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Mulheres inspiradoras na Biblioteconomia

Todo fim de ano surgem listas do tipo “melhores do ano” pela internet. Melhores pessoas, melhores livros, filmes, viagens, projetos, enfim, muitas coisas. Eu adoro! Acho bacana valorizarmos pessoas que fazem mais que o comum pra que a gente viva em uma sociedade bacana. Esse mês foi divulgado no site Think Olga uma lista de mulheres inspiradoras de 2017 e nessa vibe eu decidi criar uma lista de mulheres inspiradoras em Biblioteconomia.

Antes fui pesquisar pra ver se achava algo parecido. Procurei na internet e incrivelmente existem algumas listas que citam bibliotecários, às vezes incluem alguma bibliotecária , mas não existe um número expressivo. Em uma área fortemente ocupada por mulheres, isso é, no mínimo, sintoma da desvalorização que a gente sofre no mercado de trabalho dentro da nossa sociedade. Inclusive encontrei um artigo de 2010 de uma pesquisa realizada no Maranhão (artigo antigo, mas muito relevante atualmente, que retrata só uma parte do mercado de trabalho brasileiro, mas serve de exemplo geral) onde podemos ver que na Biblioteconomia, mais homens que mulheres ocupam cargos de gerência e chefia, mesmo quando têm pouco tempo de formação. Adicionado a isso, bibliotecários ganhavam na época 79% mais que bibliotecárias. Em uma profissão majoritariamente ocupada por mulheres, onda estamos nós?

Obviamente não estamos recolhidas em salas escuras de processamento técnico, submissas às circunstâncias da vida.  Bibliotecárias estão aí fazendo a roda girar, colocando a cara a tapa e contribuindo efetivamente para a construção de uma sociedade melhor, embora muitas vezes isso não seja reconhecido. Por isso decidi elaborar essa lista.

Deixo claro: existem muito mais profissionais inspiradoras do que as listadas aqui, porém essas são as mulheres que eu conheço. Fiquem a vontade para inserir, nos comentários, as que vocês conhecem e acham que vale a indicação. Podemos também olhar pro lado e começar a enxergar aquelas que fazem um trabalho incrível perto da gente, nas pequenas comunidades, inclusive. Nós movimentamos a Biblioteconomia, com nossos colegas bibliotecários, sim, mas em muito maior quantidade. Vamos nos fazer visíveis!

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Ilustração: Rita Petruccioli, tirada daqui.

Carla Hayden – Carla é a primeira mulher e primeira pessoa negra a ocupar o cargo de bibliotecária na Library of Congress, uma das mais importantes bibliotecas do mundo. Além disso é a primeira profissional de Biblioteconomia a ocupar o cargo em 60 anos, sendo a terceira a alcançar esse posto em toda a história da biblioteca. Nomeada pelo ex-presidente Barack Obama, Carla se apaixonou pela profissão quando trabalhou em uma biblioteca pública ainda jovem e chegou a ser presidente da American Library Association antes de ocupar o cargo de bibliotecária na LOC.

Celia Ribeiro Zaher – Bibliotecária e professora. Foi diretora Divisão para o Desenvolvimento da Documentação de Bibliotecas e Arquivos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), diretora da Divisão de Promoção de Livros, Arquivos, Audiovisuais e Intercâmbio Internacional no Setor de Cultura e Comunicação, diretora geral da Biblioteca Nacional e diretora do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde.

Gabriela Pedrão – Atuando como youtuber, a Gabriela é doutoranda em Ciência da Informação, bibliotecária e blogueira no É o último, juro!A partir do seu canal no Youtube, Gabriela ajuda a popularizar a Biblioteconomia, fala sobre séries e realiza um clube do livro que ajuda a incentivar a leitura de forma divertida. Ela também colabora no blog Bibliotecários Sem Fronteiras, um blog que apresenta diversas discussões interessantes para a profissão e mostra a Biblioteconomia de forma menos acadêmica.

Hagar Espanha Gomes – formada em Biblioteconomia, Hagar é livre-docente em Bibliografia na UFF. Integrante do grupo fundador do curso de Biblioteconomia na mesma Universidade, foi coordenadora do curso de Mestrado em Ciência da Informação no IBICT e foi parte da comissão editorial da revista Ciência da Informação, importante periódico da área. Atualmente é uma das referências em linguagem documentaria, terminologia e desenvolvimento de tesauros.

Jessamyn Charity West  Bibliotecária, ativista, educadora, pesquisadora, escritora, blogueira, profissional de tecnologia e apaixonada por bibliotecas. Jessamyn começou a escrever sobre Biblioteconomia em 1999, com um dos primeiros blogs da área, o Librarian.net,  e se tornou conhecida como “Internet Folk Hero“. Jessamyn possui ideias polêmicas que levantam muitas discussões, mas só pelo engajamento que ela tem na área, já se torna uma inspiração. Aqui tem uma entrevista  com ela (em inglês).

Lúcia Fidalgo – Bibliotecária, escritora, professora e contadora de histórias. Possui diversos livros publicados, foi membro na Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil-FNLIJ, integrou a primeira equipe do Programa Nacional de Leitura (Proler) e já atuou em diversos projetos governamentais, tendo, inclusive alguns dos seus livros sido adotados em escolas públicas. Além disso dirigiu o Departamento de Bibliotecas Públicas do Estado do Rio de Janeiro, e a Biblioteca Pública do Estado, já foi membro da CRB7, consultora da UNESCO no Projeto de Memória da Escola no REMEC e integra o grupo de contação de histórias Morandubetá.

Lucia Lino – Conhecida por sua atuação no Conselho Regional de Biblioteconomia do Rio de Janeiro, é também bibliotecária no Museu de Astronomia e Ciências Afins, onde são oferecidos importantes cursos direcionados à preservação e conservação de patrimônios e acervos culturais e científicos. É responsável, junto com seu esposo e filha pelo projeto Compartilhando Histórias na Praça Granito e é mãe da escritora Mariene Lino, que possui 16 anos e já tem três livros publicados.*

Marianna Zattar – Já atuou em bibliotecas, atualmente é professora do curso de Biblioteconomia da UFRJ e uma das bibliotecárias mais conhecidas no estudo de Competência em Informação no Brasil. Além de lecionar, Marianna participa de projetos voltados para o desenvolvimento de competência em mídia e informação, como o projeto de extensão “Competência em Informação na iniciação científica do Curso Integrado em Meio Ambiente” realizado em parceria com outros professores e alunos, da UFRJ e do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Também tem atuação ativa em eventos voltados às práticas de CoInfo, como o Fórum sobre Competência em Informação e direciona seus esforços para boas práticas na utilização de recursos informacionais.

Mariza Russo (faleceu em 2017) – Idealizadora do curso de Biblitoeconomia da UFRJ, Mariza coordenou a equipe de implantação do curso e a equipe de elaboração do material didático para o curso de Biblioteconomia a distância que será oferecido pela Universidade, coordenou o Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ, participou do grupo de trabalho que desenvolveu a Proposta Pedagógica do Curso de Mestrado Profissional em Gestão e Inovação em Unidades de Informação. Mariza foi importante figura na luta pelo reconhecimento da Biblioteconomia e pelo fortalecimento do curso da UFRJ a nível nacional.

Paula Macedo  Bibliotecária que trabalha com UX Design. Longe das bibliotecas, é colaboradora no site uxdesign.cc Brasil e participa do projeto Caminhos do flow , que trata sobre felicidade, espiritualidade e criação de serviços. De acordo com a Paula, em uma entrevista para o site uxdesign, na área de UX, profissionais de Biblioteconomia podem colocar em prática conhecimentos de indexação, taxonomia, vocabulário controlado e técnicas de estudos de usuários. Ou seja, é uma área muito interessante para bibliotecários, ainda mais com as atuais mudanças do mercado de tecnologia e a real necessidade de mudança de relacionamento com cliente e posicionamento de marcas.

Soraia Magalhães – Soraia é bibliotecária, escritora e blogueira. Lutou pela reabertura da Biblioteca Pública de Manaus e por isso apareceu na lista Movers and Shakes 2013, realizada pela Library Journal. Escreve sobre bibliotecas do Brasil no blog Caçadores de bibliotecas e divulga esses importantes espaços para o público em geral.

Tainá Batista – Segundo seu currículo Lattes, Tainá é “Coordenadora de Atendimento à Comunidade do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e Diretora do Centro Brasileiro do International Standard Serial Number (CBISSN). Está sob sua coordenação o Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN), o Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT), a Rede Bibliodata e a Biblioteca do IBICT. Também é de sua responsabilidade a coordenação da Rede de Bibliotecas das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (RBP) e o Portal do Livro Aberto em Ciência, Tecnologia e Inovação (PLACT&I).”

Thalita Gama – Bibliotecária que atua em biblioteca universitária e empreendedora. Idealizadora do blog Santa Biblioteconomia, Thalita dá aulas e elabora materiais para concursos, compartilha dicas para provas e auxilia bibliotecários concurseiros a alcançar a aprovação. Tem forte presença na internet.

* Algumas informações desse texto foram atualizadas e corrigidas.

Disponível em: <https://quasedebate.wordpress.com/2017/12/27/mulheres-inspiradoras-na-biblioteconomia/&gt;. Acesso em: 8 mar. 2018.

 

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Tensão e sensibilidade marcam estreia literária em Araraquara

Livro de Camila Serrador será lançado na Biblioteca da Unesp

O que: lançamento do livro Terra Vermelha, de Camila Serrador.
Quando: dia 30 de agosto, às 15h.
Onde: Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.
Editora: Patuá, de São Paulo
Valor do livro: R$ 40

Sobre o livro:

Nos contos de Terra vermelha, os personagens inquietam e surpreendem. Em Casa de Lucinda, um homem na cadeia trama sua fuga para retornar à mulher que ama; já em Amortecida, uma senhora lida com seu passado e sua sexualidade. Em A névoa da cidade, uma garota faz uma descoberta que muda seu destino; em Rota 66, um jogo de verdade ou desafio sai do controle.
Entremeada nos 20 contos do livro, uma realidade intoxicante e perturbadora espera o leitor, lembrando-o de que nas situações mais comuns do dia a dia pode existir o inesperado. Terra vermelha guia o leitor pelo lado desconhecido de pessoas comuns, mostrando que elas podem ser muito mais do que aparentam.

Minibiografia:

Camila Serrador é bibliotecária na Unesp de Araraquara (SP), onde mora. Escritora desde os 12 anos, começou bolando poemas, alguns romances e, finalmente, contos. Gosta tanto de ler que se lembra do primeiro livro que ganhou na vida e tem pilhas intermináveis deles em casa. Adora Agatha Christie, admira Haruki Murakami, queria escrever como Ian McEwan. Namora um escritor gaúcho, com quem compartilha seu amor pela literatura.

 Contato:
E-mailcaserrador@gmail.com

Fone: (16) 98122-9245

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