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Compartilhe sua história COVID-19 com o CLIR

Fonte: CLIR

O CLIR (Council on Library and Information Resources)* está iniciando uma série para explorar as respostas à pandemia do COVID-19 por profissionais de bibliotecas, patrimônio cultural e informações.

Estamos interessados ​​nos desafios que o COVID-19 colocou para você e / ou seu local de trabalho e como você está respondendo a eles. Como a situação afetou seus colegas, estudantes, pesquisadores e outras comunidades que você apoia? Como a pandemia levou você a ver e abordar seu trabalho de maneira diferente? Qual você acha que é o impacto duradouro do COVID-19 no campo e em você como indivíduo? Quais são as responsabilidades dos profissionais da herança cultural e da informação agora e no futuro?

Ao coletar essas histórias, esperamos aprofundar a conversa sobre como nosso campo está respondendo a esse desafio histórico. Nosso objetivo é criar uma plataforma para indivíduos e instituições processarem e compartilharem suas experiências – para nos ajudar a apoiar uns aos outros à medida que nos adaptamos, sofremos e regredimos coletivamente.

Se você estiver interessado em oferecer uma peça curta, preencha este formulário. O CLIR aceita histórias em uma variedade de formatos, incluindo, entre outros, postagens de blog, vídeos, arquivos de áudio e imagens. As postagens do blog e outros textos devem conter de 400 a 800 palavras; os arquivos de vídeo e áudio devem ter menos de 3 minutos. Você também pode ser voluntário para ser entrevistado sobre a sua experiência por um membro da equipe do CLIR – reconhecemos que nem todos têm a capacidade de enviar uma peça polida neste momento. Depois de preencher o formulário, a equipe entrará em contato para discutir sua peça proposta. As perguntas podem ser enviadas para globalinitiatives@clir.org.

*O CLIR é uma organização independente e sem fins lucrativos que cria estratégias para aprimorar os ambientes de pesquisa, ensino e aprendizado em colaboração com bibliotecas, instituições culturais e comunidades de ensino superior.

Tradução livre do texto em inglês Share Your COVID-19 Story With CLIR. Acesso em: 21 mar. 2020.

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Unicamp inaugura Biblioteca de Obras Raras

foto mostra dirigentes da universidade e convidados puxando o pano que cobria a placa de inauguração da biblioteca
Inauguração da Bora reuniu dirigentes da Unicamp e convidados

Foi inaugurada nesta segunda-feira (9) a Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” (Bora), novo espaço do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) destinado à reunião e conservação de livros e diferentes obras antigas, raras e que pertenceram a grandes nomes da intelectualidade brasileira e internacional, como Antonio Cândido de Mello e Souza e Sérgio Buarque de Holanda. A cerimônia de lançamento do prédio contou com a presença de dirigentes da universidade e familiares e amigos de alguns dos nomes representados nas coleções especiais mantidas no local. 

A concepção e o projeto da biblioteca teve início em 2009 a partir da necessidade de as diferentes unidades que compõem o SBU terem um espaço e estrutura adequados para preservar obras raras e especiais da universidade. Foram investidos R$ 13 milhões na construção do prédio e aquisição de mobiliário e equipamentos, sendo R$ 9 milhões advindos de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e outros R$ 4 milhões do orçamento da Unicamp. 

O edifício tem 3,5 mil metros quadrados distribuídos em quatro andares destinados a salas para realização de consultas ao acervo, armazenamento e catalogação de obras raras, espaços temáticos de coleções especiais, além de laboratórios com maquinário para higienização e restauração de itens históricos. A Bora conta ainda com equipamentos especiais para digitalização de obras que já estão em domínio público, que serão disponibilizadas para consulta no formato digital, além de auditório, espaço para exposições, salas de estudos, café e loja. Para auxiliar na conservação do acervo, o projeto foi elaborado de forma a evitar a incidência do Sol sobre o local e o prédio foi construído com materiais não inflamáveis. Os brises nas laterais auxiliam na regulação térmica do ambiente. 

foto mostra valéria gouveia, coordenadora do SBU da unicamp, em frente a uma porta de vidro com o letreiro "coleção fausto castilho" e, atrás, estantes de livros
Valéria Martins, coordenadora do SBU, avalia que poucos locais tem uma estrutura como a Bora

A nova biblioteca tem capacidade para manter um acervo de até 300 mil volumes. Hoje, o acervo destinado ao local tem cerca de 140 mil itens, sendo 5 mil obras raras, e 26 coleções especiais, com obras que pertenceram a grandes nomes da intelectualidade e que foram doadas à Unicamp. “Cada coleção tem uma característica especial. Neste ano, já recebemos um acervo da Inglaterra, do professor István Mészáros, recebemos recentemente também a coleção do professor Fausto Castilho. É difícil selecionar, porque cada coleção tem uma riqueza”, avalia Valéria Gouveia Martins, coordenadora do SBU. Fausto Castilho (1929-2015), que dá nome à biblioteca, foi o responsável pela implementação da área de humanidades na Unicamp e o primeiro diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Seu acervo conta com um espaço próprio na recepção do prédio. 

“Nós temos obras que são únicas”

A inauguração do espaço foi marcado pela lembrança de nomes cujas obras compõem o acervo da Bora nas coleções especiais, com destaque para Fausto Castilho e Antonio Cândido. Em um discurso emocionado, Ana Luísa Escorel, filha de Cândido, compartilhou com o público um texto do professor encontrado recentemente, após sua morte. Ela enfatizou o quanto Campinas e a Unicamp foram importantes para o pai e para sua família: “Aqui estão meu pai e meu avô. Meu pai doou a biblioteca do meu avô para esta instituição anos atrás. Eu posso atestar a vocês as grandes alegrias que ele teve neste setor. Meu avô estudou aqui (em Campinas), quando era menino, antes de chegar à universidade, e Campinas tem, entre outras razoes e por essa, uma importância particular para o meu pai e passou a ter para mim e para minhas irmãs”. 

montagem de fotos mostra fausto castilho em 2015 e na época em quem era diretor do instituto de filosofia e ciências humanas
Fausto Castilho em foto recente e no período em que foi diretor do IFCH (1967-1972)

Quem também se emocionou com a homenagem e lembrou as contribuições trazidas à Unicamp foi Carmen Pontvianne de Castilho, esposa de Fausto Castilho e atual presidente da fundação que leva o nome do professor. “A todos que trabalharam com muito esforço para conseguirmos montar a biblioteca, muito obrigada”, agradeceu Carmen. 

Após o descerramento da placa de inauguração, o público pode conhecer as instalações em visitas guiadas pela biblioteca, que continuarão a ser realizadas pelos próximos dias. Segundo Valéria Martins, são poucas as bibliotecas no país com a estrutura que a Bora pode oferecer. “Nós temos obras que são únicas, inéditas, em várias coleções. O que a gente puder preservar para a posteridade, dar acesso à sociedade para que as pessoas conheçam, possam fazer pesquisas, é uma missão da universidade, uma contribuição não só para a região de Campinas, mas para o Brasil. Uma biblioteca desse porte, com todas as características exigidas para um lugar como esse, temos a Biblioteca Nacional. Esse é o primeiro lugar, em muito tempo, que o Brasil ganha”, afirma a coordenadora. 

montagem de fotos mostram carmen pontviane castilho e ana luisa escorel falando ao microfone
Carmen Castilho, presidente da Fundação Fausto Castilho, e Ana Luísa Escorel, filha de Antonio Cândido

Para Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, o novo espaço vem complementar a missão da universidade em manter e difundir conhecimentos para toda a sociedade. “Temos agora um espaço dedicado a obras raras, para coleções especiais. É mais um passo na valorização da cultura, da arte e da literatura, e aqui fazemos nossa parte. Tivemos a construção do prédio, precisamos de muito tempo para organizar a infraestrutura, mas agora está tudo pronto para começar”, celebra Marcelo. 

Confira registros da inauguração e um pouco da estrutura física da biblioteca na galeria de fotos.

Disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2020/03/10/unicamp-inaugura-biblioteca-de-obras-raras. Acesso em: 12 mar. 2020. 

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Faculdade de Direito da USP terá projeto ousado para nova biblioteca

A Faculdade de Direto da USP teve ratificado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo o acordo entre o Ministério Público e o Grupo CCR, que contempla uma doação de R$ 17 milhões destinada à construção da nova biblioteca. “Essa é uma importante decisão [sobre os recursos] que vai permitir que a Faculdade de Direito da USP consiga avançar nas obras de construção do novo edifício da faculdade. Esse edifício é muito esperado e cobrado, creio que, com essa homologação, uma parte significativa do que é necessário já estará viabilizada”, comemora Floriano de Azevedo Marques, professor do Departamento de Direito do Estado e diretor da FD da USP.

Sendo um patrimônio cultural do Estado de São Paulo e do País, contando com o maior acervo de livros jurídicos do Brasil, há obras raras em meio a tantas outras preciosidades. São livros trazidos pela Família Real Portuguesa, com sinete da biblioteca de Portugal. O projeto foi concebido por um professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Paulo Bruna, também responsável pelo projeto da biblioteca da FD da USP em Ribeirão Preto. “É um projeto maravilhoso, moderno, atual e compatível com a tradição e, ao mesmo tempo, com a modernidade que se quer em uma biblioteca.”

Permitindo a ampliação de áreas para estudos dos alunos da Faculdade de Direito, maior otimização de espaços e preservação de um acervo com centenas de milhares de livros, o projeto vai ser acompanhado por órgãos de preservação do patrimônio público histórico. O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) já está ciente da obra, além do próprio MP, que viabilizou o acordo para essa doação. “Estamos avançando para conseguir novas doações. A ideia é que a nova biblioteca seja construída totalmente com recursos fora da USP. Além de doações para a construção da obra física, firmamos parceria com a Google, que vai digitalizar todo acervo de disponibilidade pública, inclusive livros raros.”

“Serão dois anos [para a biblioteca ficar pronta], não só compreendendo o processo de aprovação do projeto, que já está avançado nos órgãos do município e de patrimônios, [mas também] a licitação da contratação de empresa da construção e a própria obra em si. O projeto do professor Paulo Bruna tem a vantagem de ser uma obra de execução rápida.”

Ouça a entrevista completa no player acima.

Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/faculdade-de-direito-da-usp-tera-projeto-ousado-para-nova-biblioteca/. Acesso em: 20 fev. 2020.

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Rede Sesc de Bibliotecas vai trabalhar conceito de leituras elásticas

Trabalho é sobre a abordagem lúdica em que se pode misturar livros com outras plataformas

Ideia é reforçar o valor de promoção de leitura para além do livro. Crédito da foto: Pixabay

Com um total de 386 unidades atualmente em funcionamento em todo o país, sendo 329 bibliotecas fixas e 57 unidades móveis (BiblioSesc), a Rede Sesc de Bibliotecas vai se dedicar este ano para a formação de equipes dentro do conceito das leituras elásticas (abordagem lúdica em que se pode misturar livros com outras plataformas).

A analista de Cultura do Departamento Nacional do Sesc e responsável pela Rede Sesc de Bibliotecas, Elisabete Veras, disse à Agência Brasil que o trabalho começou ainda em 2019 com palestra da pedagoga Carolina Sanches, especialista em mídia e educação, segundo a qual o conceito de leituras elásticas é uma tendência do mundo atual para formar novos leitores. Nesse contexto, a leitura se enriquece e se estende para outros formatos, além da letra em si. “A gente está reforçando essa ideia e trazendo a Carolina para a formação desse time, que deve atingir toda a rede de 550 colaboradores”, disse Elisabete.

A ideia é reforçar esse valor de promoção da leitura para além do livro. “Que a biblioteca não precisa ser esse lugar que as pessoas convencionalmente concebem de quatro paredes e estantes, lugar de silêncio. A gente está de novo mexendo e remexendo nessas ideias, trabalhando com o conceito das leituras elásticas, para que possa interagir mais com os jogos e outras linguagens”, afirma a analista.

Clubes de leitura

Outra meta da Rede Sesc de Bibliotecas para 2020 é a criação de uma grande rede de clubes de leitura, valorizando a cultura de cada localidade e aproximando os autores dos leitores, sobretudo do público infantil. Elisabete informou que essa já era uma ação que as bibliotecas do Sesc desenvolviam de forma isolada e agora, em 2020, o propósito é “criar uma rede em nível nacional, para gerar essa interlocução de ponta a ponta, em todo o Brasil”.

É prioridade ainda ampliar a acessibilidade, tanto física, em termos de espaços, como por meio da tecnologia e da habilitação das equipes para receber públicos diversos ou que tenham dificuldade de comunicação, além também de tornar mais acessível aos leitores o conteúdo dos livros, disse Elisabete Veras. “É bastante trabalho para uma equipe que está olhando em muitas frentes e realizando muitos projetos pelo Brasil à fora”.

Nesse sentido, Elisabete destacou a 15ª Feira de Trocas de Livros que acontece em Pernambuco este mês. No último ano, foram mais de 500 participantes e 5,2 mil livros trocados. Segundo a analista de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, a Rede Sesc de Bibliotecas estimula a troca de livros porque, em alguns lugares, ela funciona como estímulo à leitura. Ainda em Pernambuco, tem destaque a feira de livros didáticos que busca também reduzir os custos das famílias com a compra de material escolar no início do ano letivo.

Gratuidade

À exceção de alguma biblioteca muito específica ou escolar, que tem algumas restrições, a rede de bibliotecas do Sesc está aberta para o público em geral, gratuitamente. As unidades seguem um princípio do Departamento Nacional do Sesc, denominado Biblioteca Sesc 21. “É uma proposta que as bibliotecas possam ser amplas, no sentido de serem vivas, de promoverem integração, de serem um ponto de encontro”, salientou Elisabete.

“A gente tem sempre feito trabalhos que provoquem essa perspectiva de que a biblioteca é o lugar de todos, é o lugar de encontro, tem o seu acervo acessível, mesmo que seja para públicos que tendem a criar seus nichos”, manifestou.

Com base na variedade de públicos, a rede tem realizado pelo Brasil encontros bit (simplificação para dígito binário, termo computacional que representa a menor unidade de informação que pode ser armazenada ou transmitida), eventos de cosplay (representação de personagem a caráter), mesas de RPG (Role-playing game, tipo de jogo em que os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente). “Sempre motivando essa relação do usuário entre eles e com a leitura em si”, destacou Elisabete.

O conceito do projeto da Biblioteca Sesc 21 é justamente que a biblioteca possa gerar a interligação entre a leitura e as demais expressões artísticas. “A biblioteca é uma das atividades do programa de cultura em que o Sesc tenta promover essa interlocução com outras áreas específicas, como música, literatura, teatro. Esse é um dos pressupostos do projeto Biblioteca Sesc 21. Que ele gere essas interlocuções, que a biblioteca seja esse palco de diálogo, de conhecimento para o público, para que ele possa ter a oportunidade de conhecer outras linguagens artísticas. É um pressuposto do projeto que existam essas relações. Que a biblioteca possa levar o usuário da literatura para as outras linguagens”, explica a analista.

Biblioteca Inquieta

Um exemplo de sucesso dessa proposta é a Biblioteca Inquieta, do Sesc de Santa Catarina, que torna evidente o conceito de a biblioteca ser um local que transborda para as outras linguagens, gerando essas interlocuções. No ano passado, foram feitas quatro edições simultâneas, assumindo temas diferentes em cada unidade, mas sempre partindo do livro para outras expressões artísticas que podem ser circo, debates sobre a participação das mulheres na literatura, literatura de mistério, questão dos refugiados no Brasil, entre outras expressões. “Vai transbordando essas interlocuções e trazendo um pouco dessa cultura que permeia vários temas, nos vários formatos com que ela se apresenta”.

O número de usuários cadastrados na Rede Sesc de Bibliotecas atingiu 265.859 em 2018. No ano passado, até setembro, havia cadastrados 275.044 usuários. Foram registrados 1.725.327 empréstimos de livros em 2018; os números disponíveis até setembro de 2019 indicam um total de 1.456.775 livros emprestados.

Biblioteca Inquieta

Um exemplo de sucesso dessa proposta é a Biblioteca Inquieta, do Sesc de Santa Catarina, que torna evidente o conceito de a biblioteca ser um local que transborda para as outras linguagens, gerando essas interlocuções. No ano passado, foram feitas quatro edições simultâneas, assumindo temas diferentes em cada unidade, mas sempre partindo do livro para outras expressões artísticas que podem ser circo, debates sobre a participação das mulheres na literatura, literatura de mistério, questão dos refugiados no Brasil, entre outras expressões. “Vai transbordando essas interlocuções e trazendo um pouco dessa cultura que permeia vários temas, nos vários formatos com que ela se apresenta”.

O número de usuários cadastrados na Rede Sesc de Bibliotecas atingiu 265.859 em 2018. No ano passado, até setembro, havia cadastrados 275.044 usuários. Foram registrados 1.725.327 empréstimos de livros em 2018; os números disponíveis até setembro de 2019 indicam um total de 1.456.775 livros emprestados. (Alana Gandra – Agência Brasil)

Disponível em: https://www.jornalcruzeiro.com.br/brasil/rede-sesc-de-bibliotecas-vai-trabalhar-conceito-de-leituras-elasticas/ . Acesso em: 5 jan. 2020.

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O que esperar das bibliotecas no século XXI: Pam Sandlian Smith no TEDxMileHigh

Clique em “Legendas/legendas ocultas (c)” para ativar a legenda.

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Presidente da Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica visita as instalações do SDO

No final da tarde de terça-feira, 24 de setembro de 2019, a FOUSP recebeu a visita do Presidente da Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica, Prof. Dr. Jackson Cioni Bittencourt. A fim de conhecer a estrutura do local, o Presidente foi recebido pelo Diretor Prof. Dr. Rodney Garcia Rocha, pelo Prof. Dr. Rogério Nogueira de Oliveira membro da Comissão da Biblioteca e pela Chefe Técnica do Serviço de Documentação Odontológica Sra. Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa Ramos, esteve presente também nesta visita o bibliotecário da Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica o Sr.  Laucivaldo Cardoso de Oliveira.

O objetivo da visita foi conhecer a estrutura organizacional e os produtos e serviços oferecidos pelo SDO, bem como os projetos de inovação que estão sendo desenvolvidos para melhor atender à comunidade acadêmica e científica.

O Serviço de Documentação Odontológica é reconhecido pela qualidade de seu acervo e por ser considerada a maior biblioteca na área de ciências odontológica da América Latina. Após as apresentações formais, o grupo se dirigiu ao local onde foi apresentado  o projeto CRAIfousp – Centro de Recursos para a Aprendizagem e Investigação baseado no modelo da declaração de Bolonha de 1999, desenvolvido pelo Prof. Dr. Moacyr Domingos Novelli, pela Sra. Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa Ramos e pelo analista Robson Brandão.

Os CRAIs são espaços criados junto às bibliotecas, onde são disponibilizados recursos tecnológicos aos usuários, para facilitar a investigação e a experimentação de assuntos oriundos do imaginar científico. O espaço agrega um projeto que propõe modificações gradativas na forma de ensinar a arte e a técnica da odontologia, colocando à disposição dos alunos de graduação da FOUSP laboratórios experimentais, destinados ao desenvolvimento de atividades práticas paralelas às atividades curriculares já existentes nos cursos diurno e noturno.

O foco é o desenvolvimento de modelos didáticos em odontologia voltados ao incremento das habilidades manuais, tendo como base um suporte teórico não abordado no currículo normal da graduação. O espaço é acessado livremente pelos alunos de graduação para despertar o raciocínio científico e interagir com professores e pesquisadores, constituindo um centro de produção científica gerada pela atividade didática.

Este projeto tem como objetivo conciliar ensino e pesquisa que implica em transmitir conhecimentos de pesquisas que contribuam para a evolução da ciência e a formação de seus alunos para a cidadania com suas especialidades. Em termos práticos isso significa ter espaços laboratoriais para experimentações e bibliotecas para acumular e organizar o conhecimento que, até então, apresenta-se com notória dicotomia física de ambientes por assim entendermos como conveniente para as práticas acadêmicas.

Com instalações laboratoriais anexas à biblioteca que permitem materializar conceitos como o de Redes Colaborativas, conhecimentos multi e interdisciplinares e processos criativos de investigação .Esta interdisciplinaridade e integração com outras unidades tem sido o principal foco na nova Agência USP da Informação Acadêmica.

O Prof.Dr. Moacyr apresentou também o anteprojeto Inteligência artificial para atendimento clínico odontológico  que está desenvolvendo junto com o analista Robson Brandão do SDO.

Na sequência, o Presidente conheceu os acervos I e II da Biblioteca, a sala de restauro, a de obras especiais e obras raras datadas de 1800, a gráfica e a sala de desbaste, e também a participação ativa do  Serviço de Documentação Odontológica na disciplina de Metodologia Científica onde bibliotecários com especialização, mestrado e doutorado ministram as aulas.

O objetivo principal da disciplina é capacitar o aluno na elaboração do trabalho científico, apresentando as fontes de informação qualificadas para apoio na recuperação dos textos científicos. São abordados temas como a pesquisa na universidade, os tipos de trabalho científico, a definição do tema e da pergunta de pesquisa, o acesso à informação especializada em odontologia, consulta às bases de dados, Terminologia em Odontologia, EndNote, estrutura do artigo científico, normalização técnica, ética em publicações, plágio e outros assuntos referentes às publicações científicas.O SDO ministra Treinamento nas bases de dados PUBMED, BVS, PORTAL CAPES, SCOPUS entre outras e a Capacitação no  Endnoteweb (Gerenciador de Referências) para os usuários.

Para finalizar, a bibliotecária falou da  Rede BVS odontologia Brasil que é um projeto que surgiu a partir da Rede do Sistema de Informação Especializado da Área de Odontologia.

Desde 1991, O Serviço de Documentação Odontológica da USP (SDO/USP) vem coordenando as atividades da “Sub-Rede Nacional de Informação na Área de Ciências da Saúde Oral”, através de projeto firmado entre W. K. Kellogg Foundation, Faculdade de Odontologia da USP e a BIREME que surgiu com a missão de contribuir para o desenvolvimento da odontologia no Brasil, por meio da promoção do uso da informação técnico-científica.

A Rede atua como um dos pilares no âmbito da disseminação da informação científica, por ser uma rede de informação especializada em odontologia integrada a dezessete bibliotecas universitárias de norte a sul do país com grande potencial de atuação junto aos pesquisadores e acadêmicos em âmbito nacional e internacional.

A BVS Odontologia Brasil, por sua vez, pode ser entendida como a instância que possibilita o acesso a informação para atender às necessidades de um grupo social ou da sociedade em geral, através da administração do seu patrimônio informacional e do exercício de uma função educativa, ao orientar os usuários na utilização da informação. Sendo esta considerada referência nacional em informação odontológica não se pode ignorar que um dos traços marcantes da atualidade é a transformação veloz da própria natureza do conhecimento científico e tecnológico tendo seus reflexos cada vez mais visíveis no mundo atual, o que reflete nas universidades e nas bibliotecas integrantes da Rede BVS Odontologia Brasil, nova postura de atuação, resultando na necessidade da criação da BVS Odontologia Brasil, integrando novos recursos de informação e comunicação, e reconvertendo os papéis dos diferentes atores reais e virtuais no processo de ensino-aprendizagem.

Atualmente o SDO conta com 18 funcionários e  é composto por uma chefia técnica e três serviços assim dispostos: Serviços de Tratamento da Informação,Serviço de Assistência e Divulgação Técnico-Científica, Serviço de Informação Documentária e Circulação.

Disponível em: http://www.fo.usp.br/?p=49581. Acesso em: 30 set. 2019.

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A Aguia começa a levantar voo

Decreto para criação da agência que substitui SIBi foi publicado, marcando transição

Por Gabriel Araujo e Ligia Andrade

Aguia englobará setores físicos e digitais das bibliotecas. Crédito: Gabriel Araujo

 

A polêmica transformação do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) em agência começou. O Diário Oficial do Estado publicou em 27 de agosto a resolução que cria a Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (Aguia) – cuja sigla foi levemente alterada em relação à primeira proposta, Augia.

Segundo o decreto, a criação da Aguia é uma resposta à complexidade e às transformações do ambiente acadêmico, representando o desenvolvimento de um novo modelo conceitual de gestão da informação.

A Agência tem um presidente indicado pelo reitor, sem atuação na área, ao contrário das normas do antigo SIBi, que impunham a necessidade de o líder ser um bibliotecário*. Para o cargo, foi nomeado o professor Jackson Bittencourt, médico que ocupava a diretoria do Departamento Técnico do SIBi. A vice-presidência ficou com a professora Brasilina Passarelli, docente do Departamento de Informação e Cultura (CBD) e vice-diretora da Escola de Comunicações e Artes (ECA).

Após as críticas de bibliotecários da USP reveladas pela edição anterior do Jornal do Campus, em que reclamavam da falta de comunicação entre o SIBi e as bibliotecas para criação da Aguia, o órgão entrou em contato com a comunidade universitária. Em comunicado assinado por Bittencourt, a direção da agência reiterou sua criação como resposta aos desafios atuais, dizendo ver uma “necessidade de valorizar a ciência, o conhecimento e a cultura”.

Bittencourt voltou a mencionar o projeto de bibliotecas-polo, mas não deu detalhes. O professor destacou que as 48 bibliotecas da USP estarão envolvidas na agência, “funcionando como agentes de mudança e promoção da pesquisa de qualidade” e “atuando como polos de atendimento, estudo, leitura, permanência e capacitação”.

“Estou ciente de que a realização desse propósito não se dará do dia para a noite”, disse o presidente da Aguia no comunicado, no qual ainda promete encontros com dirigentes e equipes das bibliotecas a partir de outubro para planejar possíveis alterações. “Para alcançar o novo patamar pretendido será necessário implantar mudanças e realizar investimentos em pessoas e na infraestrutura das Bibliotecas Polo”, completou.

A transição começou.

 

*Nota do Mundo Bibliotecário: Conforme a Resolução 5766, de 17 de agosto de 2009, no Capitulo II – Do Departamento Técnico, o art. 4 esclarece que O Departamento Técnico será dirigido por um Bacharel em Biblioteconomia diretamente subordinado ao Reitor.” Portanto, não necessariamente o Diretor do antigo Departamento Técnico deveria ser algum servidor técnico-administrativo cujo cargo fosse bibliotecário.

Disponível em: http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2019/09/a-aguia-comeca-a-levantar-voo/. Acesso em: 28 set. 2019.

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