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Biblioteca Nacional disponibiliza edições digitalizadas do Jornal do Commercio

Reprodução / Biblioteca Nacional
Reprodução / Biblioteca Nacional | Jornal do Commercio

POR BRUNO GÓES

02/03/2017 15:20

A Biblioteca Nacional lança esta semana, em seu site, uma ferramenta de consulta às edições completas do Jornal do Commercio entre os anos de 1827, ano de sua fundação, e 1890.

O período coberto nesta etapa envolve 85 mil páginas digitalizadas, material rico para pesquisadores do período do Império, notadamente da escravidão no Brasil.

A biblioteca está concluindo a digitalização das edições entre 1890 e 1900, que em breve também estarão disponíveis para consulta.

Disponível em: <http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/biblioteca-nacional-disponibiliza-edicoes-digitalizadas-do-jornal-do-commercio.html>. Acesso em: 2 mar. 2017.

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Freire debate digitalização de partituras eruditas

Medaglia, Freire e Walkers discutiram a digitalização de partituras de música erudita brasileira (Foto: Janine Moraes/Ascom MinC)

 

O ministro da Cultura, Roberto Freire, recebeu, na tarde dessa segunda-feira (9), o maestro Júlio Medaglia e o diretor das Rádios e de Projetos Especiais da TV Cultura, José Roberto Walker. Durante o encontro, o maestro Medaglia sugeriu ao ministro que a pasta estudasse um modo de digitalizar partituras de música erudita brasileira.

Na avaliação de Freire, a sugestão do maestro pode ser uma ferramenta importante para a preservação desse material. “Temos um vasto acervo musical que pode se perder totalmente ao longo dos anos. O maestro Júlio Medaglia trouxe uma proposta de projeto muito interessante, tanto para o Ministério como para a cultura brasileira de um modo geral. Certamente a história desse gênero musical em nosso país é, talvez, muito maior do que se possa imaginar, já temos mais de 150 anos ou até de 200 anos de obras eruditas produzidas por brasileiros”, destacou.
De acordo com o ministro, a proposta do maestro será encaminhada para o setor responsável dentro do Ministério da Cultura. “É preciso estudar as possibilidades e analisar o que poderá ser de fato realizado. Em geral, existe pouco acesso ou, na maioria das vezes, nenhum conhecimento sobre a música erudita no Brasil e isso precisa ser mudado”, ponderou Freire.
No encontro, também foram debatidos outros projetos de iniciativa de Medaglia e de Walker, como o Grande Circo Musical do Brasil, que une arte circense e popular com música erudita.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Cursos online e presenciais para bibliotecários

Segue a agenda de cursos online e presenciais da Anima Ensino oferecidos em 2012.

Bons estudos!

Cursos via Webconferência
Março Curso: Normas Técnicas aplicadas à Gestão Documental

Minicurso: Normas e Procedimentos para a Segurança de Documentos

Abril Minicurso:  Norma Técnica: Mobiliário e Equipamentos para Guarda Documental
Maio Minicurso:  Normas e Procedimentos de Sigilo e Acesso a Documentos
Junho Minicurso:  Normas e Procedimentos para Produção, Circulação e Divulgação de Informação
Julho Minicurso:  Normas e Procedimentos para Arquivamento e Consulta de Documentos
Agosto Minicurso:  Microfilmagem e Digitalização aplicadas à Acervos Institucionais
Setembro Minicurso:  Preservação de Documentos Digitais e seus Requisitos Funcionais
Cursos Online
Março Projeto de Memória Institucional – do Planejamento à Divulgação
Agosto Possibilidades e Potencialidades de Divulgação de Acervos Institucionais
Setembro Responsabilidade Histórica: Instrumento de Gestão Empresarial
Outubro Boas Práticas de Preservação e Conservação de Patrimônio Cultural e Documental
Cursos Presenciais
Abril – São Paulo
Maio – Brasília
Agosto – Porto Alegre
Outubro – Fortaleza
Políticas de Preservação de Patrimônio Documental 
Maio – Brasília
Junho – São Paulo
Agosto – Porto Alegre
Outubro – Fortaleza
Responsabilidade Histórica: Instrumento de Gestão Empresarial

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Do papel ao microfilme, rumo à página digital

“O futuro não é o que se espera. É o que se faz”, escreveu Carlos Lacerda na abertura de seu artigo publicado no Estado no dia do centenário do jornal, em 1975. Com seu estilo peculiar, o jornalista e político cassado citava previsões sobre os anos 2000 para dar seu recado sobre o regime ditatorial. “A vida doméstica será automatizada. Conheceremos o computador de bolso. Haverá telefones de bolso. O ensino será programado e a domicílio, por vídeo. O espetáculo escolhido em casa por meio de bibliotecas centrais audiovisuais… A liberdade restituída pela eletrônica.”

Em meio aos exercícios futuristas, Lacerda também falava sobre a sua pesquisa no arquivo do Estadopara preparar um livro em que contaria a história dos irmãos Julio e Francisco Mesquita, tarefa à qual se dedicou por alguns meses.

Naqueles meados dos anos 1970, o meio mais usual para consultar jornais antigos era folhear o original de papel, em volumosas coleções encadernadas guardadas no arquivo do jornal ou em algumas poucas bibliotecas. O acesso ao acervo do Estado não era um privilégio de Lacerda. O público também podia fazer pesquisas, mas esbarrava nas dificuldades de consulta e reprodução por se tratar de exemplares únicos.

O microfilme, então o meio mais moderno de preservação e difusão, ainda era uma realidade recente e bastante restrita no Brasil. A microfilmagem da coleção integral do Estado havia começado em 1970, em parceria com a Biblioteca do Congresso Americano em Washington. O trabalho estaria concluído em dois anos, mas somente em 1979 uma cópia seria entregue à Biblioteca Nacional, que continuaria o trabalho.

Foi esse conjunto de mais de 2 mil rolos de microfilmes que, mais de três décadas depois, permitiu a digitalização do gigantesco acervo de 137 anos de maneira mais rápida e eficiente.

Após minuciosa análise técnica, as melhores unidades de microfilme armazenadas no arquivo do jornal e na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, foram selecionadas para serem escaneadas por um equipamento especial. Com os milhões de arquivos digitais resultantes, um software de tratamento das imagens entrou em ação para eliminar imperfeições. Paralelamente, uma equipe dedicava-se a indexar e organizar as páginas em cadernos.

Desses dois processos dependia o sucesso da etapa seguinte: converter as imagens em textos, de modo que todo o conteúdo possa ser encontrado por meio de busca por palavras. Para isso, um software de reconhecimento de caracteres varreu todas as páginas, transformando imagens em letras. Quando o resultado não era satisfatório, as páginas originais foram fotografadas novamente.

Perfiladas, as páginas cobririam 1.440 km, distância entre São Paulo e Vitória da Conquista (BA). Encadernados, os volumes ocupam 230 metros, altura de um prédio de 76 andares. Digitalizadas, estarão em qualquer computador. Passado, presente e futuro a apenas alguns cliques.

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