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Black Friday: Desvendando a Biblioterapia

Recentemente, o Mundo Bibliotecário entrevistou Carla Sousa, criadora do curso Desvendando a Biblioterapia. A Carla enviou uma promoção especial do seu curso para a Black Friday: 20% de desconto!

A promoção vai até 30/11!

Se você tem interesse em Biblioterapia, confira todas as informações do curso aqui!

Desvendando a Biblioterapia

 

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Entrevista com Carla Sousa, criadora do curso Desvendando a Biblioterapia

O Mundo Bibliotecário entrevistou Carla Sousa, criadora do curso Desvendando a Biblioterapia.

Confira!

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Quando e como foi o seu primeiro contato com a Biblioterapia?

Eu descobri a Biblioterapia durante o curso de Biblioteconomia na Universidade Federal de Sergipe. Certa vez, uma professora comentou por alto sobre esse termo e disse que a Biblioterapia também era uma área de atuação do bibliotecário. Aquilo me chamou a atenção. Eu sempre gostei mais do aspecto humano e social do curso. E naquele momento, por volta de 2012, eu comecei a pesquisar sobre o tema e descobri que na Universidade Federal de Santa Catarina tinha uma professora da Biblioteconomia que era referência na área de Biblioterapia, a professora Clarice Fortkamp Caldin. Li o livro e os artigos dela e decidi que queria estudar com ela na UFSC, em Florianópolis. No meio do caminho eu abandonei o curso de Biblioteconomia e entrei para o mestrado da UFSC, pois eu já tinha uma graduação em Jornalismo. E, então, de 2015 a 2017 eu fui orientanda da Clarice na Pós–graduação em Ciência da Informação da UFSC. E foi ali que eu me especializei e me apaixonei ainda mais pela temática.

 

Fale um pouco sobre sua experiência profissional.
Assim que eu terminei o mestrado eu decidi que queria me dedicar à Biblioterapia. Eu queria que mais pessoas conhecessem o poder terapêutico da literatura e pudessem utilizar esse recurso em benefício próprio e também das outras pessoas. E, então, eu comecei um trabalho de disseminar a temática pelas redes sociais, com a minha página Doses de Biblioterapia, no Facebook e Instagram, e comecei a promover encontros e oficinas presenciais principalmente em Florianópolis, onde eu resolvi morar com o fim do mestrado. Mas, eu percebi o crescente interesse das pessoas pela temática e muitos seguidores de outras cidades começaram a pedir que eu fizesse um curso online para que pudessem participar também. E foi o que fiz. No início de 2019 eu lancei o curso online Desvendando a Biblioterapia. Hoje a internet tem me proporcionado muitas alegrias, tanto pelo resultado do curso quanto pela interação das pessoas nas redes sociais. Mas, eu não abandonei nem nunca vou abandonar os encontros e oficinas presenciais. Eu prezo muito pelo contato físico, a presença, o olhar, o abraço. Além disso, continuo pesquisando e escrevendo artigos sobre o tema. E tenho recebido muitos convites para falar da Biblioterapia em eventos, em especial os eventos da Biblioteconomia, como o Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina e o CBBD. E isso me deixa muito feliz porque foi na Biblioteconomia onde tudo começou. Apesar de não ter terminado a graduação na Biblio, eu me sinto uma ‘quase’ bibliotecária e fico muito à vontade no meio dos colegas da área.

 

Fonte: Carla Sousa

Por que você não se denomina ‘biblioterapeuta’?

Eu não me intitulo biblioterapeuta e sim consultora e aplicadora de Biblioterapia. E vou explicar por quê. O termo biblioterapeuta só deveria ser utilizado por pessoas que têm formação clínica e podem atuar como ‘terapeuta’ em atendimentos individualizados focando na queixa específica da pessoa e na recomendação de literatura como parte de um tratamento. Esse é um tipo de prática que está dentro da chamada Biblioterapia Clínica. O tipo de Biblioterapia que eu trabalho e que os bibliotecários podem trabalhar é a Biblioterapia de Desenvolvimento que está voltada para grupos de pessoas e não se caracteriza como tratamento. Sendo assim, o termo que eu adoto e que é defendido pela professora Clarice F. Caldin é ‘aplicador(a) de Biblioterapia’. O termo consultora de Biblioterapia, que eu também uso, surgiu porque além de ajudar as pessoas a entenderem o que é a Biblioterapia por meio das oficinas e do curso online, eu também ajudo a desenvolver e colocar em prática projetos na área da Biblioterapia, seja em escolas, bibliotecas, empresas, ou qualquer outro espaço.

 

Qual foi a sua melhor experiência trabalhando com a Biblioterapia?

Certa vez, logo no começo da minha caminhada com a Biblioterapia, eu fiz uma sessão aberta com um grupo pequeno onde tinha umas três idosas com mais de sessenta anos. Nesse dia eu li alguns contos clássicos, como o Patinho Feio. E geralmente, quando é possível, eu gosto de ler para as pessoas deitadas depois de conduzir uma prática de relaxamento. Após a leitura eu sempre peço para as pessoas irem despertando lentamente como se estivessem acordando de um sono profundo. E em seguida nós conversamos sobre a história. Nesse dia, assim que o grupo despertou, uma das senhoras relatou emocionada que aquela tinha sido a primeira vez que alguém lia uma história para ela. E o fato de ouvir a história deitada a levou de volta para a infância. Esse foi um momento marcante para mim, porque sei que para ela foi uma experiência inesquecível.


Qual é a sua atividade favorita dentro da prática biblioterapêutica?

Eu gosto de todas as etapas do processo. Mas, como é para escolher uma, eu diria que é o momento da interação com o grupo. Na Biblioterapia, é fundamental ter um momento de partilha após a história. É quando as pessoas se abrem para o outro e compartilham suas próprias histórias, os sentimentos e os pensamentos despertados pelo texto. Para mim, esse é um espaço muito rico. Pois, é o espaço para exercitarmos a escuta, a fala, o olho no olho e, acima de tudo, a empatia. A interação e a presença física têm um poder muito grande nos tempos de hoje em que estamos cada vez mais conectados virtualmente. Através da Biblioterapia é possível cultivar esses espaços de trocas presenciais que nos alimentam e fortalecem enquanto seres humanos.

 

Qual aspecto da biblioterapia você mais gosta?
Eu gosto muito do aspecto interdisciplinar da Biblioterapia tanto na teoria quanto na prática. Por exemplo, para entender a base conceitual nós recorremos a teóricos de diversas áreas como a Literatura, Psicologia, Educação, Filosofia, Antropologia, dentre outras. E isso é muito rico. Na prática, a Biblioterapia pode ser aplicada em diversos contextos, na escola, na biblioteca, no consultório, nas empresas, nos hospital, asilos, abrigos… Numa infinidade de espaços para públicos diversos. Cabe ao profissional adaptar a Biblioterapia para o seu contexto profissional, seja bibliotecário, professor, pedagogo, psicólogo, jornalista, enfermeiro…

 

Seus interesses e hobbies estão relacionados ao livro e à leitura? Ou você tem outros?
Eu diria que sim. E isso é muito legal. Porque quando estou lendo um livro eu encaro aquilo como trabalho, mas ao mesmo tempo é muito prazeroso. Eu adoro ler. E poder fazer disso parte do meu trabalho não tem preço. Então, muitas vezes não sinto que estou trabalhando. Mas, tenho outros hobbies sim. Eu adoro fazer trilha e estar em contato com a natureza. E morando em Florianópolis, que tem uma beleza natural privilegiada, eu aproveito muito minhas horas livres para fazer trilhas, ir à praia ou simplesmente contemplar o por do sol.

 

Se você pudesse voltar no tempo para quando começou, que conselho você ofereceria para você mesma?
Eu diria: Seja humilde e generosa. Pois, foi só depois que eu comecei nessa caminhada ao longo desses anos que fui aprendendo a ter essas duas qualidades. Aprendi na prática que quando eu ofereço o meu conhecimento para o outro nós enriquecemos juntos e contribuímos para um mundo mais saudável e feliz por meio da Biblioterapia.

 

Fale um pouco sobre o seu curso Desvendando a Biblioterapia: quem pode fazer o curso? O que você ensina? Como as pessoas podem comprá-lo?

O curso é basicamente teórico com videoaulas onde eu apresento a base conceitual da Biblioterapia, o histórico, os componentes biblioterapêuticos (catarse, identificação e introspecção), falo da relação da Literatura com a saúde e o desenvolvimento humano e trago o ebook ‘Breve manual de autoaplicação de Biblioterapia’ um material exclusivo que eu criei para o curso. Além disso, eu estou sempre alimentando o curso com aulas extras que eu gravo online e que conta com a participação dos alunos.  A plataforma do curso é a Hotmart e é super simples de usar. Ao concluir 100% do curso o participante tem direito a certificado de 10h. Eu gosto de dizer que o curso Desvendando a Biblioterapia é um guia para quem quer entender o que é a Biblioterapia e o que caracteriza o potencial terapêutico da literatura. No curso eu levo o aluno a experimentar esse potencial e a refletir sobre esse papel da literatura. Nesse curso eu não apresento a parte prática da Biblioterapia, porque eu acredito que antes de partir para prática a pessoa deve entender a teoria que sustenta e que fundamenta aquela área de conhecimento. Com base nos relatos que eu recebo dos participantes posso dizer que o curso está sendo muito bem aceito e tem contribuído para que muitos profissionais comecem a olhar com outros olhos para a literatura, levando em conta a sua potência terapêutica. Qualquer pessoa pode fazer o curso, tanto quem já trabalha numa área específica, como os bibliotecários, quanto estudantes que querem fazer TCC sobre o tema ou, simplesmente, quem tem curiosidade de saber o que é a Biblioterapia. Quem tiver interesse pode parcelar o valor em até 12 vezes no cartão ou fazer o pagamento via boleto. Para fazer a inscrição basta clicar no link disponível aqui no Mundo Bibliotecário.

Fonte: Carla Sousa

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Esta é a primeira farmácia literária

Em Florença (Itália) há um lugar chamado Piccola Farmacia Letteraria, onde livros e conselhos literários são oferecidos para curar o estado de ânimo dos clientes.

Existe um lugar onde os medicamentos são tomados sem receita médica para que as pessoas possam ser curadas de forma natural. Não estamos falando de um fitoterapeuta, mas de uma livraria que propõe terapias alternativas para melhorar o estado de ânimo de seus clientes. Para melhor entendê-lo, basta dirigir-se a Florença e visitar a Piccola Farmacia Letteraria, que traduzia para o espanhol a Pequeña Farmacia Literaria: uma livraria que vende romances, tanto de ficção italiana quanto de literatura estrangeira, com rótulos terapêuticos originais.

O parágrafo acima é uma tradução livre do artigo original em espanhol Esta es la primera farmacia literaria.

Iniciativa muito interessante e que vale a leitura para conhecer melhor!

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Se você se interessa por esse assunto, veja aqui como trabalhar como biblioterapeuta!

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O que ler sobre biblioterapia?

A literatura como remédio – Dante Gallian

Não há dúvida de que a leitura dos grandes clássicos da literatura universal seja um meio privilegiado para o nosso desenvolvimento intelectual e cultural. Mas e se nos dissessem que, além disso, esta leitura pode nos curar de muitas doenças da alma? Baseado numa experiência desenvolvida originalmente numa escola de medicina, este livro fala sobre um experimento (o Laboratório de Leitura) que, partindo da leitura e discussão coletiva dos clássicos, tem propiciado um poderoso efeito humanizador e terapêutico que vem transformando a vida de muitas pessoas.

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Farmácia literária – Ella Berthoud e Susan Elderkin


“Lido no momento certo, um livro pode mudar sua vida. Farmácia literária é um tributo a esse poder. Mais de 400 livros para curar males diversos, de depressão e dor de cabeça a coração partido Para criar esta obra, as autoras viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovem felicidade, inspiração e sanidade, escritos por mentes brilhantes que nos mostram o que é ser humano e nos permitem identificação ou até mesmo catarse. Estruturado como uma obra de referência, em Farmácia literária os leitores podem simplesmente procurar por sua “doença”, seja ela agorafobia, tédio ou crise da meia-idade, e encontrarão um romance como antídoto. A biblioterapia não discrimina entre as dores do corpo e as da mente (ou do coração). Está convencido de que tem sido covarde? Leia O sol é p+U25ara todos e receba uma injeção de coragem. Vem experimentando um súbito medo da morte? Mergulhe em Cem anos de solidão para ter uma nova perspectiva da vida como um ciclo maior. Ansioso porque vai dar um jantar na sua casa? Suíte em quatro movimentos, de Ali Smith, vai convencê-lo de que a sua noite nunca poderá dar tão errado. Brilhante e encantador, Farmácia literária pertence tanto à estante de livros quanto ao armário de remédios. Esta obra vai fazer com que até mesmo o leitor mais aficionado descubra um livro do qual nunca ouviu falar e enxergue com outros olhos aqueles mais familiares. E, mais importante, vai reafirmar o poder da literatura de distrair e fazer viajar, repercutir e curar, além de mudar a maneira como vemos o mundo e nosso lugar nele.

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Ficções que curam – James Hillman


Ficções que curam é uma revisão radical do ato da terapia. Um dos escritores mais influentes da atualidade na área da psicologia. James Hillman concebe e pratica a terapia como uma arte imaginativa. intimamente ligada à poética – a feitura de palavras. a criação ficcional. Para curar o sintoma. ele argumenta. é preciso curar a pessoa e. para isso. devemos primeiro curar a história na qual ela se imagina. Os três ensaios aqui apresentados abordam a obra de Freud. Jung e Adler por meio do papel da ficção no pensamento e na prática desses autores. Em Ficções que curam. James Hillman faz uma pergunta fundamental: “O que a alma quer?” Com insights reveladores. ele responde: “Ela quer histórias que curam”.

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Conheça a biblioterapia e como a leitura pode combater a ansiedade

Muitos recorrem à leitura para desligar-se do mundo real e conhecer outros universos, mas o que a maioria dos “devoradores de livros” não sabe, é que a função da leitura vai muito além do deleite pessoal. Isso porque, hoje em dia, a prática literária já é utilizada no tratamento de problemas psicológicos. A origem dessa técnica, ainda pouco difundida no Brasil, é histórica. “Os egípcios, gregos e romanos já compreendiam a leitura como um remédio eficaz para o tratamento das dores da alma. Em 1272, os hospitais orientavam a seus pacientes a leitura do alcorão. E mesmo posteriormente, durante a Primeira Guerra Mundial, a biblioterapia ajudou a amenizar os traumas sofridos pelos soldados que participaram do confronto”, explica a biblioteconomista Isabel Cristina Venere, de 47 anos, que defendeu tese sobre o assunto.

A ampliação da percepção e da sensação de independência e a redução de medos e ansiedades são apenas alguns dos benefícios proporcionados pela biblioterapia. “A leitura age no equilíbrio emocional dos indivíduos, levando-os ao relaxamento extremo e estimulando a memória, sem falar que sua prática proporciona benefícios a todas as faixas etárias”, reitera a especialista.

A coordenadora de eventos, Regiane Rodrigues Rossini, de 46 anos, começou a ler frequentemente ainda jovem e logo descobriu o potencial terapêutico da leitura.
“Em agosto de 2012 sofri um derrame pulmonar e fiquei sem poder andar muito por algum tempo. Nesse período, como não podia fazer exercícios físicos, comecei a participar de um clube de leitura. Além de fazer novas amizades, o clube ampliou meus horizontes literários e, aos poucos, fui voltando às minhas atividades normais”, afirma, ressaltando o quão prazerosa pode ser a prática.

Efeitos
Os efeitos da biblioterapia se devem à imersão proporcionada pela literatura. “O ser humano acaba tendo um envolvimento emocional com o texto, aplicando o que lê a sua própria vida, é uma espécie de catarse literária”, acrescenta a biblioteconomista. Mas o simples ato de ler não corresponde à pratica da biblioterapia. “É algo bem mais complexo, uma vez que o material utilizado sempre é escolhido por uma equipe de profissionais, que estudam a situação de cada paciente”, frisa Isabel.

Ainda que sua eficácia seja comprovada, a biblioterapia não substitui nenhum tratamento médico. De acordo com o psicólogo Jefferson Willian Bucci, a biblioterapia é uma prática auxiliar. “Não se trata de uma prática psicológica, mas sim de uma terapia complementar, que pode auxiliar na solução dos problema da mesma forma que a prática de esportes, ou a acupuntura, por exemplo, portanto, não dispensa outros tratamentos de forma alguma”, esclarece.

A coordenadora de eventos Regiane Rossini conta que superou problemas pessoais com a prática da leitura (Foto: Rui Carlos)

A coordenadora de eventos Regiane Rossini conta que superou problemas pessoais com a prática da leitura (Foto: Rui Carlos)

Fonte: Portal Jornal Jundiaí

Disponível em: <http://www.crb8.org.br/conheca-a-biblioterapia-e-como-a-leitura-pode-combater-a-ansiedade/>. Acesso em: 18 jun. 2018.

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3 passos simples para trabalhar com biblioterapia

A biblioterapia é, basicamente, um tratamento terapêutico por meio de livros. Pode ser oferecida em hospitais, asilos, penitenciárias e outros ambientes, além de atender diferentes públicos, tais como pessoas com deficiência física, doentes crônicos e dependentes, segundo informações do Nexo Jornal.

Se você quer saber como pode se especializar em biblioterapia, veja 3 dicas para atuar nessa área! Continuar lendo

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O poder medicinal da literatura: a prescrição de livros começa a ser introduzida

As pessoas que consultam o GP local sobre questões de saúde mental podem achar uma receita escrita surpreendente, resgatadas na biblioteca local, em vez de uma farmácia.

O texto completo dessa curiosa notícia sobre biblioterapia, cujo primeiro parágrafo foi traduzido , pode ser acessada na  íntegra em The medicinal power of literature: Books on prescription to be introduced.

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