Arquivo da tag: catalogação

Descubra como catalogar filmes, séries, podcasts e livros na internet

Precisando de uma ajudinha para colocar em ordem o conteúdo que você consume? Com esses apps, você controla os filmes e séries que já viu, os podcasts que escuta e os livros que já leu!

Por Redação Vivo Tech09/07/2018 às 17:19

Continuar lendo

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Notícias

Resource Description and Access (RDA): Bibliografia Brasileira

Você conhece a Bibliografia Brasileira do Resource Description and Access (RDA)?

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Curso de catalogação com RDA (2ª edição)

A Universitat de les Illes Balears em parceria com a Miríada X oferta a 2ª edição do curso de Catalogação com RDA. O curso é gratuito e online, com certificado de participação. Duração: 6 semanas (40 horas de estudo previstas) Data de início: 28 de fevereiro de 2018 (ainda aberto para inscrições) Inscrições e informações: https://miriadax.net/web/catalogacion-con-rda-2-edicion-/inicio?timestamp=

via Curso de catalogação com RDA (2ª edição) — Processo técnico

2 Comentários

Arquivado em Curso

Catalogação em RDA: introdução ao novo código

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

RDA – Resource Description Access: rumos da catalogação contemporânea

Deixe um comentário

18 novembro 2017 · 1:39 pm

Cursos on-line e/ou semipresenciais in-company para autores, editores científicos e equipes editoriais, bibliotecários e demais profissionais da informação, concurseiros e/ou em atividade profissional

01. Herramientas de preservación en DSpace: conversión a XML –  Joel Torres – 30h/30 dias – Cómo facilitar los procesos de preservación digital en DSpace a través del uso de herramientas de conversión desde formatos tradicionales hacia el formato XML

02. Convert2XML: herramienta de conversión a XML JATS integrada a OJS – Araceli Olivo – 30h/30 dias. Herramientas de conversión de documentos desde diversos formatos hacia el formato XML en el proceso editorial de las revistas que operan sobre Open Journal Systems (OJS)

03. Fontes para indexação de periódicos científicos – Prof. Dr. Gildenir Carolino Santos – 30h/30 dias – A indexação determina o volume de citações. Quais procedimentos editoriais deverão ser adotados pelo periódico científico, independentemente da área do conhecimento, para que atenda aos critérios exigidos para indexação em bases de dados, diretórios e portais temáticos, nacionais e internacionais? Onde e como conseguir ser indexado? Otimize a indexação de seu periódico durante curso, com orientação segura do Prof.

04. OJS/SEER: oficina modular na web para editoração de periódicos científicos – Profa. MSc. Suely de Brito Clemente Soares – 30h/30 dias – Capacitar equipes no processo de editoração eletrônica de publicações periódicas. Tirar dúvidas e dar suporte para que publiquem, durante o período da oficina, periódicos eletrônicos em OJS/SEER. Capacitar a atuarem em qualquer um dos papéis do fluxo editorial, da submissão até a publicação, na orientação aos autores, revisão dos originais e outras funções de suporte. Uso de Revista de Testes da Content Mind, na versão 2.4.8.1 Solicite proposta para diagnóstico, sugestões, consultoria para seu periódico e/ou portal de sua instituição. Projetos de publicar versão impressa em OJS/SEER.

05. Oficina on-line sobre atribuição de DOI a periódicos científicos em OJS/SEER – Profa. Doutoranda Claudiane Weber – Monitoria: Profa. MSc. Suely de Brito Clemente Soares – 30h/30 dias – 1 Apresentar os conceitos, requisitos e responsabilidades; 2 Mostrar as vantagens e os custos para implementação [convênio CrossRef/ABEC]; 3 Demonstrar a atribuição do DOI nas publicações científicas; 4 Tirar dúvidas específicas dos participantes do curso

06. Normas ABNT – Informação e Documentação: para pesquisadores, equipes editoriais e bibliotecários – Bibliotecária Profa. Cristina Marchetti Maia – 60h/60 dias – 1 Capacitar interessados no uso correto das principais Normas ABNT – Informação e Documentação; 2 Oferecer farto material instrucional para uso posterior; 3 Orientar e tirar dúvidas de bibliotecários que capacitam usuários das Normas ABNT – Informação e Documentação; 4 Capacitar bibliotecários concurseiros, preparando-os para próximos concursos

07. CVLattes: como criar e manter atualizado? – Modalidade MOOC [gratuito, se preferir sem certificação] Mestrando Prof. Eduardo Graziosi Silva – 30h/30 dias – Teoria e prática de todas as funcionalidades do CVLattes. Criação, manutenção e gestão, destacando a importância no meio acadêmico, capacitando os participantes a utilizarem eficazmente.

08. Pesquisas acadêmicas na web: oficina nível básico – Modalidade MOOC [gratuito, se preferir sem certificação] Profa. MSc. Suely de Brito Clemente Soares – 30h/30 dias – Saber COMO e ONDE recuperar literatura acadêmica na web é imprescindível, tanto para graduandos, pós-graduandos, pesquisadores em geral, bem como bibliotecários, documentalistas, arquivistas, museólogos etc. Curso começa com O QUÊ, passa pelo COMO e termina com dicas ONDE pesquisar na web.

09. Pesquisas acadêmicas na web: oficina nível avançado  [em breve]– Bibliotecária Profa. Cristina Marchetti Maia – 30h/30 dias – 1 Curso teórico-prático para capacitar pesquisadores e bibliotecários (na ativa ou concurseiros) a executarem pesquisas avançadas nas principais bases de dados de acesso restrito e/ou aberto, de qualquer área do conhecimento; 2 O aluno deverá ter, já estruturada e testada, uma estratégia de busca avançada e acesso às principais bases de dados de acesso restrito para efetuar suas pesquisas acadêmicas com supervisão; 3 O aluno deverá ter feito a oficina nível básico, também oferecida pela Content Mind, na modalidade MOOC, ou ser aprovado em um pré-teste para cursar este nível avançado; 4 O bibliotecário não pesquisador poderá utilizar uma estratégia de busca avançada de qualquer pessoa, de qualquer área, para executar as atividades propostas pela oficina; 5 Teoria+prática. WebConferências de tira duvidas

10. Gestão de informação jurídica e apontamentos sobre direito autoral – Profa. MSc. Dayanne da Silva Prudêncio – 30h/30 dias – Compreensão dos conceitos jurídicos e a aquisição de saberes para seleção e avaliação das fontes jurídicas. Capacita para o manuseio das ferramentas e técnicas utilizadas na organização e recuperação da informação de conteúdos jurídicos. Aborda a postura a ser adotada por profissionais de informação no ambiente das organizações jurídicas. Apresenta boas práticas para administração de informação jurídica e exemplifica produtos informacionais que podem ser oferecidos aos usuários de Unidades de Informação Jurídica. Exercícios de fixação para melhor compreensão do conteúdo ministrado.

11. Empreendedorismo e gerenciamento de projetos para profissionais da informação Profa. MSc. Daniela F.A.O. Spudeit 90h/60 dias – Objetiva desenvolver competências relacionadas ao empreendedorismo aplicado ao gerenciamento de projetos de serviços de informação. Para isso, discutiremos o empreendedorismo e as competências empreendedoras, analisaremos o intraempreendedorismo aplicado às unidades de informação, aprenderemos conceitos ligados a ideias, oportunidades, modelos e planos de negócios, conheceremos aspectos relacionados às formas de financiamento, incubadoras, startups e abertura de uma empresa, e, por fim, discutiremos as tendências e metodologias para elaboração e de gerenciamento de projetos na área de informação. Dividido em sete módulos, tem a discussão de cases em fóruns, vídeos, wikis e outros recursos que serão usados para instrumentalizar o bibliotecário para empreender. Tem como produto final a elaboração de um plano de negócios para que o bibliotecário empreenda a partir de uma necessidade real na área de informação.

12. CDD 23. ed. (2011): com exercícios extraídos de concursos públicos Profa. MSc. Adriana Maria de Souza – 30h/30 dias Fornece elementos para o aperfeiçoamento profissional na organização da informação utilizando o Sistema de Classificação Decimal de Dewey – CDD. Apresenta e analisa questões de concursos públicos nas quais foram utilizadas a CDD. Teoria+prática. WebConferências de tira dúvidas.

13. CDU 2. ed. (2004) Padrão Internacional em Língua Portuguesa: com exercícios extraídos de concursos públicos  Profa. MSc. Adriana Maria de Souza – 30h/30 dias – Fornecer elementos para o aperfeiçoamento profissional na organização da informação utilizando a CDU. Apresentar e analisar questões de concursos públicos. Teoria+prática. WebConferências de tira dúvidas.

14. Gestão de Unidades de Informação Profa. MSc. Daniela F.A.O. Spudeit – 90h/60 dias – Dividido em cinco módulos, o curso aborda questões técnico-instrumentais em relação aos princípios e funções administrativas em unidades de informação, gestão de pessoas, gestão de serviços, gestão de marketing e gestão de qualidade em unidades de informação buscando o desenvolvimento das competências do bibliotecário gestor na organização, disseminação e mediação da informação. Curso completo para bibliotecários gestores.

15. Curso completo de Coaching para Profissionais da Informação e áreas afins – em 4 módulos independentes – Profa. MSc. Adriana Maria de Souza – 30h/30 dias por módulo [o primeiro é obrigatório e gratuito para cursar qualquer outro]  Coaching Módulo 1: Apresentando o coaching em Unidades de Informação; Coaching Módulo 2: Coaching no Planejamento de Carreira do Profissional da Informação: novas formas para trilhar o caminho profissional – Coaching Módulo 3Coaching na Gestão e Liderança do Profissional da Informação; Coaching Módulo 4Coaching no Serviço de Referência e Informação: contribuição à equipe de colaboradores

16. Qualidade no atendimento ao cliente: presencial, telefônico e on-line Profa. MSc. Adriana Maria de Souza – 30h/30 dias Conhecer os múltiplos canais de comunicação, síncronos e assíncronos, saber utilizá-los no momento apropriado e manter o controle da comunicação com o cliente (interno/externo), passa a ser um enorme diferencial nas organizações, sejam públicas ou privadas. O atendimento ao cliente é um processo contínuo.

17. Cultura digital: serviços e aplicativos para uso pessoal e profissional: conceitos e práticas Profa. MSc. Suely de Brito Clemente Soares – 30h/30 dias – São conceituados, e praticados entre os participantes, alguns serviços e aplicativos básicos da cultura digital. Todos eles visam otimizar a vida conectada e mobile dos profissionais que têm a informação como matéria prima. Teoria+prática. WebConferências de tira dúvidas.

18. Indexação das fontes de informação jurídica: doutrina, jurisprudência e legislação Profa. Dra. Andréia Gonçalves Silva 90h/60 dias – Aborda conceitos do Direito e das fontes de informação jurídica necessários à organização da documentação jurídica. Apresenta teoria e prática da indexação no que concerne às etapas de análise e síntese documentária. Trabalha com a teoria e princípios da indexação de documentos jurídicos. Treina a prática da leitura documentária e identificação dos conceitos válidos para indexação. Aponta técnicas e métodos para uso e elaboração de sistemas de organização do conhecimento (tesauros e vocabulário controlado) específicos da área jurídica. Destinado a bibliotecários, estagiários e auxiliares que atuam em unidades de informação e documentação jurídica, concurseiros e demais interessados na área.

19. Planejamento, implementação e gestão de Repositórios Digitais utilizando DSpace Bibliotecário Prof. Jorge Luiz Cativo Alauzo – 120h/60 dias – O curso objetiva expor questões sobre o papel das instituições e seus profissionais relativas à preservação, manutenção da memória, acesso e visibilidade de conteúdos em meio digital; permitir que o aluno conheça e elabore instrumentos para formalização da criação de repositórios digitais; expor as principais etapas do planejamento e implementação de um repositório digital; capacitar o aluno a desenvolver competências sobre a gestão do repositório digital com a utilização do DSpace; apresentar casos e experiências do uso do DSpace em instituições nacionais e internacionais

20. Gerenciamento de acervos no séc. XXI: coleções tradicionais e eletrônicas: formação, medição e análises Profa. Dra. Rosane Taruhn – 60h/60 dias – Profissionais com responsabilidades de gerenciamento de coleções atuam nas diversas facetas desse desenvolvimento, que vão desde a seleção até a de-seleção, análises da coleção à preservação, conhecimento do perfil do usuário ao marketing, administração de orçamentos à busca de recursos diversos. E tudo colorido com a oferta de formatos eletrônicos e conteúdo na Web. 1 Proporcionar visão ampliada de gerenciamento de coleções; 2 Medições e análises; 3 Exercícios práticos com propostas dos participantes

21. Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de Autoridade Prof. Doutorando Fabrício Silva Assumpção – 60h/60 dias – O bibliotecário precisa conhecer e manter-se atualizado em relação aos códigos de catalogação e aos formatos para a representação e o intercâmbio de dados. Curso teórico-prático sobre AACR2 e os Formatos MARC 21 para dados bibliográficos e de autoridade. Inclui questões de concursos e WebConferências de tira dúvidas.

22. Como construir sua presença online e aumentar o impacto da sua pesquisa acadêmica Profa. MSc. Andréa Ferreira Gonçalves do Nascimento – 90h/60 dias – Familiarizar pesquisadores e acadêmicos com as principais ferramentas e ambientes online para a descoberta, colaboração, publicação, disseminação e avaliação da produção acadêmica. Construir sua identidade online. Aprender a usar as redes sociais para promover seus trabalhos e ampliar o alcance de sua produção acadêmica. Entender e participar ativamente de redes sociais de uso acadêmico para aumentar seu círculo de contatos e fomentar a colaboração com outros pesquisadores. Medir e avaliar o impacto online de sua produção acadêmica usando métricas tradicionais e alternativas. Aprender como se comunicar de maneira efetiva no ambiente online, inclusive estratégias para economizar tempo.

23. e-Books para Bibliotecas: uma introdução ao universo dos livros eletrônicos– Profa. MSc. Andréa Ferreira Gonçalves do Nascimento – 90h/60 dias – Formatos de e-books e dispositivos de leitura disponíveis no mercado brasileiro e internacional. Principais modelos para aquisição e assinatura de e-books pela biblioteca. Critérios para avaliação e comparação de coleções eletrônicas e interfaces de acesso. Estratégias para a disseminação e promoção do catálogo de e-books na biblioteca. Tendências futuras na área dos livros eletrônicos nas bibliotecas.

https://www.contentmind.com.br – SKYPE: suelybcs – WhatsApp: 19-99767-1039ou 19-99787-3169 – Fone: 19-3374-6631

Deixe um comentário

Arquivado em Curso

Novas perspectivas para a Catalogação e os Catalogadores

Foto por Eduardo Graziosi Silva

Ontem participei do Fórum Permanente da UNICAMP “Tecnologia Digital e Registros Informacionais: Novos Conceitos e Padrões de Entrada de Dados e suas perspectivas para o tratamento e acesso à informação”. O evento como um todo foi de altíssimo nível e não deixou a desejar em nenhuma apresentação!

A primeira, “Modelagem de dados e representação da informação”, apresentada pelo Professor Elvis Fusco (UNIVEM), expôs “[…] a importância de novos estudos de modelos conceituais para repensar e projetar a percepção do domínio da representação da informação” (texto extraído da apresentação do Professor, disponível em seu site). A partir daí, também surgiram questões interessantes como as atividades do catalogador, que não se inicia no momento da descrição dos recursos, mas antes, quando esse profissional define requisitos informacionais, projeta o catálogo, dentre outras. Complementando sua exposição durante as perguntas do públicos, Elvis Fusco apontou que a formação do catalogador hoje deve contemplar conhecimentos da área de Computação, como banco de dados, arquitetura da informação, XML, além do conhecimento de Catalogação, para que o profissional catalogador possa dialogar com o profissional da Computação sem transtornos.

Já a segunda palestra, proferida pela Professora Fernanda Moreno (UnB), teve como título “FRBR e FRAD: impacto na recuperação da informação”. Um ponto que destaco de sua fala refere-se ao catálogo, que foi meu objeto de estudo durante a iniciação científica e o trabalho de conclusão de curso: uma citação (originalmente é uma pergunta) de 2010 do Professor Jaime Robredo sobre essa importante fonte de informação, em que ele aponta que os OPACs, que num primeiro momento impulsionaram o acesso aos acervos das bibliotecas, hoje parecem estar perdendo fôlego e tornando as bibliotecas opacas. Concordo, pois tanto pelos meus estudos como pela própria literatura percebi a dificuldade dos usuários durante o uso do OPAC. Não é a toa que muitos usuários preferem o Google ao catálogo. Até onde sei, e isso é uma opinião particular, os OPACs atuais, mesmo com todas as possibilidades oferecidas pelas ferramentas das web 2.0, estão longe de serem um Google. Fica para reflexão…

Mas retomando a palestra da Professora Fernanda, ela explicou didaticamente sobre o FRBR e o FRAD. O primeiro (Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) é baseado no Modelo Conceitual de Dados, proveniente da Computação, e demilita tanto o conteúdo como o suporte, além de contemplar outros suportes além dos bibliográficos. Também foi destacado que um software que utilizasse os FRBR facilitaria a busca e auxiliaria a navegação dos usuários. Vale ressaltar a ferramenta FRBR Display Tool, utilizada pela Professora em sua dissertação e que permite explorar o modelo. Já o segundo são os Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade e são divididos em 6 entidades. Uma de suas funções, por exemplo, é oferecer um relacionamento natural entre o nome de um autor e seu pseudônimo.

No período da tarde, ocorreu a mesa redonda “RDA: Impactos para usuários e profissionais da informação”. A primeira a apresentar foi a Professor Plácida Santos (UNESP – Marília). Intitulada “Catalogação revisitada – história e contemporaneidade”, a Professora Plácida que expôs uma teoria fantástica sobre catalogação para apontar que seu desenvolvimento evoluiu de tal modo que hoje, diante do tão discutido RDA, os catalogadores podem rever suas práticas, lembrando que tal situação já ocorreu em outros momentos, basta ver a mudança do código da Vaticana para o AACR, deste para o AACR2 e, atualmente, o AACR2r. Já a segunda parte da apresentação contou com a apresentação de um relatório de Thomas Brenndorfer (The FRBR-RDA Puzzle: Putting the Pieces Together), apresentado na OLA Super Conference de 2011. Nele, Brenndorfer expõe 10 passos para “descomplicar” o entendimento do RDA, explicitando em cada passo os capítulo que devem ser consultados para realizar a catalogação com o novo código.

Vale a pena apontar os 10 passos aqui, mais como uma curiosidade:

1. Olhe para a estrutura física do livro
2. Ainda a estrutura física do livro
3. Considere o livro em termos de aquisições e acesso
4. Considere o conteúdo do livro
5. Ainda o conteúdo do livro
6. Considere as pessoas, famílias e entidades coletivas associadas com o livro
7. Mostra primária dos relacionamentos entre obra, manifestação e item no livro
8. Mostra relacionamentos entre obra, manifestação, itens e pessoas, famílias e entidades coletivas
9. Mostra relacionamentos entre obra, manifestação, itens e outras obras, expressões, manifestações e itens
10. Mostra relacionamentos entre pessoa, família, entidades coletivas e outras pessoas, famílias e entidades coletivas

A próxima palestra, proferida pelo Professor Fernando Modesto (USP), foi baseada em resultados apresentados em relatórios do Comitê Executivo do RDA, formado pela Library of Congress (LC), National Agricultural Library (NAL) e National Library of Medicine (NLM). De um modo geral, foram apresentados dados referentes a consulta tanto a profissionais de vários tipos de bibliotecas como para usuários, mas alguns me chamaram mais a atenção. Dentre eles, destaca-se a implementação do RDA a partir de janeiro de 2013, bem como o fato de que sua adoção não reduzirá os custos na criação de metadados.

Foi muito importante a colocação do Professor Fernando Modesto, que se denonimou “um bibliotecário militante”, em relação ao planejamento para o uso do RDA no Brasil. Sobre isso, destacou a atuação das associações de classe nesse processo, porém, o Professor considera que há uma apatia generalizada na categoria bibliotecária brasileira, que pouco se envolve para de fato implementar mudanças, geralmente “propostas” pelos Estados Unidos, que tentam impor seus códigos como os modelos a serem seguidos internacionalmente em detrimento das especificidades da cultura de cada nação. Para reverter essa situação, o Professor Fernando Modesto propôs que as mudanças sejam discutidas tanto nos cursos de graduação como nos de pós-graduação, além de fortalecer e reanimar Grupos de Estudo sobre Catalogação já existentes (tais como o Grupo de Estudos em Catalogação – GCAT e o Grupo Brasileiro de Catalogação).

Por fim, a palestra de encerramento foi proferida pela Professora Naira Christofoletti Silveira (UNIRIO). Também discutindo o RDA, a palestra da Professora Naira foi bastante esclarecedora sobre algumas semelhanças e diferenças entre o AACR e o RDA. No que se refere às semelhanças, foi destacado que ambos são normas e também processos de transição para evitar a “recatalogação” dos registros bibliográficos existentes, pois é claro que a mudança será gradual, como já ocorreu com códigos anteriores. Em relação as diferenças, destaca-se que o RDA não é uma novidade, mas sim os FRBR! Além disso, o RDA não está baseado nas ISBD, tal como o AACR, e a novidade é a introdução do modelo conceitural dos FRBR que faz com que um livro, por exemplo, possua obra, manifestação, expressão e item, ampliando o leque de descrição bibliográfica.

Na Internet, está disponível o RDA Toolkit, que é uma ferramenta criada para auxiliar os catalogadores no uso do RDA e que ficou disponível por um período para teste pelos usuários. Vale lembrar que o RDA é mais extenso que o AACR: possui Introdução, 37 capítulos e Apêndices! Também está a venda na Amazon! Conforme apontado pela Professora Naira, o RDA não trouxe todas as respostas, mas levanta mais perguntas, tais como:

O novo código será adotado?
Os atuais sistemas de informação estão “preparados” para esta alteração? (Vale mencionar aqui que a Professora Plácida colocou que atualmente apenas o VTLS utiliza FRBR e RDA)
E em relação ao treinamento para seu uso?
E como será feita a transição do AACR2 para o RDA?

Além desses questionamentos, e complementando a fala do Professor Elvis Fusco, foi apontado que o catalogador, antes de elaborar o registro bibliográfico, é um tomador de decisões, visto que precisa escolher o sistema, definir requisitos, dentre outras atividades. Outras decisões, especificamente no que tange à catalogação propriamente dita, são:

Em relação a regra dos 3 (o RDA torna opcional* o uso do et al.)
Como as abrevistauras serão redigidas por extenso (s. l., s. n.)
Essencial x Opcional para o a instituição e para os usuários

Percebe-se, portanto, que muitas mudanças estão por vir. Envolve custos, treinamento e muito trabalho pela frente! Esperamos que mais fóruns, não só pela UNICAMP, mas também por outras Universidadades, bem como pelas associações de classe. Iniciativas como essa são e serão sempre muito bem-vindas para promover o debate e a atualização dos profissionais bibliotecários brasileiros, que podem e devem contribuir com suas ideias para as principais agências bibliográficas do mundo, não só como forma de acompanhamento das mudanças, mas também visando o atendimento das necessidades dos usuários locais.

**********

*A Professora Plácida colocou que o RDA contém recomendações, e não regras, o que, creio eu, ainda irá gerar muita discussão acerca desse e outros aspectos.

11 Comentários

Arquivado em Eventos