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53 manuais para conservação de livros

O projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, em 1997, publicou 53 títulos sobre a conservação preventiva de livros e documentos, de filmesfotografias e meios magnéticos na forma de 24 cadernos temáticos em formato A4.

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Rumos atuais e futuro da conservação no Brasil: homenagem à Guita Mindlin

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2 agosto 2017 · 7:48 am

Confira dicas valiosas para fazer seus livros durarem por muitos anos

Quem tem livros em casa sabe o quanto estes objetos são viciantes. Os aficcionados por livros são muito apegados e muito cuidadosos com seus pertences, pois pretendem mantê-los em bom estado por muitos anos.

Como são feitos de papel, um material frágil, os livros são muito fáceis de estragar. Eles podem ter fungos, ficarem cheios de poeira, manchar, ter traças e serem difíceis de limpar. Por esta razão, é essencial manter certos cuidados, a fim de mantê-los por anos ou até mesmo décadas. Confira alguns truques de conservação disponibilizados pelo UOL:

1. Tire o pó pelo menos a cada 15 dias – o ideal é uma vez por semana – passando uma trincha ou escova macia sobre o topo das folhas de cada exemplar. Para uma limpeza profunda, passe a escova página por página.

2. Use luvas e máscaras durante a limpeza, para se proteger do pó e também para não pegar nos livros com as mãos, além de manter o ambiente arejado.

3. Em livros encapados, passe álcool gel ou solução de álcool com vinagre, com pano macio. Os cheiros ácidos afastam fungos e pragas.

4. Não esqueça da estante: tire todos os exemplares, passe aspirador ou espanador e, em seguida, um pano úmido com a solução acima. Espere secar bem para colocar os livros de volta.

5. Guarde os livros em pé, em local seco e que não leve sol diretamente. Caso não seja possível colocá-los em pé, deite-os mas nunca empilhe mais do que três unidades.

6. Ao organizar, dê preferência pelo estilo literário, assunto ou autor. Em grandes bibliotecas, use etiquetas para identificar mais fácil. Use aparadores para manter os exemplares em pé.

7. Para mantê-los longe de pragas, higienize sempre e garanta uma boa ventilação. Use ventiladores ou circuladores de ar para isso.

8. Sachês de cânfora, naftalina, potinhos de cravo-da-índia, folhas de louro ajudam a manter os fungos e traças longe.

9. Caso seus livros sejam infestados por pragas, recorra a uma dedetização.

10. Para eliminar as manchas amareladas que podem vir a ocorrer, segure o livro fechado firmemente e use uma escova macia para limpar as bordas das páginas. Para manchas persistentes, passe com muito cuidado, sobre a sujeira, um cotonete levemente umedecido em água sanitária.

11. Edições raras e antigas devem ser limpas por pessoas especializadas, como bibliotecários ou restauradores.

12. Puxas o livro pela lombada superior faz com que a lombada se rompa com o tempo. O ideal é pegar o volume segurando-o pela parte central da encadernação.

13. Jamais pegue nos livros com as mãos sujas nem apoie os cotovelos sobre as edições antigas. Apesar de óbvio, ainda vale ressaltar: nunca dobre os exemplares.

14. Nunca, jamais use fitas adesivas ou colas para consertar os livros.

15. Grampos e clipes estragam as páginas, ainda mais se forem daqueles que enferrujam com o tempo. Para marcar as páginas, use marcadores próprios para este fim e o mais finos possível. Se precisar fazer anotações, recorra a papeizinhos autoadesivos.

16. Por fim, umedecer os dedos para virar as páginas vai manchar e estragar os livros.

Disponível em: <http://www.blogdogaleno.com.br/2016/08/22/confira-dicas-valiosas-para-fazer-seus-livros-durarem-por-muitos-anos>. Acesso em: 29 ago. 2016.

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G1 mostra como são conservados e restaurados livros ‘eternos’

Biblioteca Nacional, no Rio, tem livros guardados em cofre.
‘Livro das horas’ e outras preciosidades possuem mais de 500 anos.

[acesse aqui o vídeo disponível na notícia]

A 17ª Bienal do Livro do Rio, que será aberta na próxima quinta-feira (3) no Riocentro, na Zona Oeste, contará com o lançamento de mais de mil livros. A cerca de 37km dali, alheios  às novidades do mercado, alguns exemplares, por conta de sua raridade, são guardados em cofres com temperatura de umidades controladas e tratados como joias.

O G1 foi até a Biblioteca Nacional, no Centro do Rio, mostrar como funciona o trabalho de restauração e manutenção dessas obras especiais.

Os exemplares que precisam de reparos são levados para o Laboratório de Restauração, onde os técnicos utilizam materiais e máquinas importados para fazer com que obras degradadas pela ação de agentes como a maresia, poluição, insetos, umidade, temperatura e a mão do homem ganhem vida novamente.

Um dos livros que passa pelo processo de restauração é “Máximas Espirituaes”, de Affonso dos Prazeres, de 1740, que passa pelos cuidados dos especialistas da Biblioteca Nacional. Dentro deste processo, o livro é desmontado para ser recuperado. “É feita uma polpa de papel e a gente coloca em uma máquina e reconstitui toda a parte faltante onde o inseto comeu,” afirma Fernando Amaro, chefe da equipe responsável pela restauração.

Prevenção
Para que não precisem ser restaurados, livros, documentos e mapas passam por um trabalho preventivo. Para definir o que é raro, a Biblioteca Nacional não leva em questão somente a antiguidade, mas também se é única, inédita, se faz parte de alguma edição especial e possua algo que a diferencie de outras, como um autógrafo, por exemplo. Cada obra considerada rara é limpa individualmente, página a página, com um pincel em uma mesa, que se parece com uma escrivaninha, que “suga” a poeira.

No laboratório, é possível monitorar as condições de armazenamento em cada um dos setores da Biblioteca Nacional. Cada ambiente possui um sensor e um programa gerencia a qualidade do ambiente e indica quais são as condições de temperatura e umidade na qual os livros estão armazenados.

As obras, sejam elas raras ou não, são embaladas de maneira sob medida para que estejam preservadas dos agentes externos que possam danificá-los.”O objetivo é proteger os cortes do livro. Protegê-los da poeira para evitar que ela se deposite, que é um fator que faz com que o livro se degrade muito mais rápido”, conta Gilvânia Lima, chefe do Centro de Conservação e Encadernação. As obras mais raras possuem uma caixa em outro modelo, também sob medida, que as isolam totalmente do contato com o ambiente externo.

Dois dos livros de horas que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Cada um deles foi feito à mão por volta de 1460, na região de Flandres. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Dois dos livros de horas que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Cada um deles foi feito à mão por volta de 1460, na região de Flandres. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Mais de 555 anos
Um destes livros eternos é um exemplar que faz parte da coleção dos chamados “livros de horas” medievais, que possuíam orações que deveriam ser feitas em cada uma das horas canônicas, ou seja, determinados horários do dia e da noite. São oito exemplares que ficam guardados dentro de um cofre climatizado. Por medida de segurança, não é possível fazer imagens do lugar, que não está aberto ao público. Estes livros são tão raros e valiosos que não possuem valor de mercado. Os ambientes onde permanecem são monitorados e possuem segurança redobrada.

Contar a história da origem de cada uma destas obras praticamente daria um outro livro. O exemplar que ilustra esta matéria foi feito à mão, por volta de 1460, possivelmente em um ateliê na região de Bruges, na antiga Flandres, atualmente território da Bélgica. Ou seja, o livro é mais antigo do que a própria chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. Como a leitura era quase que exclusividade dos nobres e um livro como este era caro, provavelmente foi confeccionado para um membro da realeza.

O livro passou por destinos desconhecidos até chegar às mãos de uma figura conhecida dos livros de história: o Marquês de Pombal. No século XVIII, ele mandou encadernar o livro com uma capa com os seus brasões, conservada até hoje. Depois, o livro foi dado à Família Real Portuguesa. Com ela, a obra chegou ao Brasil, em 1808. Dois anos depois, passou a fazer parte do primeiro núcleo de livros, mapas e outros documentos do acervo da Biblioteca Nacional.

As páginas foram feitas de pergaminho, pele de animal usada na escrita desde a Antiguidade até a difusão do papel, com a imprensa. Como o material é mais resistente, isso teria ajudado a obra a chegar aos dias de hoje. Uma tinta feita à base de ouro decora as páginas, fazendo com que elas brilhem quando são expostas à luz.

Apesar do público não ter acesso aos originais, existem cópias que estão disponíveis para o público. “Quem precisa consultar pode ter acesso a fac-símiles, que foram produzidos com cuidado com este objetivo”, afirma Vera Faillace, chefe da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.

Além dos livros de horas, a Biblioteca Nacional conta com outros exemplares raros que contam com os mesmos cuidados. Entre eles estão a única cópia no país da Bíblia de Mogúncia, ou Bíblia de Gutenberg, de 1462; a primeira edição dos Lusíadas, de Camões, de 1572; e a primeira edição da Arte da gramática da língua portuguesa, escrita pelo Padre Anchieta.

Livro é recuperado por restaurador, após ser retirado de máquina onde ele recebe uma polpa feita de celulose para recuperar espaços danificados por traças. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Livro é recuperado por restaurador.
(Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Modernização
A preservação do passado caminha ao lado do futuro. A Biblioteca nacional é a terceira maior do mundo nas redes sociais. Atualmente a página da instituição no Facebook conta com mais de 181 mil curtidas. No Twitter, o local conta com mais de 94 mil seguidores. Nas duas redes sociais só perde para a Biblioteca do Congresso dos EUA e para a Biblioteca de Nova York.

Toda a aparelhagem para que os nove milhões de livros, gravuras e documentos da Biblioteca Nacional sejam preservados fazem parte de um esforço para que a história permaneça viva, como afirma Fernando Amaro, chefe do Laboratório de Restauração.

“A necessidade de restaurar um documento de 200, 300 e 400 anos é dar vida novamente àquilo. E quando ele se perde, ali se perde a história. Então você consegue fazer com que um historiador diga o que nós fazíamos, o que comíamos, como era aquela época. Mais importante do que a restauração é a preservação”, resume o restaurador.

Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/09/g1-mostra-como-sao-conservados-e-restaurados-livros-eternos.html>. Acesso em: 1 set. 2015.

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Anais da 4ª Jornada Archivando – La preservación en los archivos

Ramón Alberch i Fugueras

Escuela Superior de Archivística y Gestión de Documentos (ESAGED) de la Universidad Autónoma de Barcelona

Los requisitos ineludibles para la preservación de documentos electrónicos: un decálogo. DESCARGAR

Miquel Térmens Graells

Departamento de Biblioteconomía y Documentación. Universidad de Barcelona.

La preservación de los documentos electrónicos: retos y oportunidades DESCARGAR

Araceli Corbo García / Raquel Álvarez Rodríguez

Biblioteca – Centro de Documentación del MUSAC, Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León.

ADACyL, Archivo Documental de Artistas de Castilla y León: una diferente estructura para un archivo on-line con software libre [http:www.musac.es/adacyl].

DESCARGAR PONENCIA | PRESENTACIÓN

Alfonso del Amo García

Jefe de la sección de investigación de la Filmoteca Española

La preservación del patrimonio audiovisual de épocas sin sistemas de producción estandarizados. Los inicios del cine y la transición digital.

DESCARGAR

Eva Merino Flecha

Archivo Histórico Provincial de León

¿Preservación vs conservación? La teoría y la práctica.

DESCARGAR

Mª del Carmen Hidalgo Brinquis

Instituto del Patrimonio Cultural de España

Líneas de actuación en conservación preventiva en archivos y bibliotecas.

DESCARGAR PONENCIA | PRESENTACIÓN

Disponível em: <http://archivofsierrapambley.wordpress.com/actas-2011/>. Acesso em: 8 dez. 2011.

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Palestra – Conservação, preservação e pesquisa

Divulgando evento recebido por e-mail. Desde já, parabéns ao PET – BCI UFSCar!

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Prezados(as) colegas!

O Programa de Educação Tutorial em Biblioteconomia e Ciência da Informação da UFSCar (PET – BCI UFSCar) tem a honra de convidá-los a participar de nosso Seminário de Caráter Técnico Cientifico sobre “Conservação, preservação e pesquisa: a difícil tarefa cotidiana dos bibliotecários” a ser realizado no dia 12 de setembro de 2011, às 19:30h, no Auditório do CECH, no AT2. A palestra será ministrada pela nossa convidada Rosaelena Scarpeline, Bibliotecária do Centro de Memória da UNICAMP, que vem nos mostrar um pouco mais sobre essa temática de trabalho tão pouco aborda em nosso curso.
Contamos com sua presença!
 
Atenciosamente,
 
Profa. Vera Boccato e Equipe
Tutora do PET – BCI UFSCar
 
Professoras colaboradoras:
Luciana de Souza Gracioso
Luzia Sigoli Fernandes Costa

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Conservação de livros

Títulos raros ou de valor afetivo pedem cuidados com a manutenção e encadernação. Trabalho para profissionais especializados

Yara Guerchenzon

Ao longo da história, os livros foram ganhando encadernações cada vez mais sofisticadas e resistentes. Se entre os séculos VIII e XI, elas eram feitas com pele de cervo, porco, ou ainda de tecido com capas de madeira, somente nos séculos XVII e XVIII ganharam as versões luxuosas, com capas de cartão rígido cobertas de couro, adornadas com florões e filetes a ouro. Para resgatar a vida desses exemplares que atravessaram os tempos, ou daqueles de algumas décadas atrás, mas que trazem consigo histórias carregadas de afeto, profissionais recriam a arte da encadernação, restaurando páginas amareladas e rasgadas e recuperando capas originais. Ou ainda: renovando-as, porém com ares de antigamente. E, para quem quer enriquecer um livro de capa simples ou padronizar a biblioteca, existem inúmeras opções, com variações entre o clássico e o moderno. Antes de contratar esses serviços, veja as dicas de nossos consultores.

QUALIDADE

Segundo a bibliotecária Regina Celi Sousa, presidente do CRB8ª – Conselho Regional de Biblioteconomia 8º Região de São Paulo, antes de tudo, deve-se observar a competência do restaurador e encadernador, após a avaliação dos trabalhos executados, levando em consideração detalhes do acabamento, como a capa e a costura bem feitas, se a guarda (página em papel neutro, para proteção, no início e no final do livro) inserida é de papel neutro ou, ainda, se há um espaço regular, de 0,3 mm, nas margens. Já a designer gráfica Beatriz Ejchel, da Ahhh! Design, que utiliza a encadernação para desenvolver caixas, livros em edição de luxo, portfolios e álbuns, lembra que esses profissionais precisam ter formação específica: “Devem ter estudado no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo ou na ABER, Associação Brasileira de Encadernação e Restauro, pois são entidades reconhecidas. É a técnica que determina a qualidade da peça, com atenção às margens de corte, controle da dobra e sangria, além do uso da de boa cola”, orienta. Nido Campolongo, designer de cenários e objetos de papel, assim como Beatriz Ejchel, recomenda a pesquisa de profissionais na ABER. Outra consultora é a arquiteta e professora dos cursos de encadernação da própria ABER, Elizabeth Csuraji, que classifica as encadernações como comercial e artesanal. “As comerciais são funcionais, para livros com fins específicos: fiscais, apostilas, publicações editoriais. Geralmente são feitas à máquina ou à mão, mas com materiais nem sempre adequados quando se pensa na durabilidade. As artesanais são feitas à mão, com cadernos costurados. Geralmente, utiliza-se um bastidor onde são fixados os suportes nos quais a costura é enlaçada e posteriormente presa às capas. São indicadas para conservar um livro atual, quando se quer maior durabilidade, ou para livros de época que necessitam de novo acondicionamento”, explica.

CUSTO

O valor de uma encadernação é diretamente proporcional ao material utilizado, à grossura e tamanho do livro. Regina explica: “A encadernação comercial usa material plastificado, enquanto a de livros clássicos ou raros requer o couro. Já o custo de uma restauração depende do estado do livro, afinal quanto mais danificado, mais trabalhoso o serviço”, lembra.
No caso de encadernações especiais, como as desenvolvidas nos projetos de Bea Ejchel, não há uma tabela: “O cálculo é sempre baseado no tempo da mão-de-obra e nos materiais usados”, afirma.

TEMPO DE EXECUÇÃO

Segundo Regina, o serviço de encadernação pode demorar de um a três dias, no caso de um título comum. Para Beatriz, essa etapa leva de 15 a 30 dias. “Trabalhos diferenciados demandam mais tempo”. No caso de restauros, Beth diz que o serviço pode levar meses, dependendo do grau de deterioração.

MATERIAIS DE PRIMEIRA

A bibliotecária Regina afirma que, na restauração, o papel japonês é o recomendado, desde que na gramatura correta. “O reforço das folhas inteiras de livros e documentos deve ser feito com papel japonês que, por sua transparência e textura, permite visibilidade do texto e resistência ao manuseio”. Nido alerta sobre o material usado nas capas: “Deve-se ficar atento ao papelão. Se não for bom, com o tempo enverga”, diz, sugerindo o Horle 20 pela espessura apropriada. A arquiteta Beth explica o passo-a-passo do serviço: “Os materiais devem ser livres de acidez e a cola, reversível, no caso de uma futura intervenção. Nos restauros, procura-se preservar a autenticidade da obra, mantendo capas originais e formato. O tipo de encadernação também é definido de acordo com o livro, estrutura, época, além da finalidade a que se destina: coleção particular, instituição, biblioteca. As etapas da encadernação basicamente são: higienização, numeração e mapeamento dos cadernos, desmonte do livro, banho se necessário, secagem, prensagem dos cadernos, costura, preparação da lombada e pastas, montagem, revestimento, fechamento com guardas e douração – feita com uma película à base de ouro”. Segundo Nido, é a guarda que prende o miolo do livro à capa, daí a sua importância, sendo que a melhor deve ser feita em papel de fibra longa, mais resistente.

PROBLEMAS COMUNS

Como bibliotecária, Regina conhece no seu dia-a-dia os problemas que podem danificar os livros, como umidade e fungos. “Podem sofrer infestação por insetos como traça, broca e cupins, decorrentes da própria cola utilizada. Já a infestação por fungos é proveniente de ambientes úmidos. E a iluminação inadequada amarela as páginas e desbota as capas, pois os raios ultravioletas aceleram o processo de envelhecimento. Os livros muito comprimidos nas prateleiras, por sua vez, ficam com as lombadas danificadas ao serem retirados e, em conseqüência, precisam de nova encadernação”, ensina.

VIDA ÚTIL

“A durabilidade de um livro depende da sua constituição e condições de armazenamento. Existem livros dos séculos XII e XIII, feitos de papel trapo (algodão) com encadernações de pergaminho, por exemplo, que foram bem armazenados e se apresentam em boas condições físicas. No entanto, livros bem mais recentes, das décadas de 1930 ou 1940, compostos com papel de qualidade ruim, com impurezas, tornam-se quebradiços de forma irreversível”, explica Beth.
Segundo Regina, os cuidados para garantir a durabilidade envolvem a climatização, com temperatura entre 21 a 23 graus centígrados; a umidade do ar, entre 55 a 60%; e a iluminação adequada, ou seja, indireta. “Também é importante manusear periodicamente o livro para oxigená-lo e impedir o acúmulo de microrganismos (fungos) que atacam o papel e colaboram na degradação”, lembra, e ainda recomenda: “Não se deve acondicionar livros em sacos plásticos, o que impede a oxigenação do papel. Também não é indicado o uso de marcadores de páginas de metal, que oxidam o papel”, orienta.

MANUTENÇÃO E HIGIENE

Os locais destinados ao armazenamento, como armários e estantes, devem ser arejados e periodicamente limpos. E a higiene deve ser feita com aspirador, pano macio ou pincéis tipo trincha. “A limpeza do miolo do volume deve ser feita com uma trincha macia, página por página, em local ventilado, utilizando máscara e luvas cirúrgicas, para evitar problemas de alergia ou contaminação por fungos. Já a limpeza dos cortes dos volumes é feita com flanela de cor branca e seca, ou com uma trincha estreita e macia, com o cuidado de manter o livro bem fechado. Se tiver marcas deixadas por insetos ou gorduras, a limpeza pode ser com uma lixa fina, adequada para papel japonês”, ensina a presidente do CRB8ª.

SERVIÇO DE ORGANIZAÇÃO

Para se pôr ordem a uma biblioteca, Regina sugere a contratação de uma empresa especializada ou de um bibliotecário autônomo, desde que registrado no Conselho Regional de Biblioteconomia. “A empresa ou o profissional verificam a necessidade do cliente e elaboram um projeto. O valor do trabalho, por sua vez, pode ser definido por um preço geral ou por livro. Se há urgência na execução do serviço, podem ser alocados vários bibliotecários, logicamente com variação nos valores”, explica.

ÁLBUNS CUSTOMIZADOS

O scrapbook é, ao pé da letra, um álbum de recortes. E a técnica do scrapbooking, importada dos Estados Unidos, consiste na personalização de um álbum, com riqueza de detalhes. A ‘moda’ chegou ao País há quase 10 anos e hoje existem diversas lojas especializadas em materiais (papéis, botões, letras, flores de tecido e inúmeras miudezas) e instrumentos utilizados nesse trabalho artesanal, sendo todos com nomes em inglês. “Existe até um dicionário de scrap”, conta Geórgia Cruz Lima, professora da técnica e que a aplica não só em álbuns de fotos, mas também na decoração de capas de agendas e diários de viagens.

O SEU PRÓPRIO LIVRO

O fotolivro é uma novidade. Permite a produção de livros de fotografias pessoais: trata-se de um álbum com jeito de livro, em offset digital. Para fazer um, basta ter (e saber usar!) um software específico. No caso, o mais facilmente encontrado é o D-Book, que é gratuito e pode ser baixado no site www.fotolivro.com.br. Mas é preciso paciência e habilidade. Quem se dedica a este trabalho são os scrapdesigners, como Daniela Zambelli, da Mania de Photo, que cria álbuns com figuras, fundos e textos coordenados com o tema. Preço médio: 350 reais, no formato A4.

“A durabilidade de um livro depende da sua constituição e condições de armazenamento. Existem livros dos séculos XII e XIII, feitos de papel trapo (algodão) com encadernações de pergaminho, por exemplo, que foram bem armazenados e se apresentam em boas condições físicas. No entanto, livros bem mais recentes, das décadas de 1930 ou 1940, compostos com papel de qualidade ruim, com impurezas, tornam-se quebradiços de forma irreversível”, explica Beth.
Segundo Regina, os cuidados para garantir a durabilidade envolvem a climatização, com temperatura entre 21 a 23 graus centígrados; a umidade do ar, entre 55 a 60%; e a iluminação adequada, ou seja, indireta. “Também é importante manusear periodicamente o livro para oxigená-lo e impedir o acúmulo de microrganismos (fungos) que atacam o papel e colaboram na degradação”, lembra, e ainda recomenda: “Não se deve acondicionar livros em sacos plásticos, o que impede a oxigenação do papel. Também não é indicado o uso de marcadores de páginas de metal, que oxidam o papel”, orienta.

MANUTENÇÃO E HIGIENE

Os locais destinados ao armazenamento, como armários e estantes, devem ser arejados e periodicamente limpos. E a higiene deve ser feita com aspirador, pano macio ou pincéis tipo trincha. “A limpeza do miolo do volume deve ser feita com uma trincha macia, página por página, em local ventilado, utilizando máscara e luvas cirúrgicas, para evitar problemas de alergia ou contaminação por fungos. Já a limpeza dos cortes dos volumes é feita com flanela de cor branca e seca, ou com uma trincha estreita e macia, com o cuidado de manter o livro bem fechado. Se tiver marcas deixadas por insetos ou gorduras, a limpeza pode ser com uma lixa fina, adequada para papel japonês”, ensina a presidente do CRB8ª.

SERVIÇO DE ORGANIZAÇÃO

Para se pôr ordem a uma biblioteca, Regina sugere a contratação de uma empresa especializada ou de um bibliotecário autônomo, desde que registrado no Conselho Regional de Biblioteconomia. “A empresa ou o profissional verificam a necessidade do cliente e elaboram um projeto. O valor do trabalho, por sua vez, pode ser definido por um preço geral ou por livro. Se há urgência na execução do serviço, podem ser alocados vários bibliotecários, logicamente com variação nos valores”, explica.

ENCADERNAÇÃO: ENDEREÇOS

Bibliodesign
www.bibliodesign.com.br
A bibliotecária e designer de interiores Claudia Tarpani, dona da Bibliodesign, desenvolve projetos de interiores para bibliotecas e salas de leitura, além de organizar coleções.

Atelier Luiz Fernando Machado
R. Natingui, 756, tel. (11) 3031-7895, Vila Madalena; www.aterliermachado.com.br
Executa encadernações artísticas e restaurações de obras raras. Na loja, oferece uma linha de papelaria fina, com cadernos, álbuns e caixas, além dos papéis marmorizados que Luiz Fernando utiliza em parte das encadernações. Prazo para encadernação: 10 dias, no mínimo. Preços: a partir de 90 reais.

Isaura Maria Araújo Shimomoto
Tel. (11) 4153-4586, Alphaville.
Faz restauração de livros e encadernações artísticas, como os projetos da designer Beatriz Ejchel, que incluem caixas e álbuns de fotografias. Formada pela ABER, cobra por um álbum simples a partir de 200 reais e faz o serviço em 20 a 30 dias.

Encadernadora Duarte
R. Augusta, 735, sl, tel. (11) 3256-9874. Sob a direção de José Paulo Aquino dos Santos, a empresa faz encadernações comerciais, com capas de percalux (papel plastificado), a partir de 15 reais; de couro sintético, 25 reais; e couro natural, 50 reais. O trabalho é feito em 2 ou 3 dias, por volume.

Encadernadora RS
R. Cipriano Barata, 1118, Ipiranga, tel. (11) 6215-4055; www.encadernadorars.com.br
A empresa funciona há 30 anos e o ofício passa de pai para filho. O proprietário Reginaldo Sposito faz encadernações comerciais em um dia. Com capa de percalux, cobra a partir de 12 reais; em couro sintético, 20 reais; e no natural, 60 reais.

Luccas & Tuenze
R. Safira, 259, Aclimação, tel. (11) 3341-1618
Lucy Aparecida Luccas faz higienização de bibliotecas e arquivos, além de restauração e encadernação de obras raras, como um livro francês de 1.600 que ela acaba de dar vida nova. Lucy estudou em Cuba, na Itália e no antigo Instituto Paulista de Restauro. Preços sob consulta.

Maria Isabel Garcia
Tel. (11) 5084-1056; www.restaurodelivros.com.br
Há 18 anos, Maria Isabel executa álbuns de fotografia, livros de ouro e caixas, além de encadernação artística e restauração de livros. Formada pelo antigo curso de encadernação e restauro do Liceu de Artes e Ofício de São Paulo, a profissional cria, por exemplo, capas de madeira com detalhes de marchetaria.

JM Encadernação
R. Imaculada Conceição, 160, Santa Cecília, tel. (11) 3666-1383
Há 40 anos no mesmo endereço, a empresa é comandada por Jovelino do Amaral, que começou como gráfico e se tornou dono, e seu sócio, o publicitário de formação Matias Máximo de Araújo. Especializados em encadernação comercial, cobram em média 25 reais pelo trabalho em percalux.

Norma Cassares
R. Groenlândia, 354, Jardim América, tel. (11) 3051-4020
A presidente da ABER – Associação Brasileira de Encadernação e Restauro atende em seu ateliê, onde executa encadernações e restaurações de obras raras e especiais, sempre com preço sob consulta.

Elizabeth Csuraji
Tel. (11) 4229-1315
A arquiteta ministra cursos na ABER e mantém seu ateliê onde realiza trabalhos de encadernação artística.

CONSULTORIA

ABER
Associação Brasileira de Encadernação e Restauro – R. Machado de Assis, 222, sl 02, Vila Mariana, tel. (11) 5579-6200; www.aber.org.br

CRB 8º
Conselho Regional de Biblioteconomia 8º Região – São Paulo – R. Maracaju, 58, Vila Mariana, tel. (11) 5082-1404

Regina Celi Sousa
Tel. (11) 5082-1404

Beatriz Ejchel – ahhh! design
Al. Santos, 1398, cj 97, tel. (11) 3253- 5161

Elizabeth Csuraji
Tel. (11) 4229-1315

Nido Campolongo
R. Tupi, 843, Pacaembu, tel. (11) 3826-7901; www.nidocampolongo.com.br

Daniela Zambelli – Mania de Photo
www.scrapaddicted.com.br

Matéria publicada na edição 175 (Abril/2008) da ViverBem

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