Arquivo da tag: doação

Ivan Lins é recebido na USP para comemorar doação de acervo

Músico doou seu arquivo pessoal para o Instituto de Estudos Brasileiros e, no dia 24 de abril, conversou sobre sua trajetória

Por – Editorias: Cultura
Ivan Lins no programa Via Sampa, da Rádio USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

No dia 24 de abril, o cantor e compositor Ivan Lins esteve presente no evento Lembra de Mim – Perspectivas sobre a Construção de uma Memória a Partir do Acervo Pessoal do Músico Ivan Lins, para dividir com fãs e pesquisadores a história da sua carreira e vida pessoal. No início do mês, o artista doou 12 caixas de seu acervo particular ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP. A doação inclui materiais exclusivos de suas canções, como músicas que não chegaram a ser gravadas. Além disso, o acervo também possui arquivos de sua infância e juventude, como fotos, desenhos e lições escolares. Também no dia 24, Ivan Lins foi entrevistado no programa Via Sampa, da Rádio USP (leia aqui).

“Com este acervo, descobri que você só compreende uma pessoa quando você entende como é a relação dela com a memória. E, no caso do Ivan, é incrível como ele tem um cuidado muito meticuloso e impecável com a memória dele”, conta a pesquisadora Thaís Nicodemo, que intermediou a doação do acervo e compôs a mesa de debate com os professores Marcos Napolitano, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), e Flávia Toni, do IEB.

Parte do acervo de Ivan Lins doado ao IEB – Foto Marcos Santos/USP Imagens

A família de Ivan Lins teve grande influência no modo como o músico conserva suas lembranças. Enquanto era criança, a família documentou em fotos e vídeos a criação do músico. Na fase adulta, o próprio cantor tem registrado e preservado suas memórias pessoais, ao mesmo tempo em que os jornais e revistas tratam de documentar sua vida pública.

Ivan Lins e Flávia Toni no encontro sobre memória promovido pelo IEB, no dia 24 de abril – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

“Essa foto aqui é interessante: ‘O sucesso me deixa grilado’”, lê o cantor, apontando para uma página da extinta revista TV-Tudo. “E sempre me deixou grilado. Eu nunca me permiti me lançar à fama a ponto de perder a liberdade. Eu sempre recuava, e dou graças a Deus por isso. Não preciso andar com guarda-costas. Posso ir e vir, fazer as coisas que eu gosto, como qualquer ser humano pode fazer. Não preciso me esconder”, disse.

Para o cantor, a doação de seu acervo é um modo de compartilhar com a população os frutos de sua produção, que ajudam a entender também a história da música popular brasileira. “Tudo o que faço pertence ao mundo”, acredita Ivan Lins.

Admiradores e pesquisadores poderão conhecer o acervo após a higienização e classificação do material. Para agendar uma visita, é preciso enviar e-mail para arquivoieb@usp.br e informar sua disponibilidade entre segunda e sexta-feira, das 9h às 13h.

Disponível em: <http://jornal.usp.br/cultura/ivan-lins-e-recebido-na-usp-para-comemorar-doacao-de-acervo/>. Acesso em: 26 abr. 2017.

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Biblioteca do STJ recebe acervo completo do jurista Caio Mário da Silva Pereira

11/05/2012- 14h34

EVENTOS

Biblioteca do STJ recebe acervo completo do jurista Caio Mário da Silva Pereira

“Um livro fechado é um coração que chora. Que os livros do professor Caio Mário estejam sempre abertos aqui na biblioteca do Superior Tribunal de Justiça. Esse é o meu desejo”, afirmou Ari Pargendler, presidente do Tribunal da Cidadania, na cerimônia de inauguração da coleção particular do jurista Caio Mário da Silva Pereira – que, por decisão da família do renomado advogado, agora passa a fazer parte do acervo da maior biblioteca jurídica do país.

A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva contava, antes da doação da família de Caio Mário, com cerca de 170 mil obras jurídicas. Agora serão mais 4 mil livros, alguns deles bastante raros – dos séculos XVII e XVIII –, além de revistas e artigos deste grande autor mineiro, conhecido nacional e internacionalmente pelos estudos do direito civil. Sua obra mais conhecida, “Instituições do Direito Civil”, é um clássico dos manuais sobre o tema.

Desde 2004, quando o jurista faleceu, aos 90 anos, a família procurava honrar o pedido feito pelo próprio professor Caio Mário: doar a biblioteca pessoal para alguma instituição na qual ela fosse preservada e utilizada pelas futuras gerações. Após extensa pesquisa, os herdeiros decidiram doar todo o acervo à biblioteca do STJ, que, nas palavras do neto do advogado, Leonardo da Silva Pereira, abriga as melhores condições de manutenção e exposição para “os amados livros desse ledor impenitente por toda a vida.”

Em 2010, os termos de doação foram oficializados e, de lá para cá, todas as obras, que estavam guardadas em caixas de papelão, passaram por rigoroso processo de higienização. Os livros foram aspirados, restaurados, limpos e indexados para posterior disposição nas estantes da biblioteca. As obras raras e delicadas, no entanto, ficarão acondicionadas em uma sala especial, com acesso restrito.

Presenças

A cerimônia de entrega do acervo à população, que se realizou na manhã de sexta-feira (11), na nova casa dos livros do professor Caio Mário, contou com a presença de vários ministros ativos e aposentados do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), além dos desembargadores convocados para o Tribunal.

Entre eles estavam Laurita Vaz, Arnaldo Esteves Lima, Napoleão Nunes Maia Filho, Og Fernandes, Antonio Carlos Ferreira, Marco Aurélio Buzzi, Fernando Gonçalves, Paulo Távora, Cláudio Santos, Castro Filho, Vasco Della Giustina, Adilson Macabu, e Celso Limongi. O evento também trouxe ao STJ o advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, e a responsável pela tradicional Editora Forense, Regina Bilac Pinto.

A solenidade foi acompanhada ainda pelos três filhos do professor, alguns netos e bisnetos. Caio Mário foi casado por mais de 60 anos com a prima Marina e teve quatro filhos, 13 netos e oito bisnetos. Na oportunidade, o presidente do STJ ofereceu uma placa em homenagem à família Silva Ferreira, pelo nobre gesto de doação.

Tesouro

“As minhas palavras são de agradecimento à família de Caio Mário. Esse ato generoso é uma contribuição para o futuro do país. As novas gerações de operadores do direito têm um tesouro ao alcance da consulta pública”, enfatizou Pargendler.

O ministro Carlos Mário Velloso, ex-presidente do STF, convidado pelo ministro Ari Pargendler para falar aos presentes sobre a convivência com Caio Mário – professor das Universidades Federais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro –, comoveu a plateia com histórias do tempo em que foi aluno do civilista.

“Caio Mário foi um notável mestre. Que didática magnífica! Apreendíamos aquelas lições e não esquecíamos mais. Caio Mário era um exímio e sábio conversador. Depois da aula, saíamos conversando. Era um homem que gostava de vinhos finos e tinha paixão pela liberdade”, disse Velloso.

Ao final da cerimônia, um dos netos de Caio Mário, o também advogado Leonardo, agradeceu em nome da família pelo “belíssimo” trabalho de restauração e disposição dos livros do avô. Tânia, filha do jurista, ajudada por Ari Pargendler, fez o desenlace da fita que abriu simbolicamente o universo particular do professor Caio Mário ao conhecimento de todos os brasileiros.

Fotos:

Ministro Ari Pargendler, em pé, discursa em agradecimento à doação do acervo de Caio Mário; sentados, Leopoldo da Silva Pereira, Tânia da Silva Pereira e Sérgio da Silva Pereira, representando a família do jurista.

Amigos e familiares de Caio Mário da Silva Pereira participaram da inauguração da coleção de livros que pertenceram ao jurista na biblioteca do STJ. Na primeira fila, Alda Marina de Campos Melo, Leonardo de Campos Melo, Cristine da Silva Pereira Motta e Carolina de Campos Melo.

Tânia da Silva Pereira, filha de Caio Mário, e o ministro Ari Pargendler desatam a fita inaugural e colocam o acervo à disposição do público.

O presidente do STJ e os familiares do jurista.

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Projeto obriga editoras a doar livros para bibliotecas estaduais

04/02/2012 – Segundo autor da proposta, além dos problemas financeiros, existem também dificuldades decorrentes das limitações da estrutura de distribuição de livros no Brasil.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3085/12, do Senado, que obriga as editoras a realizar o depósito legal de pelo menos um exemplar de suas publicações na Biblioteca Nacional de Brasília e em todas as bibliotecas estaduais e do Distrito Federal. Atualmente, a Lei 10.994/04 prevê o depósito obrigatório apenas para a Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro.

O autor da proposta, senador José Sarney (PMDB-AP), diz que, apesar de sua relevância, as bibliotecas públicas brasileiras encontram enorme dificuldade de renovação e atualização de seus acervos. “O Brasil possui uma importante estrutura de bibliotecas sob responsabilidade dos estados, mas que padecem de subaproveitamento devido à limitação de seus acervos.”

Segundo Sarney, além dos problemas financeiros, existem também dificuldades decorrentes das limitações da estrutura de distribuição de livros no Brasil. “A concentração das principais redes de livrarias nos grandes centros urbanos tem desestimulado a distribuição de produtos culturais para as cidades de menor porte e para as localidades mais distantes”, afirma.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Disponível em: <http://www.cmconsultoria.com.br/vercmnews.php?codigo=55856>. Acesso em: 4 fev. 2011.

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Conexão pelos livros

Em dois anos, a paulista Duda Porto de Souza reuniu uma biblioteca infantil com mais de 20 000 obras

 

“Alguém tem um livro aí?” Com esse pedido, Duda Porto de Souza, de 26 anos, enviou um e-mail, em novembro de 2009, para 18 amigos. Sua intenção: montar uma biblioteca infantil com títulos de todo o mundo. Um ano e meio depois, ela já reuniu 20 000 exemplares em 20 línguas diferentes. Também conseguiu uma biblioteca para abrigá-los, dentro do Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo. A pequena rede de contatos dessa paulista, que abandonou a faculdade de artes plásticas, alcançou doadores como a escritora Ruth Rocha e a apresentadora de TC americana Oprah Winfrey. “Duda é uma jovem criativa, persistente e cheia de iniciativa. Não havia como não apoiá-la”, diz Patricia Gomes Cardim, assessora educacional do Centro Belas Artes. O projeto permitiu a Duda se aproximar de pessoas de diferentes áreas. “Criei relacionamentos com profissionais da educação e do entretenimento, áreas que me interessam em termos de carreira”, diz ela, que trabalha com artes e moda. Para Duda, empenhar-se em algo grandioso significa usar as moedas que você tem. “Isso era o que eu podia fazer dentro do meu mundo”, diz. E você, tem algum livro para doar?

Colaborou Lucas Rossi

ROSSI, L. Conexão pelos livros. Você S/A, São Paulo, mai. 2011, n. 155, p. 22.

2 Comentários

Arquivado em Notícias