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Como aplicar o Plano São Paulo em bibliotecas

Fonte: Elaborado por Mundo Bibliotecário.
Fonte: Elaborado por Mundo Bibliotecário.

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Franck Riester: “A reabertura das bibliotecas terá que ser feita metodicamente”

Do Ministério da Cultura, Franck Riester enviou uma mensagem rápida aos bibliotecários, cujos estabelecimentos estão fechados ao público desde 14 de março. Congratulando-se com a manutenção de serviços remotos e, em particular, o acesso a recursos digitais – sem mencionar a unidade e outros serviços de transporte -, o Ministro indicou especialmente que está em andamento um trabalho para supervisionar a reabertura de bibliotecas.

Franck Riester, Ministro da Cultura
Franck Riester, em 2019 – (foto da ilustração, ActuaLitté, CC BY SA 2.0)

Pouca informação, em mensagem essencialmente destinada a agradecer aos profissionais da leitura pública, enquanto suas missões são realizadas desde março, com trabalho interno mantido e, às vezes, estabelecimento de serviço de retirada de reservas ou entregas em domicílio, porém, não recomendado pela Associação de Bibliotecários Franceses.

Em sua intervenção gravada, o Ministro da Cultura indica que a rue de Valois continuará a apoiar bibliotecas e comunidades e diz estar convencido de que o entusiasmo observado pelos recursos dos estabelecimentos continuará após o confinamento.

Leia a notícia completa em francês, Franck Riester : “La réouverture des bibliothèques devra se faire avec méthode”, de Antoine Oury, no site Actuallité.

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O livro e os inimigos cruéis

O que é assunto de todos é percebermos que, tanto nesta situação actual, dramática, como em “condições normais”, não existe uma política educativa favorável à criação de leitores e à circulação do livro – pelo contrário, como sabemos, existe um Ministério da Educação infectado pelo pior dos vírus, que é a mistura de ignorância, indiferença e mediocridade.

Francisco José Viegas

Nesta segunda-feira reabriram as livrarias em Roma e na região do Lácio. Não houve corrida nem enchente, não houve festejos nem um carnaval de autoridades presentes – mas reabriram e, como dizia um jornal italiano, tratava-se da “gioia dei commercianti”, a alegria dos comerciantes. A notícia enche-nos de júbilo também, aos leitores e a todos “os que amam o livro” e pensam que um mundo sem livros e sem livrarias fica mais pobre e tem menos sentido para qualquer tipo de futuro.

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Há sinais de que as livrarias portuguesas podem abrir durante o mês de Junho, o que, a verificar-se, seria o reinício de actividade para o sector do livro. Menciono “o sector do livro” mas imagino que a maior parte dos responsáveis políticos e dos que tratam da nossa economia desconhecem o que isso significa, porque os livros, por muito que falem, falam em silêncio e não realizam espectáculos nem, com poucas excepções, andam de mão dada em campanhas eleitorais, com guizos ao pescoço. Só assim se compreende que nenhum desses responsáveis tenha, até agora, sido sensível à situação dramática que se vive nesta área, grande parte dela em lay-off ou em condições ainda mais severas, com um corte brutal nos rendimentos, totalmente confinada e sem esperar qualquer apoio do Estado.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Acontece que, sem livrarias abertas, está paralisado o chamado “mundo do livro”: editores, livreiros, revisores e tradutores, artistas gráficos, fotógrafos, indústria gráfica e do papel, distribuidores e redes de transportes ou logística – poderíamos aqui aumentar a lista de profissionais, que é enorme.

Evidentemente que as livrarias não podem constituir excepção ao “regime geral de confinamento” em vigor durante o estado de emergência, e depois dele, mas mencioná-las é fundamental para mostrar como é necessário prestar atenção à fragilidade deste ecossistema que nunca reclamou favores do Estado (e nunca os teve), que encarou as crises com independência e valentia, que se reinventou quando era necessário, que procurou soluções criativas para prestar o seu serviço – e criar riqueza. Lamento não mencionar aqui a felicidade ou infelicidade que vêm nos livros, o conforto e a perturbação que eles transportam, o sopro de fragilidade e de vaidade que garantem, os nomes dos autores que nos acompanham desde sempre, as histórias que nos comoveram e enfureceram, o conhecimento e a sabedoria que transmitem, as revoluções que geram, os tumultos que provocam, a inquietação e a melancolia que proporcionam, a solidão que transformam ou aumentam – tudo isso é com cada um de nós, leitores, e cada leitor sabe de si.

O que é assunto de todos é percebermos que, tanto nesta situação actual, dramática, como em “condições normais”, não existe uma política educativa favorável à criação de leitores e à circulação do livro – pelo contrário, como sabemos, existe um Ministério da Educação infectado pelo pior dos vírus, que é a mistura de ignorância, indiferença e mediocridade. Também sabemos como as bibliotecas municipais foram destinadas ao abandono e à penúria (violando as leis), como os profissionais do livro raramente são escutados quando se trata de promover a leitura e a cultura em detrimento de pareceres totalmente desligados da realidade. Ou como, “de cima” (aquilo que os comentadores e oportunistas políticos também designam por “elites”), nunca vem um exemplo capaz de levar mais pessoas a ler, a querer ler ou a sentirem que a leitura é um importante instrumento de conhecimento e de diálogo com o passado e com o futuro, e também de elevação individual e participação na vida comunitária.

Se o sistema de valores culturais privilegia o espectáculo, o ‘lifetsyle’, os gatinhos nas redes sociais, a velocidade, a superficialidade, os erros ortográficos – esperava-se que o sistema educativo público tomasse entre mãos essa tarefa nobre e urgente de melhorar e ampliar o acesso à leitura, de permitir que as bibliotecas públicas adquirissem, gerissem e aumentassem os seus fundos bibliográficos (e não no sentido de criar “bibliotecas escolares” que, com poucas excepções, separam os estudantes da comunidade e da notável rede de bibliotecas municipais, que – já agora – corre o risco de colapsar), de exigir que a escola promovesse a leitura dos clássicos (porque são eles o grande instrumento para a “inclusividade”) e de espaços de partilha de livros. Se esta situação se mantiver – falo de incúria e indiferença, reunidas –, é provável que, dentro de algum tempo, “o livro” seja mesmo essa raridade atrevida, como queriam os autores mais enclausurados ou os elitistas mais avaros. Mas, repito, por incúria e indiferença.

Apesar de tudo, vale a pena também repetir que o sector editorial (e todas as redes profissionais e da indústria, que ele convoca) tem sabido reinventar-se a cada crise – e tem saído de cada uma delas com mais energia, experiência, conhecimento e autodefesas. Tem enfrentado guerras desiguais e toda a concorrência dos meios de “entretenimento” que o Estado, aliás, tem apoiado com entusiasmo. Mas não pode, neste momento, defrontar dois inimigos igualmente cruéis: uma crise grave de toda a economia e a indiferença persistente dos poderes públicos a quem cabe apoiar o sector cultural, e que – à vista de todos – é incapaz de tomar uma única medida de apoio à edição e às livrarias, aos autores e às empresas da edição. Nem que seja, por exemplo, financiar verdadeiramente as bibliotecas para que possam comprar livros, apoiar as livrarias nas suas delicadas negociações em matéria de arrendamento comercial, ou incentivar a entrada de livros nas escolas.

Quando os responsáveis políticos falam, falam de tudo – excepto de livros, e compreende-se que até seja melhor. Da “arte pública” às contratações de espectáculos, eles sabem muito bem que o livro não entra no seu “rally-paper cultural”.

Disponível em: https://www.publico.pt/2020/04/22/culturaipsilon/opiniao/livro-inimigos-crueis-1913474. Acesso em: 22 abr. 2020.

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Seminário “Bibliotecas em tempos de crise”

Fonte: ENSSIB

A École Nationale Supérieure des Sciences de L’information et des Bibliothèques (ENSSIB) apresenta o seminário “Bibliotecas em tempos de crise” (#BiblioCovid19) com a curadora e pesquisadora Raphaëlle Bats.

As sessões 1 e 2 já foram apresentadas e estão disponíveis no YouTube. Confira abaixo todas as sessões e acesse o site para acompanhar o calendário das próximas sessões.

  • Episódio 1: A biblioteca e seus serviços: que necessidades específicas podemos atender hoje?
  • Episódio 2: A biblioteca e seus espaços: o que somos quando não temos mais lugares?
  • Episódio 3: A biblioteca e o grupo social: como permanecer um serviço para todos neste momento?
  • Episódio 4: A biblioteca nas redes sociais: que público / autoridade / visibilidade temos durante esta crise?
  • Episódio 5: A biblioteca e o mundo digital: o que essa crise nos ensinou sobre a cultura digital das bibliotecas / bibliotecários? O que essa crise abre como portas? Devemos abrir ou fechá-los?
  • Episódio 6: A biblioteca e suas coleções: o que podemos transmitir remotamente de nossas coleções? Estamos fazendo novas coleções?
  • Episódio 7: A biblioteca e a mediação: que renovação das formas de mediação nessa situação?
  • Episódio 8: A biblioteca e os habitantes / usuários: estamos vendo uma renovação de trocas e relacionamentos, inclusive em termos da legitimidade do conhecimento dos habitantes?
  • Episódio 9: A biblioteca e seu território: como trabalhar com os outros atores do território? Como também podemos trabalhar com outras bibliotecas em nível nacional?  
  • Episódio 10: A Biblioteca e a Sociedade: Temos interesse público em tempos de crise?

Para assistir os vídeos com legenda em português, clique em Configurações > Legendas > Traduzir automaticamente > Português.

Acesse também o LibGuides que o ENSSIB preparou sobre o seminário.

Bom seminário!

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Compartilhe sua história COVID-19 com o CLIR

Fonte: CLIR

O CLIR (Council on Library and Information Resources)* está iniciando uma série para explorar as respostas à pandemia do COVID-19 por profissionais de bibliotecas, patrimônio cultural e informações.

Estamos interessados ​​nos desafios que o COVID-19 colocou para você e / ou seu local de trabalho e como você está respondendo a eles. Como a situação afetou seus colegas, estudantes, pesquisadores e outras comunidades que você apoia? Como a pandemia levou você a ver e abordar seu trabalho de maneira diferente? Qual você acha que é o impacto duradouro do COVID-19 no campo e em você como indivíduo? Quais são as responsabilidades dos profissionais da herança cultural e da informação agora e no futuro?

Ao coletar essas histórias, esperamos aprofundar a conversa sobre como nosso campo está respondendo a esse desafio histórico. Nosso objetivo é criar uma plataforma para indivíduos e instituições processarem e compartilharem suas experiências – para nos ajudar a apoiar uns aos outros à medida que nos adaptamos, sofremos e regredimos coletivamente.

Se você estiver interessado em oferecer uma peça curta, preencha este formulário. O CLIR aceita histórias em uma variedade de formatos, incluindo, entre outros, postagens de blog, vídeos, arquivos de áudio e imagens. As postagens do blog e outros textos devem conter de 400 a 800 palavras; os arquivos de vídeo e áudio devem ter menos de 3 minutos. Você também pode ser voluntário para ser entrevistado sobre a sua experiência por um membro da equipe do CLIR – reconhecemos que nem todos têm a capacidade de enviar uma peça polida neste momento. Depois de preencher o formulário, a equipe entrará em contato para discutir sua peça proposta. As perguntas podem ser enviadas para globalinitiatives@clir.org.

*O CLIR é uma organização independente e sem fins lucrativos que cria estratégias para aprimorar os ambientes de pesquisa, ensino e aprendizado em colaboração com bibliotecas, instituições culturais e comunidades de ensino superior.

Tradução livre do texto em inglês Share Your COVID-19 Story With CLIR. Acesso em: 21 mar. 2020.

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