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O que ler sobre biblioterapia?

A literatura como remédio – Dante Gallian

Não há dúvida de que a leitura dos grandes clássicos da literatura universal seja um meio privilegiado para o nosso desenvolvimento intelectual e cultural. Mas e se nos dissessem que, além disso, esta leitura pode nos curar de muitas doenças da alma? Baseado numa experiência desenvolvida originalmente numa escola de medicina, este livro fala sobre um experimento (o Laboratório de Leitura) que, partindo da leitura e discussão coletiva dos clássicos, tem propiciado um poderoso efeito humanizador e terapêutico que vem transformando a vida de muitas pessoas.

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Farmácia literária – Ella Berthoud e Susan Elderkin


“Lido no momento certo, um livro pode mudar sua vida. Farmácia literária é um tributo a esse poder. Mais de 400 livros para curar males diversos, de depressão e dor de cabeça a coração partido Para criar esta obra, as autoras viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovem felicidade, inspiração e sanidade, escritos por mentes brilhantes que nos mostram o que é ser humano e nos permitem identificação ou até mesmo catarse. Estruturado como uma obra de referência, em Farmácia literária os leitores podem simplesmente procurar por sua “doença”, seja ela agorafobia, tédio ou crise da meia-idade, e encontrarão um romance como antídoto. A biblioterapia não discrimina entre as dores do corpo e as da mente (ou do coração). Está convencido de que tem sido covarde? Leia O sol é p+U25ara todos e receba uma injeção de coragem. Vem experimentando um súbito medo da morte? Mergulhe em Cem anos de solidão para ter uma nova perspectiva da vida como um ciclo maior. Ansioso porque vai dar um jantar na sua casa? Suíte em quatro movimentos, de Ali Smith, vai convencê-lo de que a sua noite nunca poderá dar tão errado. Brilhante e encantador, Farmácia literária pertence tanto à estante de livros quanto ao armário de remédios. Esta obra vai fazer com que até mesmo o leitor mais aficionado descubra um livro do qual nunca ouviu falar e enxergue com outros olhos aqueles mais familiares. E, mais importante, vai reafirmar o poder da literatura de distrair e fazer viajar, repercutir e curar, além de mudar a maneira como vemos o mundo e nosso lugar nele.

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Ficções que curam – James Hillman


Ficções que curam é uma revisão radical do ato da terapia. Um dos escritores mais influentes da atualidade na área da psicologia. James Hillman concebe e pratica a terapia como uma arte imaginativa. intimamente ligada à poética – a feitura de palavras. a criação ficcional. Para curar o sintoma. ele argumenta. é preciso curar a pessoa e. para isso. devemos primeiro curar a história na qual ela se imagina. Os três ensaios aqui apresentados abordam a obra de Freud. Jung e Adler por meio do papel da ficção no pensamento e na prática desses autores. Em Ficções que curam. James Hillman faz uma pergunta fundamental: “O que a alma quer?” Com insights reveladores. ele responde: “Ela quer histórias que curam”.

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Conheça a biblioterapia e como a leitura pode combater a ansiedade

Muitos recorrem à leitura para desligar-se do mundo real e conhecer outros universos, mas o que a maioria dos “devoradores de livros” não sabe, é que a função da leitura vai muito além do deleite pessoal. Isso porque, hoje em dia, a prática literária já é utilizada no tratamento de problemas psicológicos. A origem dessa técnica, ainda pouco difundida no Brasil, é histórica. “Os egípcios, gregos e romanos já compreendiam a leitura como um remédio eficaz para o tratamento das dores da alma. Em 1272, os hospitais orientavam a seus pacientes a leitura do alcorão. E mesmo posteriormente, durante a Primeira Guerra Mundial, a biblioterapia ajudou a amenizar os traumas sofridos pelos soldados que participaram do confronto”, explica a biblioteconomista Isabel Cristina Venere, de 47 anos, que defendeu tese sobre o assunto.

A ampliação da percepção e da sensação de independência e a redução de medos e ansiedades são apenas alguns dos benefícios proporcionados pela biblioterapia. “A leitura age no equilíbrio emocional dos indivíduos, levando-os ao relaxamento extremo e estimulando a memória, sem falar que sua prática proporciona benefícios a todas as faixas etárias”, reitera a especialista.

A coordenadora de eventos, Regiane Rodrigues Rossini, de 46 anos, começou a ler frequentemente ainda jovem e logo descobriu o potencial terapêutico da leitura.
“Em agosto de 2012 sofri um derrame pulmonar e fiquei sem poder andar muito por algum tempo. Nesse período, como não podia fazer exercícios físicos, comecei a participar de um clube de leitura. Além de fazer novas amizades, o clube ampliou meus horizontes literários e, aos poucos, fui voltando às minhas atividades normais”, afirma, ressaltando o quão prazerosa pode ser a prática.

Efeitos
Os efeitos da biblioterapia se devem à imersão proporcionada pela literatura. “O ser humano acaba tendo um envolvimento emocional com o texto, aplicando o que lê a sua própria vida, é uma espécie de catarse literária”, acrescenta a biblioteconomista. Mas o simples ato de ler não corresponde à pratica da biblioterapia. “É algo bem mais complexo, uma vez que o material utilizado sempre é escolhido por uma equipe de profissionais, que estudam a situação de cada paciente”, frisa Isabel.

Ainda que sua eficácia seja comprovada, a biblioterapia não substitui nenhum tratamento médico. De acordo com o psicólogo Jefferson Willian Bucci, a biblioterapia é uma prática auxiliar. “Não se trata de uma prática psicológica, mas sim de uma terapia complementar, que pode auxiliar na solução dos problema da mesma forma que a prática de esportes, ou a acupuntura, por exemplo, portanto, não dispensa outros tratamentos de forma alguma”, esclarece.

A coordenadora de eventos Regiane Rossini conta que superou problemas pessoais com a prática da leitura (Foto: Rui Carlos)

A coordenadora de eventos Regiane Rossini conta que superou problemas pessoais com a prática da leitura (Foto: Rui Carlos)

Fonte: Portal Jornal Jundiaí

Disponível em: <http://www.crb8.org.br/conheca-a-biblioterapia-e-como-a-leitura-pode-combater-a-ansiedade/>. Acesso em: 18 jun. 2018.

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3 passos simples para trabalhar com biblioterapia

A biblioterapia é, basicamente, um tratamento terapêutico por meio de livros. Pode ser oferecida em hospitais, asilos, penitenciárias e outros ambientes, além de atender diferentes públicos, tais como pessoas com deficiência física, doentes crônicos e dependentes, segundo informações do Nexo Jornal.

Se você quer saber como pode se especializar em biblioterapia, veja 3 dicas para atuar nessa área! Continuar lendo

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O poder medicinal da literatura: a prescrição de livros começa a ser introduzida

As pessoas que consultam o GP local sobre questões de saúde mental podem achar uma receita escrita surpreendente, resgatadas na biblioteca local, em vez de uma farmácia.

O texto completo dessa curiosa notícia sobre biblioterapia, cujo primeiro parágrafo foi traduzido , pode ser acessada na  íntegra em The medicinal power of literature: Books on prescription to be introduced.

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Biblioterapia em hospitais do SUS

A Câmara dos Deputados analisa proposta que estabelece o uso da biblioterapia, ou seja, a terapia por meio da leitura, nos hospitais públicos e naqueles contratados ou conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista no Projeto de Lei 4186/12, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS). Acompanhe a tramitação do Projeto dentro da Câmara: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=551578

Disponível em: <http://www.deolhonaci.com/news/biblioterapia-em-hospitais-do-sus/?utm_source=copy&utm_medium=paste&utm_campaign=copypaste&utm_content=http%3A%2F%2Fwww.deolhonaci.com%2Fnews%2Fbiblioterapia-em-hospitais-do-sus%2F>. Acesso em: 29 jan. 2013.

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Anjos do livro

por Leandro Sarmatz

Confesso: houve um tempo turbulento em que a leitura dos contos de Tchekov fazia parte das noites insones. Abria-se uma janela, e aquilo que parecia horrível acabava ficando apenas ruinzinho na manhã seguinte. Foi por acreditar nesse princípio ler é um remédio que as britânicas Susan Elderkin e Ella Berthoud, ambas especialistas em letras, criaram o serviço de “biblioterapia” na School of Life, instituição londrina inaugurada em setembro que traz palestras e aulas com bambas como o filósofo Alain de Botton. É uma tendência mundial, haja vista experiências brasileiras como a Casa do Saber (no Rio e em São Paulo) e o Studio Clio (em Porto Alegre). Mas a terapia com livros parece ser mesmo a maior novidade. Como funciona? Por cinco meses, as duas vão procurar levantar (ao vivo, com hora marcada, pelo telefone ou via e-mail) os hábitos de seus “pacientes”. Traçado um diagnóstico, indicam uma lista de obras que possam trazer sabedoria e diversão. “Nós ajudamos aqueles que querem encontrar uma nova perspectiva com a literatura, ou que perderam o hábito de abrir livros, procurando restaurar os prazeres da leitura”, diz Susan, que admite contar com um receituário eclético e de alto nível. “Podemos recomendar clássicos como Ovídio ou leituras menos densas como Raymond Chandler. Também indicamos norte-americanos como Salinger, além de traduções de Saramago e outros autores.”

A busca pelo conhecimento está cada vez mais pop e não se restringe apenas ao saber institucionalizado das universidades. Uma série de iniciativas em algumas capitais brasileiras mostra o apetite crescente por estudos de arte, cinema e humanidades. Veja alguns desses lugares em que é possível freqüentar de acordo com sua disponibilidade de tempo.

Casa do Saber
Presente em São Paulo e no Rio de Janeiro, organiza cursos e palestras das mais diversas áreas do conhecimento.
www.casadosaber.com.br

Studio Clio
Cursos e palestras sobre artes e literatura em Porto Alegre.
www.studioclio.com.br

Escola São Paulo
Cursos regulares e workshops de cinema, moda, artes etc em São Paulo.
www.escolasaopaulo.org

Disponível em: <http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/071/mente_aberta/conteudo_305417.shtml>. Acesso em: 24 jul. 2010.

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