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Robôs invadem as Bibliotecas de Lisboa

Teckies promove workshops para ensinar pais e filhos a construírem, programarem e mexerem em robôs

A Teckies, startup inovadora na área da tecnologia aplicada à educação, vai desenvolver uma série de workshops, em parceria com a Rede de Bibliotecas de Lisboa (BLX), para que as famílias portuguesas aprendam a construir, programar e manipular robôs. O primeiro evento terá lugar no dia 2 de março, em Belém.

Estes workshops baseiam-se na interação com um robô humanoide, o JD da EZ-Robot, capaz de seguir ordens, apanhar objetos, falar e até cantar. Cada família – um adulto e uma criança – terá acesso a um robô e poderá programá-lo à sua medida com um software específico, que lhes será dado a conhecer pela equipa formadora.

“Vamos lançar desafios às famílias para que possam, em conjunto, não só ter um primeiro contacto com os robôs e a linguagem de programação, mas também passar uma tarde diferente e divertida, experimentando equipamentos que nem sempre lhes são próximos. Além disso, sabemos que o contacto com estes equipamentos traz outras mais-valias para adultos e graúdos, já que estimulam a criatividade, resolução de problemas, trabalho de equipa e outras soft-skills tão necessárias nos dias de hoje”, refere Patrick Götz, fundador da Teckies.

Durante três horas, pais e filhos terão de completar um processo de forma autónoma, que começa na construção do robô (a partir do zero) e ligação das várias partes, até à programação dos comandos. Os desafios começam pela programação do robô para dizer um simples adeus, depois para reconhecer cores, rostos ou até para colocá-lo a executar movimentos complexos, como uma cambalhota ou o pino.

Para as Bibliotecas de Lisboa, esta é uma oportunidade de partilhar conhecimento de uma forma diferente e inovadora: “Estes workshops são uma grande oportunidade para juntar pais e filhos, ou mesmo avós e netos, para que, em conjunto, entrem no mundo da programação, robótica e automação, temáticas que já são uma realidade nos dias de hoje e que o serão cada vez mais. As bibliotecas são um lugar de conhecimento por excelência e não podiam ficar de fora destas novas realidades. Procuramos sempre novas ideias e novas iniciativas para que possamos trazer a tecnologia também para os nossos espaços”, afirma Susana Silvestre, chefe da divisão da Rede de Bibliotecas de Lisboa.

Os workshops terão lugar aos sábados, a 2 e 23 de março, nas bibliotecas de Belém e da Penha de França, respetivamente, e a 6 de abril na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras. A iniciativa tem o custo de 15 euros por participante e requer inscrição prévia, através do site das BLX ou da Teckies. As atividades são indicadas para todas as idades, a partir dos 7 anos.

Datas dos workshops

2 de março, 14H | Biblioteca de Belém

23 de março, 14H | Biblioteca de Penha de França

6 de abril, 10H30 | Biblioteca de Telheiras (Bib. Orlando Ribeiro)

Imagens disponíveis aqui.

Mais informações aqui.

Sobre a Teckies

A Teckies é uma startup portuguesa criada em 2018 com o objetivo de levar as novas tecnologias emergentes para as salas de aula, modernizando o ensino e dotando as crianças de competências transversais (como a criatividade, resolução de problemas, comunicação, entre outras) que as ajudem a preparar-se para os desafios laborais do futuro. A startup pretende introduzir a robótica na sala de aula como ferramenta auxiliar na aprendizagem dos alunos e no ensino dos professores, utilizando robôs para apoiar o ensino das habituais disciplinas, como Português ou Matemática.

Disponível em: https://culturadeborla.blogs.sapo.pt/robos-invadem-as-bibliotecas-de-lisboa-6629311. Acesso em 6 mar. 2019.

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Livros levam mais longe

Estudo internacional analisa a relação entre leitura e escolaridade em 27 países. O resultado indica: quanto mais livros houver em uma casa, mais anos de escolaridade tenderá a ter a criança que nela crescer.

Por: Larissa Rangel

Publicado em 20/07/2010 | Atualizado em 21/07/2010

Livros levam mais longe Segundo o estudo mundial, crianças que crescem com 500 ou mais livros em casa têm em média sete anos de escolaridade a mais do que as criadas longe das bibliotecas (foto: flickr.com/Ozyman – CC NC-SA 2.0).

Crianças que crescem rodeadas por livros podem ter até três anos a mais de escolaridade, independentemente da formação ou ocupação de seus pais. Esse foi o resultado apontado pelo maior estudo já feito sobre a relação entre os livros no ambiente doméstico e a educação escolar.

O artigo, publicado na revista Research in Social Stratification and Mobility, mostra que pessoas que cresceram em casas com até 500 livros têm 33% a mais de chance de concluir o ensino fundamental e 19% de se graduar numa universidade. Para chegar a esses números, pesquisadores americanos ouviram mais de 70 mil pessoas em países como China, Rússia, França, Portugal, Chile e África do Sul.

“Fazer as famílias lerem mais pode trazer recompensas substanciais para a educação mundial”

Liderados por Mariah Evans, da Universidade de Nevada, eles defendem que o atual modelo de educação busca uma cultura erudita, baseada no estímulo à leitura. “Uma das conclusões mais importantes é que fazer as famílias lerem mais pode trazer recompensas substanciais para a educação mundial”, diz a socióloga à CH On-line.

A partir da pesquisa, eles defendem que políticas de estado sejam desenvolvidas para incentivar a educação.

A proposta é que se meça a quantidade de livros em cada casa de família e, de acordo com o resultado, o governo providencie mais exemplares para onde houver poucos. No trabalho, a socióloga argumenta que tal medida seria eficaz até mesmo para o desenvolvimento educacional e econômico de algumas comunidades rurais.

Leitura em casa
‘Aproximadamente quantos livros existiam na sua casa quando você tinha 14 anos?’ A pergunta foi feita às 70 mil pessoas que participaram da pesquisa (foto: John Martin – CC NC-SA 2.0).

Cada livro conta

Para observar os diferentes hábitos pelo mundo, o estudo ouviu pessoas em 27 países. Naqueles onde as diferenças entre classes sociais e a segregação eram muito fortes, como África do Sul e China, os pesquisadores separaram os dados de acordo com os grupos, analisando separadamente as diferentes camadas de cada sociedade.

“Aproximadamente quantos livros existiam na sua casa quando você tinha 14 anos?” Essa era a pergunta feita a cada entrevistado. Os que cresceram sem nenhum livro por perto atingiram, em média, sete anos de estudo. 

Os que cresceram sem nenhum livro por perto atingiram, em média, sete anos de estudo

Aqueles com mais ou menos 12 livros em casa completaram onze anos de escolaridade – indicando que mesmo uma quantidade pequena de títulos já faz diferença. Já os que vieram de famílias letradas, com cerca de 500 livros nas estantes, registraram uma média de 14 anos de estudo, tempo padrão de um estudante universitário nos Estados Unidos.

O estudo mostrou ainda que, do ponto de vista do impacto sobre a escolaridade dos filhos, a diferença entre uma família sem livros e outra com 500 livros é praticamente a mesma que ocorre entre famílias de pais pouco letrados (com até três anos de estudo) e de pais com diploma universitário.

Ou seja, o bônus de escolaridade de uma criança criada por pais com o terceiro grau completo é o mesmo de outra que cresceu rodeada de livros – cujos pais podem ser mais escolarizados ou não. Apenas 3% daqueles que não cresceram com livros conseguem entrar na universidade, enquanto 13% dos que têm essa cultura em casa atingem o terceiro grau.

Em países marcados por um sistemas de repressão, como China e a África do Sul do apartheid, verificou-se que o costume de leitura era maior. Os autores sugerem uma razão para tal: o livro poderia ser visto como uma alternativa à repressão que os indivíduos sofriam.

Leitura em casa
Piso para a leitura: pesquisadores defendem que governos ajam para garantir um mínimo de livros em casas de famílias (foto: Yoshiyasu Nishikawa – CC BY-NC-ND 2.0).

De geração para geração

Além de proporcionar mais conhecimento, uma grande biblioteca em casa indica que os integrantes da família podem ter ligação mais forte e maior capacidade para discussões intelectuais.

Filhos levarão o hábito para suas casas e será formado um ciclo baseado numa cultura letrada

Uma cultura mais formal e erudita, caracterizada pela presença de livros, é capaz também de aumentar o interesse dos filhos pela educação em longo prazo. Sucessivamente, esses filhos levarão esse hábito para suas casas e será formado um ciclo baseado numa cultura letrada.

Os responsáveis pelo estudo garantem que uma vida cheia de livros fornece habilidades essenciais ao desempenho escolar e profissional das crianças: vocabulário, informação, imaginação, familiaridade com a boa escrita e raciocínio lógico.

Quanto aos avanços tecnológicos e ao surgimento de livros virtuais, Mariah Evans responde que o importante é o conteúdo, e não o formato. “Só poderemos saber ao certo quando a geração da internet crescer, mas o importante é facilitar o acesso aos livros”, defende a socióloga.


Larissa Rangel

Ciência Hoje On-line

Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/07/livros-levam-mais-longe>. Acesso em: 21 jul. 2010.

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Seminário sobre educação e direitos autorais

Seminário debate direito à educação e os limites da atual lei de direitos autorais

Evento acontece no próximo sábado (13/03), das 10h às 17h, em São Paulo. Inscrições são gratuitas.
As tecnologias digitais ampliaram consideravelmente as possibilidades de acesso à informação e ao conhecimento e têm entusiasmado educadores, pesquisadores e estudantes no debate sobre a incorporação desses recursos na escola para melhorar a qualidade da educação.

No entanto, a legislação de direitos autorais em vigor apresenta restrições ao pleno desenvolvimento dos processos educativos. A Lei de Direitos Autorais (a chamada LDA, lei 9.610, de 1998) não permite que músicas, filmes, fotos, cópias de textos – mesmo aqueles que estão fora de circulação comercial – sejam usados para fins didáticos e educacionais. Escolas e universidades, assim como organizações não-governamentais que trabalham com atividades de formação, estão sujeitas a esses limites.

O EducaRede convida você a participar de um encontro idealizado por organizações envolvidas com o tema – Ação Educativa, Casa da Cultura Digital, GPopai-USP, Idec, Instituto Paulo Freire, Intervozes e Música Para Baixar – para debater os limites da atual LDA e os pontos necessários em uma reforma para que se equilibrem os direitos do autor e o direito à educação. As inscrições são gratuitas. Saiba mais.

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Wiki adolescentes

Os estudantes ingleses do ensino básico terão agora que estudar, por determinação legal,  em votação no Parliament  técnicas colaborativas digitais como o Twitter, os blogs e outros instrumentos wiki como parte do conteúdo a ser ministrado obrigatoriamente em suas escolas preliminares.
 
O novo currículo marcara’ a maior mudança colocada no ensino básico do Reino Unido em décadas. Os professores terão mais liberdade de decisão e  poderão escolher em conjunto com seus alunos os aspectos específicos do conhecimento histórico e científico, dentro de cada período. 

O novo programa que foi analisado  pelo bloThe Guardian indica uma orientação detalhada de cada um dos núcleos chamados  “áreas de aprendizagem” que devem substituir as 13 áreas anteriormente existentes.
  
Algumas áreas do programa de estudo básico determina,  para aprendizado em todas as escolas, que alguns pontos são primordiais:
 
• Os alunos não sairão da escola preliminar se não tiverem completo conhecimento do funcionamento operacional do instrumental de Blogging, os Podcasts, a Wikipedia e o Twitter com a intenção de usa-los  como fonte da informação, elemento social colaborativo e como modo de uma comunicação pessoal e profissional.

  • Os alunos devem saber colocar  eventos históricos dentro de uma cronologia. Cada um aprenderá dois períodos chaves da história britânica, mas será a escola que decidira’ quais períodos
 
.  • Será imprescindível  conhecer profundamente as condições e políticas sociais  vigentes e sua relação com a família e  e amigos. 
 
As outras áreas do núcleo são: inglês compreensivo, comunicação e línguas,  matemática, compreensão científica e tecnológica, compreensão social e ambiental do ser humano, saúde e bem estar social e individual e artes.
 
 
Fonte: The Guardian, UK, Quarta feira 25 Março 2009

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