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RDA: um novo paradigma na catalogação

 Autor: Murilo Bastos da Cunha

Publicado no: Infohome. Data: maio de 2011.

URL: http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=604

 


Acaba de ser publicado um dos primeiros livros na língua portuguesa sobre a nova norma de catalogação denominada RDA (Recursos: Descrição e Acesso). Essa nova obra é de autoria de Chris Oliver, coordenadora de Catalogação da McGill University Library, em Montreal (Canadá), e tem como título Introdução à RDA: um guia básico (1) [Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p.]. A edição original em inglês foi publicada em 2010, pela American Library Association. Portanto, ambas as edições possuem conteúdos muito recentes.

            Como se sabe a RDA está provocando uma enorme mudança na catalogação internacional desde a publicação da segunda edição do Código de catalogação anglo-americano – com edição brasileira publicada pela FEBAB em 1983 e em 2004, agora incorporando a revisão de 2002; também existe uma reimpressão, lançada em 2010 (2-4). Pensava-se que seria lançada uma nova edição do código de catalogação e que a sua nova sigla, continuando a longa tradição das versões anteriores, fosse AACR3. Além disso, essa nova edição certamente iria incluir as modificações geradas pelas atualizações ocorridas no formato MARC 21. Mas, a longa tradição de edições sucessivas do AACR foi quebrada e não teremos o AACR3!

            Todavia, “apesar de manter uma forte relação com as AACR2, a RDA delas difere em muito, devido a ser baseada numa estrutura teórica, ter sido projetada para o ambiente digital e seu escopo ser mais abrangente do que o das AACR2” (p. 1). De fato, as normas da RDA são baseadas nos modelos conceituais do Functional Requirements for Bibliographical Records (FRBR, Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) e do Functional Requirements for Authority Data (FRAD, Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade), e incorporam um ponto de vista impensável anos atrás. Agora a estrutura da descrição bibliográfica inclui também o acesso à informação do objeto descrito como um todo.

            O novo livro está composto por sete capítulos. O primeiro, intitulado “O que é a RDA?”, mostra a base teórica na qual a RDA foi baseada. A autora menciona que “a RDA consiste num conjunto de instruções práticas, que, no entanto, baseia-se numa estrutura teórica que define a forma, a estrutura e o conteúdo desta nova norma” (p. 1). Os dados RDA podem “ser codificados com o emprego de esquemas existentes, como o MARC21, Dublin Core, MODS e também podem ter correspondências estabelecidas com outros esquemas, atuais ou futuros. (…) os dados RDA também foram projetados para serem usados no ambiente da Rede e em novos tipos de estruturas de bases de dados. (…) A RDA pode ser utilizada para a descrição tanto de recursos tradicionais quanto não-tradicionais, analógicos e digitais, dentro e fora da biblioteca” (p. 3).

            O segundo capítulo aborda as relações da RDA com as normas, modelos e princípios internacionais. Nele é apontado que a RDA “emprega os conceitos, a terminologia e os princípios reconhecidos pela comunidade internacional de catalogação. Baseia-se em tradições catalográficas existentes embora também se leve em conta a forma como os dados das bibliotecas serão usados no futuro. (…) A RDA foi desenvolvida para se encaixar na matriz de normas internacionais de descrição de recursos” (p. 8).

            O terceiro capítulo comenta o FRBR e FRAD na RDA. Aí se afirma com detalhes que a RDA é de fato uma aplicação desses dois modelos conceituais. “Esses modelos moldaram a estrutura da RDA e influenciaram a linguagem empregada nas instruções” (p. 17). Um aspecto interessante é apontado pela autora: “os modelos FRBR e FRAD são modelos de entidade-relação. Foram desenvolvidos com o emprego de enfoque e metodologia semelhantes. O ponto de partida de ambos os modelos são os usuários e suas necessidades. (…) As necessidades do usuário são definidas em termos de tarefas de usuário. (…) Há quatro tarefas de usuário relativas ao uso de dados bibliográficos, e quatro relativas a dados de autoridade” (p. 19-20).

Continuando, a autora enfatiza que “o foco não está no catalogador que cria um único registro, mas no usuário que busca esse registro em grandes catálogos ou bases de dados” (p. 22). Mostra também que a RDA dá ênfase ao registro de relações.

O quarto capítulo explica que a RDA é a norma que substitui as AACR2, mas que coexiste uma continuidade entre ambas, a saber: a mesma estrutura de governança; a RDA foi construída sobre os mesmos alicerces das AACR2; muitas instruções foram derivadas das AACR2 e os novos registros catalográficos serão compatíveis com o antigo código de catalogação.

O quinto capítulo aborda as diferenças e similaridades existentes entre a RDA e o AACR2. Nessa parte da obra analisam-se os aspectos relacionados com a implantação da RDA. Nessa transição as associações profissionais, as escolas de biblioteconomia e o próprio profissional exercerão papéis primordiais para que essas mudanças sejam feitas de forma tranquila. Aqui vale a pena apontar um importante aspecto: para que as normas RDA sejam implantadas e largamente utilizadas no Brasil e nos outros países lusófonos elas precisam ser traduzidas com certa urgência. É quase certo que a barreira linguística pode ser um empecilho para a transição das normas das AACR2 para a RDA.

No último capítulo a autora comenta as vantagens, o presente e o futuro da RDA no contexto informacional. Ao finalizar ela aponta que “na medida em que os catalogadores forem construindo o corpo de dados RDA, os usuários começarão a notar as vantagens de uma norma que coloca suas necessidades no centro” (p. 130).

            Com todo esse contexto das tecnologias da informação, especialmente a internet, ficou inevitável a demanda de novas normas de catalogação que pudessem descrever os novos objetos digitais. Assim, o universo bibliográfico fica agora atualizado e de posse de regras que finalmente poderão descrever esse contexto da informação digital surgido nos últimos quinze anos. As normas da RDA vêm dar ao bibliotecário e a outros profissionais de informação um moderno e prático instrumento imprescindível para o bom exercício profissional na área de catalogação nesse mundo digital.

            O livro, portanto, é editado no momento certo. Ele pode servir como um prático e didático ponto de partida para os profissionais e estudantes nesse processo de transição ora iniciado.

 

Referências bibliográficas

(1) OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p. ISBN 978-85-85637-45-3

(2) Código de catalogação anglo-americano. 2. ed. São Paulo: FEBAB, 1983. 2 v.

(3) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002 São Paulo: FEBAB; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 2 v. ISBN 8585024046

(4) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002, reimpressão. São Paulo: FEBAB, 2010. 2 v. ISBN 9788585024048

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I Ciclo de Debates FEBAB

A Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições promove para Bibliotecários e Estudantes de Biblioteconomia e interessados

I CICLO DE DEBATES FEBAB

AACR2 x RDA
Novo cenário na catalogação?

Debatedores: Rosa Maria Correa
Concília Teodósio
Fernando Modesto
Data: 27 de outubro de 2010
Hora: 14 às 17h
Local: Instituto Cervantes
Av. Paulista, 2439 – São Paulo-SP
(Metrô Consolação)
Inscrições: R$100,00 Profissionais
R$ 50,00 Estudantes
fone: 11-3527-9979  ou no dia e local do evento                                                                                    ***Vagas limitadas***

 

I CICLO DE DEBATES FEBAB

 

 

 

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Forma de Pagamento: Enviar via FAX (0xx11 3257-9979 ) a Ficha de Inscrição, juntamente com a cópia do depósito bancário, em nome da FEBAB – Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições, no Banco Itaú – Agência 0660 – C/C 44553-7

 

CNPJ: 44.075.687/0001-08

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Lançamento AACR2 1ª Reimpressão

A FEBAB e a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo realizarão o lançamento da primeira reimpressão da 2.ed. do AACR2, esgotada desde 2008. O evento será na cidade de São Paulo, dia 10 de junho, na Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, Av. Paulista,  n.37, a partir das 19h.

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CURSO DE CATALOGAÇÃO, EM MARC21, NA PRÁTICA Ferramenta de exercício: Base de dados PERGAMUM

VAGAS LIMITADAS

MARC21
O uso do formato MARC21 (Machine Readable Cataloging) na catalogação em bases de dados para bibliotecas, além de ser cada vez mais usual, trouxe ao mundo da biblioteconomia um padrão internacional e consagrado para entrada de dados que permite a cooperação da catalogação entre unidades de informação fisicamente distantes, agilizando e otimizando o processo de descrição bibliográfica. Além disso, na necessidade de migração entre bases de dados programadas neste formato as vantagens são incontestáveis: agilidade, menor retrabalho, maior segurança e facilidade na tomada de decisões.

Objetivo
Mediante exercícios práticos e individuais, o curso enfatiza a catalogação em base de dados no formato MARC21. Para a prática é utilizada uma base de dados Pergamum – software nacional considerado o mais completo para gerenciamento de acervos de bibliotecas e cuja estrutura do módulo de catalogação possibilita ampla aplicação das regras de catalogação no formato MARC21. Desta forma o aluno exercitará o uso de todos os campos e subcampos necessários para a catalogação neste formato, podendo aplicar este conhecimento a qualquer outra base em MARC21.

Público alvo
Bibliotecários e estudantes de biblioteconomia que já tiverem cursado as disciplinas de catalogação.

Metodologia
• Aulas com exercícios práticos em base de dados em formato MACR21, com revisão e orientações quanto ao uso das regras de catalogação. Conteúdo Programático
• Histórico do MARC
• Tipos de registros bibliográficos
• Componentes do registro bibliográfico
Líder
Dados fixos
Dados variáveis
Controle, números e códigos de identificação (0XX)
Entrada principal (1XX)
Área de título e indicação de responsabilidade (245)
Área de edição (250)
Área de publicação (Imprenta) (260)
Área de descrição física (300)
Área de série (4XX)
Área de notas (5XX)
Área de números (ISBN e ISSN)
Área de assunto (6XX)
Entradas secundárias (7XX)
Secundárias de série (8XX)
Livre para cada biblioteca (9XX)
• Revisão dos campos e subcampos do formato bibliográfico MARC
• Exercícios práticos individuais e orientados de entrada de dados bibliográficos em base de dados segundo as regras do CCAA2:
Monografias (folheto, livro, anais, dissertação e tese)
Periódicos
Artigos
CDROM

Instrutora
Deisi Hauenstein – Bibliotecária formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Especialista em Gestão Estratégica da Informação pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Consultora para Normalização Técnica de documentos segundo normas da ABNT.
Instrutora dos cursos:
a) Catalogação em MARC21, na prática;
b) Catalogação segundo o CCAA2, para Concursos;
c) MARC21, para Concursos. Possui mais de 10 anos de experiência em catalogação em Bases de Dados com formato MARC.

Materiais
É recomendável que o aluno traga para o curso o Código de catalogação anglo-americano, 2ª. edição, revisão 2002. Tradução da FEBAB, 2004.
Ou
RIBEIRO, A.M.C.M. Catalogação de recursos bibliográficos pelo AACR2R 2002: Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd edition, 2002 Revision, Edições de 2003, ou 2004 ou a de 2006, AACR2R em MARC21.

Carga Horária16 h/aulas

Custo Profissional: R$363,00
Estudante (Curso Técnico e Graduação): R$320,00 (Obrigatório a apresentação do documento comprobatório de matrícula)

Formas de pagamento
Pagamentos efetuados até 15/04 com 10% de desconto à vista ou 1 entrada mais 1 x

Parcelamento:
Em até 3 vezes (entrada mais duas vezes), sem desconto, ou após 15/04/2010

Data:
NOVA TURMA: 08 e 15 de maio de 2010 (2 sábados)
Horário: 9 h às 18 h com uma hora de intervalo para almoço

Local de realização:
Sede da INFORMAR – Av. Goethe, n. 23, Loja 09 – Bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre/RS

Serviços:
• Coffee Break
• Apostila e exercícios
• Certificado de participação

INSCRIÇÕES
INFORMAR – Gerência de Documentos e Informações Ltda.
Endereço: Av. Goethe, n. 23, Loja 09 – Porto Alegre/RS
Horário: Das 8 h às 12 h / 13 h 30 min às 18 h.
Telefone: (51) 3029 7042
E-mail: atendimento@informar-rs.com.br
Site: http://www.informar-rs.com.br::PRÉ-INSCRIÇÃO::

Cancelamentos:
Cancelamentos por parte do candidato devem ser feitos por escrito em até 5 dias antes da data do curso. Caso o pagamento já tenha sido efetuado, consideram-se as seguintes alternativas:a) o valor pago poderá ser utilizado integralmente para qualquer outro curso de igual valor, ou como abatimento em curso de maior valor. b) em caso de desistência por parte do aluno, com solicitação de reembolso, será feita a devolução de 80% do valor pago, sendo 20% retidos a título de taxas administrativas. Cancelamentos, adiamentos ou qualquer outra modificação na realização do curso que ocorram por parte da INFORMAR, e que impossibilitem a participação do candidato, a devolução do valor será feita integralmente, no prazo de até 3 dias.

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