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Bibliotecária do Centro Educacional Católica é premiada nos EUA

Yaciara Mendes Duarte ganhou honraria internacional por ter desenvolvido projetos inovadores na biblioteca da escola, localizada em Taguatinga

 postado em 22/10/2017 15:37

 Neyrilene Costa*

 

A brasiliense Yaciara Mendes Duarte, 29 anos, trabalha na Biblioteca Cora Coralina do Centro Educacional Católica de Brasília — que recebe alunos do ensino infantil ao médio — há  dois anos e trouxe para a capital federal um prêmio internacional. Trata-se do troféu Da Vinci Huis, oferecido desde 2010 a jovens bibliotecários que desenvolvem trabalhos inovadores pelo país. Graduada em biblioteconomia e mestre em ciências da informação pela Universidade de Brasília (UnB), ela foi reconhecida por introduzir projetos que despertem o hábito da leitura no ambiente de trabalho. Promoção de semanas temáticas (com presença de especialistas para falarem de autores) e datas comemorativas (no Dia dos Namorados, por exemplo, as bibliotecárias embrulham livros com papel de presente para que pegar uma obra emprestada se torne mais especial) estão entre as atividades que a levaram ao pódio.Outros projetos desenvolvidos por ela são o Sexta em jogo (nesses dias, games de tabuleiro são utilizados para que a biblioteca se torne um lugar de interação) e Encontre a sua Pokebola (por meio do qual objetos contendo vale-livros e prêmios foram escondidos pelo colégio para que os estudantes procurassem). Yaciara ganhou a honraria em Long Beach, na Califórnia, nos Estados Unidos, durante o 46º Congresso Anual da International Association of School Librarianship (IASL), no início de agosto. Esta foi a primeira vez que a brasiliense viajou para fora do país e teve os custos pagos pela organização do prêmio. Yaciara se encantou pela leitura e pelas bibliotecas ainda na infância, depois de ser alfabetizada, a partir de livros de receita, pela mãe, a aposentada Maria José Mendes. A paixão pelo ramo só cresceu e a motivou a querer trabalhar para incentivar crianças e adolescentes a gostarem de ler. Ao longo da carreria, cuidou do acervo bibliográfico da Faculdade Senac, do Centro Universitário Euroamericano (Unieuro), da Universidade Católica de Brasília (UCB), do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e do Colégio La Salle.

Por que você decidiu ser bibliotecária? 
O que fez toda a diferença em minha vida foi minha mãe ter me possibilitado o prazer de ler. Minha relação com espaços dedicados à leitura começou quando eu era criança. Cresci em Samambaia e, atrás da minha casa, tinha uma biblioteca, a do Centro de Ensino Médio (CEM) 304. Foi nela que comecei a ler os clássicos da literatura e acessei pela primeira vez a internet. Fiquei apaixonada. Minha dissertação de mestrado — As representações sociais no ensino médio do Distrito Federal: a biblioteca escolar pública sob o olhar do estudante — refletiu isso.

Lanna Silveira/Esp.CB/D.A Press

Como você se sentiu ao receber a condecoração Da Vinci Huis?
O sentimento foi de que não fiz mais que minha obrigação. Por mais que eu tenha ficado muito feliz, ainda não estou satisfeita: acho que o que fazemos e vivemos aqui na Cora Coralina deve ser levado para outras bibliotecas. O bibliotecário não deve só cuidar de livros e de atividades técnicas: temos que conquistar os leitores, os alunos. E, para entender do que os estudantes gostam, deve-se fazer pesquisas, compreender se eles apreciam jogos e vídeos, por exemplo, e utilizar isso para fortalecer o interesse deles.

 

Como foi participar do congresso nos Estados Unidos? 
Foi incrível! Passei 10 dias lá. Ter contato com outras vivências me fez ter certeza de que o caminho para melhores práticas na área tem que ser o de democratizar e desmistificar a leitura e a informação. Nosso papel nunca foi só o de emprestar livros. Pude perceber que, de fato, tem muitas pessoas fazendo a diferença na área, o que me deu gás para querer fazer mais pelos alunos.

Lanna Silveira/Esp.CB/D.A Press

Como é o seu lugar de trabalho?
A biblioteca do Centro Educacional Católica tem quatro funcionárias: eu, a pedagoga Dulcilene Moreira, a bióloga Dayanne Oliveira e a auxiliar Valma Ferreira. Nosso acervo é de 7.590 obras e o espaço conta com 17 computadores. Em 2016, começamos a desenvolver as atividades das semanas temáticas e de integração. Com os projetos, houve grande aumento no número de frequentadores e na quantidade de livros emprestados entre julho deste ano (12 mil exemplares) e do anterior (10 mil). Este crescimento ocorreu entre alunos de todas as faixas etárias. Estamos conquistando os leitores identificando o interesse de cada frequentador.

Você acha que a sua profissão é reconhecida no Brasil? Por quê?
Ela não é: as pessoas não entendem o que fazemos. Existem poucos especialistas em biblioteconomia no país, o perfil da área é muito tecnicista, voltado para a preservação do acervo, o que acaba distanciando o profissional do público. A atitude diferenciada de desenvolver projetos atrativos deve ser reforçada pelas universidades e trabalhada por outras pessoas.

Lanna Silveira/Esp.CB/D.A Press

Quais as qualidades de um bom profissional da sua área? 
Gostar de gente, de leitura, de informação e, principalmente, de ter contato com livros. O bibliotecário, dentro do espaço de leitura, se torna referência. Sempre ocorre de me perguntarem: O que você me indica para ler? Então, você tem que conhecer os perfis, as pessoas e as obras para fazer o trabalho de mediação. Uma das cinco leis da biblioteconomia, do indiano Shiyali Ramamritam (1892-1972), inclusive, diz “Todo leitor tem seu livro”.

Você quer deixar um recado para os leitores?

A biblioteca tem que estar a serviço da população. Temos que tirar da cabeça das pessoas a ideia de que é um lugar chato ou somente para indivíduos cultos. Eu e minha equipe tentamos mostrar aos alunos a necessidade do conhecimento para trilhar um caminho na sociedade, pois o mundo está em constante mudança e temos que acompanhar essas evoluções. O que acho mais incrível na biblioteca é que pensamentos antagônicos existem no mesmo lugar. E é disso que precisamos ultimamente: respeitar a diversidade de ideias sem agredir o outro.

 

* Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa

Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/tf_carreira/2017/10/22/tf_carreira_interna,635456/bibliotecaria-do-centro-educacional-catolica-e-premiada-nos-eua.shtml>. Acesso em: 25 out. 2017.

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Lei obriga escolas a ter biblioteca, bibliotecário e um livro por aluno

Eleição Mesa Diretora - Foto Alberto Cesar Araujo/Aleam

O Projeto de Lei que obriga toda escola a ter biblioteca, bibliotecário e, no mínimo, um livro por aluno, de autoria do deputado estadual José Ricardo Wendling (PT), foi promulgado nesta quinta-feira (22) pelo plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), passando a vigorar na data da publicação. A proposta institui o Programa Estadual de Universalização das Bibliotecas nas escolas do sistema de educação do Amazonas com acervo atualizado, o que, para o parlamentar, vai melhorar a qualidade na educação.

“Segundo o INEP e o Censo Escolar, apenas 19% das escolas do Amazonas tinham bibliotecas instaladas. O Amazonas é o 3º estado no País com o menor número de bibliotecas. Do total de 5.587 escolas, públicas e privadas, na capital e no interior, somente 1070 tinham bibliotecas. Uma vergonha! Nas fiscalizações que faço nas escolas em Manaus e no interior, muitas bibliotecas não estão funcionando, os livros estão jogados numa sala, não tem bibliotecário. Precisamos garantir o acesso à pesquisa”, expôs.

José Ricardo ressaltou que por esta falta de estímulo à leitura, muitos estudantes têm dificuldades na escrita, na elaboração e interpretação de textos, também é uma das razões dos baixos índices nos indicadores de qualidade da educação no estado. Este projeto está baseado na Lei Federal 12.244/2010, que prevê que até o ano de 2020 se instale bibliotecas em todas as escolas, e nelas tenha no acervo de livros no mínimo um título para cada aluno matriculado, o acesso às pessoas com deficiência, além de valorizar de bibliotecários por meio de concurso público.

Violência contra a Mulher

Outro Projeto de Lei do deputado aprovado pela Assembleia Legislativa foi o que institui “A Campanha Estadual de 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”. A propositura segue para sanção do Governo do Estado.

A campanha foi criada em 1991, por 23 feministas de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), nos Estados Unidos, com intuito de educar a sociedade para erradicar esse tipo de violência e garantir os direitos humanos das mulheres. Em todo o mundo, a mobilização inicia no dia 25 de novembro, data conhecida como “Dia da Não Violência contra a Mulher”, em referência as irmãs Dominicanas, Pátria, Minerva e Maria Tereza, “Las Mariposas”, que lutavam por soluções de problemas sociais, mas foram perseguidas, presas e brutalmente assassinadas. E termina no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

“A violência contra as mulheres ainda é uma triste realidade em nossa sociedade e, por isso, precisamos mobilizar essa mesma sociedade para que tome consciência sobre o respeito ao ser humano, independente de sexo, religião, cor, idade ou qualquer outra diferença. Temos que ensinar desde cedo as crianças e os adolescente o valor do respeitar ao próximo, tratando-os como gostaríamos de ser tratados. Não podemos aceitar nenhum ato que viole a dignidade da pessoa humana, seja a circunstância que for”, afirmou José Ricardo, presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Aleam.

Presidência

O deputado José Ricardo que defende uma Assembleia Legislativa independente registrou, na tarde desta quinta-feira, sua candidatura à presidência da Casa, apresentando 13 propostas. Apesar de não ter sido eleito, o parlamentar ressaltou que irá manter o diálogo o novo presidente da Casa e com toda a Mesa Diretora eleita, para contribuir com propostas que melhorem as condições de vida da sociedade amazonense.

 

Texto: Assessoria do Deputado

Cristiane Silveira — (92) 8816-1862 / 8209-7306

cristianesilveira.jornalista@gmail.com

Meg Rocha — (92) 3183-4388 / 9484 3264

meglrocha@gmail.com

Disponível em: <http://www.ale.am.gov.br/2016/12/23/lei-obriga-escolas-a-ter-biblioteca-bibliotecario-e-um-livro-por-aluno/>. Acesso em: 3 jan. 2017.

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Abaixo-assinado

São Paulo, 07 de novembro de 2008 – Edição Extra 48

BOB NEWS

BIBLIOTECÁRIOS E SIMPATIZANTES, ASSINEM A PETIÇÃO ONLINE

PARA CRIAÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O ENSINO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Considerando a carência de políticas públicas para a área de bibliotecas escolares, que garantam a qualidade dos serviços oferecidos em todas as escolas da rede estadual de ensino e também a pertinência dos acervos disponibilizados, como condição básica ao processo de inclusão sócio-cultural da população estudantil, o Conselho Regional de Biblioteconomia está encabeçando abaixo-assinado para ser enviado ao governador José Serra solicitando a implantação de um Sistema de Informação para o Ensino Público do Estado de São Paulo, a criação de cargos de Bibliotecário e abertura de concurso público para preenchimento destes cargos.

Para fortalecer esta luta em prol da sociedade, assinem o abaixo-assinado eletrônico (de acordo com os passos a seguir) e divulguem aos seus familiares, amigos e todos os profissionais simpatizantes a esta causa.

Prazo: até 20.11.2008

O preenchimento é muito simples:

1) Clique no endereço: http://www.gopetition.com/online/23057.html

2) Leia a mensagem. Clique em “sign the petition” (= assine a petição). Assim que aberto, complete os dois dados obrigatórios: nome (first name) sobrenome (last name).
Os demais dados são opcionais (e-mail, endereço, cidade etc)

Você pode fazer um breve comentário (“short comments”) para fortalecer a discussão.

3) Digite o código de segurança que aparece na página aberta (letras e números coloridos).

4) Clique em “sign” (= assinar).

Pronto, seu nome estará inscrito no abaixo-assinado.

5) Para enviar para outras pessoas:
clique em “tell a friend” e mande o e-mail que se abrirá, solicitando que assine e divulgue para outros.

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I Encontro Nacional sobre Biblioteca Escolar – Ribeirão Preto (SP)

O curso de Ciências da Informaçaão e Documentação da USP-Ribeirão Preto realizará no dia 8/11, das 8h00 às 17h00, o I Encontro Nacional sobre Biblioteca Escolar. Mais informações estão disponíveis no folder abaixo e as inscrições podem ser realizadas no site do evento.

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