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Os 10 mitos da informação (3)

3. Objective information can be transmitted out of context. But people tend to ignore isolated facts when they cannot form a complete picture of them. Individuals yearn to understand how information connects to other facts, beliefs and emotions they have, and how all these affect one another.

Lembro de já ter lido algo sobre informação, objetividade e contexto. É comum esse tipo de discussão na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Um exemplo clássico utilizado pelos professores como é escrever um número na lousa, por exemplo, 32. 32 pelo 32 não diz nada: sabe-se apenas tratar-se um número, nada além disso. Se algum(a) aluno(a) disser que é sua idade, ou outro o número de sua casa, ou contextualizar esse dado de alguma forma, teremos um outro significado para o número 32. Em resumo, dados transmitidos em um contexto passam a ter um significado, convertendo-se em informação objetiva.

No entanto, como o próprio texto expõe, as pessoas tendem a ignorar os dados (ou fatos isolados) quando não pertencem às suas referências e experiência pessoais. Um novo dado cria ansiedade em tentar entendê-lo, atribuir-lhe significado, ou seja, em compreendê-lo, pois é o dado com significado (informação) que se tornará um conhecimento. E a partir do ponto de vista pessoal, cada um irá avaliar se o conhecimento adquirido lhe será útil ou não.

Além disso, toda a informação, processada com as outras que a pessoa já possui, somada às suas emoções, sentimentos e percepções, também irão pesar na sua conversão em conhecimento e na consequente avaliação de sua utilidade ou inutilidade. E a nova informação afetará o conjunto pessoal de cada um, fato que também gera ansiedade, já que pode provocar mudanças. E assim caminha a geração de conhecimento…

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Quatro mitos sobre a guarda e o descarte de dados

Mas ainda hoje a maioria das organizações não possui uma política estruturada para destruição de dados

Tom Lahiff *

Publicada em 24 de julho de 2013 às 11h58

À medida em que os custos para armazenamento caem, as empresas guardam um volume maior de informações. Apesar disso, em tempos de Big Data vale a pena criar políticas para destruição de dados.

Muitos dados estão desatualizados e nunca serão acessados. Eles acabam acumulando e dificilmente podem ser acessados de forma sistêmica. Para melhorar a gestão das informações, o melhor que se pode a fazer é livrar-se dos excessos, criando políticas efetivas.

Mas ainda hoje a maioria das organizações não possui uma política estruturada para o descarte de informações. Esse contexto se dá porque muitos “mitos” ainda cercam a relação entre as empresas e seus dados.

Mito nº1: É preciso guardar tudo
Fato: Nenhuma norma obriga a organização a manter armazenados todos os dados produzidos.

Cada empresa segue normas específicas de acordo com o setor na qual atua e, por meio das orientações regulatórias, podem separar as informações que não terão utilidade das que precisam ser mantidas nos arquivos. Para separar, efetivamente, o que deve ser armazenado, o gestor de TI deve ter um processo de comunicação com o líder da área jurídica – assim, criarão políticas que contemplem as leis e os mecanismos de captura ou descarte dos dados.

Mito nº2: Não custa nada manter
Fato: A retenção segura de dados requer altos investimentos iniciais e de manutenção

Os custos de armazenamento de dados não só são altos, como também implicam em despesas relacionadas ao gerenciamento das informações mantidas em arquivos, das soluções de segurança que asseguram a proteção dos ativos guardados.

Mito nº3: Não é possível identificar o que pode ser descartado
Fato: Há processos e soluções específicas para isso

Há duas razões para manter dados armazenados: ou eles têm valor regulatório legal, ou geram resultados efetivos ao negócio. Por meio de um processo de análise do fluxo de informações é possível identificar em qual dessas divisões elas se encontram. Se não estiverem adequadas a nenhuma dessas categorias, podem ser descartadas.

Mito nº4: É muito difícil categorizar dados
Fato: Será muito mais difícil no futuro, quando sua estrutura de storage sofrer uma pane. Por isso, comece o mais rápido possível

Separar as informações que podem ser descartadas daquelas que devem ser mantidas pode parecer impossível, mas não é. A iniciativa requer total integração do gestor de TI com o líder do departamento jurídico, bem como das demais áreas de negócio. Só assim é possível identificar os dados que não trazem valor à companhia e, nem tampouco, estão ligados às normas regulatórias de cada setor.

(*) Tom Lahiff é diretor da consultoria PricewaterhouseCoopers

Disponível em: <http://cio.uol.com.br/gestao/2013/07/24/quatro-mitos-sobre-a-guarda-e-o-descarte-de-dados/>. Acesso em: 26 jul. 2013.

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