Feliz Dia do Bibliotecário!

Dia do Bibliotecário

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12 março 2019 · 7:31 am

Robôs invadem as Bibliotecas de Lisboa

Teckies promove workshops para ensinar pais e filhos a construírem, programarem e mexerem em robôs

A Teckies, startup inovadora na área da tecnologia aplicada à educação, vai desenvolver uma série de workshops, em parceria com a Rede de Bibliotecas de Lisboa (BLX), para que as famílias portuguesas aprendam a construir, programar e manipular robôs. O primeiro evento terá lugar no dia 2 de março, em Belém.

Estes workshops baseiam-se na interação com um robô humanoide, o JD da EZ-Robot, capaz de seguir ordens, apanhar objetos, falar e até cantar. Cada família – um adulto e uma criança – terá acesso a um robô e poderá programá-lo à sua medida com um software específico, que lhes será dado a conhecer pela equipa formadora.

“Vamos lançar desafios às famílias para que possam, em conjunto, não só ter um primeiro contacto com os robôs e a linguagem de programação, mas também passar uma tarde diferente e divertida, experimentando equipamentos que nem sempre lhes são próximos. Além disso, sabemos que o contacto com estes equipamentos traz outras mais-valias para adultos e graúdos, já que estimulam a criatividade, resolução de problemas, trabalho de equipa e outras soft-skills tão necessárias nos dias de hoje”, refere Patrick Götz, fundador da Teckies.

Durante três horas, pais e filhos terão de completar um processo de forma autónoma, que começa na construção do robô (a partir do zero) e ligação das várias partes, até à programação dos comandos. Os desafios começam pela programação do robô para dizer um simples adeus, depois para reconhecer cores, rostos ou até para colocá-lo a executar movimentos complexos, como uma cambalhota ou o pino.

Para as Bibliotecas de Lisboa, esta é uma oportunidade de partilhar conhecimento de uma forma diferente e inovadora: “Estes workshops são uma grande oportunidade para juntar pais e filhos, ou mesmo avós e netos, para que, em conjunto, entrem no mundo da programação, robótica e automação, temáticas que já são uma realidade nos dias de hoje e que o serão cada vez mais. As bibliotecas são um lugar de conhecimento por excelência e não podiam ficar de fora destas novas realidades. Procuramos sempre novas ideias e novas iniciativas para que possamos trazer a tecnologia também para os nossos espaços”, afirma Susana Silvestre, chefe da divisão da Rede de Bibliotecas de Lisboa.

Os workshops terão lugar aos sábados, a 2 e 23 de março, nas bibliotecas de Belém e da Penha de França, respetivamente, e a 6 de abril na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras. A iniciativa tem o custo de 15 euros por participante e requer inscrição prévia, através do site das BLX ou da Teckies. As atividades são indicadas para todas as idades, a partir dos 7 anos.

Datas dos workshops

2 de março, 14H | Biblioteca de Belém

23 de março, 14H | Biblioteca de Penha de França

6 de abril, 10H30 | Biblioteca de Telheiras (Bib. Orlando Ribeiro)

Imagens disponíveis aqui.

Mais informações aqui.

Sobre a Teckies

A Teckies é uma startup portuguesa criada em 2018 com o objetivo de levar as novas tecnologias emergentes para as salas de aula, modernizando o ensino e dotando as crianças de competências transversais (como a criatividade, resolução de problemas, comunicação, entre outras) que as ajudem a preparar-se para os desafios laborais do futuro. A startup pretende introduzir a robótica na sala de aula como ferramenta auxiliar na aprendizagem dos alunos e no ensino dos professores, utilizando robôs para apoiar o ensino das habituais disciplinas, como Português ou Matemática.

Disponível em: https://culturadeborla.blogs.sapo.pt/robos-invadem-as-bibliotecas-de-lisboa-6629311. Acesso em 6 mar. 2019.

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ABNT NBR 6023:2018: é necessário referenciar a epígrafe?

Epígrafe: você sabe o que é?

Segundo o dicionário Michaelis, epígrafe é:

“2 Sentença ou divisa posta no começo de um livro ou capítulo, no começo de um discurso ou de uma composição poética, que serve de tema para a obra; mote.

3 Curto enunciado ou fragmento de texto inserido em frontispício de livro, no início de uma narrativa, um capítulo etc.”

 

Porém, apesar de se tratar apenas de uma frase ou citação, a epígrafe deve ser referenciada no TCC, dissertação ou tese?

 

Para responder a essa questão, resgatamos a definição de citação conforme a ABNT NBR 10520:2002:

3.1 citação: Menção de uma informação extraída de outra fonte.

 

Na norma ABNT NBR 6023: 2018 temos a definição de referência:

3.22 referência

conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual

 

A partir da definição, podemos constatar que toda e qualquer frase ou citação deve ser referenciada sempre que for extraída de outra fonte. Caso contrário, não é necessário referenciá-la.

Essa situação pode ocorrer, por exemplo, com frases ou citações populares ou que foram ditas por personalidades. Nesses casos, indica-se o nome do autor(a) da frase ou citação e o ano após a mesma.

Esperamos que este artigo tenha esclarecido mais uma dúvida sobre a ABNT NBR 6023:2018, a versão atualizada da norma de referências bibliográficas da ABNT!

Se você tem mais alguma dúvida ou gostaria de ler outro artigo sobre o assunto, deixe um comentário!

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MIT lança Relatório sobre Comunicação Acadêmica e Ciência da Informação

Esta matéria é baseada na postagem de Lisa Peets intitulada MIT’s Grand Challenges Issues Final Report, no Library Journal Blog de Janeiro de 2019 [1].

Em março de 2018, as Bibliotecas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) organizaram uma cúpula de trabalho sobre os Grandes Desafios em Ciência da Informação e Comunicação Científica, convidando especialistas de todo o mundo para identificar problemas críticos em ciência da informação que pudessem ser resolvidos dentro de dez anos, com amplas implicações para toda a comunidade acadêmica. A Grand Challenges Summit consistiu em três workshops consecutivos que examinaram a descoberta acadêmica, curadoria e preservação digital, e academia aberta.

Após um período de revisão, em que as notas dos participantes da cúpula foram condensadas e refinadas em um rascunho público e os membros da comunidade foram incentivados a comentar e fornecer feedback, os resultados foram redigidos em um white paper final A Grand Challenges-Based Research Agenda for Scholarly Communication and Information Science.[2] O relatório foi lançado em 18 de dezembro de 2018.

O prefácio do white paper declara: “este relatório descreve uma visão para um futuro mais inclusivo, aberto, equitativo e sustentável para a academia; caracteriza as barreiras técnicas, organizacionais e institucionais centrais para esse futuro; descreve as necessidades das áreas de  pesquisa para avançar nesse futuro; e identifica vários problemas de pesquisa direcionados ao ‘grande desafio’ para a geração de conhecimento. ”É menos uma recapitulação da cúpula do que um esboço de áreas potenciais para mudança e os possíveis caminhos que podem colocar essas mudanças em ação na próxima década. “

Ainda segundo o Relatório, “Apesar da promessa contraditória das tecnologias de internet para a acessibilidade e a democratização, o ecossistema de conhecimento acadêmico de hoje e os ambientes de compartilhamento de informações são atormentados pela exclusão; iniquidade; ineficiência; elitismo; aumento de custos; falta de interoperabilidade; ausência de sustentabilidade e/ou durabilidade; promoção de interesses comerciais e não públicos; opacidade em vez de transparência; acumulação em vez de compartilhamento; e uma miríade de barreiras nos níveis individual e institucional em relação ao acesso e participação. Apesar, ou talvez por causa do leque de perspectivas representadas, os participantes da cúpula concordaram que a nossa visão comum era de um ambiente de informação global que assegurasse um acesso duradouro e aberto, acesso global equitativo e significativo ao consumo e à criação de conhecimento em suas diversas formas.

Essa visão requer a centralização de comunidades produtoras de conhecimento em todo o mundo em uma rede global de parcerias, onde todos trabalhamos em prol de um ecossistema de conhecimento acadêmico mais inclusivo, equitativo, confiável e sustentável – e um registro acadêmico durável e baseado em evidências.

A visão é criar uma infra-estrutura poderosa para apoiar comunidades locais e organizações onde as pessoas possam criar, compartilhar, avaliar, aprender e interpretar informações em pequenas e grandes escalas sem barreiras ou medo de perder conhecimento, a fim de apoiar os estudos acadêmicos em andamento. Alcançar essa visão exigirá enfocar não apenas os sistemas e processos existentes de compartilhamento e produção de conhecimento, e reconhecer como alguns participantes e formas de conhecimento são atualmente privilegiados mas também avaliar criticamente interesses institucionais que contribuem para o estado atual.” 

VISÃO PARA BIBLIOTECAS

O conceito da cúpula teve origem no relatório do MIT sobre o Futuro das Bibliotecas, lançado em outubro de 2016. A força-tarefa de 30 pessoas, organizada pela diretora de bibliotecas do MIT, Chris Bourg, reuniu informações sobre como as Bibliotecas do MIT devem evoluir e alcançar sua visão como plataformas globais abertas para o conhecimento, e servir como líderes na reinvenção da biblioteca acadêmica de pesquisa. Das recomendações na conclusão do relatório, a final afirmou: “As bibliotecas devem se tornar um centro de pesquisa e desenvolvimento, alimentando a experimentação ousada e novas respostas aos grandes desafios enfrentados pelas bibliotecas de pesquisa e pela comunicação acadêmica”.

“As universidades de pesquisa estão entre as instituições humanas mais longevas. Bibliotecas universitárias e arquivos de pesquisa são amplamente confiáveis ​​como administradores permanentes do registro acadêmico e base de evidências científicas dentro dessas instituições, e as bibliotecas e arquivos possuem perícias e infraestruturas altamente refinadas para organização, disseminação e preservação do conhecimento. Além disso, os grandes desafios identificados acima provavelmente serão resolvidos apenas por meio de uma abordagem interdisciplinar. As bibliotecas são, por design, interdisciplinares e, na prática, confiáveis ​​como corretores honestos de conhecimento.”

Em outras palavras, Bourg afirmou: “A força-tarefa percebeu que, ao tentar projetar uma futura biblioteca e um futuro para comunicações acadêmicas, há muitas perguntas não respondidas – há pesquisas necessárias para tomar decisões inteligentes sobre o caminho a seguir”. esse processo precisaria começar com um evento que trouxesse vozes de fora do MIT, a partir de uma gama diversificada de perspectivas e conhecimentos. (Bourg vinha defendendo esse tipo de indagação desde o início de seu trabalho no MIT há quase cinco anos).

Grande parte da discussão da cúpula envolveu a necessidade de examinar e desmantelar preconceitos preexistentes quando se tratava de como a informação é produzida, organizada, acessada, reunida, administrada e curada. “Quem são as pessoas que estamos procurando alcançar com nossas informações? – é uma parte crítica de todos esses esforços“.

A versão final do relatório dos Grandes Desafios expõe detalhadamente os desafios, visões e recomendações necessárias para criar um ecossistema de conhecimento acadêmico mais inclusivo, aberto, equitativo e sustentável. Uma área crítica para que essas mudanças ocorram é o papel das bibliotecas e arquivos como defensores e colaboradores . O relatório afirma, “Bibliotecários e arquivistas como profissionais, e bibliotecas e arquivos, como instituições, podem ir além da defesa de direitos para contribuir e colaborar para alcançar os desafios. Além disso, essas organizações podem atuar como agentes diretos de mudança ”.

== Referências ==

[1] PEET, Lisa. MIT’s Grand Challenges Issues Final Report. Library Journal Blog, Jan 24, 2019. Disponível em: https://www.libraryjournal.com/?detailStory=MIT-Grand-Challenges-Issues-Final-Report Acesso em: 28 jan. 2019.

[2] MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY (MIT). A Grand Challenges-Based Research Agenda for Scholarly Communication and Information Science. Cambridge, MIT 2018. Disponível em: https://grandchallenges.pubpub.org/pub/final Acesso em: 28 jan. 2019.

Disponível em: <http://www.sibi.usp.br/?p=31432>. Acesso em: 13 fev. 2018.

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Curso de Bibliometria e Indicadores Científicos na UFSCar por EaD

Curso: Bibliometria e Indicadores Científicos na UFSCar – BIC-8

O curso Bibliometria e Indicadores Científicos será totalmente a distância (EaD) e composto por vídeo-aulas, tutoriais e textos de apoio com professores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e ocorrerá no período de 04 de março a 31 de maio de 2019 (3 meses). O Guia do curso com informações complementares segue anexo.

Total: 120 horas aula, com certificado de participação aos alunos aprovados.

O tempo de dedicação semanal demandado é de aproximadamente 10 horas, a depender do ritmo de cada aluno.

O horário para realização do curso é totalmente flexível e você poderá executá-lo de acordo com suas necessidades.

Ocorrerão alguns encontros on-line com os professores do curso, não obrigatórios, principalmente com o objetivo de estimular o networking entre alunos e com a equipe do Núcleo de Informação Tecnológica da UFSCar (NIT-Materiais).

As inscrições pelo site estarão abertas no período de 1º de fevereiro a 1º de março, mas como as vagas são limitadas sugerimos sua efetivação o quanto antes.

No decorrer do curso, serão demandadas atividades práticas e você contará com o apoio de um tutor, no caso de dúvidas.

investimento necessário é de R$ 1.200,00, podendo ser pago da seguinte forma:

– Em 4 parcelas de R$ 300,00;

– Com 10% de desconto à vista, totalizando R$ 1.080,00;

– Com 15% de desconto à vista para mais de 2 inscritos de uma mesma Instituição, totalizando R$ 1.020,00 cada um.

Descontos especiais para as inscrições antecipadas até 16/02 (veja tabela abaixo).

Todos os detalhes do curso estão disponíveis no arquivo anexo, incluindo a programação completa, avaliação e formas de pagamento.

Para inscrever-se (a partir de 1º/02) acesse o sitewww.bibliometria-8.faiufscar.com

Se tiver qualquer dúvida, por favor entre em contato por e-mail veralui@ufscar.br, pelo fone (16) 3351-8551 ou pelo WhatsApp (16) 9 9241-7519.

 

Tabela com as opções do investimento:

Inscrição/Categorias Até 16/02 Até 1º/03
Individual, parcelada em 4x R$ 1.140,00

(R$ 240,00 + 3x R$ 300,00)

(5% desc.)

R$ 1.200,00

(4x R$ 300,00)

Individual, à vista R$ 1.020,00

(15% desc.)

R$ 1.080,00

(10% desc.)

Em grupos de 2 ou + pessoas da mesma instituição, à vista R$ 960,00 cada

(20% desc.)

R$ 1.020,00 cada

(15% desc.)

==

Bibliometria é uma técnica de análise de informações cada vez mais valorizada e voltada à tomada de decisões. Ela viabiliza a elaboração e análise de indicadores sobre produção científica e tecnológica a partir da quantificação de volumes significativos de informações disponíveis em bases de dados.

O curso, que é interdisciplinar, capacitará os alunos para compreender e analisar indicadores por meio de ferramentas automatizadas, com atividades teóricas e práticas.

Direcionado a bibliotecários e outros profissionais da informação, atuantes, por exemplo, em instituições de Ciência e Tecnologia, empresas de base tecnológica, consultorias, dentre outros interessados.

Professores renomados da UFSCar, e também especialistas do setor empresarial, são os responsáveis pelas aulas, compostas por exercícios de coleta e análise de informações que envolvem a aplicação de conceitos da Bibliometria por meio da utilização de ferramentas computacionais (VantangePoint 5.0, UCINET, NETDRAW, GEPHI e VOSviewer), simulando situações reais, característica peculiar do curso. O material didático é composto por vídeo-aulas, tutoriais, textos e apresentações, e ficará disponível aos participantes no ambiente virtual de aprendizagem.

As inscrições estão abertas até o dia 03 de março por meio do site www.bibliometria-8.faiufscar.com

O curso a distância de Bibliometria e Indicadores Científicos, que tem duração de três meses (120 horas), é oferecido pelo Centro de Educação a Distância do Núcleo de Informação Tecnológica (NIT) do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar e gerenciado pela Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da Universidade. Mais informações pelo e-mail veralui@ufscar.br ou pelo fone: (16) 3351-8551.

Acesse aqui o Guia do Curso BIC 8.

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Contribuição de Vera Lui (UFSCar).

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Bibliotecária da UFRJ desenvolve módulo para higienização de obras

moduloparalimpezadedocumentos

 

Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, “a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

Disponível em: <http://www.inovacao.ufrj.br/index.php/noticias-2019/723-bibliotecaria-da-ufrj-desenvolve-modulo-para-higienizacao-de-obras>. Acesso em: 23 jan. 2019.

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Está no ar o site do CBBD 2019!

Fonte: Facebook da FEBAB

Desigualdade e Democracia: qual é o papel das bibliotecas?

Esse é o chamado da FEBAB para a 28ª. edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação que entende que nossa responsabilidade como bibliotecários – reafirmada em nosso juramento, – nos compromete a defender a democracia, a liberdade de expressão e a inclusão de todos e para isso temos que ter consciência de nosso importante papel de colaboração na sociedade atuando com ética, compromisso e coragem.

O CBBD 2019 tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolares, públicas, comunitárias, universitárias e especializadas.

O evento é um espaço efetivo de troca, de compartilhamento, de congraçamento, de aprendizado, de rever amigos e conhecer novos, de resistência e de estar numa mesma sintonia, pois todos desejamos que as bibliotecas se multipliquem no território brasileiro e que sejam ainda melhores, tanto em termos de contribuição à sociedade quanto em valorização de sua atuação.

Mais uma vez convidamos todos a refletirem e oferecerem sua colaboração individual para o fortalecimento da nossa área, sempre acreditando que juntos somos mais fortes, que poderemos conquistar os espaços que sonhamos, e que continuaremos consolidando o trabalho já realizado.

Acesse o site do CBBD 2019!

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