{"id":545,"date":"2009-04-14T10:34:12","date_gmt":"2009-04-14T13:34:12","guid":{"rendered":"http:\/\/mundobibliotecario.wordpress.com\/?p=545"},"modified":"2020-07-21T23:25:41","modified_gmt":"2020-07-22T02:25:41","slug":"rede-de-bobagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2009\/04\/14\/rede-de-bobagens\/","title":{"rendered":"Rede de bobagens"},"content":{"rendered":"<p>Num ensaio provocador, Andrew Keen, ex-empres\u00e1rio da \u00e1rea de tecnologia, acusa a internet de promover a ditadura da ignor\u00e2ncia<\/p>\n<p>Jer\u00f4nimo Teixeira<\/p>\n<p>No conto A Biblioteca de Babel, de 1941, o escritor argentino Jorge Luis Borges descreve uma biblioteca infinita, que guarda todos os livros que a combina\u00e7\u00e3o das letras do alfabeto permitiria compor. J\u00e1 foi dito que essa cole\u00e7\u00e3o inesgot\u00e1vel de textos seria uma prefigura\u00e7\u00e3o da internet. S\u00f3 que a biblioteca de Borges n\u00e3o \u00e9 o reposit\u00f3rio amig\u00e1vel do conhecimento que a rede pretende ser. Trata-se, ao contr\u00e1rio, de uma vers\u00e3o do inferno, com inumer\u00e1veis salas repletas de livros inintelig\u00edveis. O brit\u00e2nico Andrew Keen, ex-empres\u00e1rio pontocom convertido em cr\u00edtico cultural, repisa a analogia entre a biblioteca imagin\u00e1ria de Borges e a rede planet\u00e1ria em O Culto do Amador (tradu\u00e7\u00e3o de Maria Luiza X. de A. Borges; Jorge Zahar; 208 p\u00e1ginas; 39 reais), que acaba de chegar \u00e0s livrarias brasileiras. Keen sugere que a internet tamb\u00e9m pode ser um pesadelo cultural \u2013 um ac\u00famulo inabarc\u00e1vel de tolices criadas por uma multid\u00e3o de narcisistas ansiosos para se expressar on-line. A argumenta\u00e7\u00e3o de Keen \u00e9 muitas vezes alarmista \u2013 mas seu livro traz provoca\u00e7\u00f5es inc\u00f4modas, que merecem ser consideradas seriamente.<\/p>\n<p>Nos anos 90, Keen lan\u00e7ou o site Audiocafe, dedicado a distribuir m\u00fasica em formato digital. Sua desilus\u00e3o com a internet aflorou mais tarde, em uma confer\u00eancia de empreendedores do Vale do Sil\u00edcio, promovida pelo guru da tecnologia Tim O\u2019Reilly, em 2004. O\u2019Reilly popularizou a express\u00e3o Web 2.0 para designar uma nova e mais din\u00e2mica fase da internet com banda larga. Keen come\u00e7ou a se sentir desconfort\u00e1vel com a ret\u00f3rica ut\u00f3pica de O\u2019Reilly e seus ap\u00f3stolos: no mundo revolucion\u00e1rio anunciado por essa turma, qualquer pessoa que dispusesse de um computador poderia se tornar m\u00fasico, escritor, cr\u00edtico, jornalista. A autoridade dos especialistas seria esvaziada, e os palpiteiros ditariam os rumos da cultura do alto de seus blogs. &#8220;P\u00fablico e autor estavam se tornando uma coisa s\u00f3, e est\u00e1vamos transformando cultura em cacofonia&#8221;, escreve Keen. A Wikipedia seria o ep\u00edtome dessa cultura do amadorismo. Idealizada pelo empres\u00e1rio Jimmy Wales, pretende ser uma enciclop\u00e9dia democr\u00e1tica, cujo conte\u00fado \u00e9 produzido pelos usu\u00e1rios (embora um grupo de editores volunt\u00e1rios detenha o poder de determinar a forma final dos verbetes). Keen acusa Wales de ser um agente do contrailuminismo: seu empreendimento coletivo mina a autoridade de enciclop\u00e9dias tradicionais como a Britannica (parcial na escolha de dados, Keen n\u00e3o discute o estudo comparativo dos verbetes cient\u00edficos das duas enciclop\u00e9dias realizado em 2005 pela conceituada revista Nature, no qual se constatou que a Britannica quase se iguala \u00e0 Wikipedia no n\u00famero de erros e imprecis\u00f5es).<\/p>\n<p>A Web 2.0, argumenta Keen, realiza o velho ad\u00e1gio segundo o qual um grupo de macacos que batucasse infinitamente sobre m\u00e1quinas de escrever um dia acabaria compondo uma obra coerente. O Culto do Amador responsabiliza a rede pela queda na circula\u00e7\u00e3o dos grandes jornais americanos e pelos preju\u00edzos da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, v\u00edtima da pirataria digital. Seu ataque \u00e0 internet, por\u00e9m, n\u00e3o se centra na economia, mas na moral. Na vis\u00e3o de Keen, a rede \u00e9 um faroeste virtual dominado por pistoleiros an\u00f4nimos. Isenta de qualquer controle ou fiscaliza\u00e7\u00e3o, seria territ\u00f3rio livre para o pl\u00e1gio, a cal\u00fania, a boataria irrespons\u00e1vel e a propaganda sub-rept\u00edcia. As mais abiloladas teorias conspirat\u00f3rias ganham repercuss\u00e3o indevida: Loose Change, document\u00e1rio amador que acusa o governo Bush de ter montado os atentados de 11 de setembro, j\u00e1 foi visto mais de 2 milh\u00f5es de vezes no YouTube.<\/p>\n<p>A internet de fato comporta todos os crimes de que \u00e9 acusada por Keen (veja o quadro abaixo) \u2013 mas nada disso significa que a morte da cultura delineada em O Culto do Amador seja um risco iminente. Esse tipo de cr\u00edtica conservadora e catastrofista \u00e9 recorrente sempre que uma nova tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o emerge \u2013 cada um em seu turno, a imprensa, o cinema, a televis\u00e3o j\u00e1 foram considerados o ve\u00edculo dos b\u00e1rbaros para p\u00f4r fim \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o. Falta \u00e0 an\u00e1lise de Keen uma certa perspectiva hist\u00f3rica, que permita dimensionar os tais estragos da internet. A m\u00fasica digital amea\u00e7a a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica? Talvez \u2013 mas, se Bach, Mozart e Beethoven compuseram o melhor do repert\u00f3rio ocidental antes da exist\u00eancia dessa ind\u00fastria, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para imaginar que a eventual fal\u00eancia das gravadoras silenciaria a m\u00fasica. A cal\u00fania an\u00f4nima tampouco precisa de computadores para vigorar \u2013 na imprensa do s\u00e9culo XIX, artigos injuriosos assinados por pseud\u00f4nimos eram comuns. H\u00e1 considera\u00e7\u00f5es pertinentes \u2013 e preocupantes \u2013 em O Culto do Amador. Mas Keen tamb\u00e9m padece da superficialidade que ele atribui ao objeto de sua cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Alexandria 2.0<\/p>\n<p>Um ermit\u00e3o que lesse O Culto do Amador, de Andrew Keen, sem nunca ter tido contato efetivo com a internet imaginaria um deserto intelectual em que a pornografia e v\u00eddeos amadores seriam as \u00fanicas formas de cultura. Mas a rede tem, de fato, o potencial para ser uma esp\u00e9cie de biblioteca universal, um cat\u00e1logo compreensivo do conhecimento humano. H\u00e1 bons projetos para compilar bibliotecas digitais. O mais conhecido \u00e9 o do Google, que est\u00e1 patrocinando o escaneamento de milh\u00f5es de livros em bibliotecas universit\u00e1rias. No fim do ano passado, o Google Book Search, que permite pesquisar essas obras, chegou a um acordo judicial com associa\u00e7\u00f5es de editores e autores americanos que o acusavam de violar direitos autorais. O acordo dever\u00e1 permitir que mais livros sejam disponibilizados on-line. Um concorrente do Google Book Search \u00e9 o Openlibrary.org, que recrutou 135 livrarias no mundo todo para escanear mais de 1 000 livros por dia. Trata-se de uma iniciativa do empres\u00e1rio americano Brewster Kahle, que ficou milion\u00e1rio criando empresas e programas que depois foram vendidos para gigantes da internet como o AOL e a Amazon. Kahle n\u00e3o \u00e9 modesto nas suas ambi\u00e7\u00f5es. &#8220;Quero construir a Alexandria 2.0&#8221;, disse \u00e0 revista The Economist, aludindo \u00e0 legend\u00e1ria biblioteca da Antiguidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num ensaio provocador, Andrew Keen, ex-empres\u00e1rio da \u00e1rea de tecnologia, acusa a internet de promover a ditadura da ignor\u00e2ncia Jer\u00f4nimo Teixeira No conto A Biblioteca de Babel, de 1941, o escritor argentino Jorge Luis Borges descreve uma biblioteca infinita, que guarda todos os livros que a combina\u00e7\u00e3o das letras do alfabeto permitiria compor. J\u00e1 foi &#8230; <a title=\"Rede de bobagens\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2009\/04\/14\/rede-de-bobagens\/\" aria-label=\"Read more about Rede de bobagens\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_jetpack_newsletter_access":"","footnotes":""},"categories":[60],"tags":[356,357,358,25,1649,1814,330],"class_list":["post-545","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-a-biblioteca-de-babel","tag-britannica","tag-google-book-search","tag-internet","tag-openlibrary-org","tag-web-2-0","tag-wikipedia"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":777,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2009\/07\/28\/biblioteca-britanica-esta-dispoivel-na-internet\/","url_meta":{"origin":545,"position":0},"title":"Biblioteca brit\u00e2nica est\u00e1 dispon\u00edvel na internet","author":"mundobibliotecario","date":"28\/07\/2009","format":false,"excerpt":"O acervo de quase 630 km de prateleiras da Biblioteca Brit\u00e2nica est\u00e1 dispon\u00edvel na internet para consulta. Todos os livros, mapas e fontes de informa\u00e7\u00e3o est\u00e3o catalogados, inclusive os 49 principais jornais de Londres, publicados desde 1800. Entretanto, caso a pesquisa necessite de downloads, o usu\u00e1rio deve pagar uma taxa\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":4697,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2018\/03\/01\/frases-para-o-dia-do-bibliotecario\/","url_meta":{"origin":545,"position":1},"title":"Frases para o Dia do Bibliotec\u00e1rio","author":"mundobibliotecario","date":"01\/03\/2018","format":false,"excerpt":"Mais um Dia do Bibliotec\u00e1rio chegando e voc\u00ea est\u00e1 procurando uma frase para comemorar a data? Veja abaixo uma sele\u00e7\u00e3o feita pelo Mundo Bibliotec\u00e1rio! Se ao lado da biblioteca houver um jardim, nada faltar\u00e1. (Marco T\u00falio C\u00edcero) *** O bibliotec\u00e1rio n\u00e3o tem futuro! O bibliotec\u00e1rio \u00e9 o futuro. (Carminda Nogueira\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Cita\u00e7\u00f5es&quot;","block_context":{"text":"Cita\u00e7\u00f5es","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/citacoes\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":4514,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2017\/04\/25\/biblioteca-comunitaria-completa-7-anos-e-busca-alternativas-para-continuar-atividades\/","url_meta":{"origin":545,"position":2},"title":"Biblioteca Comunit\u00e1ria completa 7 anos e busca alternativas para continuar atividades","author":"mundobibliotecario","date":"25\/04\/2017","format":false,"excerpt":"Espa\u00e7o cultural que re\u00fane um acervo de aproximadamente 3 mil livros, oferece acesso gratuito \u00e0 internet e recebe atividades culturais gratuitas como cursos de fotografia, pintura e viol\u00e3o, a Biblioteca Comunit\u00e1ria do bairro Laranjeiras comemora 7 anos, gra\u00e7as \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios, com apoio financeiro de comerciantes da regi\u00e3o. Nos\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":3111,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/05\/08\/seminario-aborda-desafios-do-livro-digital-no-brasil\/","url_meta":{"origin":545,"position":3},"title":"Semin\u00e1rio aborda desafios do livro digital no Brasil","author":"mundobibliotecario","date":"08\/05\/2013","format":false,"excerpt":"Mais de 1,4 milh\u00e3o de livros eletr\u00f4nicos foram vendidos no Pa\u00eds entre junho e novembro do ano passado A Frente Parlamentar Mista do Livro e Leitura e a Frente Parlamentar em Defesa das Bibliotecas P\u00fablicas realizam, nesta quarta-feira (8), semin\u00e1rio para discutir os desafios do livro digital no Brasil. De\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":2957,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2013\/02\/26\/bibliotecas-em-goias-ainda-no-passado\/","url_meta":{"origin":545,"position":4},"title":"Bibliotecas em Goi\u00e1s ainda no passado","author":"mundobibliotecario","date":"26\/02\/2013","format":false,"excerpt":"BIBLIOTECA MARIETA TELLES MACHADO, NA PRA\u00c7A UNIVERSIT\u00c1RIA A pesquisa Retratos da Leitura do Brasil feita em 2011 revelou que 40% dos brasileiros que t\u00eam acesso \u00e0 internet estuda ou pesquisa por meio da rede. O estudo mostra tamb\u00e9m que a utiliza\u00e7\u00e3o da web para os estudos e dos novos suportes\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":5124,"url":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/2019\/03\/26\/alberto-manguel-realca-luta-de-formiga-das-bibliotecas-publicas\/","url_meta":{"origin":545,"position":5},"title":"Alberto Manguel real\u00e7a \u201cluta de formiga\u201d das bibliotecas p\u00fablicas","author":"mundobibliotecario","date":"26\/03\/2019","format":false,"excerpt":"O escritor, ensa\u00edsta e bibli\u00f3filo de nacionalidade argentina e canadiana foi o conferencista convidado do III Encontro de Bibliotecas Associadas \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da UNESCO que se realizou em Torres Novas. Alberto Manguel PCM PATRICIA MARTINS Alberto Manguel lamentou esta quarta-feira, em Torres Novas, que as bibliotecas p\u00fablicas desenvolvam uma\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pcbzwa-8N","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=545"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6785,"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/545\/revisions\/6785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mundobibliotecario.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}