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Pesquisadores já têm acesso a informações protegidas do Inep

Assessoria de Comunicação
29-Set-2014

Consultores, professores e pesquisadores já podem pedir informações educacionais sobre a base de dados protegidos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Antes, o acesso era restrito à base pública. Na segunda-feira, 22, portaria do Inep divulgou as normas exigidas para pedidos de consulta aos dados.

Para garantir transparência e segurança ao processo, exclusivamente para fins de pesquisa e de estudo, foi criado um ambiente seguro para a consulta. O espaço, na sede do Inep, em Brasília, permite aos pesquisadores o acesso a bancos de dados para pesquisas sobre censos e avaliações.

Para ter acesso a essas informações, especialistas e professores que trabalham na produção de pesquisas de interesse acadêmico, do instituto ou do Estado precisam estar formalmente autorizados. O pedido deve ser protocolado em formulário específico, com justificativa para o estudo. O objetivo desse procedimento é qualificar a permissão, respeitada a individualidade e a transparência dos dados.

Os servidores públicos que trabalham na produção de pesquisa terão acesso aos dados mediante autorização do presidente do Inep, Chico Soares, ou de servidor do instituto a quem seja delegado tal poder. As informações estarão disponíveis para pesquisa e análise em ambiente reservado, por tempo determinado. Quem for considerado apto a realizar pesquisas deve preencher termo de compromisso e manutenção de sigilo.

A Portaria do Inep nº 467/2014, que estabelece as normas de acesso a informações protegidas do instituto, foi publicada no Diário Oficial de União de segunda-feira, 22. No Brasil, o acesso a informações, previsto na Constituição Federal, obedece ao disposto na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011.

Mais informações:
Assessoria de Imprensa do Inep
Tel.: (61) 2022-3630
E-mail: imprensa@inep.gov.br

Disponível em: <http://www.saocarlos.usp.br/index.php?option=com_content&task=view&id=18155&Itemid=171>. Acesso em: 30 set. 2014.

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Pesquisadores já têm acesso a informações protegidas do Inep

Assessoria de Comunicação
29-Set-2014

Consultores, professores e pesquisadores já podem pedir informações educacionais sobre a base de dados protegidos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Antes, o acesso era restrito à base pública. Na segunda-feira, 22, portaria do Inep divulgou as normas exigidas para pedidos de consulta aos dados.

Para garantir transparência e segurança ao processo, exclusivamente para fins de pesquisa e de estudo, foi criado um ambiente seguro para a consulta. O espaço, na sede do Inep, em Brasília, permite aos pesquisadores o acesso a bancos de dados para pesquisas sobre censos e avaliações.

Para ter acesso a essas informações, especialistas e professores que trabalham na produção de pesquisas de interesse acadêmico, do instituto ou do Estado precisam estar formalmente autorizados. O pedido deve ser protocolado em formulário específico, com justificativa para o estudo. O objetivo desse procedimento é qualificar a permissão, respeitada a individualidade e a transparência dos dados.

Os servidores públicos que trabalham na produção de pesquisa terão acesso aos dados mediante autorização do presidente do Inep, Chico Soares, ou de servidor do instituto a quem seja delegado tal poder. As informações estarão disponíveis para pesquisa e análise em ambiente reservado, por tempo determinado. Quem for considerado apto a realizar pesquisas deve preencher termo de compromisso e manutenção de sigilo.

A Portaria do Inep nº 467/2014, que estabelece as normas de acesso a informações protegidas do instituto, foi publicada no Diário Oficial de União de segunda-feira, 22. No Brasil, o acesso a informações, previsto na Constituição Federal, obedece ao disposto na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011.

Mais informações:
Assessoria de Imprensa do Inep
Tel.: (61) 2022-3630
E-mail: imprensa@inep.gov.br

Disponível em: <http://www.saocarlos.usp.br/index.php?option=com_content&task=view&id=18155&Itemid=171>. Acesso em: 30 set. 2014.

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Conferência internacional defenderá livre compartilhamento do conhecimento

02/12/2013

Agência FAPESP – O diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, representará o Brasil na conferência internacional “An Open World: Science, Technology and Society in the Light of Niels Bohr’s Thoughts ”, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de dezembro, na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

O evento reunirá pesquisadores e tomadores de decisão de vários países para discutir de que forma o livre acesso à informação e a cooperação científica podem auxiliar no gerenciamento de problemas globais.

As sessões plenárias da conferência serão divididas em cinco grandes temas: “Tecnologias militares do amanhã”; “Novas ameaças e oportunidades globais”; “Política e Economia face a Novas Tecnologias”; “Cientistas e Política” e “Internet – Uma infraestrutura global livre?”.

O resultado dessa reunião dará origem a uma carta aberta à Organização das Nações Unidas (ONU), defendendo o conceito de ´mundo aberto´ como solução aos desafios contemporâneos em bioética, economia, política, clima, guerras e tecnologia da informação.

Essa nova carta reforça a atitude do físico dinamarquês Niels Bohr, que em 1950 encaminhou uma carta à ONU defendendo o compartilhamento de conhecimento e da cooperação internacional.

A conferência ainda terá a participação de Jimmy Wales, fundador do Wikipedia; de Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica; de Rolf Dieter-Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear; e de Alain Aspect, físico ganhador da Unesco Bohr Medal, entre outros.

A próxima edição do encontro, em 2016, será realizada no Brasil.

Mais informações sobre a conferência em http://bohr-conference2013.ku.dk/

Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/18301#.UpxXW0az4e8.twitter>. Acesso em: 3 dez. 2013.

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Palestra “O Acesso à Informação no século XXI”

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15 março 2013 · 6:16 pm

Palestra "O Acesso à Informação no século XXI"

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15 março 2013 · 6:16 pm

Apontamentos sobre “De Gutenberg à infra-estrutura global da informação: o acesso à informação no mundo em rede”

Em outro livro que li nas férias, especificamente em Janeiro, (“From Gutenberg to the global information infrastructure: access to information in the networked world”, de Christine L. Borgman), achei interessante a citação do trabalho de Bowker e Star (1999) sobre a ideologia nos catálogos, isto é, os termos contidos nos seus registros bibliográficos refletem a presença de uma ideologia de uma determinada época, indicando aspectos culturais, políticos, econômicos e sociais de um momento histórico.

Posteriormente, Borgman apresenta ao leitor uma reflexão interessante sobre a invisibilidade do trabalho com a informação, identificada em um trabalho de Paisley (1980). No ambiente digital, contudo, esse trabalho tende a se tornar cada vez mais visível na medida em que ferramentas online permitem uma comunicação mais próxima com os usuários, para quem todos os produtos e serviços bibliotecários devem estar voltados. Vale ressaltar que as atividades clássicas de coleta, aquisição, tratamento e disseminação da informação continuam, porém com a adoção de padrões digitais, como o Dublin Core. Além disso, os direitos autorais dos materiais digitais também se colocam como desafios para os bibliotecários, não apenas por se encontrarem em um suporte eletrônico, mas também por permitirem formas de acesso diferenciadas, que devem ser definidas no momento de aquisição dos mesmos.

A questão da invisibilidade do conteúdo e custos de acesso é apresentado em Borgman (1997) e Miller (1997). Primeiramente ela aponta a dicotomia de recursos online e offline, discutindo que muitas fontes de informação encontram-se offline, ou seja, fora da Internet. Isso se deve a recente criação de bases de dados online, iniciada na década de 1970, bem como pelo fato de poucos índices impressos terem sido criados no começo dos anos 1960.

No contexto da informação paga versus livre, a autora discute que muitos materiais de pesquisa, por exemplo, possuem um custo proibitivo para os usuários, como bases de dados e periódicos acadêmicos, que geralmente são assinados por bibliotecas universitárias. Da mesma forma, governos, grupos religiosos ou políticos e ONGs podem prover informação por meio de recursos financeiros próprios. Portanto, a informação nem sempre é gratuita, mas isso ocorre pelo fato do custo da mesma geralmente não ser repassada aos usuários.

Quanto ao valor agregado conteúdo, Borgman (2003) aponta que os usuários devem considerar fatores intangíveis ao conteúdo, tais como integridade da fonte de informação e validade do conteúdo. Para tanto, deve-se contar com a assistência do provedor de conteúdo, por exemplo, de uma base de dados, de modo que dúvidas acerca da busca, formato ou versões do documento possam ser sanadas sem prejudicar a disponibilização e o acesso à informação. Nesse contexto, a autora exemplifica com a importância da qualidade e integridade informação jurídica fornecida para advogados, que pode levá-los a ganhar ou perder uma causa.

Por fim, chamou-me a atenção os trabalhos de Rupnik (1991), Shane (1994), Skvorecky (1991) e Z (1991) sobre a prática do Samizdat na ex-URSS. Nas palavras de Borgman (2003, p. 250, tradução nossa), apoiada pelos autores anteriormente citados, o Samizdat era uma “[…] forma de auto-publicação clandestina, incluindo materiais domésticos banidos pelo governo, traduções de materiais estrangeiros, e outros documentos que eram críticos para as práticas e políticas oficiais.”, o que revela que a prática da censura não é novidade nos tempos atuais, em que Twitter e Facebook derrubam regimes autoritários e, com eles, essa prática.

REFERÊNCIAS

Bowker, G., Star, S. L. 1999. Sorting things out: Classification and practice. MIT Press.

Paisley, W. J. 1980. Information and work. In B. Dervin and M. J. Voigt, eds. Progress in the Commucation Sciences (Vol. 2, pp. 114-165). Nordwood, NJ: Ablex.

Borgman, C. L. 1997c. Now that we have digital collections, why do we need libraries? In C. Schwartz and M. Rorvig, eds. Digital Collections: Implications for Users, Funders, Developers, and Maintainers; Proceedings of the American Society for Information Science Annual Meeting 34, November 1997, Washington, D.C. Medford, NJ: Information Today. pp. 27-33.

Miller, W. 1997. Troubling myths about on-line information. Chronicle of Higher Education 63 (47), A44.

Borgman, C. L. From Gutenberg to the Global Information Infrastructure: Access to Information in the Networked World. London: MIT Press, 2003.

Rupnik, J. 1991. Central Europe of Mitteleuropa? In S. R. Graubard, ed. Eastern Europe . . . Central Europe . . . Europe. Boulder: Westview Press. Pp. 233-266.

Shane, S. 1994. Dismantling Utopia: How Information Ended the Soviet Union. Chicago: Ivan R. Dee.

Skvorecky, J. 1991. Bohemia of the soul. In S. R. Graubard, ed. Eastern Europe . . . Central Europe . . . Europe. Boulder: Westview Press. Pp. 115-143.

Z. 1991. To the Stalin Mausoleum. In S. R. Graubard, ed. Eastern Europe . . . Central Europe . . . Europe. Boulder: Westview Press. Pp. 283-338.

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Apontamentos sobre "De Gutenberg à infra-estrutura global da informação: o acesso à informação no mundo em rede"

Em outro livro que li nas férias, especificamente em Janeiro, (“From Gutenberg to the global information infrastructure: access to information in the networked world”, de Christine L. Borgman), achei interessante a citação do trabalho de Bowker e Star (1999) sobre a ideologia nos catálogos, isto é, os termos contidos nos seus registros bibliográficos refletem a presença de uma ideologia de uma determinada época, indicando aspectos culturais, políticos, econômicos e sociais de um momento histórico.

Posteriormente, Borgman apresenta ao leitor uma reflexão interessante sobre a invisibilidade do trabalho com a informação, identificada em um trabalho de Paisley (1980). No ambiente digital, contudo, esse trabalho tende a se tornar cada vez mais visível na medida em que ferramentas online permitem uma comunicação mais próxima com os usuários, para quem todos os produtos e serviços bibliotecários devem estar voltados. Vale ressaltar que as atividades clássicas de coleta, aquisição, tratamento e disseminação da informação continuam, porém com a adoção de padrões digitais, como o Dublin Core. Além disso, os direitos autorais dos materiais digitais também se colocam como desafios para os bibliotecários, não apenas por se encontrarem em um suporte eletrônico, mas também por permitirem formas de acesso diferenciadas, que devem ser definidas no momento de aquisição dos mesmos.

A questão da invisibilidade do conteúdo e custos de acesso é apresentado em Borgman (1997) e Miller (1997). Primeiramente ela aponta a dicotomia de recursos online e offline, discutindo que muitas fontes de informação encontram-se offline, ou seja, fora da Internet. Isso se deve a recente criação de bases de dados online, iniciada na década de 1970, bem como pelo fato de poucos índices impressos terem sido criados no começo dos anos 1960.

No contexto da informação paga versus livre, a autora discute que muitos materiais de pesquisa, por exemplo, possuem um custo proibitivo para os usuários, como bases de dados e periódicos acadêmicos, que geralmente são assinados por bibliotecas universitárias. Da mesma forma, governos, grupos religiosos ou políticos e ONGs podem prover informação por meio de recursos financeiros próprios. Portanto, a informação nem sempre é gratuita, mas isso ocorre pelo fato do custo da mesma geralmente não ser repassada aos usuários.

Quanto ao valor agregado conteúdo, Borgman (2003) aponta que os usuários devem considerar fatores intangíveis ao conteúdo, tais como integridade da fonte de informação e validade do conteúdo. Para tanto, deve-se contar com a assistência do provedor de conteúdo, por exemplo, de uma base de dados, de modo que dúvidas acerca da busca, formato ou versões do documento possam ser sanadas sem prejudicar a disponibilização e o acesso à informação. Nesse contexto, a autora exemplifica com a importância da qualidade e integridade informação jurídica fornecida para advogados, que pode levá-los a ganhar ou perder uma causa.

Por fim, chamou-me a atenção os trabalhos de Rupnik (1991), Shane (1994), Skvorecky (1991) e Z (1991) sobre a prática do Samizdat na ex-URSS. Nas palavras de Borgman (2003, p. 250, tradução nossa), apoiada pelos autores anteriormente citados, o Samizdat era uma “[…] forma de auto-publicação clandestina, incluindo materiais domésticos banidos pelo governo, traduções de materiais estrangeiros, e outros documentos que eram críticos para as práticas e políticas oficiais.”, o que revela que a prática da censura não é novidade nos tempos atuais, em que Twitter e Facebook derrubam regimes autoritários e, com eles, essa prática.

REFERÊNCIAS

Bowker, G., Star, S. L. 1999. Sorting things out: Classification and practice. MIT Press.

Paisley, W. J. 1980. Information and work. In B. Dervin and M. J. Voigt, eds. Progress in the Commucation Sciences (Vol. 2, pp. 114-165). Nordwood, NJ: Ablex.

Borgman, C. L. 1997c. Now that we have digital collections, why do we need libraries? In C. Schwartz and M. Rorvig, eds. Digital Collections: Implications for Users, Funders, Developers, and Maintainers; Proceedings of the American Society for Information Science Annual Meeting 34, November 1997, Washington, D.C. Medford, NJ: Information Today. pp. 27-33.

Miller, W. 1997. Troubling myths about on-line information. Chronicle of Higher Education 63 (47), A44.

Borgman, C. L. From Gutenberg to the Global Information Infrastructure: Access to Information in the Networked World. London: MIT Press, 2003.

Rupnik, J. 1991. Central Europe of Mitteleuropa? In S. R. Graubard, ed. Eastern Europe . . . Central Europe . . . Europe. Boulder: Westview Press. Pp. 233-266.

Shane, S. 1994. Dismantling Utopia: How Information Ended the Soviet Union. Chicago: Ivan R. Dee.

Skvorecky, J. 1991. Bohemia of the soul. In S. R. Graubard, ed. Eastern Europe . . . Central Europe . . . Europe. Boulder: Westview Press. Pp. 115-143.

Z. 1991. To the Stalin Mausoleum. In S. R. Graubard, ed. Eastern Europe . . . Central Europe . . . Europe. Boulder: Westview Press. Pp. 283-338.

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