{"id":5008,"date":"2018-10-10T16:00:43","date_gmt":"2018-10-10T19:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.com.br\/?p=5008"},"modified":"2018-10-10T16:00:43","modified_gmt":"2018-10-10T19:00:43","slug":"da-destruicao-dos-livros-ou-o-brasil-que-anda-para-tras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2018\/10\/10\/da-destruicao-dos-livros-ou-o-brasil-que-anda-para-tras\/","title":{"rendered":"Da destrui\u00e7\u00e3o dos livros ou o Brasil que anda para tr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<h4><strong>\u201cQuem destr\u00f3i um livro mata a pr\u00f3pria Raz\u00e3o.\u201d<\/strong><\/h4>\n<p>John Milton,\u00a0<em>Areopagitica<\/em>, 1644<\/p>\n<div class=\"csRow\">\n<div class=\"csColumnGap\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/plugins\/advanced-wp-columns\/assets\/js\/plugins\/views\/img\/1x1-pixel.png\" \/><\/div>\n<div class=\"csColumn\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-194258\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/marisa_midori_420px.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"420\" data-id=\"194258\" \/><\/p>\n<p>Marisa Midori Deaecto \u2013 Foto: Marcos Santos\/USP Imagens.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"csColumnGap\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/plugins\/advanced-wp-columns\/assets\/js\/plugins\/views\/img\/1x1-pixel.png\" \/><\/div>\n<div class=\"csColumn\"><span class=\"wpsdc-drop-cap\">H<\/span>\u00e1 algo de extraordinariamente atual na abertura de\u00a0<em>Pra Frente Brasil\u00a0<\/em>(1982), de Roberto Farias. O bord\u00e3o do pa\u00eds do futebol e do milagre econ\u00f4mico que d\u00e1 nome ao filme invade a tela em marcha a r\u00e9, enquanto o BRASIL, grafado em caixa alta, retrocede, avan\u00e7a e estaciona, cambaleando na tela. Cria-se, assim, uma forma de oximoro visual. \u00c9 como se o termo da moda de hoje, RENOVA\u00c7\u00c3O, retroagisse em velocidade vertiginosa sobre a imagem de um BRASIL que teima em andar para tr\u00e1s.A proposta de rever a hist\u00f3ria recente da ditatura militar nos livros did\u00e1ticos e os ataques aos livros da Biblioteca Central da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) constituem provas eloquentes de um pa\u00eds cambaleante.<\/p>\n<p>Sabemos que um fato e outro est\u00e3o estreitamente relacionados, pois ambos representam a pr\u00f3pria nega\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria. Enquanto o revisionismo busca superar uma ideia, mesmo que para isso ele se sobreponha \u00e0s evid\u00eancias dos fatos \u2013 quantas vezes \u00e9 preciso afirmar uma mentira para que ela se torne verdade? \u2013, o ataque aos livros tem ra\u00edzes mais profundas, na medida em que se apresenta como o ato f\u00edsico e brutal de destrui\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em\u00a0<em>Hist\u00f3ria Universal da Destrui\u00e7\u00e3o das Bibliotecas<\/em>, Fernando B\u00e1ez enumera uma s\u00e9rie de eventos nos quais o ataque aos livros ocorre de forma calculada. \u00c9 o que vemos na noite da queima dos livros promovida por Goebbels, em 1933, logo ap\u00f3s a ascens\u00e3o do nazismo. Em Sarajevo, o bombardeio certeiro e prolongado \u00e0 Biblioteca Nacional, em 1992, n\u00e3o teve outro prop\u00f3sito sen\u00e3o o de estender ao livro a mesma pr\u00e1tica de genoc\u00eddio que se cometia contra toda uma popula\u00e7\u00e3o. Os livros remanescentes da luminosa Alexandria, conta Luciano Canfora, alimentaram as caldeiras dos banhos p\u00fablicos, por ordem do califa Omar, em 642. Ele justificara a sua ordem com um argumento irrefut\u00e1vel: \u201cse seu conte\u00fado est\u00e1 de acordo com o livro de Al\u00e1, podemos dispens\u00e1-los, visto que, nesse caso, o livro de Al\u00e1 \u00e9 mais do que suficiente. Se, pelo contr\u00e1rio, cont\u00eam algo que n\u00e3o est\u00e1 de acordo com o livro de Al\u00e1, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma necessidade de conserv\u00e1-los. Prossegue e os destr\u00f3i\u201d.<\/p>\n<p>Moral da hist\u00f3ria: quando s\u00e3o destru\u00eddos os livros, os homens se calam; perecem; morrem. E a hist\u00f3ria pode ent\u00e3o ser contada de um \u00fanico ponto de vista.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A proposta de rever a hist\u00f3ria recente da ditatura militar nos livros did\u00e1ticos e os ataques aos livros da Biblioteca Central da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) constituem provas eloquentes de um pa\u00eds cambaleante<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Dentre os t\u00edtulos destru\u00eddos na Biblioteca Central da UnB, salta aos olhos o volume\u00a0<em>Direitos Humanos, Imagens do Brasil<\/em>, organizado por Gilberto Maringoni, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal do ABC. Outras edi\u00e7\u00f5es desta mesma seara n\u00e3o passaram inc\u00f3lumes da a\u00e7\u00e3o voraz e destrutiva desse biblioclasta incontido. Mas sabemos bem que a destrui\u00e7\u00e3o dos livros visa \u00e0 aniquila\u00e7\u00e3o da humanidade, naquilo que lhe \u00e9 mais caro, a saber, sua mem\u00f3ria. Parece, nesse sentido, bastante sintom\u00e1tico que os volumes de direitos humanos, justamente estes, tenham sido os primeiros a periclitar. Como perdoar todos os esfor\u00e7os despendidos pelo Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos, por suas secretarias e pelas Comiss\u00f5es da Verdade, setoriais e nacionais, que nos \u00faltimos anos tentaram resgatar a mem\u00f3ria e a hist\u00f3ria de homens e mulheres vitimados pela viol\u00eancia da ditadura militar? Resgatar, enfim, um tempo soterrado sob a marca da \u201ccordialidade\u201d brasileira, mal disfar\u00e7ada pela cortina da anistia.<\/p>\n<p>Das p\u00e1ginas esquartejadas, arrancadas e esganadas de alguns volumes, que podem se converter em muitos outros volumes, em milhares ou milh\u00f5es deles, como naquela noite terr\u00edvel, em que os livros arderam em chamas, em que a humanidade ardeu em chamas, vitimada pela loucura nazista, o que sobrar\u00e1 para ser narrado \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es? A hist\u00f3ria de um pa\u00eds que se renova caminhando para tr\u00e1s? A hist\u00f3ria de um povo que se encerrou em um solil\u00f3quio profundo, como aqueles personagens tristes, retratados por Ray Bradbury, em\u00a0<em>Fahrenheit 451<\/em>?<\/p>\n<p>O momento \u00e9 delicado. Ele demanda muita aten\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia, sob pena de se colocar o joio e o trigo num mesmo saco. \u00c9 preciso compreender um gesto isolado, como este, da destrui\u00e7\u00e3o dos livros no interior de uma biblioteca universit\u00e1ria, como a extens\u00e3o de confrontos cotidianos, travados com a for\u00e7a das palavras e das armas. Pois n\u00e3o nos enganemos: a destrui\u00e7\u00e3o dos livros \u00e9 a marca da intoler\u00e2ncia, no passado, no presente e no futuro. Mas qual futuro? Um futuro que se apoia em um estado de viol\u00eancia permanente, que se nutre do desespero ou do \u00f3dio? Nesse futuro, certamente os livros e os homens perecer\u00e3o.<\/p>\n<p>O futuro dos livros e da humanidade \u00e9 o do di\u00e1logo, do debate, do uso da raz\u00e3o. \u00c9 bem verdade que a difus\u00e3o daquela imagem pungente de um volume esquartejado, tal como foi divulgada pela grande m\u00eddia, provocando rea\u00e7\u00f5es v\u00e1rias, em diferentes segmentos da sociedade, nos faz acreditar que ainda resta uma esperan\u00e7a. A de que o livro e a ideia possam ainda superar essa onda de intoler\u00e2ncia e de mis\u00e9ria que paira sobre n\u00f3s. A ideia de que \u00e9 preciso caminhar para frente. E que, para come\u00e7ar, basta dar um primeiro passo.<\/p>\n<div id=\"resumopost\" class=\"resumopost\">\n<p>Marisa Midori Deaecto \u00e9 professora da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (ECA) da USP<\/p>\n<\/div>\n<div>Por\u00a0<span class=\"vcard author author_name\"><a title=\"Posts de Reda\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/author\/redacao\/\" rel=\"author\">Reda\u00e7\u00e3o<\/a><\/span>\u00a0&#8211; Editorias:\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/editorias\/artigos\/\" rel=\"category tag\">Artigos<\/a>\u00a0&#8211; URL Curta:\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/?p=201008\">jornal.usp.br\/?p=201008<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/artigos\/da-destruicao-dos-livros-ou-o-brasil-que-anda-para-tras\/\">https:\/\/jornal.usp.br\/artigos\/da-destruicao-dos-livros-ou-o-brasil-que-anda-para-tras\/<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuem destr\u00f3i um livro mata a pr\u00f3pria Raz\u00e3o.\u201d John Milton,\u00a0Areopagitica, 1644 Marisa Midori Deaecto \u2013 Foto: Marcos Santos\/USP Imagens. H\u00e1 algo de extraordinariamente atual na abertura de\u00a0Pra Frente Brasil\u00a0(1982), de Roberto Farias. 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