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Lei que extingue Emplasa omite destino de acervo cartográfico

Associação de servidores tenta na Justiça reverter decisão; órgão reúne fotos, mapas e filmes sobre avanço do Estado

01 de julho de 2019 | 05h31

Emplasa

Mapas. Corredor da biblioteca da Emplasa, empresa que entrou na lista para privatização Foto: JF DIORIO / ESTADÃO

A menos de 300 metros do Pátio do Colégio, onde foi erguida a primeira construção da capital paulista, uma sala-cofre guarda um tesouro histórico de 180 mil produtos que documentam o crescimento demográfico do Estado e a transformação da Região Metropolitana de São Paulo na quarta maior do mundo. Composto por fotos aéreas, mapas, filmes e estudos acessados por quase 12 mil usuários, de 25 países, o acervo faz parte do patrimônio da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), que será extinta por determinação do governador João Doria (PSDB) para economizar R$ 40 milhões por ano em recursos do Tesouro.

Promulgada pelo tucano no dia 5, a lei que permite o fechamento da empresa – e a demissão dos seus 135 funcionários – não determina como nem onde a memória técnica reunida em mais de 45 anos será armazenada. Da mesma forma não deixa claro como se dará o acesso a esse material, hoje aberto ao público em uma biblioteca montada na sede da Emplasa. A indefinição é um dos argumentos usados pela associação dos funcionários em ação judicial que contesta os efeitos da proposta. Na semana passada, o pedido de liminar foi negado.

No processo, que ainda terá o mérito analisado, a associação que representa o quadro de pessoal alega que, durante a votação do projeto na Assembleia Legislativa, nem sequer se tratou sobre uma eventual transição do acervo material, imaterial e técnico do órgão. A estrutura existente hoje já consumiu R$ 25 milhões do orçamento estadual. Além da biblioteca e do acervo cartográfico, a Emplasa possui uma filmoteca.

Segundo a Secretaria de Governo, o órgão gera quase dez vezes mais despesas do que receitas. Ano passado, essa relação ficou em R$ 5,6 milhões de receita, para gastos de R$ 46 milhões. Assim, a economia poderia chegar a R$ 40 milhões anuais. A informação é contestada pela associação dos funcionários, que diz ter produzido, sem custo ao Estado, produtos cartográficos avaliados pelo mercado em R$ 645 milhões ao longo dos últimos sete anos.

Com a posse de Doria, as atribuições da Emplasa e toda a estrutura de governança metropolitana foram transferidas para a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, mas a empresa ficou sob o guarda-chuva da Secretaria de Governo, comandada pelo vice-governador Rodrigo Garcia (DEM). Em nota, a pasta afirma que a extinção não significará o fim das suas atividades, que serão incorporadas à Fundação Seade e ao Instituto Geográfico Cartográfico, apesar de nenhum dos órgãos ter a mesma expertise.

Atribuições da Emplasa estão nos Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUIs)

Dentre as atribuições da Emplasa está a elaboração dos Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUIs) das regiões metropolitanas e aglomerados urbanos, conforme exigência do Estatuto da Metrópole. Até agora, apenas dois, dos nove programados, estão prontos e aguardando aprovação dos deputados – cabe ao governo enviá-los à Alesp via projeto de lei. Com a empresa desativada, o trabalho deve ser repassado a consultorias privadas.

Para a urbanista Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo, o fim da Emplasa, caso se confirme, poderia colocar em dúvida o planejamento metropolitano de longo prazo. “Não tem sido fácil atingir este objetivo, mesmo contando com enorme acervo técnico, de profissionais especializados que se formaram ao longo de décadas. Impensável abrir mão desta bagagem. Aperfeiçoar o sistema organizacional da empresa seria o esperado”, diz.

Relator do atual Plano Diretor de São Paulo, o também urbanista Nabil Bonduki (ex-vereador pelo PT) diz que a decisão de extinguir a Emplasa vai no caminho oposto ao que é feito nas principais metrópoles do mundo, onde a gestão urbana integrada é valorizada. “É urgente o governo abrir um amplo debate público para propor uma alternativa de governança metropolitana e regional.”

A Secretaria de Governo afirma não ver atualmente participação da Emplasa em nenhum dos grandes projetos de planejamento urbano da região metropolitana – cita, por exemplo, o Plano Integrado de Transporte Urbano (Pitu), organizado pela Secretaria de Transportes Metropolitanos, e trabalhos de habitação popular e gestão de águas, mas não menciona os PDUIs.

Apesar das críticas, o processo de liquidação já está definido. Segundo o governo, os funcionários serão desligados. “Até a extinção completa, a orientação é manter apenas os servidores estritamente necessários para o processo de liquidação. Serão mantidas as atividades que possuem função pública relevante, e executadas pela administração direta e autárquica quando não possam ser realizadas pela iniciativa privada”.

Quanto ao acervo técnico completo – que inclui os filmes, os estudos urbanos, mapas –, o Estado informou apenas que “está tomando as medidas para garantir a preservação do conhecimento gerado pela empresa ao longo dos anos”.

 

Governo projeta uma economia de R$ 40 mi por ano

O provável fechamento da Emplasa foi informado pela gestão João Doria já em 1º de janeiro, pegando de surpresa parte da equipe que ajudou a montar o plano de governo. Assim que tomou posse, o governador assinou projeto que permite ainda a extinção, fusão ou incorporação de outras cinco empresas: Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodesp), Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), Imprensa Oficial e Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp).

Com ex-dirigentes investigados por corrupção e contratos sob suspeita de irregularidades, a Dersa foi retirada da proposta antes de ir à votação.

Na lei promulgada em 5 de junho, o governo ressalta que a medida, se tomada, visa a eficiência da máquina pública. No caso da Emplasa, a Secretaria de Governo afirma que serão economizados, além dos R$ 40 milhões anuais empenhados com a estrutura e pessoal, espaços nos edifícios Cidade 1 e Cidade 4 (usados como sede para secretarias estaduais no centro da capital) para outros órgãos públicos que deixarão de pagar aluguel.

Disponível em: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,lei-que-extingue-emplasa-omite-destino-de-acervo-cartografico,70002897725?fbclid=IwAR2bF9CbA12VYo9x3NM9uLCu88HYRVozTgXaPwQp5YEPSD9088TFw0tavqI. Acesso em: 4 jul. 2019.

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Centro de Coworking para a Biblioteca Inverness

Um novo centro de coworking está pronto para ser aberto na Inverness Library, oferecendo espaço dedicado para escritórios de empresários e pequenas empresas.

A partir de 1º de julho, o hub oferecerá um mix de mesas fixas e hots, espaços para reuniões e áreas de convivência a preços acessíveis. O centro de Inverness faz parte da Scottish Coworking Network , que já tem centros de coworking dedicados na Dunfermline Carnegie Library , na Edinburgh Central Library e na Troon Library.

 

Apoiando Empreendedores e Start-ups

Scottish Coworking Network Logo na parede do Hub de Coworking

A Scottish Coworking Network foi criada pela SLIC com o apoio do governo escocês e visa dar aos empresários e empresas iniciantes um local para se encontrarem e trocarem ideias.

Os membros da rede poderão reservar uma mesa comum ou fixa em Inverness a partir de £ 35 por mês (mais IVA). Eles também podem acessar mesas em outros centros de coworking do SCN em toda a Escócia gratuitamente.

Pamela Tulloch, presidente-executiva da SLIC, explicou: “As bibliotecas públicas da Escócia oferecem o ambiente perfeito para apoiar os aspirantes a empreendedores. As bibliotecas estão localizadas no coração das comunidades, estão conectadas e oferecem uma abundância de informações e recursos.

“Os centros oferecem acesso igual a uma estrutura de apoio que ajudará as pessoas a transformar suas paixões e ideias em empregos sustentáveis. Eles são ideais para pequenos comerciantes e aqueles que podem estar atualmente executando uma pequena empresa a partir de sua cozinha ou mesa de jantar.

“Este projeto é mais uma demonstração do papel em mutação das bibliotecas públicas e como os serviços estão se transformando para garantir que atendam às necessidades das comunidades modernas.”

 

Como entrar

Um total de 12 mesas fixas e cinco mesas comuns estão disponíveis na biblioteca de Inverness, bem como uma área flexível de reunião e espaço para reuniões. Os membros da Scottish Coworking Network também poderão participar de eventos de desenvolvimento profissional e participar de um fórum on-line que oferece suporte a redes e colaboração.

Para saber mais sobre o novo hub do SCN na Inverness Library, e para reservar um tour gratuito pelas instalações, você pode visitar o site da Scottish Coworking Network.

 

Tradução livre do texto Coworking Hub for Inverness Library em 17 de junho 2019.

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McDonald’s reforma biblioteca de associação

A Associação de Acolhimento Bom Pastor, que fica no bairro Jardim Novo Horizonte em Jundiaí, reinaugurou neste sábado (11) a sua biblioteca, que foi reformada com recursos doados pelo McDonald’s. A entidade existe há 19 anos e recebe diariamente cerca de 50 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade para atividades de contraturno escolar. O trabalho também abrange as famílias dos jovens atendidos com programas profissionalizantes.

A iniciativa da reforma do espaço partiu de Silmara Nadal Pedro, que trabalha na área de Supply Chain do McDonald’s Brasil e inscreveu o projeto na Gincana Bom Vizinho, ação interna da rede que incentiva os colaboradores a participarem de iniciativas que apoiam as comunidades. “Eu já atuava como voluntária na Associação de Acolhimento Bom Pastor e eles realizam um trabalho muito importante com centenas de famílias de bairros onde 90% das pessoas vivem em situação precária”, explica Silmara.

A Gincana Bom Vizinho, que completa 17 anos em 2019, ganhou no ano passado novas possibilidades, dando mais protagonismo para funcionários liderarem e sugerirem auxílio a projetos além dos já existentes. Nessa categoria especial, a ideia aprovada ganha o apoio financeiro da marca em até R$ 5 mil reais, como foi o caso da Associação de Acolhimento Bom Pastor. “Indicamos a entidade para participar da seleção do projeto e ela foi contemplada com o recurso para reformar a biblioteca, que estava em situação muito ruim. O McDonald’s acredita na importância da leitura como contribuição para o desenvolvimento intelectual e essa iniciativa reforça isso”, completa Silmara.

Com o recurso, foi feita a limpeza e pintura do espaço, instalação de prateleiras, colocação de mesas, cadeiras, pufes e caixas organizadoras, aquisição de novos livros e brinquedos para diferentes faixas etárias, além de contemplar a festa de inauguração.

A Associação realizou ainda um concurso interno para escolher um nome para a nova biblioteca. “Durante a cerimônia no sábado, entregamos um certificado e um livro para a Thainara Sthefany Vieira dos Santos Silva, pois ela ganhou a competição que deu ao espaço o nome de ‘Bompasteca’. Foi emocionante”, conta o responsável administrativo da Associação de Acolhimento Bom Pastor, Valter Monteiro Santos.

Além da premiação, o evento contou ainda com a participação do grafiteiro Junior Trezzi, que fez a pintura de uma das paredes da biblioteca com o novo nome.

T_bomvizinho

Disponível em: <http://www.jj.com.br/jundiai/mcdonalds-reforma-biblioteca-de-associacao/&gt;. Acesso em: 15 maio 2019.

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Robôs invadem as Bibliotecas de Lisboa

Teckies promove workshops para ensinar pais e filhos a construírem, programarem e mexerem em robôs

A Teckies, startup inovadora na área da tecnologia aplicada à educação, vai desenvolver uma série de workshops, em parceria com a Rede de Bibliotecas de Lisboa (BLX), para que as famílias portuguesas aprendam a construir, programar e manipular robôs. O primeiro evento terá lugar no dia 2 de março, em Belém.

Estes workshops baseiam-se na interação com um robô humanoide, o JD da EZ-Robot, capaz de seguir ordens, apanhar objetos, falar e até cantar. Cada família – um adulto e uma criança – terá acesso a um robô e poderá programá-lo à sua medida com um software específico, que lhes será dado a conhecer pela equipa formadora.

“Vamos lançar desafios às famílias para que possam, em conjunto, não só ter um primeiro contacto com os robôs e a linguagem de programação, mas também passar uma tarde diferente e divertida, experimentando equipamentos que nem sempre lhes são próximos. Além disso, sabemos que o contacto com estes equipamentos traz outras mais-valias para adultos e graúdos, já que estimulam a criatividade, resolução de problemas, trabalho de equipa e outras soft-skills tão necessárias nos dias de hoje”, refere Patrick Götz, fundador da Teckies.

Durante três horas, pais e filhos terão de completar um processo de forma autónoma, que começa na construção do robô (a partir do zero) e ligação das várias partes, até à programação dos comandos. Os desafios começam pela programação do robô para dizer um simples adeus, depois para reconhecer cores, rostos ou até para colocá-lo a executar movimentos complexos, como uma cambalhota ou o pino.

Para as Bibliotecas de Lisboa, esta é uma oportunidade de partilhar conhecimento de uma forma diferente e inovadora: “Estes workshops são uma grande oportunidade para juntar pais e filhos, ou mesmo avós e netos, para que, em conjunto, entrem no mundo da programação, robótica e automação, temáticas que já são uma realidade nos dias de hoje e que o serão cada vez mais. As bibliotecas são um lugar de conhecimento por excelência e não podiam ficar de fora destas novas realidades. Procuramos sempre novas ideias e novas iniciativas para que possamos trazer a tecnologia também para os nossos espaços”, afirma Susana Silvestre, chefe da divisão da Rede de Bibliotecas de Lisboa.

Os workshops terão lugar aos sábados, a 2 e 23 de março, nas bibliotecas de Belém e da Penha de França, respetivamente, e a 6 de abril na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras. A iniciativa tem o custo de 15 euros por participante e requer inscrição prévia, através do site das BLX ou da Teckies. As atividades são indicadas para todas as idades, a partir dos 7 anos.

Datas dos workshops

2 de março, 14H | Biblioteca de Belém

23 de março, 14H | Biblioteca de Penha de França

6 de abril, 10H30 | Biblioteca de Telheiras (Bib. Orlando Ribeiro)

Imagens disponíveis aqui.

Mais informações aqui.

Sobre a Teckies

A Teckies é uma startup portuguesa criada em 2018 com o objetivo de levar as novas tecnologias emergentes para as salas de aula, modernizando o ensino e dotando as crianças de competências transversais (como a criatividade, resolução de problemas, comunicação, entre outras) que as ajudem a preparar-se para os desafios laborais do futuro. A startup pretende introduzir a robótica na sala de aula como ferramenta auxiliar na aprendizagem dos alunos e no ensino dos professores, utilizando robôs para apoiar o ensino das habituais disciplinas, como Português ou Matemática.

Disponível em: https://culturadeborla.blogs.sapo.pt/robos-invadem-as-bibliotecas-de-lisboa-6629311. Acesso em 6 mar. 2019.

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Biblioteca do CCBB reabre na próxima quarta-feira

RIO – Fechada no início de junho “por motivo de reorganização administrativa”, a Biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) será reaberta na próxima quarta-feira, dia 22 de agosto, com mais quatro mil livros disponíveis para o público. Do total, dois mil foram doação do embaixador René Haguenauer. Outra boa notícia é que o acervo da videoteca foi integrado à biblioteca: a consulta pode ser feita no local, e o filme assistido na sala multimídia. Os equipamentos dos terminais de busca também foram trocados, e agora os visitantes têm 10 computadores disponíveis para pesquisa. Continuar lendo

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Pesquisadores brasileiros criam ‘biblioteca’ de ultrassons de morcegos com 65 espécies do país

Morcego Molossops temminckii, típico da América do Sul

DIVULGAÇÃO – Pesquisadores compilaram os sons emitidos por 65 especies de morcegos, entre eles o ‘Molosssops temminckii’

Munidos de sofisticados equipamentos de gravação, pesquisadores de quatro universidades brasileiras compilaram os sons de alta frequência (ultrassons) emitidos por 65 espécies de oito das nove famílias de morcegos encontradas no país. Continuar lendo

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