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26 páginas no Facebook que todo leitor deveria curtir

26 páginas no Facebook que todo leitor deveria curtir

Disponível em: <http://www.revistabula.com/5147-26-paginas-no-facebook-que-todo-leitor-deveria-curtir/>. Acesso em: 21 dez. 2015.

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Mais dois concorrentes na gestão de metadados no Brasil

Leonardo Neto – PublishNews – 24/08/2015

Não raro, os colunistas do PublishNews apontam que um dos maiores gargalos do mercado editorial brasileiro é, ainda, a gestão de metadados. Em 2011, por exemplo, Camila Cabete escreveu: “publicar um livro sem metadados é como ter um filho e não dar nome ao coitadinho”. Em 2012, ao participar do debate “Dilemas e conflitos do mercado editorial”, na Bienal de SP, Felipe Lindoso creditou à falha gestão dos metadados o problema da “descobertabilidade”: “o livro brasileiro não é achado, é patético descobrir algo que você não conhece em uma livraria”. Mais recentemente, o colunista voltou ao assunto ao escrever, em março passado: “o pior é que as editoras brasileiras simplesmente mal sabem o que são metadados, não têm ideia de como incluir tags significativos do conteúdo de seus livros”. O assunto, então, deixou de ser apenas a pauta das discussões e passou a fazer as engrenagens do mercado rodarem. Do início de 2014, para cá, o PublishNews noticiou a chegada da Bookwire, que, além da distribuição, faz também a otimização de metadados, e a mudança no modelo de negócios da Digitaliza Brasil que também passou a prestar o serviço. Em 2015, noticiamos a criação da Ubiqui, plataforma que promete reduzir custos com metadados em até 70%. Mais recentemente, a Bookpartners lançou o Portal do Editor, ferramenta pela qual editores podem revisar e atualizar produtos já cadastrados no sistema da holding. Agora, para os próximos dias, duas novidades prometem dar mais força a esse mercado. É que, ainda em agosto, Eduardo Blucher promete colocar no ar o Mercado Editorial e, no dia 2 de setembro, a CBL e a MVB (empresa coligada à Feira do Livro de Frankfurt) anunciam a chegada do serviço Books in Print Brasil.

Os serviços têm em comum um painel de controle por onde editores fazem o upload das informações dos seus livros e as ferramentas padronizam conforme as necessidades de cada um dos varejistas. A Books in print Brasil leva a chancela da MVB, subsidiária da Associação de Editores e Livreiros Alemães, e tem mais de 40 anos de experiência na Alemanha. A vinda da empresa para o Brasil é fruto da parceria entre CBL e a Feira do Livro de Frankfurt, que apresentaram, no começo da semana passada, o projeto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O modelo de negócios da nova empresa no Brasil ainda está em discussão. Na Alemanha, editores pagam por títulos cadastrados e distribuidores, atacadistas e quem quiser os metadados pagam por uma assinatura que varia de acordo com o tamanho da empresa. Os principais clientes lá na Alemanha são: Amazon, Nielsen, GfK e Bookwire. “O trabalho conjunto da Feira do Livro de Frankfurt com a MVB, em parceria com a CBL, vai trazer para o Brasil a mais completa e moderna plataforma de metadados do mercado. Um grande diferencial que a nossa plataforma tem é o uso de algorítimos que garante uma inteligência ao nosso banco de dados. Isso mantém o padrão de entradas, o que dá mais qualidade ao metadado cadastrado”, afirma Ricardo Costa, representante da Feira do Livro de Frankfurt no Brasil. A previsão é que a empresa comece a operar dentro de um ano.

No caso da Mercado Editorial, o serviço de disparo de metadados será gratuito. Eduardo Blucher disse ao PublishNews que estuda cobrar por serviços avançados. “Optamos pelo modelo freemium nesse primeiro momento. Nem editoras e nem livrarias pagarão pelo serviço. Após lançada a plataforma, vamos testar com o mercado as formas de cobrar pelo serviço”, aponta. Blucher prevê o início das operações ainda no mês de agosto.

ISBN
O projeto da CBL prevê que o Books in print seja, além de uma plataforma de gestão de metadados, também a entrada nos cadastros de ISBN no Brasil. Caso o projeto ande, as editoras farão o input dos dados pela plataforma que se responsabilizará pela inscrição dos metadados na Biblioteca Nacional. “É assim que funciona na Alemanha. É uma experiência já consagrada”, aponta Luis Antonio Torelli, presidente da CBL. Outros projetos já foram iniciados pela Câmara, mas sem grandes sucessos, lembra Torelli. “Há alguns anos, os espanhóis cederam uma plataforma que acabou não funcionando. Abandonamos o projeto. A obsolescência de projetos assim é muito grande. A atualização constante do serviço está no DNA da empresa alemã. A pergunta que devemos nos fazer é: vamos continuar tentando ou vamos partir para uma experiência já consagrada? Não podemos errar de novo”, define Torelli.

O Books in print será apresentado oficialmente no dia 2 de setembro, das 15h às 17h30, no Hotel Grand Mercure (Av. Salvador Allende, 6.555 – Rio de Janeiro/RJ). Na ocasião, Ronald Schild, CEO da MVB, vai apresentar a ferramenta. Segundo disse Torelli ao PublishNews, o CEO fará também uma reunião com a Fundação Biblioteca Nacional para apresentação do projeto e das possibilidades de integrar a plataforma ao serviço de cadastro do ISBN. Para a apresentação do dia 2, é necessário confirmar presença pelo e-mail eventos@cbl.org.br até o próximo dia 28.

Disponível em: <http://www.blogdogaleno.com.br/2015/08/24/mais-dois-concorrentes-na-gestao-de-metadados-no-brasil>. Acesso em: 28 ago. 2015.

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Meditações sobre um manifesto bibliotecário

Bibliotecários, não sei se irão às ruas por uma causa profissional, mas em meio a tantas e diárias manifestações, no mínimo há que se pensar um pouco em algumas questões, para o bem do presente e do futuro de nossa profissão.

Estamos subordinados às editoras, e por editoras me refiro a grandes conglomerados, nacionais e estrangeiros, que dominam as publicações que abastecem nossas  instituições. Publicações essas que formam e formarão a mentalidade da população de hoje e de amanhã. Eis aí nossa responsabilidade: lutar pela diversidade do mercado editorial, isto é, das ideias em circulação. Mais do que isso: lutar pela diversidade de conteúdo, tendo em vista que não há mais suporte em que a informação não possa ser registrada.

Falando em suporte, lembremo-nos dos e-books, os tais aparatos/artefatos/dispositivos ou o nome que queira dar ao objeto da última moda em leitura digital (novamente falando sobre o suporte: a leitura digital já era feita em nossos computadores, notebooks, etc.; os e-books são mais uma opção). Mas não nos alegremos tão rapidamente achando que isso vai resolver os muitos problemas com a leitura em nosso país (irônico, como se “muitos” coubesse numa palavra tão pequena). Aqui, mais uma vez, estamos de mãos atadas tanto pelas mesmas empresas como por novas, que poderão subordinar seus aparatos aos seus formatos proprietários de arquivos, impondo-nos seus nefastos contratos, embora aparentemente estejam ocorrendo mudanças nesse sentido.

Não bastasse isso, estamos viciados em  um (poderíamos ser viciados pelo menos nos três) buscador. Aqui também existe um pequeno grupo que domina o mercado de buscas online e com o qual deve-se conviver, pois não já não nos imaginamos sem buscadores, tal como não podemos viver sem oxigênio. Aqui a nossa luta deve-se começar já na infância, na alfabetização informacional, embora eu acredite que enquanto a geração digital não assumir as bibliotecas, isso não vá se concretizar de fato, pois para ela o digital será o que para nós são os buscadores e o oxigênio. Claro que pode haver casos de sucesso, ensinando pesquisa escolar aqui, como usar a Internet ali. Mas ainda é muito pouco. Há que se mostrar o amplo acervo e as muitas formas de se navegar nessa Biblioteca de Babel contemporânea, a Internet.

Não bastasse isso, temos uma lei de direitos autorais sofrível. Nascida quase no mesmo período em que a Internet se tornou pública no Brasil, tentou satisfazer editores e autores. Em vão. Hoje, os editores não sabem como reagir frente ao movimento de autopublicação na Web, enquanto que os autores são iludidos pela possibilidade de serem lidos, sendo que a Internet é uma terra de ninguém. Feliz ou infelizmente.

Pior (pior?): nunca o tema do plágio fez-se tão presente. De norte a sul do planeta. Já são públicos os casos de dirigentes de nações de várias partes do globo que  tiveram seus títulos acadêmicos cassados por plágio, o que não acredito que ocorrerá em terra brasilis. Desculpem, não acredito mesmo, estejam vocês nas ruas ou não. Não depois de casos de avacalhação do Currículo Lattes, iniciativa única no mundo, tal como o Scielo, ambas brasileiras, e só por isso devemos nos orgulhar. Só por serem brasileiras. E não por termos conhecimento de Currículos Lattes forjados em nome de terceiros, ou com publicações inexistentes, informações falsas e incompletas, qualquer cerca de praça que é contada como projeto…

Esses são, bibliotecários, alguns dos motivos que penso que podem nos incitar para irem às ruas. Não sei o quanto isso nos incomoda, pois não tenho conhecimento de discussões constantes sobre esses e outros assuntos que as vezes me pego pensando. Será que a hora não seria agora e o lugar aqui?

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Projeto obriga editoras a doar livros para bibliotecas estaduais

04/02/2012 – Segundo autor da proposta, além dos problemas financeiros, existem também dificuldades decorrentes das limitações da estrutura de distribuição de livros no Brasil.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3085/12, do Senado, que obriga as editoras a realizar o depósito legal de pelo menos um exemplar de suas publicações na Biblioteca Nacional de Brasília e em todas as bibliotecas estaduais e do Distrito Federal. Atualmente, a Lei 10.994/04 prevê o depósito obrigatório apenas para a Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro.

O autor da proposta, senador José Sarney (PMDB-AP), diz que, apesar de sua relevância, as bibliotecas públicas brasileiras encontram enorme dificuldade de renovação e atualização de seus acervos. “O Brasil possui uma importante estrutura de bibliotecas sob responsabilidade dos estados, mas que padecem de subaproveitamento devido à limitação de seus acervos.”

Segundo Sarney, além dos problemas financeiros, existem também dificuldades decorrentes das limitações da estrutura de distribuição de livros no Brasil. “A concentração das principais redes de livrarias nos grandes centros urbanos tem desestimulado a distribuição de produtos culturais para as cidades de menor porte e para as localidades mais distantes”, afirma.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Disponível em: <http://www.cmconsultoria.com.br/vercmnews.php?codigo=55856>. Acesso em: 4 fev. 2011.

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Curso – Como montar e administrar com sucesso uma editora

Quando: 20 de junho, das 9h às 13h

Conteúdo: Serão apresentados os ambientes acerca do negócio do livro, como o capital inicial e capital de giro, o mercado web-to-print e as
oportunidades do livro.

Docente: Maria Esther Mendes Perfetti e João Scortecci

Local: Rua Mourato Coelho, 393 – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3034-2981
E-mail: escoladoescritor@escoladoescritor.com.br

As inscrições, cujo valor é R$100, podem ser feitas diretamente no site da Escola do Escritor.

Fonte: Boletim PNLL nº 159 – 08 a 14/06/2009 e Escola do Escritor.

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Empresas do ramo dos livros sentem peso da concorrência

Nilbberth Silva / Agência USP

http://www4.usp.br/index.php/institucional/16368-empresas-do-ramo-dos-livros-sentem-peso-da-concorrencia

O mercado do livro no País enfrenta dificuldades crônicas próprias da área e excesso de competição. As editoras de sucesso são aquelas que têm vantagens, como a vinculação a empresas maiores, multinacionais estrangeiras, organizações religiosas ou sistemas de ensino. Os leitores aprendem a ler por imposição e, para muitos, a leitura é um hábito difícil e não prazeroso. Essas são algumas conclusões de uma tese de doutorado defendida em novembro de 2008 na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP pelo editor José Rosa.

Com cerca de 20 mil funcionários e movimentando apenas R$ 3 bilhões, a indústria editorial tem uma importância econômica pequena no Brasil.

Fabricantes de livros têm problemas com falta de tempo das pessoas para a leitura, dificuldade de achar o livro “certo” em meio à grande oferta, escassez de bibliotecas e altos preços dos livros. Além disso, segundo o Instituto Brasileiro de Alfabetização Funcional (INAF) apenas 26% dos brasileiros de 15 a 64 anos mostraram capacidade de ler, entender e resumir textos longos e encontrar informações neles — alfabetização plena.

Além disso, um pequeno número de editoras domina uma parcela grande do mercado. “O Brasil tem, aproximadamente, 600 editoras. Dessas, 30 provavelmente detém 70% do faturamento da indústria do livro”, explica Rosa.

Editoras de sucesso geralmente estão vinculadas a grupos de mídia, a editoras globalizadas, redes comerciais, sistemas de ensino, ou a outras empresas, universidades e grupos religiosos. As editoras mais expostas à dificuldades do mercado são as pequenas nacionais e independentes. Essas têm menos poder de negociação, mas, como têm custos menores, acomodam-se melhor às mudanças do mercado editorial e a insucessos de seus lançamentos.

Editoras menores sobrevivem vendendo poucos livros, em geral e especializados em algum segmento. “O custo de montar uma editora é baixo, por isso é facil entrar no mercado. Mas é difícil vender livros e permanecer”, conta o pesquisador. Mesmo assim, no Brasil a quantidade de títulos aumenta — são lançados por volta de 1500 por mês. “Esses títulos têm menores tiragens. As livrarias não dão vazão a tudo”, explica Rosa.

Para escrever a tese, Rosa partiu de sua experiência profissional de 20 anos, analisou dados estatísticos e pequisas internacionais, entrevistou donos de livrarias e administradores bem sucedidos de editoras. Por fim, conversou com dez pessoas que lêem mais de 20 livros por ano e 12 que não tinham o hábito de ler, mesmo tendo condições para isso. A tese foi orientada pelo professor Mitsuru Yanaze.

Comportamento dos leitores
José Rosa obteve informações iniciais sobre o comportamento do leitor que podem dar base a outros pesquisadores, para maior aprofundamento. A tese mostra que leitores assíduos aprenderam a ler cedo e têm potencial para gastar tempo e dinheiro com o livro. Eles não prezam, necessariamente, pela qualidade e começaram a ler em razão de alguma necessidade.

Para a maioria das pessoas, ler é um exercício difícil e não-prazeroso. Ele geralmente surge por auto-imposição, imposição da escola, igreja, trabalho, ou por descoberta de livros que motivem muito o leitor. Depois, a leitura torna-se cada vez mais prazerosa. O pesquisador também percebeu que o livro é universalmente valorizado, até por quem nunca leu um.

Para o pesquisador, o futuro da indústria do livro é incerto. “O estilo de texto do livro deve sobreviver, mas em formatos digitais”, explica. “O livro digital é mais ecológico, com custos de produção e distribuição menores”. Rosa também considera possível que o livro perca a importância que teve no passado: ” Com a internet a pessoa acessa a informação e cultura sem passar pelo livro impresso”, explica.

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