1. A parceria para conte\u00fado \u00e9 da Pasta do Professor, projeto criado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Direitos Reprogr\u00e1ficos para coibir as c\u00f3pias, e que tem a ades\u00e3o de v\u00e1rias editoras.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 apontada por editores como um dos principais entraves para que o empr\u00e9stimo de e-book para o p\u00fablico em geral tenha seu in\u00edcio no Brasil. Este \u00e9 um problema que ainda n\u00e3o foi resolvido nos Estados Unidos e Reino Unido. Quando muito usado, o livro f\u00edsico \u00e9 substitu\u00eddo por um novo, comprado da editora. A dura\u00e7\u00e3o de um e-book \u00e9 indefinida. Por isso, os pre\u00e7os do produto s\u00e3o mais altos. Um lan\u00e7amento em e-book pode custar \u00e0s bibliotecas de US$ 65 a US$ 85, pelo menos quatro vezes mais do que as livrarias vendem ao consumidor.<\/p>\n<p>O imbr\u00f3glio \u00e9 acompanhado por casas brasileiras de fora do segmento CTP, e editoras &#8211; como a Companhia das Letras, Intr\u00ednseca, Leya e as que integram a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), entre as quais Record e Objetiva &#8211; ainda n\u00e3o se mobilizam pela causa. &#8220;N\u00e3o temos planos imediatos para oferecer servi\u00e7os de empr\u00e9stimo, mas sabemos que \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo&#8221;, diz Roberto Feith, presidente da Objetiva e do conselho da DLD. Ele conta, por\u00e9m, que a distribuidora j\u00e1 levantou modelos operacionais e financeiros de neg\u00f3cio desenvolvido pelas principais editoras globais. &#8220;Existem modelos bastante diferentes entre si, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 um consenso ou modelo predominante. Vamos observar essa evolu\u00e7\u00e3o para, eventualmente, escolher a melhor solu\u00e7\u00e3o para nosso mercado&#8221;, diz. Ao seu lado nessa investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 a Pasta do Professor.<\/p>\n<p>Editoras assistem e esperam, e livrarias se agilizam. &#8220;N\u00e3o podemos falar muito agora, mas certamente est\u00e1 no radar da Cultura oferecer servi\u00e7os desse porte com a Koko. Estamos estudando&#8221;, adianta Rodrigo Castro, diretor comercial da Livraria Cultura. \u00c9 um projeto &#8220;para o ano&#8221;, e deve incluir o aluguel da obra toda ou de cap\u00edtulos. Com essa iniciativa, a Cultura d\u00e1 um passo para o futuro ao mesmo tempo em que retorna \u00e0s suas origens &#8211; foi emprestando livros que Eva Herz come\u00e7ou o neg\u00f3cio da fam\u00edlia. A Saraiva, que tem o know-how do aluguel de filmes pela internet, tamb\u00e9m estuda o caso.<\/p>\n<p>Enquanto isso n\u00e3o se realiza, a Nuvem de Livros, criada pela Gol Mobile em 2011, segue como a \u00fanica biblioteca virtual para leitores que querem acompanhar as novidades liter\u00e1rias. O problema \u00e9 que ela se restringe a clientes da Vivo ou de alguns outros parceiros da empresa. Para ter acesso a cerca de 7 mil conte\u00fados &#8211; livros representam 80% do acervo -, o assinante paga em m\u00e9dia R$ 4,99 por m\u00eas. Hoje, s\u00e3o 400 mil usu\u00e1rios, mas Roberto Bahiense, diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, acredita que at\u00e9 o fim do semestre a biblioteca ter\u00e1 1 milh\u00e3o de associados. At\u00e9 l\u00e1, a rede de ensino de duas cidades brasileiras ter\u00e1 aderido ao projeto e dar\u00e1 senhas a seus alunos.<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m se beneficia de bibliotecas virtuais s\u00e3o as pessoas com defici\u00eancia, j\u00e1 que apenas 9% das bibliotecas do Pa\u00eds t\u00eam livros acess\u00edveis a elas. &#8220;Nossas quase mil teleaulas j\u00e1 est\u00e3o em libras e o pr\u00f3ximo passo \u00e9 adotar o formato Daisy para livros&#8221;, conta o diretor da Nuvem de Livros. ???Adotado pelo MEC, o Daisy \u00e9 um modelo internacional em que o livro vem em CD com duas funcionalidades principais: a visualiza\u00e7\u00e3o em diferentes tamanhos e a narra\u00e7\u00e3o do texto. &#8220;A populariza\u00e7\u00e3o do e-book beneficia pessoas cegas e com baixa vis\u00e3o&#8221;, comenta Susi Maluf, gerente-geral da Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill.<\/p>\n<p><strong>Outro futuro<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>Nem s\u00f3 de tecnologia \u00e9 feita a biblioteca do futuro. Uma grande discuss\u00e3o sobre seu papel e a fun\u00e7\u00e3o do bibliotec\u00e1rio e dos mediadores de leitura ganha espa\u00e7o no Brasil, que emprestou da Col\u00f4mbia o modelo de biblioteca parque, espa\u00e7o comunit\u00e1rio de conviv\u00eancia em torno do livro. A pioneira no Pa\u00eds \u00e9 a de Manguinhos, aberta em 2010. Depois vieram a de Niter\u00f3i e a da Rocinha, que estava agitada na sexta-feira v\u00e9spera de carnaval: crian\u00e7as corriam cantando pelos cinco andares do pr\u00e9dio, faziam fila para usar a internet, se esparramavam nos sof\u00e1s para ver um filme. Enquanto isso, Jos\u00e9 Cleyton, de 15 anos, t\u00edmido, chegava para devolver os cinco livros que tinha emprestado e para escolher mais alguns. Ele \u00e9 leitor novo &#8211; descobriu o mundo da literatura h\u00e1 seis meses, quando a biblioteca foi inaugurada e foi conferir a novidade com o irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar da insist\u00eancia da m\u00e3e para que lesse mais e dos conselhos de um professor, que dizia que a leitura tornava as pessoas mais inteligentes, Cleyton, assim como muitos garotos de sua idade, achava chato ler. &#8220;Quando vi esse monte de livro pela primeira vez, fiquei muito impressionado. \u00c9 tudo muito bonito. Se n\u00e3o fosse isso, ia ficar em casa e nunca ia saber que ler era t\u00e3o bom&#8221;, diz o garoto que vai descobrindo, a seu tempo, os t\u00edtulos nas coloridas prateleiras. &#8220;Primeiro olho a capa para ver se o livro tem personalidade. A\u00ed come\u00e7o a ler o texto e o livro me personaliza&#8221;, conta, encantado. Suas prefer\u00eancias? &#8220;Gosto de ler com\u00e9dia e a\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A falta de familiaridade de Cleyton com termos liter\u00e1rios causaria estranheza a bibliotec\u00e1rios tradicionalistas, mas d\u00e1 pistas de quem \u00e9 &#8211; ou de quem poderia ser &#8211; a nova gera\u00e7\u00e3o de frequentadores de biblioteca. Reflete tamb\u00e9m a filosofia do espa\u00e7o que ele frequenta. &#8220;Nossas bibliotecas t\u00eam o livro como ponto de refer\u00eancia de conhecimento. Nelas, os usu\u00e1rios t\u00eam a possibilidade de ler um roteiro, participar de uma oficina de narrativas c\u00eanicas e de assistir ao filme. O desenvolvimento cultural fica mais f\u00e1cil assim&#8221;, explica Vera Saboya, superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Rio. O modelo continua dando cria. Ser\u00e1 inaugurada ainda este ano um outro exemplar no Morro do Alem\u00e3o. E j\u00e1 est\u00e1 quase pronta a reforma da Biblioteca P\u00fablica do Estado, que reabre logo mais com essa nova filosofia. A ideia \u00e9 ter ainda bibliotecas parque nas principais regi\u00f5es fluminenses.<\/p>\n<p>Constru\u00edda onde antes era o pres\u00eddio do Carandiru, a moderna Biblioteca de S\u00e3o Paulo completou esta semana tr\u00eas anos e j\u00e1 pensa em ampliar seus espa\u00e7os para ter, por exemplo, mais salas de cursos. L\u00e1, os visitantes podem usar os e-readers da institui\u00e7\u00e3o, mas a oferta de e-books \u00e9 restrita \u00e0 obras de dom\u00ednio p\u00fablico. &#8220;Os e-readers n\u00e3o t\u00eam tanta procura como imagin\u00e1vamos&#8221;, conta Adriana Cybele Ferrari, coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de S\u00e3o Paulo. &#8220;Muitos associam o futuro das bibliotecas com o livro eletr\u00f4nico, mas o futuro \u00e9 elas acontecerem de verdade como espa\u00e7os de pessoas, de difus\u00e3o, de reuni\u00e3o, de conhecimento&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/arteelazer,templo-do-livro-modelo-em-xeque,1000324,0.htm\">http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/arteelazer,templo-do-livro-modelo-em-xeque,1000324,0.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 25 fev. 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bibliotec\u00e1rios do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declara\u00e7\u00e3o do escritor ingl\u00eas Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: &#8220;As bibliotecas tiveram seu momento. Elas s\u00e3o uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou dever\u00e3o ser fechadas. Muito da chiadeira &#8230; <a title=\"Templo do livro, modelo em xeque\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/02\/25\/templo-do-livro-modelo-em-xeque\/\" aria-label=\"Read more about Templo do livro, modelo em xeque\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_jetpack_newsletter_access":"","footnotes":""},"categories":[60],"tags":[2],"class_list":["post-2946","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-biblioteca"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":5630,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2020\/06\/01\/como-aplicar-o-plano-sao-paulo-em-bibliotecas\/","url_meta":{"origin":2946,"position":0},"title":"Como aplicar o Plano S\u00e3o Paulo em bibliotecas","author":"mundobibliotecario","date":"01\/06\/2020","format":false,"excerpt":"Fonte: Elaborado por Mundo Bibliotec\u00e1rio. 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