Arquivo da tag: coronavírus

Biblioteca de Yale responde à pandemia de coronavírus

Quando a Biblioteca de Yale anunciou seu fechamento no mês passado, Susan Gibbons – a bibliotecária da Universidade Stephen F. Gates ’68 e vice-reitora de coleções e comunicação acadêmica – disse que “nossos edifícios podem estar fechados, mas a Biblioteca de Yale está muito aberta e ativa online”.

A Biblioteca de Yale expandiu sua presença online para atender à crescente demanda. A equipe da biblioteca está trabalhando remotamente para dar suporte a aulas e pesquisas online, e serviços regulares da biblioteca – como consultas de pesquisa, workshops e horas de suporte estatístico – estão disponíveis por e-mail e Zoom. Os bibliotecários também estão criando tutoriais em vídeo no YouTube.

Leia a notícia completa em inglês, Yale Library responds to coronavirus pandemic, de Freya Savla, no site Yale Daily News.

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Bibliotecas da UGA (University of Georgia) documentam a COVID-19 para a posteridade

Erik Quillian, estudante de doutorado, fazendo pesquisas na área de funcionários das Bibliotecas de Coleções Especiais. 
(Foto de Andrew Davis Tucker / UGA tirada em novembro de 2019)

À medida que a história se desenrola durante a pandemia do COVID-19, as Bibliotecas de Coleções Especiais da Universidade da Geórgia estão coletando experiências e respostas dos georgianos para preservar pelas próximas gerações.

Os residentes da Geórgia podem contribuir para o projeto, compartilhando como a crise afetou sua família, negócios, educação e bem-estar. Os envios digitais podem incluir reflexões pessoais, fotos, poesias, gravações ou qualquer outro meio que demonstre como a pandemia afeta a vida das pessoas.

A notícia completa em inglês, UGA Libraries to document COVID-19 for posterity, de Camie Williams, está disponível no site da University of Georgia.

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Com restrições, Biblioteca Pública de Toledo volta a atender o público

Com as portas abertas desde o último dia 13, a Biblioteca Pública Municipal de Toledo informa que retomou os atendimentos ao público, mas com restrições de acesso, seguindo a Instrução Normativa – SMED nº 004/2020. Para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, o serviço de empréstimo para leitura domiciliar e devoluções de acervo emprestado está sendo feito mediante controle do número de pessoas circulando no ambiente. 

Além disso, foi montada uma estrutura para escolha facilitada de livros, onde estão expostos títulos variados para a escolha dos leitores, agilizando o serviço de empréstimo. A fim de evitar aglomerações, não está sendo permitida a permanência no interior das bibliotecas, seja para estudo, leitura local, ou acesso à internet – tanto é que os serviços de acesso aos computadores e leitura local de periódicos (jornais e revistas) e livros estão suspensos por tempo indeterminado.

No período de pandemia, as bibliotecas vão disponibilizar um termo de autorização em que será possível outra pessoa realizar o empréstimo em nome do titular da carteirinha, de modo a evitar que leitores pertencentes a grupos de risco precisem vir até a biblioteca. Para famílias com vários leitores, a orientação é de que apenas um membro fique encarregado de fazer o empréstimo e a devolução dos materiais.

O horário de atendimento também mudou: de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h15 às 17h15, sem atendimento aos sábados. Dessa forma, é possível fazer a higienização adequada do espaço e oferecer mais segurança aos leitores.

Disponível em: https://www.toledonews.com.br/noticia/com-restricoes-biblioteca-publica-de-toledo-volta-a-atender-o-publico. Acesso em 25 abr. 2020.

Leia também: Bibliotecas públicas de Marechal Rondon retomam atendimento para devolução e retirada de livros

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Seminário “Bibliotecas em tempos de crise”

Fonte: ENSSIB

A École Nationale Supérieure des Sciences de L’information et des Bibliothèques (ENSSIB) apresenta o seminário “Bibliotecas em tempos de crise” (#BiblioCovid19) com a curadora e pesquisadora Raphaëlle Bats.

As sessões 1 e 2 já foram apresentadas e estão disponíveis no YouTube. Confira abaixo todas as sessões e acesse o site para acompanhar o calendário das próximas sessões.

  • Episódio 1: A biblioteca e seus serviços: que necessidades específicas podemos atender hoje?
  • Episódio 2: A biblioteca e seus espaços: o que somos quando não temos mais lugares?
  • Episódio 3: A biblioteca e o grupo social: como permanecer um serviço para todos neste momento?
  • Episódio 4: A biblioteca nas redes sociais: que público / autoridade / visibilidade temos durante esta crise?
  • Episódio 5: A biblioteca e o mundo digital: o que essa crise nos ensinou sobre a cultura digital das bibliotecas / bibliotecários? O que essa crise abre como portas? Devemos abrir ou fechá-los?
  • Episódio 6: A biblioteca e suas coleções: o que podemos transmitir remotamente de nossas coleções? Estamos fazendo novas coleções?
  • Episódio 7: A biblioteca e a mediação: que renovação das formas de mediação nessa situação?
  • Episódio 8: A biblioteca e os habitantes / usuários: estamos vendo uma renovação de trocas e relacionamentos, inclusive em termos da legitimidade do conhecimento dos habitantes?
  • Episódio 9: A biblioteca e seu território: como trabalhar com os outros atores do território? Como também podemos trabalhar com outras bibliotecas em nível nacional?  
  • Episódio 10: A Biblioteca e a Sociedade: Temos interesse público em tempos de crise?

Para assistir os vídeos com legenda em português, clique em Configurações > Legendas > Traduzir automaticamente > Português.

Acesse também o LibGuides que o ENSSIB preparou sobre o seminário.

Bom seminário!

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Bibliotecas públicas após a pandemia

por Sari Feldman – 17 abr. 2020

Sari Feldman
Fonte: Publishers Weekly

Como muitas pessoas em todo o país, passo muito da minha vida de quarentena obcecada com o futuro. Como será o nosso mundo quando finalmente superarmos a crise de saúde dos Covid-19? Como todo mundo, eu desejo voltar ao normal. Mas quando finalmente sairmos de nossas ordens de “ficar em casa”, certamente estaremos entrando em uma nova normalidade, que trará grandes implicações para muitas instituições, incluindo bibliotecas públicas.

Segundo a autora, algumas implicações são:

  • manuseio e circulação de coleções
  • manutenção do acesso ao prédio aberto para o público
  • realização de atividades como lançamento de livros e visitas de autores nas bibliotecas
  • orçamento para compra de títulos impressos e eletrônicos

Leia a notícia completa Public Libraries After the Pandemic, de Sari Feldman, publicado no Publishers Weekly.

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Biblioteca do Senado abre ao público bases de estudos sobre o novo coronavírus

Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho  A Biblioteca do Senado Federal foi criada em 18 de maio de 1826. À época, o Senado Federal chamava-se
Estão disponíveis artigos científicos, dados e informações de instituições nacionais e estrangeiras
Roque de Sá/Agência Senado

A Biblioteca do Senado abriu ao público várias bases de estudos, nacionais e estrangeiras, com foco no novo coronavírus. Pode-se ter acesso aqui ao arquivo PDF com fontes primárias de informação. A diretora da Secretaria de Gestão de Informação e Documentação do Senado, Daliane Silverio, explica que a iniciativa visa auxiliar tanto os colaboradores da Casa como o público externo a obter uma série de informações (por exemplo: como se cuidar melhor ou como tomar decisões durante a pandemia).

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Grupos antivacina mudam foco para covid-19 e trazem sérios problemas à saúde pública

Análise feita por projeto da USP em postagens de rede social mostra alteração na temática durante pandemia; conteúdo vai desde informações falsas até uso de produtos tóxicos como cura

Por Thais Cardoso

Montagem sobre foto – Teksomolika via Freepik, Altemar Alcantara / Semcom via Fotos Públicas e UpVacina

Enquanto autoridades, profissionais de saúde e cientistas no Brasil e no mundo estão se esforçando para combater a covid-19 e seus efeitos, uma outra ameaça tem se espalhado principalmente por meio de redes sociais: a desinformação.

Uma análise produzida pela União Pró-Vacina, projeto desenvolvido por instituições de pesquisa e acadêmicas da USP em Ribeirão Preto, mostra que grupos tradicionalmente conhecidos por disseminarem informações falsas sobre vacinas agora estão mudando o alvo e concentrando-se na doença causada pelo novo coronavírus.

Os métodos da desinformação continuam os mesmos: distorcer conteúdo científico e jornalístico, espalhar teorias da conspiração e até oferecer falsas curas usando produtos conhecidamente tóxicos para a saúde humana. Entre as publicações, há insinuações de que o vírus seria uma ferramenta para instituir uma nova ordem mundial ou mesmo uma arma produzida pela China. Outras afirmam que a vacina da gripe seria a responsável pela disseminação da covid-19 e que a doença seria facilmente curada por meio da frequência do cobre ou de zappers, supostos antibióticos eletrônicos.

A análise

A União Pró-Vacina analisou 213 postagens feitas entre 15 e 21 de março nos dois maiores grupos públicos brasileiros de conteúdo antivacina no Facebook, O Lado Obscuro das Vacinas Vacinas: O Maior Crime da História, que atuam há cinco e dois anos, respectivamente.

Em média, os grupos produzem 30 publicações por dia, mas o ritmo mostrou um crescimento no período analisado. O pico chegou a 43 postagens no dia 21 de março. Embora os dois grupos reúnam mais de 20 mil membros, apenas 58 foram responsáveis por todas as publicações nesse período. Dois desses integrantes fizeram mais de 40% das postagens, um total de 87 em sete dias.

Conteúdo e engajamento

Embora os grupos se concentrem basicamente na negação de evidências científicas sobre os benefícios da vacinação, durante os sete dias da análise houve um impressionante crescimento das publicações que abordavam a covid-19. No total, foram 139 postagens com essa temática (65,3%). Esse período praticamente coincide com o aumento de buscas de informações sobre a doença, segundo relatório do próprio Google.  

Mais de 90% das publicações compartilham links (33,8%), vídeos (33,3%) e imagens (23,9%), itens que também podem ser facilmente disseminados em outras plataformas de redes sociais, aumentando o alcance de informações falsas.

O conteúdo das postagens é preocupante: 78,4% apresentam sérios problemas, como a disseminação de teorias da conspiração, utilização de informações falsas e de afirmações sem evidências, a distorção de informações confiáveis, a sugestão de uso e até a comercialização de produtos e tratamentos que não possuem comprovação científica ou aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além do material compartilhado, o levantamento avaliou os comentários que acompanham as publicações nos grupos. Essa abordagem foi escolhida porque, na maioria dos casos, mesmo quando o conteúdo da postagem era verídico, esse espaço era usado para distorcer ou desacreditar as fontes e os dados, gerando uma nova interpretação deturpada para o conteúdo original. 

O resultado é alarmante. Enquanto a média geral de interações (reações, comentários e compartilhamentos por postagem) das demais publicações no período avaliado foi de 16, esse número dobra nas publicações equivocadas sobre o novo coronavírus, chegando a 32. Esses conteúdos tiveram no total 1.891 reações, 1.011 comentários e 617 compartilhamentos.

A postagem com maior envolvimento (204 interações) aborda o uso de uma substância conhecida como MMS na cura da COVID-19. A sigla vem de Mineral Miracle Solution, ou solução mineral milagrosa, em português. O produto é composto por dióxido de cloro e é semelhante à água sanitária usada como alvejante. Sua ingestão ou administração pelo reto pode causar lesões no intestino, vômito, diarreia, desidratação, insuficiência renal, anemia, entre outros problemas de saúde graves. 

Impacto negativo da desinformação

A ação desses grupos é um dos fatores que estão impactando negativamente campanhas de imunização em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, em 2019, o país não conseguiu bater a meta de vacinar 95% do público-alvo em nenhuma das 15 vacinas do calendário anual. Foi a primeira vez em 25 anos que isso aconteceu. 

Por conta disso, doenças que já estavam praticamente erradicadas por aqui, como o sarampo, estão voltando com força e fazendo um grande número de vítimas fatais. O País alcançou o 5° lugar no ranking mundial de casos da doença em 2019. Somando-se os casos dos últimos sete meses, o Brasil alcança o primeiro lugar. 

Diante dos resultados e em tempos de uma pandemia de covid-19, o efeito da desinformação gerada por grupos como esses em redes sociais pode gerar um problema de saúde ainda mais grave em nível nacional.

Como combater a desinformação?

Embora o mundo ainda esteja aprendendo a lidar com – e a combater – a produção e a disseminação de notícias falsas por meios digitais, o Brasil já se movimenta para enquadrar essas atividades como crime. 

Um dos projetos de lei que trata desse tema é o PL 3842/2019, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que propõe acrescentar ao Código Penal a detenção de um mês a um ano ou multa para quem deixar de vacinar criança ou adolescente sob sua guarda e também para quem divulgar, por qualquer meio, notícias falsas sobre as vacinas do calendário nacional. O projeto ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados.

No Estado de São Paulo, a Assembleia Legislativa aprovou no dia 11 de março um projeto de lei que prevê multa a partir de R$ 5 mil para quem produzir e difundir informações falsas que afetem o interesse público ou tenham como objetivo a obtenção de vantagem de qualquer natureza. Apesar do pagamento de multa, a proposta não exime os autores das responsabilidades previstas em outras leis, como os Códigos Penal e Civil. O projeto ainda aguarda sanção do governador paulista.

O Ministério da Saúde também tem tomado providências para combater a desinformação. Foram criados a plataforma Saúde sem Fake News, que se dedica a desmentir boatos que circulam na rede, e um bot (espécie de robô virtual) que auxilia na checagem de informações específicas sobre a covid-19 via Whatsapp. Para ter acesso ao bot, basta salvar o número +55 (61) 9938 0031 e enviar um “oi” para iniciar a conversa. Caso o acesso seja pelo Whatsapp Web, basta clicar neste link para interagir com ele.

As redes sociais também se movimentam para combater a onda de informações falsas que se espalha pela internet durante a pandemia. Facebook e Twitter afirmam que estão removendo conteúdos falsos sobre o coronavírus e direcionando os usuários que buscam informações sobre a pandemia para o Ministério da Saúde. No Instagram, a ação é semelhante, mas o redirecionamento é feito para a página da Organização Mundial da Saúde. 

O YouTube lançou uma página específica para atualizar usuários sobre a pandemia. Além de excluir conteúdos falsos, a plataforma está bloqueando a monetização de conteúdo sobre o tema, exceto em canais já verificados. Já o Whatsapp, que é de propriedade do Facebook, não consegue coibir a disseminação das notícias falsas por conta da criptografia das mensagens. Portanto, o próprio usuário precisa estar atento às informações que recebe para não colaborar com essa propagação.

Mas ainda é pouco

As medidas tomadas por autoridades e empresas de tecnologia e comunicação são um avanço, mas ainda falta muito para um cenário ideal. A União Pró-Vacina destaca que é preciso uma fiscalização mais efetiva e uma maior responsabilização dos usuários que criam e compartilham esse tipo de desinformação, além da desarticulação dos grupos que mantêm sites e páginas em redes sociais que funcionam como repositório desse conteúdo.

O mais importante, segundo o projeto, é investir na educação da própria população, já que o problema não é apenas o conteúdo falso, mas principalmente a falta de preparo do público para reagir de forma correta e barrar a disseminação das fake news. Iniciativas abrangendo alfabetização midiática, informacional e científica direcionadas a todas as idades e públicos são urgentes e fundamentais para que a sociedade possa ter uma opinião embasada em fontes confiáveis sobre esses temas.

Sobre a União Pró-Vacina

A União Pró-Vacina é uma iniciativa organizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP em parceria com o Centro de Terapia Celular (CTC), o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), os projetos de divulgação científica Ilha do Conhecimento e Vidya Academics, e o Gaming Club da FEA-RP.

O objetivo é unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas durante todo o ano de 2020, explorando as potencialidades de cada instituição participante.

Entre as ações que serão realizadas estão: colaboração para elaboração e melhoria de políticas públicas; produção de material informativo; intervenções em escolas, espaços públicos e centros de saúde; eventos expositivos; combate às informações falsas e desenvolvimento de games.

Mais informações: https://www.facebook.com/upvacina.

Disponível em: jornal.usp.br/?p=311026. Acesso em: 1 abr. 2020.

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias