{"id":4167,"date":"2016-01-10T18:00:01","date_gmt":"2016-01-10T21:00:01","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.com.br\/?p=4167"},"modified":"2016-01-10T18:00:01","modified_gmt":"2016-01-10T21:00:01","slug":"dez-truques-da-escrita-num-livro-so","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2016\/01\/10\/dez-truques-da-escrita-num-livro-so\/","title":{"rendered":"Dez truques da escrita num livro s\u00f3"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/karinakuschnir.files.wordpress.com\/2015\/07\/truquesdaescritap.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-960\" src=\"https:\/\/karinakuschnir.files.wordpress.com\/2015\/07\/truquesdaescritap.jpg?w=663&amp;h=485\" alt=\"truquesdaescritap\" width=\"663\" height=\"485\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>\u201cPara superar a prosa acad\u00eamica, primeiro voc\u00ea precisa superar a pose acad\u00eamica.\u201d (C. Wright Mills, cit. por Becker, em\u00a0Truques da escrita, p.57)<\/p><\/blockquote>\n<p>O melhor livro sobre escrita no mundo das ci\u00eancias sociais est\u00e1 finalmente publicado em portugu\u00eas! Foi uma del\u00edcia ajudar na edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.zahar.com.br\/livro\/truques-da-escrita\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Truques da escrita: para come\u00e7ar e terminar teses, livros e artigos<\/a>, do Howard S. Becker (editora Zahar, 2015, tradu\u00e7\u00e3o de Denise Bottmann, e minha revis\u00e3o t\u00e9cnica). \u00c9\u00a0sempre bom ter uma desculpa para trocar e-mails com o Howie. Ele\u00a0\u00e9 desafiador, irreverente e simp\u00e1tico, mas n\u00e3o\u00a0bonzinho!<\/p>\n<p>Ano passado ele estava\u00a0bem\u00a0pessimista com a vida acad\u00eamica\u2026 A primeira vers\u00e3o de pref\u00e1cio para a edi\u00e7\u00e3o brasileira veio nessa onda\u2026 Pedi please, por favor, d\u00e1 para animar um pouquinho? Os estudantes brasileiros est\u00e3o precisando de boas vibra\u00e7\u00f5es para terminar seus textos, artigos e teses! (E nem est\u00e1vamos no cen\u00e1rio\u00a0atual\u2026 ) Ent\u00e3o veio uma nova vers\u00e3o, bem no tom do restante do livro, cheia de ideias e an\u00e1lises s\u00e9ria-mas-divertidas\u00a0sobre nosso modo de lidar com a\u00a0escrita na academia.<\/p>\n<p>A\u00ed v\u00e3o dez dicas que pincei dentre os muitos segredos e truques apresentados na primeira metade do\u00a0livro:<\/p>\n<p><strong>1) Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sozinho<\/strong>\u00a0\u2014 Isso parece t\u00edtulo de seriado de suspense, mas traduz uma ideia forte e simples da obra do Becker:\u00a0a maioria dos nossos problemas s\u00e3o coletivos e n\u00e3o individuais. Escrever tamb\u00e9m. Voc\u00ea senta diante do computador e pensa: \u201cOh, meu deus, por que tudo que eu escrevo \u00e9\u00a0horr\u00edvel?\u201d Bem-vindo. Todo mundo senta ao computador e escreve seis frases horr\u00edveis antes de escrever uma que preste. Voc\u00ea,\u00a0o professor titular\u00a0e\u00a0o aluno brilhante de doutorado tamb\u00e9m. Perde-se muito tempo sofrendo nessa \u201cprivacidade socialmente organizada\u201d da escrita. Melhor aceitar que escrever mal ou truncado faz parte de escrever. Ponto.<\/p>\n<p><strong>2) Rascunho sem censura<\/strong> \u2014 Escreva uma primeira vers\u00e3o do seu texto\u00a0sem se preocupar com o que os outros v\u00e3o achar, sem medo de rirem de voc\u00ea, sem apagar antes de come\u00e7ar. Querer um texto claro e coerente de primeira \u00e9 uma das principais armadilhas para acabar n\u00e3o tendo texto algum. Confie, escreva um \u201crascunho confuso\u201d, pois o objetivo \u00e9 \u201cfazer descobertas\u201d e n\u00e3o publicar imediatamente (p.40).<\/p>\n<p><strong>3) Uma, duas, tr\u00eas, quatro, cinco revis\u00f5es<\/strong> \u2014 Corte tudo que n\u00e3o sobreviver \u00e0 pergunta: \u201cIsso \u00e9 realmente necess\u00e1rio?\u201d Divida frases longas, substitua a voz passiva, simplifique, clareie. \u00c9 o dever-de-casa\u00a0b\u00e1sico dos cursos de reda\u00e7\u00e3o, diz Becker. O problema \u00e9 que os cientistas sociais se acostumaram a ter que escrever em prazos muito curtos, acabando por aceitar\u00a0como normais textos que precisariam de v\u00e1rias\u00a0revis\u00f5es para serem realmente bons.<\/p>\n<p><strong>4) Cr\u00edtica-amiga\u00a0<\/strong>\u2014 Nem todo\u00a0colega \u00e9\u00a0um bom leitor, mas cultivar\u00a0um c\u00edrculo de\u00a0amigos-leitores\u00a0para suas vers\u00f5es preliminares\u00a0ajuda a \u201cdesemaranhar as ideias\u201d, melhorar a linguagem, incorporar refer\u00eancias, incluir compara\u00e7\u00f5es e at\u00e9 cortar mais, se necess\u00e1rio! Quando eles reclamarem que a prosa est\u00e1\u00a0confusa, a culpa \u00e9\u00a0sua. Volte ao ponto 3!<\/p>\n<p><strong>5) Complexidade com\u00a0simplicidade\u00a0<\/strong>\u2014 Muitas pessoas confundem reda\u00e7\u00e3o empolada e\u00a0complicada com sofistica\u00e7\u00e3o intelectual. Becker\u00a0abomina. Citando C. Wright Mills, ele defende:\u00a0\u00e9 poss\u00edvel ser compreens\u00edvel e complexo, ser claro e tamb\u00e9m profundo.\u00a0Subterf\u00fagios ret\u00f3ricos servem para\u00a0afirmar superioridade de status por parte dos acad\u00eamicos (e \u00e9 nesse contexto que aparece\u00a0a cita\u00e7\u00e3o do Mills que abre o\u00a0post), como o\u00a0sotaque que denuncia\u00a0uma classe social.<\/p>\n<p><strong>6) O fim no come\u00e7o<\/strong> \u2014 Ao terminar de escrever, pegue o\u00a0triunfante par\u00e1grafo final e coloque-o no in\u00edcio do texto! Ou seja, escreva a introdu\u00e7\u00e3o por \u00faltimo, quando j\u00e1 tiver clareza de onde seu\u00a0trabalho ir\u00e1 chegar.\u00a0Come\u00e7ar de forma evasiva n\u00e3o ajuda. Apresentar de cara as conclus\u00f5es e o\u00a0mapa do percurso de sua pesquisa\u00a0\u00e9 uma\u00a0forma mais eficiente de fazer\u00a0o leitor se interessar. Becker d\u00e1 um exemplo \u00f3timo de como fazer isso na p.83.<\/p>\n<p><strong>7) Escrever para pensar<\/strong> \u2014 Escrever o\u00a0rascunho-sem-censura\u00a0da forma mais livre poss\u00edvel, at\u00e9 sem recorrer a notas de campo e bibliografia, te leva a entender as\u00a0ideias que est\u00e3o na sua cabe\u00e7a. \u00c9 uma maneira de dar uma \u201cforma f\u00edsica\u201d ao seu pensamento! (p.86)\u00a0Depois, avaliando estas p\u00e1ginas, \u00e9 o caso de se perguntar: as\u00a0ideias se repetem?; se complementam?; s\u00e3o fr\u00e1geis? quantas\/quais s\u00e3o realmente importantes?<\/p>\n<p><strong>8) A ordem dos dados\u00a0importa?<\/strong> \u2014 N\u00e3o h\u00e1 uma maneira \u00fanica e certa de apresentar os dados de uma pesquisa. H\u00e1 v\u00e1rias,\u00a0e quase sempre\u00a0a conclus\u00e3o \u00e9 a mesma, n\u00e3o importando o modo como voc\u00ea\u00a0organiza os temas. Mas recortar, empilhar, marcar, fichar, fazer diagramas\u2026 tudo isso pode ajudar\u00a0a construir o mapa do seu texto.<\/p>\n<p><strong>9) Falar dos problemas resolve todos os problemas\u00a0<\/strong>\u2014 Em vez de eliminar um problema, escreva sobre ele. Simples assim. Qualquer transtorno ou situa\u00e7\u00e3o penosa te ensina \u201calgo que vale a pena aprender\u201d (p.96). Mas para falar dos seus problemas, voc\u00ea precisa reconhec\u00ea-los\u2026 e admitir que\u00a0o Senhor-Todo-Certinho n\u00e3o existe: \u201cO rem\u00e9dio \u00e9 experimentar e ver por si mesmo que n\u00e3o d\u00f3i.\u201d (p.100)<\/p>\n<p><strong>10) O trabalho \u00e9 seu e o mundo n\u00e3o acabou<\/strong> \u2014 O autor existe! Bem-vindo, Voc\u00ea.<\/p>\n<blockquote><p>\u201c\u2026a\u00a0solu\u00e7\u00e3o para escrever algo (\u2026)\u00a0\u00e9 escrever mesmo assim e, ao terminar, descobrir que o mundo n\u00e3o se acabou. Uma maneira de fazer isso \u00e9 iludir a si mesmo e se for\u00e7ar a pensar que o que voc\u00ea est\u00e1 escrevendo n\u00e3o tem import\u00e2ncia e n\u00e3o faz diferen\u00e7a nenhuma \u2013 uma carta para um velho amigo, talvez. (\u2026) A \u00fanica maneira de come\u00e7ar a nadar \u00e9 entrando na \u00e1gua.\u201d (p. 181)<\/p><\/blockquote>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>Essas dez dicas s\u00e3o s\u00f3 das primeiras 100 p\u00e1ginas do livro! (Exceto a \u00faltima, ok, n\u00e3o reparem.) Como o pr\u00f3prio Becker afirma que \u00e9 \u201cpregui\u00e7oso\u201d e n\u00e3o gosta de trabalhar, tamb\u00e9m me sinto \u00e0 vontade para parar no meio. Talvez eu fa\u00e7a um\u00a0segundo post sobre o livro, talvez n\u00e3o\u2026 Falta tanta coisa boa: como editar, como enfrentar a bibliografia, como descobrir que o texto est\u00e1 pronto\u2026 Corram pra ler, \u00e9 muito mais divertido do\u00a0que eu escrevi!<\/p>\n<p>**Aviso: \u00e9\u00a0correto\u00a0informar que\u00a0o livro faz parte da <a href=\"http:\/\/www.zahar.com.br\/livros\/all\/1277\/1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cole\u00e7\u00e3o Antropologia Social<\/a>\u00a0(dirigida por mim) e que\u00a0recebo uma pequenina porcentagem das vendas. Mas\u00a0n\u00e3o foi por isso que escrevi o post, claro.<\/p>\n<p>** PS:\u00a0Depois do\u00a0post publicado, soube dessa <a href=\"http:\/\/seer.uece.br\/?journal=opublicoeoprivado&amp;page=article&amp;op=view&amp;path[0]=1092&amp;path[1]=1155\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">resenha\u00a0muito legal<\/a>\u00a0feita pela Julia Polessa, antes da edi\u00e7\u00e3o brasileira existir. Vejam l\u00e1!<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>E para quem\u00a0se interessa pelo mundo acad\u00eamico, o blog\u00a0tem outros\u00a0textos sobre minhas experi\u00eancias\u2026 na escrita de\u00a0<a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2015\/05\/27\/um-projeto-todo-seu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">projetos<\/a>, nas <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2015\/02\/19\/defesa-de-doutorado-dez-dicas-para-sobreviver-e-aproveitar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">defesas de tese<\/a>, nas dores de <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/12\/22\/nao-passei\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o passar<\/a>, na <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/12\/14\/balancando\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">falta de tempo<\/a>, no ensino de <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/10\/24\/ensinando-antropologos-a-desenhar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">antropologia e desenho<\/a>, no aprender a <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/06\/04\/aprendendo-a-desescrever\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desescrever<\/a>, nas agruras de ser <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/05\/01\/carta-a-um-jovem-doutorando\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">doutoranda<\/a>, na\u00a0<a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/04\/03\/a-vida-dos-outros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">vida dos alunos<\/a>, no <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/03\/27\/o-sorriso-do-professor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sorriso do professor<\/a>, nas <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/03\/13\/dez-licoes-da-vida-academica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">li\u00e7\u00f5es da vida acad\u00eamica<\/a>\u00a0e nas muitas saudades de Oxford <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/01\/15\/saudades-das-saudades-de-oxford\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">1<\/a>, <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/01\/29\/saudades-das-saudades-de-oxford-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">2<\/a>, <a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/02\/12\/saudades-das-saudades-de-oxford-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">3<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2014\/03\/06\/ultimas-saudades-de-oxford\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">4<\/a>!<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p><strong>* 5\u00a0Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-hil\u00e1rias-ou-dignas-de-nota da semana:<\/strong><\/p>\n<p>*\u00a0Descobri o blog <a href=\"https:\/\/avidapublicadasociologia.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Vida P\u00fablica da Sociologia<\/a>, escrito pelo Jo\u00e3o Marcelo Maia.\u00a0Li tudo de uma vez s\u00f3,\u00a0adorei e entupi o Jo\u00e3o com coment\u00e1rios.\u00a0Um lugar para respirar ar fresco e intelig\u00eancia na vida acad\u00eamica!<\/p>\n<p>* M\u00e9dico: \u2014 Como vai o Ant\u00f4nio? Teve febre?<br \/>\nEu: \u2014 N\u00e3o, ao contr\u00e1rio. Estou at\u00e9 preocupada:\u00a0 o term\u00f4metro n\u00e3o ultrapassa 35 graus e pouco.<br \/>\nM\u00e9dico \u2014 Ah, \u00e9 \u201cfebre de sapo\u201d!<\/p>\n<p>*\u00a0Seriado\u00a0Elementary (Netflix): o Sherlock Holmes moderno explica:\u00a0\u201cThe danger with rule books, Watson, is that they offer the illusion that leading a moral life is a simple undertaking, that the world exists in black and white. Welcome to the greys!\u201d<\/p>\n<p>* Saiu em portugu\u00eas um dos melhores livros autobiogr\u00e1ficos que j\u00e1 li:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.travessa.com.br\/sobre-a-escrita-a-arte-em-memorias\/artigo\/625ee71c-b709-4b76-9cee-eee942f6764b\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sobre a escrita: a arte em mem\u00f3rias<\/a>, de Stephen King.<\/p>\n<p>* Coincid\u00eancia simp\u00e1tica: este \u00e9 80\u00ba post\u00a0e o blog acaba de ultrapassar 80.000 visitas!<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p><strong>* Sobre o desenho: <\/strong>Fiz o desenho achando que ia ser um rascunho, mas\u00a0acabou virando a vers\u00e3o final. L\u00e1pis e caneta nanquim 0.3 Unipin sobre o verso de um papel Canson Aquarelle. Aguadas com waterbrush Kuretake (large) e tintas de aquarela misturando cinzas com as cores Burn Sienna, French Ultramarine, Neutral Tint e um pouquinho de Turquoise para os\u00a0azuis claros. No ch\u00e3o do escrit\u00f3rio imagin\u00e1rio, os rabiscos s\u00e3o as letras e palavras que o Becker nos sugere cortar sem piedade. Quem sabe um dia eu n\u00e3o viro ilustradora de verdade e publico um desses\u00a0na Piau\u00ed?<\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2015\/07\/15\/dez-truques-da-escrita-num-livro-so\/\">https:\/\/karinakuschnir.wordpress.com\/2015\/07\/15\/dez-truques-da-escrita-num-livro-so\/<\/a>&gt;. Acesso em: 21 dez. 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPara superar a prosa acad\u00eamica, primeiro voc\u00ea precisa superar a pose acad\u00eamica.\u201d (C. Wright Mills, cit. por Becker, em\u00a0Truques da escrita, p.57) O melhor livro sobre escrita no mundo das ci\u00eancias sociais est\u00e1 finalmente publicado em portugu\u00eas! Foi uma del\u00edcia ajudar na edi\u00e7\u00e3o do\u00a0Truques da escrita: para come\u00e7ar e terminar teses, livros e artigos, do &#8230; <a title=\"Dez truques da escrita num livro s\u00f3\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2016\/01\/10\/dez-truques-da-escrita-num-livro-so\/\" aria-label=\"Read more about Dez truques da escrita num livro s\u00f3\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_jetpack_newsletter_access":"","footnotes":""},"categories":[60],"tags":[1502,9],"class_list":["post-4167","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-escrita-academica","tag-livro"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":547,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2009\/04\/17\/google-tem-problemas-com-biblioteca-digital\/","url_meta":{"origin":4167,"position":0},"title":"Google tem problemas com biblioteca digital?","author":"mundobibliotecario","date":"17\/04\/2009","format":false,"excerpt":"Autor: Bruno Ferrari. 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