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Agora é lei: Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares é instituído no Rio

Por Divulgação Alerj
AGORA É LEI: SISTEMA ESTADUAL DE BIBLIOTECAS ESCOLARES É INSTITUÍDO NO RIO

As bibliotecas da rede pública de ensino estarão integradas a partir de agora por conta da instituição do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (Sebe-RJ). É o que determina a Lei Nº 8522/19, dos deputados Flávio Serafini (PSol) e Waldeck Carneiro (PT).

O Sebe-RJ ficará organizado em quatro partes: as Unidades Prestadoras de Serviço, que se instalarão em cada biblioteca; as Unidades Descentralizadoras de Execução, que serão compostas por um determinado número de escolas em uma região específica, com o objetivo de supervisionar o trabalho exercido; a Unidade Central de Execução, responsável por estabelecer políticas e metodologias para o sistema; e o Órgão Central, que deverá garantir recursos para aquisição de acervo e equipamentos, bem como a implementação e expansão de bibliotecas escolares.

“A existência da biblioteca escolar infere positivamente na qualidade do processo de ensino-aprendizagem e no domínio dos códigos para a aquisição de habilidades e competências dos estudantes. A existência da biblioteca na escola, de fato, torna-se indispensável para a formação do indivíduo”, justificou os autores da lei.

Disponível em: http://www.alerj.rj.gov.br/Visualizar/Noticia/46908?AspxAutoDetectCookieSupport=1. Acesso em: 17 set. 2019.

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Bibliotecas melhoram aprendizado de matemática, diz pesquisa

A conclusão é de um estudo do Instituto Pró-Livro, que será apresentada no Fórum de Educação da Bienal do Livro em setembro

Contato com os livros melhora desempenho dos alunos

Contato com os livros melhora desempenho dos alunos

Pixabay

Além de melhorar a leitura e o conhecimento em língua portuguesa, frequentar uma biblioteca integrada ao projeto pedagógico da escola pode incrementar o aprendizado dos alunos em matemática. A conclusão é de uma pesquisa do Instituto Pró-Livro, que será apresentada no Fórum de Educação da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2 de setembro.

Foram ouvidos na pesquisa professores de português, diretores e bibliotecários das 500 escolas públicas com melhor nota na Prova Brasil, comparando as diferenças entre os resultados obtidos e as atividades desenvolvidas nas bibliotecas. Sem antecipar todos os dados, a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, disse que foi possível identificar uma influência positiva das bibliotecas no aprendizado dos alunos do 5º ano do ensino fundamental.

A pesquisa leva em conta diversos fatores, inclusive físicos, como a infraestrutura da biblioteca, sua acessibilidade e a conexão à internet. Também são consideradas a atuação do responsável pela biblioteca e do professor entrevistado, a disponibilidade de acervo e recursos eletrônicos, e o uso desse espaço pelos alunos.

O grupo de escolas mais bem avaliadas na disponibilidade de acervo e recursos eletrônicos teve um acréscimo de 10 pontos em matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), enquanto, em português, o incremento da nota foi de 6 para o acervo e de 10 pontos para recursos eletrônicos. Quando considerados todos os critérios, há uma associação positiva das bibliotecas bem avaliadas com o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“A gente ficou surpreso, mas quando a gente pensa na matemática, o enunciado do problema é fundamental. Você tem que ter a compreensão leitora, depende da compreensão para resolver um problema”, disse Zoara Failla, em entrevista à Agência Brasil.

A pesquisadora ponderou que ter uma biblioteca não é o bastante para que as escolas impactem a formação de seus alunos. É preciso que o espaço seja aproveitado de forma multidisciplinar, de modo que atividades orientadas incentivem os alunos a pesquisar em seu acervo. “É preciso ter uma mediação. As atividades têm que estar orientadas pelo currículo escolar e pelo projeto político-pedagógico da escola. É esse conjunto de possibilidades e ofertas que vai impactar na aprendizagem”, acrescentou Zoara.

As conclusões que serão apresentadas no dia 2 de setembro na Bienal incluirão ainda informações sobre como a existência de uma biblioteca ativa é especialmente positiva em escolas que atendem a populações mais vulneráveis. No dia 23 de setembro, os dados serão novamente apresentados em São Paulo, em um seminário no Itaú Cultural.

Disponível em: https://noticias.r7.com/educacao/bibliotecas-melhoram-aprendizado-de-matematica-diz-pesquisa-08082019. Acesso em: 15 ago. 2019.

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Projeto distribui gratuitamente cinematecas e bibliotecas para escolas públicas do Rio de Janeiro

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TCE mostra 1/4 das escolas estaduais sem bibliotecas

O relatório descreve que, em algumas escolas, não há efetiva utilização do espaço por causa da desorganização do ambiente
TCE mostra 1/4 das escolas estaduais sem bibliotecas
Crédito da foto: Adival B. Pinto / Arquivo JCS

Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) mostra um quadro deficitário na educação paulista. No exercício de 2018, a inspeção in loco, realizada em 133 escolas no Estado, aponta que 34 unidades de ensino fundamental não possuem bibliotecas/salas de leitura, o que representa 25% do total, ou seja, um quarto. O relatório descreve que, em algumas escolas, não há efetiva utilização do espaço por causa da desorganização do ambiente ou, às vezes, por falta de projeto pedagógico que integre atividades do professor para com o aluno. Além disso, 95% das 133 escolas estaduais do ensino fundamental e médio, fiscalizadas, não apresentaram laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros.

O levantamento destaca também que o laboratório de Ciências é o ambiente menos presente nas escolas. Em 82% das unidades de ensino, em relação aos anos iniciais, não há um espaço estabelecido para o estudo da matéria.

Disponível em: https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/informacao-livre/tce-mostra-1-4-das-escolas-estaduais-sem-bibliotecas/. Acesso em: 10 ago. 2019.

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Investir em Educação é investir em Biblioteca Escolar!

PUBLISHNEWS, VOLNEI CANÔNICA, 03/05/2019

Em sua coluna, Volnei Canônica explica detalhes da pesquisa sobre bibliotecas escolares realizada recentemente pelo Instituto Pró-Livro

Infelizmente tornou-se comum ouvir notícias de que, pela falta de estrutura e investimentos nas escolas, ou devido ao número crescente de crianças fora delas, gestores públicos fecham as bibliotecas escolares ou salas de leitura para transformá-las em sala de aula.

Esta ação não é nada eficaz para a educação brasileira. Arrisco dizer que é uma ação bastante desastrosa, fruto de uma visão antiquada do que seja uma biblioteca escolar por parte de alguns gestores públicos, ou pela falta de conhecimento sobre o impacto deste equipamento.

Uma biblioteca escolar estruturada, com um bom acervo, equipamentos e profissionais qualificados desenvolvendo ações de leitura ligadas ao projeto político pedagógico ou currículo escolar traz grande impacto positivo na aprendizagem dos alunos. Alguém tem dúvida sobre isso?

Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Camilo Castelo Branco (Rio de Janeiro- RJ)

Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Camilo Castelo Branco (Rio de Janeiro- RJ)

Não afirmo isso por suposição ou por ser um grande entusiasta e profissional da área da leitura. Estou afirmando porque recentemente tive acesso a uma pesquisa sobre a importância das bibliotecas escolares.

Em comemoração ao dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, 23 de abril, o Instituto Pró-Livro – criado em 2006 pelas entidades Abrelivros, CBL e SNEL – apresentou os primeiros resultados de uma importante pesquisa sobre a biblioteca escolar. O Instituto Pró-livro é responsável também pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que apresenta um panorama sobre o comportamento leitor do brasileiro.

Este recorte sobre a biblioteca escolar é fundamental, já que nos últimos anos, a escola, o professor e a literatura têm passado por um processo de desvalorização, não só pelo poder público, como também pela sociedade civil.

A pesquisa sobre a biblioteca escolar se balizou em dois marcos regulatórios que deveriam nortear as políticas públicas para a área da Educação:

a) Plano Nacional de Educação/PNE (2014 – 2024) – Em suas metas pretende promover equipamentos e recursos tecnológicos digitais e a universalização das bibliotecas em todas as escolas de ensino básico, até 2024.

b) Lei nº 12.244/2010 que também prevê a universalização das bibliotecas escolares em instituições públicas ou privadas até 2020.

Além desses dois marcos regulatórios, um outro fator motivador para a realização da pesquisa foi a descontinuidade do Programa Nacional da Biblioteca Escolar – PNBE, do Ministério da Educação (MEC), e o seu impacto nas bibliotecas da escolas e consequentemente, no processo de aprendizagem dos alunos.

A pesquisa foi aplicada em aproximadamente 500 escolas, distribuídas em 17 unidades da federação, pelo Instituto OPE Sociais. Dirigentes escolares, professores de português e responsáveis por bibliotecas responderam um questionário com 60 perguntas, desenvolvido pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa (INSPER).

O principal objetivo da pesquisa era demonstrar qual a importância da biblioteca escolar no processo educativo dos alunos do ensino básico.

Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Cabrita (Rio de Janeiro - RJ)

Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Cabrita (Rio de Janeiro – RJ)

Após o período de aplicação dos questionários os dados foram tratados e correlacionados com dois importantes indicadores de avaliação do desempenho do aluno: O IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e o SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica, por meio da Prova Brasil.

A pesquisa trouxe ainda os dados do Censo realizado pelo MEC, em 2017, revelando que das 142.573 escolas públicas federais, estaduais e municipais, 61% não tinham biblioteca ou sala de leitura. Ou seja: 88.340 escolas sem este equipamento fundamental no processo de aprendizagem e do desenvolvimento do aluno.

Nas escolas particulares o percentual de instituições sem bibliotecas é menor, mas não menos preocupante. Das 37.569 escolas particulares, 27% não têm bibliotecas ou salas de leitura. Ou seja: 10.295 escolas particulares sem bibliotecas.

Se fizermos um cálculo sobre a falta de bibliotecas nas instituições de ensino no Brasil, podemos dizer que 98.635 escolas não tem bibliotecas. Um percentual de 55% das escolas brasileiras não está alinhado com as metas do PNE, e não cumpre a Lei 12.244/10. São escolas que estão limitando o acesso à cultura escrita e visual. Limitando o acesso à ficção.

Já que o objetivo da pesquisa era medir o impacto da biblioteca escolar, o recorte buscou aplicar a pesquisa num número significativo de escolas com bibliotecas ou salas de leitura, mas também aplicou em um número menor de escolas sem bibliotecas escolares, para comparação. Das quase 500 escolas selecionadas, 60.6% têm bibliotecas, 33,2% têm salas de leitura e 6,5% não tem bibliotecas ou salas de leitura.

A pesquisa levantou ainda as condições dessas bibliotecas ou salas de leitura. Observaram-se questões sobre instalações, funcionamentos, perfis dos profissionais que atuam nessas bibliotecas, quais são as atividades e a integração dessas ações no projeto político pedagógico ou currículo escolar. Pilares que sustentam uma biblioteca escolar.

Mas será que esses pilares têm impacto na aprendizagem dos alunos?

Crianças lendo na Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Lúcia (Caxias do Sul - RS)

Crianças lendo na Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Lúcia (Caxias do Sul – RS)

Antes de termos as respostas para essa pergunta, é necessário analisar o universo pesquisado.

Segundo a pesquisa, 37% do local onde estão instaladas as bibliotecas ou salas de leitura são de uso compartilhado com outras ações e somente 57% são de uso exclusivo para a biblioteca. Além disso apenas 49% do mobiliário desses espaços (estantes, mesas, arquivos e outros equipamentos) são considerados suficientes.

Em se tratando dos profissionais que atendem nesse espaço, foi levantado que 74% tem nível superior. A pesquisa aponta ainda uma diversidade de profissionais realizando o atendimento nas bibliotecas: 31,5% São professores responsáveis pela biblioteca, 20,6% são professores readaptados, 11,9% são bibliotecários. Um dado bastante significativo foi o de 28%, que a pesquisa caracteriza como “Outros” – técnicos, voluntários e estagiários.

Para 62% desses responsáveis pela biblioteca, a quantidade de livros do acervo está compatível com o número de alunos, um dado que parece pouco frágil, já que 60% desses mesmos entrevistados não souberam informar o número de títulos e exemplares existentes na biblioteca. Provavelmente, a fragilidade desta informação tenha relação com a falta de um bibliotecário, de equipamento e de uma plataforma digital para a catalogação deste acervo.

Os números da pesquisa referendam essa minha afirmação: 64% dos profissionais que atuam no espaço disseram que existe procedimento técnico com uma certa assiduidade, mas que apenas 47% executam catalogação com essa mesma frequência.

Sobre o acervo, os entrevistados afirmam que 42% é atualizado com uma certa frequência e que possui diversidade de gêneros literários. Para 74% desses entrevistados, os livros e materiais de pesquisa são de fácil localização pelo aluno/professor.

Em se tratando das atividades e projetos desenvolvidos pelas bibliotecas ou salas de leitura, 44% dos respondentes afirmam que suas atividades estão ligadas ao projeto político pedagógico ou currículo escolar. Já 41% responderam que suas atividades estão ligadas em parte a essa questão e 15% responderam que suas ações são autônomas e não tem ligação às questões da sala de aula.

A pesquisa mostrou que dentro do escopo de escolas entrevistadas 88% das bibliotecas ou salas de leitura funcionam de segunda a sexta-feira. 2% funcionam também aos sábados. 10% estão fechadas todos os dias.

Um dado que chama a atenção e se revela preocupante é a relação da literatura com a biblioteca escolar, talvez ainda percebida por alguns como um espaço somente de pesquisa. Os dados apresentados mostram que apenas 40% desses profissionais indicam sempre livros de literatura. 25% indicam muitas vezes, 25%, às vezes e 10% não indicam. A pesquisa revela como precisamos formar mais profissionais leitores com condições de indicar e emprestar livros de literatura para as crianças e suas famílias.

Todos esses dados importantes nos alimentam cada vez mais de subsídios, para discutir muitas questões que precisam ser melhoradas, tanto na estrutura física como na humana, das bibliotecas escolares ou salas de leitura.

A pesquisa promovida pelo Instituto Pró-Livro, evidencia que, apesar das bibliotecas escolares não estarem nas condições ideais, o impacto deste equipamento na aprendizagem dos alunos é muito positivo.

As análises e correlações dos pesquisadores do INSPER, divulgados no lançamento da pesquisa, revelam:

– A escola que possui espaço exclusivo para biblioteca, acervo diversificado, atividades extraescolares como visitas a museus e atividades culturais e integração do professor às atividades das bibliotecas cria um diferencial significativo na aprendizagem dos alunos.

– Nessa correlação entre espaço físico e o Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico – IDEB, a escola que tem uma biblioteca escolar em boas condições, alcança IDEB 0,2 ponto maior que uma escola com um espaço inferior.

– O impacto da biblioteca é ainda maior nas escolas mais vulneráveis. Neste caso a correlação com o IDEB aumenta em 0,5. Isso é muito significativo já que o IDEB, entre 2015 e 2017, no Brasil inteiro, cresceu 0,3 ponto.

– Ter um responsável pela biblioteca que desenvolva suas ações ligadas às atividades pedagógicas é bastante relevante. Segundo a pesquisa, em correlação com o Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB, o desempenho em Português dos alunos aumenta em 4 pontos, ou seja, o equivalente a 1/3 de um ano de aprendizado para alunos entre o 5º e o 9º ano. Nas escolas mais vulneráveis a relevância é da magnitude de 16 pontos. Quatro vezes maior!

– A pesquisa mostrou que ter um professor de sala de aula que se envolva em atividades de pesquisa e leitura e incentive os alunos a frequentarem a biblioteca, aumenta o desempenho em Português em até 7 pontos na escala SAEB, o que pode representar um índice de 63% de um ano de aprendizado.

– Outro dado significativo se refere à presença de um bom acervo nas bibliotecas escolares, com um crescimento de 6 pontos na disciplina de Português e 10 pontos em Matemática. Já em relação ao IDEB o aumento é de 0,4 ponto.

Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Lúcia (Caxias do Sul - RS)

Biblioteca da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Lúcia (Caxias do Sul – RS)

São muitos os dados e as correlações que podemos fazer. Reproduzi aqui alguns para uma primeira reflexão de muitas que precisam ser feitas a partir de resultados que, em breve, serão disponibilizados pelo Instituto Pró-Livro.

Mas já nessa primeira leitura fica provado que o ensino-aprendizado sofre um impacto positivamente relevante com a presença de uma biblioteca com um espaço adequado e só seu, com bons equipamentos, com um bom acervo e um ou mais profissionais qualificados para desenvolver ações ligadas ao projeto político pedagógico da escola.

Precisamos evidenciar também que esse impacto é muito mais relevante onde as escolas são socialmente vulneráveis. Portanto, é fundamental que se invista, criando ou qualificando bibliotecas em escolas com menos acesso à cultura.

É sabido por todos que pesquisas são fundamentais para que gestores públicos possam tomar as melhores decisões. Gestor que fecha a biblioteca escolar ou sala de leitura está fechando uma porta importante e eficaz no aprendizado das crianças.

É importante que todos entendam, incluo os pais dos alunos, que o processo de aprendizagem não se dá apenas de maneira mais formal como estamos acostumados a ver ao entrar em uma sala de aula. Existem inúmeras experiências no mundo e no Brasil evidenciando como é fundamental para as crianças serem estimuladas de diferentes maneiras.

Investir em educação é investir na biblioteca escolar!

Em tempo: nos próximos dias o Instituto Pró-Livro deverá liberar em seu portal os dados da pesquisa. Enquanto isso, navegue pelo portal pra saber mais sobre a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil e para conhecer muitos projetos de incentivo à leitura e notícias importantes para todos que estão interessados em transformar esse Brasil em um país com mais leitores.

Volnei Canônica é formado em Comunicação Social – Relações Públicas pela Universidade de Caxias do Sul, com especialização em Literatura Infantil e Juvenil também pela Universidade de Caxias do Sul, e especialização em Literatura, Arte do Pensamento Contemporâneo pela PUC-RJ. É Presidente do Instituto de Leitura Quindim, Diretor do Clube de Leitura Quindim e ex-diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, do Ministério da Cultura. Coordenou no Instituto C&A de Desenvolvimento Social o programa Prazer em Ler. Foi assessor na Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Na Secretaria Municipal de Cultura de Caxias do Sul, assessorou a criação do Programa Permanente de Estímulo à Leitura. o Livro Meu. Também foi jurado de vários prêmios literários.

Disponível em: <https://www.publishnews.com.br/materias/2019/05/03/investir-em-educacao-e-investir-em-biblioteca-escolar>. Acesso em: 5 maio 2019.

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Bibliotecária rejeita doação de livros de Melania Trump a escola nos EUA

Bibliotecária rejeita doação de livros de Melania Trump a escola nos EUA

Primeira-dama enviou conjunto com 10 volumes para uma instituição de cada estado

A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, fala durante um debate na Casa Branca, em Washington – MANDEL NGAN / AFP
 WASHINGTON — A bibliotecária de uma escola de ensino fundamental no estado americano de Massachusetts rejeitou a doação de uma coleção de livros oferecida pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump. No começo deste mês, Melania enviou 10 exemplares de livros para uma escola de cada estado para celebrar o Dia Nacional da Leitura. A Casa Branca disse que trabalhou em conjunto com o Departamento de Educação para identificar escolas com programas que alcançaram os padrões máximos de excelência.
Porém, em um blog, a bibliotecária da escola Cambridgeport Liz Phipps Soeiro afirmou que a instituição não precisava dos livros:”Trabalho num distrito em que há muitos recursos, que contribuem diretamente para a excelência. Meus estudantes têm acesso a uma biblioteca com mais de 9 mil volumes.”, ela escreveu, acrescentando que a Casa Branca deveria focar em apoiar escolas que não têm recursos. “Por que não dar livros para escolas sem recursos em comunidades sem privilégios que continuam a ser marginalizadas pelas políticas impostas pela secretária de Educação, Betsy DeVos?”A cidade de Cambridge, onde a escola Cambridgeport fica, é próxima a Boston e é lar de duas universidades renomadas, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade Harvard. De acordo com a imprensa local, as escolas públicas da região disseram em um comunicado que a bibliotecária não foi autorizada a rejeitar os livros doados.

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IFLA publica duas novas directrizes

Directrizes da IFLA para as Bibliotecas Escolares (2ª edição)

As Directrizes da IFLA para as Bibliotecas Escolares, 2ª edição, foram aprovadas pelo Comité Profissional, sob proposta do Comité de Standards da IFLA no passado mês de junho.

Escritas e revistas pela Secção de Bibliotecas Escolares da IFLA ao longo de 2 anos, estas directrizes substituem o documento produzido pela IFLA/UNESCO para as Bibliotecas Escolares em 2002.

Estas directrizes pretendem ajudar os profissionais das bibliotecas escolares e os responsáveis pelas decisões de âmbito educativo no seu esforço de garantir um acesso real a todos os estudantes e professores aos programas e serviços proporcionados pelos profissionais qualificados das bibliotecas escolares.

Esta nova edição, surge dos contributos recolhidos em diversos grupos de trabalho, reuniões e congressos, alguns deles organizados pelo Comité Profissional da ILFA, bem como da contínua revisão e redação feitas presencialmente ou através de fóruns online.

Directrizes para Serviços de Informação Parlamentares

As Directrizes para Serviços de Informação Parlamentares é uma edição conjunto da IFLA e da União Interparlamentar (UIP), apresentada a 13 de agosto na reunião da Secção ocorrida antes do Congresso da IFLA na Cidade do Cabo, África do Sul.

Um grupo de trabalho constituído por membros da Seção de Bibliotecas Parlamentares reuniu, sob a orientação de Sonia L’Heureux, bibliotecária do Parlamento do Canadá, as directrizes de acordo com a sua experiência e após consultar outros membros daquela Secção.

A tradução e publicação desta directrizes ficou a cargo da UIP.

Sobre o Autor

Bruno Duarte Eiras

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