{"id":2998,"date":"2013-03-09T19:18:18","date_gmt":"2013-03-09T22:18:18","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.wordpress.com\/?p=2998"},"modified":"2020-07-21T23:14:15","modified_gmt":"2020-07-22T02:14:15","slug":"o-incrivel-resgate-das-bibliotecas-do-mali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/03\/09\/o-incrivel-resgate-das-bibliotecas-do-mali\/","title":{"rendered":"O incr\u00edvel resgate das bibliotecas do Mali"},"content":{"rendered":"<h3>Como os livreiros de Timbuktu conseguiram salvar manuscritos de 800 anos, que comprovam a exist\u00eancia de Idade M\u00e9dia documentada na \u00c1frica, em meio \u00e0 desola\u00e7\u00e3o da guerra<\/h3>\n<p>Jo\u00e3o Loes<\/p>\n<div id=\"divCompleta\">\n<p>O livreiro e bibliotec\u00e1rio da cidade de Timbuktu Abdel Kader Haidara \u00e9 um her\u00f3i. No final de 2012, ao testemunhar o recrudescimento do conflito entre radicais isl\u00e2micos e o governo de seu pa\u00eds, o Mali, no noroeste da \u00c1frica, ele n\u00e3o esperou para ver qual destino teriam os rar\u00edssimos manuscritos que ele e outros livreiros guardavam caso uma guerra de fato eclodisse. Homem de a\u00e7\u00e3o, Haidara reuniu os colegas de profiss\u00e3o e, com apoio internacional, deu in\u00edcio a uma incr\u00edvel opera\u00e7\u00e3o de retirada preventiva da cole\u00e7\u00e3o, que conta com mais de 250 mil exemplares. Foram muitas viagens entre Timbuktu e Bamako, capital do pa\u00eds africano para onde as obras foram levadas, at\u00e9 que 80% do acervo estivessem a salvo. O trajeto de 700 quil\u00f4metros foi feito repetidamente em carros civis disfar\u00e7ados de trasportadores de frutas e verduras abastecidos com gasolina custeada pelo Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Alemanha. No caso do resgate da biblioteca do Instituto Ahmed Baba, o trabalho foi t\u00e3o profissional que nem o prefeito da cidade, Hall\u00e9 Ousmani Ciss\u00e9, soube da opera\u00e7\u00e3o. Questionado em janeiro pelo jornal ingl\u00eas \u201cThe Guardian\u201d sobre o que ocorrera no Ahmed Baba, foi enf\u00e1tico. \u201cOs manuscritos foram queimados.\u201d<\/p>\n<p> <strong>DESTRUI\u00c7\u00c3O Nem tudo p\u00f4de ser salvo na biblioteca do Instituto Ahmed Baba, em Timbuktu<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o foram. Pelo menos n\u00e3o integralmente. Quando o prefeito dava essa declara\u00e7\u00e3o, boa parte dos tomos e pergaminhos de mais de meio mil\u00eanio que versam sobre astronomia e medicina e guardam registros de m\u00fasica e poesia africanas j\u00e1 estava guardada em Bamako. O trabalho herc\u00faleo e os riscos assumidos por Haidara e seus colegas se justificam. Nas obras salvas est\u00e3o os registros dos \u00faltimos 800 anos de hist\u00f3ria da cidade de Timbuktu, entreposto comercial e cultural africano h\u00e1 quase um mil\u00eanio e patrim\u00f4nio mundial da humanidade pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) desde 1988.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de valiosos documentos hist\u00f3ricos, eles tamb\u00e9m t\u00eam grande import\u00e2ncia por comprovarem que no continente africano a hist\u00f3ria dos povos locais tamb\u00e9m era registrada e difundida pela escrita, e n\u00e3o apenas de forma oral. \u201cReconhe\u00e7o que transportar manuscritos na mala de um carro n\u00e3o \u00e9 o ideal\u201d, diz Jos\u00e9 Lu\u00eds Goldfarb, professor de hist\u00f3ria da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP) e especialista em pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo \u00e0 leitura. \u201cMas, nessas horas, vale tudo para salvar um patrim\u00f4nio rico como esse.\u201d<\/p>\n<p> <strong>HER\u00d3I Abdel Kader Haidara\u00a0 liderou a retirada dos t\u00edtulos<\/strong><\/p>\n<p>Os livreiros de Timbuktu sabem disso. Acostumados com a hist\u00f3ria tumultuada do pa\u00eds, que coleciona guerras e conflitos, eles aprimoraram, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, t\u00e9cnicas de resgate e prote\u00e7\u00e3o do inestim\u00e1vel acervo da cidade. Desde o final da coloniza\u00e7\u00e3o francesa no Mali, em 1960, ele n\u00e3o fica todo estocado em um lugar, mas sim dividido em cerca de 70 bibliotecas da regi\u00e3o. Quando a situa\u00e7\u00e3o se complica e a op\u00e7\u00e3o pelo resgate n\u00e3o existe mais, as maiores rel\u00edquias costumam ser embaladas e guardadas em caixotes de madeira selados e enterrados na areia do deserto. As cavernas tamb\u00e9m s\u00e3o usadas como esconderijo. Mas, com o conflito que se desenhou no final de 2012, a op\u00e7\u00e3o pela retirada do acervo da cidade pareceu mais sensata a muitos bibliotec\u00e1rios.<\/p>\n<p>Isamel Didi\u00e9, por exemplo, \u00faltimo descendente da dinastia Kati \u2013 h\u00e1 pelo menos 500 anos no Mali \u2013, fugiu do pa\u00eds em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa no final de 2012 e levou consigo o que podia da Fondo Kati, que guardava mais de sete mil documentos sobre a presen\u00e7a isl\u00e2mica na pen\u00ednsula ib\u00e9rica. Depois de passar em fuga por Fran\u00e7a e Su\u00ed\u00e7a, ele se fixou, temporariamente, em Ja\u00e9n, no sul da Espanha. Suas preocupa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, continuam no Mali. \u201cN\u00e3o creio que temos perdido documentos\u201d, diz, esperan\u00e7oso. \u201cMas tivemos que espalhar em bibliotecas o que continuou por l\u00e1\u201d, disse ao jornal espanhol \u201cEl Pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Tanto esfor\u00e7o se justifica. \u201cEstamos falando de um lugar onde a hist\u00f3ria de um povo se condensa\u201d, afirma Goldfarb, da PUC-SP. \u201cQuando uma biblioteca \u00e9 destru\u00edda, \u00e9 como se parte da nossa hist\u00f3ria e, portanto, de n\u00f3s mesmos fosse eliminada.\u201d Embora resgatados, os documentos que sa\u00edram de Timbuktu\u00a0 agora precisam ser cuidadosamente catalogados, trabalho que ser\u00e1 feito com o apoio da Alemanha e da \u00c1frica do Sul. Como foram retirados \u00e0s pressas, muitos arrancados das caixas que os protegiam, eles est\u00e3o t\u00e3o desorganizados que n\u00e3o se sabe ainda, precisamente, o que de fato foi salvo e o que foi perdido. A estimativa de 80% resgatados, por\u00e9m, se mant\u00e9m. \u201cFoi um trabalho louv\u00e1vel, que mostra que a rela\u00e7\u00e3o de um bibliotec\u00e1rio com seus livros extrapola a raz\u00e3o\u201d, diz Gold\u00adfarb. \u201c\u00c9 um verdadeiro caso de amor.\u201d Nos pr\u00f3ximos meses, mais informa\u00e7\u00f5es sobre a opera\u00e7\u00e3o vir\u00e3o \u00e0 tona, bem como detalhes do que de fato foi salvo e o que foi perdido. At\u00e9 l\u00e1, fica a certeza de que o pior, felizmente, n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p><strong>Fotos: Benoit Tessier\/REUTERS e Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/281513_O+INCRIVEL+RESGATE+DAS+BIBLIOTECAS+DO+MALI?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage\">http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/281513_O+INCRIVEL+RESGATE+DAS+BIBLIOTECAS+DO+MALI?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage<\/a>&gt;. Acesso em: 9 mar. 2013.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como os livreiros de Timbuktu conseguiram salvar manuscritos de 800 anos, que comprovam a exist\u00eancia de Idade M\u00e9dia documentada na \u00c1frica, em meio \u00e0 desola\u00e7\u00e3o da guerra Jo\u00e3o Loes O livreiro e bibliotec\u00e1rio da cidade de Timbuktu Abdel Kader Haidara \u00e9 um her\u00f3i. 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