{"id":3265,"date":"2013-10-14T11:56:22","date_gmt":"2013-10-14T14:56:22","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.wordpress.com\/?p=3265"},"modified":"2020-07-21T23:02:13","modified_gmt":"2020-07-22T02:02:13","slug":"fator-de-impacto-o-fetiche-do-cientista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/10\/14\/fator-de-impacto-o-fetiche-do-cientista\/","title":{"rendered":"Fator de impacto: o fetiche do cientista"},"content":{"rendered":"<p>21\/05\/13 &#8211; 15:56<br \/>\nPOR RAFAEL GARCIA<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br\/files\/2013\/05\/Journals_p.jpg\" width=\"610\" height=\"407\" \/><\/p>\n<p>Capas de algumas das revistas cient\u00edficas indexadas com maior fator de impacto (Imagem: reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>POUCA COISA NO MUNDO \u00e9 mais imprecisa do que a cientometria, a ci\u00eancia que usa n\u00fameros para medir a qualidade da ci\u00eancia. Essa disciplina tem seu m\u00e9rito e sua utilidade, mas \u00e9 v\u00edtima de uma ironia da condi\u00e7\u00e3o humana: estudos cient\u00edficos s\u00e3o trabalhos que buscam construir conhecimento com a maior objetividade poss\u00edvel, mas s\u00f3 podem ser avaliados com justi\u00e7a quando algu\u00e9m tem paci\u00eancia para analis\u00e1-los um por um, subjetivamente, sem apelar demais para os n\u00fameros da cientometria.<\/p>\n<p>Apesar de essa afirma\u00e7\u00e3o soar paradoxal, a maioria dos cientistas tende a concordar com ela. Os abusos cometidos contra esse princ\u00edpio, por\u00e9m, s\u00e3o t\u00e3o comuns que motivaram agora uma campanha \u00e9tica na comunidade acad\u00eamica. Um grupo de pesquisadores est\u00e1 querendo acabar com o uso indiscriminado do chamado fator de impacto, o \u00edndice cientom\u00e9trico considerado por muitos a medida da qualidade de uma revista cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Num\u00a0manifesto\u00a0batizado de DORA (Declara\u00e7\u00e3o sobre Avalia\u00e7\u00e3o de Pesquisas, acr\u00f4nimo em ingl\u00eas), lan\u00e7ado em San Francisco, um grupo de cientistas pede que o fator de impacto das revistas em que estudos s\u00e3o publicados deixe de ser usado em decis\u00f5es importantes. O documento pede que esse \u00edndice seja ignorado em decis\u00f5es sobre contrata\u00e7\u00e3o, premia\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e financiamento de cientistas.<\/p>\n<p>Para entender o problema em torno do fator de impacto, \u00e9 preciso conhecer um pouco melhor a din\u00e2mica das refer\u00eancias que cientistas fazem uns aos outros em trabalhos cient\u00edficos. A base da cientometria est\u00e1 na an\u00e1lise das redes de cita\u00e7\u00f5es \u2014as men\u00e7\u00f5es que um estudo faz a outros estudos. Trabalhos mais importantes tendem a ser mais citados que trabalhos irrelevantes, e toda a l\u00f3gica da cientometria se constr\u00f3i em cima disso. O que ela nem sempre leva em conta, por\u00e9m, \u00e9 que cientistas sabem como alavancar artificialmente as cita\u00e7\u00f5es a seus pr\u00f3prios trabalhos.<\/p>\n<p>Um pesquisador pode pedir a um colega que o cite para depois retribuir o favor. E se um cientista fatiar o resultado de uma pesquisa em v\u00e1rios estudos (em vez de publicar tudo num \u00fanico trabalho mais completo), pode vir a receber mais cita\u00e7\u00f5es. Usando essas t\u00e1ticas de m\u00e9rito duvidoso, um pesquisador pode turbinar sua produtividade e sua aparente influ\u00eancia quando estas forem estimadas partir do n\u00famero de cita\u00e7\u00f5es por estudo publicado.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns m\u00e9todos estat\u00edsticos para impedir que distor\u00e7\u00f5es apare\u00e7am, mas a efic\u00e1cia de cada um depende muito da \u00e1rea da ci\u00eancia \u00e0 qual \u00e9 aplicado. Algo que costuma ser aceito como um selo de qualidade de um estudo, por\u00e9m, \u00e9 o fator de impacto da revista em que o trabalho \u00e9 publicado. O fator de impacto \u00e9 medido pelo n\u00famero total de cita\u00e7\u00f5es que uma revista recebe em dois anos dividido pelo n\u00famero total de artigos publicados no per\u00edodo.<\/p>\n<p>A aceita\u00e7\u00e3o em um revista de alto impacto \u00e9 encarada com um cart\u00e3o de visitas de gala para um estudo. A disputa para entrar nessas publica\u00e7\u00f5es \u00e9 acirrada, e os comit\u00eas que analisam os artigos submetidos costumam ser muito rigorosos. Cientistas com muitos trabalhos publicados\u00a0 em peri\u00f3dicos como \u201cScience\u201d e \u201cNature\u201d, por fim, acabam se cacifando para ocupar cargos mais altos e receber verbas maiores.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma coisa na ci\u00eancia que \u00e9 um segredo de polichinelo: a vasta maioria dos estudos publicados em revistas de alto impacto, na verdade, n\u00e3o \u00e9 muito influente.<\/p>\n<p>O \u201cJournal of Cell Biology\u201d, uma revista de alto impacto que se comprometeu a adotar as medidas propostas pelo DORA, explica o problema em seu\u00a0<a href=\"http:\/\/jcb.rupress.org\/content\/early\/2013\/05\/14\/jcb.201304162\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">editorial<\/a>\u00a0desta semana: \u201cO fator de impacto de uma revista cient\u00edfica pode ser impulsionado por apenas uns poucos artigos altamente citados, mas todos os artigos publicados em uma dada revista, mesmo aqueles que nunca s\u00e3o citados, s\u00e3o tidos como detentores do mesmo impacto.\u201d<\/p>\n<p>O problema em atribuir import\u00e2ncia demais \u00e0s revistas em que um pesquisador publica seus estudos \u00e9 que isso gera uma cultura de menosprezar outros crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o curricular. O DORA ressalta que os resultados da pesquisa cient\u00edfica s\u00e3o muito variados e n\u00e3o se resumem a artigos. Uma pesquisa pode criar bancos de dados, softwares, novos materiais e m\u00e9todos de pesquisa, al\u00e9m de servir para treinar novos cientistas.<\/p>\n<p>Essa campanha \u00e9tica come\u00e7ou no campo da biologia celular por ser uma \u00e1rea onde o fetiche do fator de impacto \u00e9 particularmente nocivo, mas isso se estende por todas as ci\u00eancias naturais. Outro problema por tr\u00e1s dos fatores de impacto \u00e9 que \u00e1reas da ci\u00eancia muito concorridas tendem a ver a forma\u00e7\u00e3o de \u201cpanelinhas\u201d de cientistas que dominam algumas das publica\u00e7\u00f5es mais disputadas. Isso n\u00e3o \u00e9 novidade, e todo pesquisador sabe disso.<\/p>\n<p>Um dos problemas apontados no manifesto \u00e9 que muitos estudos preferem citar artigos de revis\u00e3o no rodap\u00e9, em vez de usarem refer\u00eancias a descobertas originais. Isso prejudica o m\u00e9rito individual de estudos realmente inovadores e faz com que v\u00e1rias revistas com a palavra \u201creview\u201d no nome adquiram impacto alt\u00edssimo.<\/p>\n<p>Justi\u00e7a seja feita, a culpa de tudo isso n\u00e3o \u00e9 da cientometria. O fator de impacto foi criado para orientar bibliotecas sobre quais revistas assinar, n\u00e3o para avaliar a qualidade da ci\u00eancia publicada nelas. A pr\u00f3pria Thomson Reuters, empresa que faz o levantamento sobre fator de impacto hoje reconhece isso em sua\u00a0<a href=\"http:\/\/thomsonreuters.com\/products_services\/science\/free\/essays\/impact_factor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">defini\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0sobre o \u00edndice. E uma das recomenda\u00e7\u00f5es mais diretas do DORA \u00e9 que revistas deixem de alardear seus fatores de impacto em suas campanhas promocionais.<\/p>\n<p>Resta saber se a campanha contra o fator de impacto vai sensibilizar a comunidade cient\u00edfica. Se o movimento ficar restrito a uma meia d\u00fazia de pesquisadores, institui\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es, aqueles que aderirem podem sair prejudicados no fim. Mas algumas grandes revistas j\u00e1 assinaram o manifesto, incluindo a \u201cScience\u201d, que publicou um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/340\/6134\/787.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">editorial<\/a>\u00a0sobre o assunto. A \u201cNature\u201d rejeitou o documento, alegando que h\u00e1 itens demais agrupados numa declara\u00e7\u00e3o s\u00f3, o que generaliza demais o problema. Uma demanda do DORA claramente dif\u00edcil de atender \u00e9 que a Thomson Reuters abra de gra\u00e7a o banco de dados que usa para calcular o fator de impacto. A \u201cNature\u201d se declara\u00a0<a href=\"http:\/\/blogs.nature.com\/news\/2013\/05\/scientists-join-journal-editors-to-fight-impact-factor-abuse.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">contr\u00e1ria<\/a>\u00a0a abusos no uso do fator de impacto, por\u00e9m, e j\u00e1 refor\u00e7ou o ponto em v\u00e1rios editoriais.<\/p>\n<p>Ag\u00eancias de fomento de pesquisa, como o brasileiro CNPq, t\u00eam procurado adotar\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/web\/guest\/criterios-de-julgamento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">crit\u00e9rios<\/a>\u00a0mais espec\u00edficos e menos cientom\u00e9tricos para conceder suas \u201cbolsas de produtividade em pesquisa\u201d. Mas isso n\u00e3o impede que revisores individuais deixem de ser seduzidos por fatores de impacto maiores.<\/p>\n<p>Pessoalmente, tendo a concordar com alguns argumentos da \u201cNature\u201d para n\u00e3o assinar o documento. Independentemente do fator de impacto, algumas publica\u00e7\u00f5es sempre ter\u00e3o mais prest\u00edgio que outras. E \u00e9 bom que exista um mercado onde diferentes cientistas disputem espa\u00e7o por mais aten\u00e7\u00e3o. Jornalistas sabem que a probabilidade de uma pesquisa importante sair na \u201cScience\u201d \u00e9 muito maior do que no \u201cAustralasian Journal of Applied Nanoscience\u201d.<\/p>\n<p>Com o financiamento \u00e0 ci\u00eancia mundial ainda abalado pela crise, n\u00e3o est\u00e1 claro se medidas paliativas como essa v\u00e3o diminuir o clima de canibalismo e de vale-tudo que est\u00e1 se instaurando em algumas \u00e1reas da ci\u00eancia. Mas se algu\u00e9m tem de sair perdedor, que pelo menos as regras do jogo sejam mais claras. O DORA tem um m\u00e9rito importante nesse aspecto.<\/p>\n<p>__________________________________________________________________________<\/p>\n<h5><strong>PS.<\/strong>\u00a0Osame Kinouchi, do blog\u00a0<a href=\"http:\/\/semciencia.haaan.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Semci\u00eancia<\/a>, levanta uma quest\u00e3o interessante, pertinente ao universo brasileiro das avalia\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas: \u201cA CAPES ranqueia os programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o usando o fator de impacto das publica\u00e7\u00f5es do programa, o assim chamado QUALIS.\u00a0 Imagino que aceitar o DORA significa rejeitar o QUALIS. Ou n\u00e3o?\u201d<\/h5>\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br\/2013\/05\/21\/fator-de-impacto-o-fetiche-do-cientista\/\">http:\/\/teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br\/2013\/05\/21\/fator-de-impacto-o-fetiche-do-cientista\/<\/a>&gt;. Acesso em: 14 out. 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21\/05\/13 &#8211; 15:56 POR RAFAEL GARCIA Capas de algumas das revistas cient\u00edficas indexadas com maior fator de impacto (Imagem: reprodu\u00e7\u00e3o) POUCA COISA NO MUNDO \u00e9 mais imprecisa do que a cientometria, a ci\u00eancia que usa n\u00fameros para medir a qualidade da ci\u00eancia. 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