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Nota de falecimento – Professor Aldo Barreto

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Prof. Aldo Barreto

Fonte: http://www.ppgci.ufrj.br/docentes/aldo-de-albuquerque-barreto/

 

Aos pesquisadores, professores, funcionários do IBICT e demais instituições de ensino e pesquisa,  alunos e egressos do PPGCI ( IBICT-UFRJ), de outros Programas e profissionais  de informação do Brasil,

Soube somente hoje e comunico, com muito pesar, o falecimento do Professor Aldo de Albuquerque Barreto, no último dia 20 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Por mais de 30 anos  foi  pesquisador e professor do IBICT, exercendo essas funções no antigo Departamento de Ensino e Pesquisa. O Professor Aldo estava aposentado, foi Chefe desse Departamento e Coordenador da Pós-Graduação  em Ciência da Informação –PPGCI ( IBICT-UFRJ) por longo tempo, quando implantou o doutorado. Teve relevante atuação na formação de pesquisadores, ministrando aulas e orientando  mestres e doutores. Deixou significativa produção científica, publicada no Brasil e  no exterior e foi criador e editor do periódico eletrônico DataGramaZero,  por mais de 10 anos, além de ter exercido cargos como Presidente da ANCIB. Por todas  as suas inúmeras e diversificadas atividades, o Professor Aldo Barreto deixa rico  e precioso legado   para a área de Ciência da Informação  no Brasil.

Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2018

Lena Vania Ribeiro Pinheiro, Coordenadora

Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação -COEPE,  IBICT

 

Fonte: mensagem divulgada na lista EDICIC em 26/02/2018.

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Morre em Olinda o pesquisador Edson Nery da Fonseca

É com pesar que publico a notícia abaixo.

***

Bibliotecário e professor universitário era especialista na obra de Gilberto Freyre

Publicação: 22/06/2014 12:36 Atualização: 22/06/2014 16:42

Foto: Juliana Leitao/DP/DAPress
Foto: Juliana Leitao/DP/DAPress
Morreu, aos 92 anos, por volta das 8h da manhã deste domingo (22), o pesquisador e professor pernambucano Edson Nery da Fonseca, uma referência na biblioteconomia brasileira. Ele faleu em decorrência de infecções pulmonar e urinária, na própria casa, em Olinda, onde recebia atendimento hospitalar. Nesta segunda-feira, a partir das 9h, será realizada  missa no Mosteiro de São Bento e, em seguida, o corpo segue para ser sepultado no Cemitério dos Ingleses.
“É uma perda imensa, mas acredito que ele viveu em plenitude. Foi um homem intenso. Edson Nery da Fonseca foi um homem de cultura exemplar e, sem dúvida, um dos maiores, ou talvez o maior conhecedor do Brasil de Gilberto Freyre. Ele tinha uma memória extraordinária. Além de gostar da obra do sociólogo, de ter uma interpretação lúcida, também foi um grande amigo de Gilberto, então são duas coisas que se complementam”, comentou a antropóloga e presidente da Academia Pernambucana de Letras, Fátima Quintas.
Por meio de sua conta no twitter, o ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, lamentou a morte do pesquisador. “A obra de Edson Nery estará sempre na estante dos grandes pernambucanos que honram a nossa terra e levam o pensamento de Pernambuco para o mundo”.

ENTREVISTA

Em dezembro do ano passado, Edson Nery prestou depoimento ao Viver por ocasião dos 80  anos da obra Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, cuja obra era uma especialidade do pesquisador. Os dois também foram amigos pessoais por mais de 40 anos.
Releia o depoimento dado por Edson Nery ao Viver: 
“Para a minha geração, Casa-grande e senzala foi de grande importância. Eu sempre tinha escutado falar mal da obra no Colégio Nóbrega, onde estudei. Comecei a ler o livro em 1940, quando um professor meu disse disse que teríamos como primeiro assunto o Brasil, e que para conhecer o país é preciso ler o que se escreve sobre ele. Fiquei entusiasmado com o livro e li toda a obra de Freyre. Até que fui a Apipucos conhecê-lo e passei a frequentar quase diariamente a casa dele”.
TRAJETÓRIA
Edson Nery da Fonseca ingressou na Faculdade de Direito do Recife, mas interrompeu o curso para servir o Exército. Somente alguns anos depois, em 1946, se formaria no curso fundamental de biblioteconomia oferecido pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Ainda na década de 1940, atuou como jornalista literário no Diario de Pernambuco.

Posteriormente, participou da fundação da Universidade de Brasília e de vários cursos de graduação e pós-graduação em biblioteconomia, inclusive no Recife. Aqui ele instalou o primeiro curso de biblioteconomia do Nordeste. Em outros estados, atuou na organização de acervos de inúmeras instituições.

Foto: Nando Chiappetta/Esp.DP/D.A Press.
Foto: Nando Chiappetta/Esp.DP/D.A Press.
Mas a atuação de Nery da Fonseca não se restringe ao Brasil. Ele foi responsáveis por organizar acervos em outros países, como quando trabalhou como consultor da Biblioteca do Congresso dos EUA.

Foi condecorado com os títulos de professor emérito da Universidade de Brasília e Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco.

ASSISTA A UM TRECHO DA PARTICIPAÇÃO DE EDSON NERY DA FONSECA NA FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY, EM 2009
Além de Gilberto Freyre, Edson Nery da Fonseca conviveu com vários intelectuais que marcaram a cultura de Pernambuco e do Brasil. Foi próximo de Manuel Bandeira,  João Cabral de Melo Neto, Otto Carpeaux, Antonio Houaiss, José Lins do Rego, Rubens Borba de Moraes. Do poeta pernambucano Mauro Mota, que escreveu um poema em homenagem a Edson Nery. Confira:

O Cão

(A Edson Nery da Fonseca)
É um cão negro. É talvez o próprio Cão
assombrado e fazendo assombração.
Estraçalha o silêncio com seus uivos.
A espada ígnea do olhar na escuridão
separa a noite, abre um canal no escuro.
Cão da Constelação do Grande Cão,
tombado no quintal, espreita o pulo:
duendes, fantasmas de ladrão no muro.
O latido ancestral liberta a fome
de tempo, e o cão, presa do faro, come
o medo e a treva. Agita-se, devora
sua ração de cor. Pois, louco e uivante,
lambe os pontos cardeais, morde o levante
e bebe o sangue matinal da aurora.
Foto: Fliporto/divulgação
Foto: Fliporto/divulgação

Em 2013, Edson Nery foi um dos homenageados da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto).

OBRA
Veja alguns dos livros lançados por Edson Nery da Fonseca:
Ser ou não ser bibliotecário e outros manifestos contra a rotina(Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, 1988).
Três conceitos de tempo na poética bandeiriana (Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes/FUNDARPE, 1989).
O Recife de Manuel Bandeira (Pool Editorial, 1986).
Problemas brasileiros de documentação (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 1988).
A biblioteca escolar e a crise da educação  (Livraria Pioneira Editora, 1983).
Um livro completo meio século (Editora Massangana, Fundação Joaquim Nabuco, 1983).
Gilberto Freyre de A a Z  (Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional, Departamento Nacional do Livro, Zé Mario Editor, 2002).
O Recife revisitado (EDUFRN, Editora da UFRN, 2002).
Alumbramentos e perplexidades (ARX, 2002).
A biblioteconomia brasileira no contexto mundial (Edições Tempo Brasileiro, em convênio com o Instituto Nacional do Livro, Ministério da Educação e Cultura, 1979).
Distrito Federal  (Bloch Educação, 1976).
Conservação de bibliotecas e arquivos em regiões tropicais (Edições ABDF, 1975).
 
O Grande sedutor: escritos sobre Gilberto Freyre de 1945 até hoje (Cassará Editora, 2011)
Problemas de comunicação da informação cientifica (Thesaurus Editora, 1973).
Bibliografia de obras de referencia pernambucanas (Imprensa Universitária, 1964).
Em torno de Gilberto Freyre por Edson Nery da Fonseca (Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2007).
Introdução à Biblioteconomia (Briquet de Lemos, 2007).

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A Ciência da Informação perde um de seus ícones

Faleceu, aos 84 anos, na tarde de quarta-feira (28), Jaime Robredo, renomado pesquisador e professor da Universidade de Brasília, referência obrigatória em estudos em Ciência da Informação (CI).

Químico espanhol, Robredo exerceu atividades de documentação e informação em Paris. Ao vir para o Brasil, em 1974, deu continuidade a sua vida profissional e acadêmica na área da Ciência da Informação, à qual se dedicou plenamente até os seus últimos dias. Foi um dos pioneiros desse campo em nosso país, tendo formado muitos discípulos na sua fecunda trajetória como mestre.

O pesquisador deixa uma obra densa, caracterizada pela profundidade e detalhamento de que são capazes somente os verdadeiros mestres. A sua capacidade de reunir, expor e transmitir a seus colegas e alunos o seu cabedal solidamente construído e fundamentado assegura a transcendência de seus conhecimentos para além do nosso tempo, base para novos avanços, renovação e inovações. Trata-se, portanto, de um imortal.

Jaime Robredo, sempre muito presente no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), deixa entre nós uma grande lacuna intelectual e, principalmente, uma grande saudade do seu jeito alegre, prestativo e gentil de ser com todos nós.

(Ascom do Ibict)

Disponível em: <http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79514>. Acesso em: 6 out. 2011.

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Notas de falecimento – Carminda Nogueira de Castro Ferreira

É com muito pesar que a comunidade bibliotecária recebeu a notícia do falecimento da ilustre bibliotecária Carminda Nogueira de Castro Ferreira, que muito contribuição para a profissão, em todos os sentidos. No mínimo, um exemplo para nós, bibliotecários brasileiros.

Seguem os comunicados que recebi por e-mail no dia de hoje.

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Comunicado UFSCar

Nota de Falecimento: Carminda Nogueira de Castro Ferreira

É com pesar que informamos o falecimento, nesta manhã (14/10), da senhora Carminda Nogueira de Castro Ferreira, bibliotecária que participou da fundação da Escola de Biblioteconomia de São Carlos e foi uma importante articuladora no processo de implantação da UFSCar. O velório tem início hoje, às 18 horas, na Igreja São Benedito, localizada na rua General Osório, 510, no Centro de São Carlos. Amanhã (15/10), às 9 horas, será realizada a missa de corpo presente, também na Igreja São Benedito. O sepultamento está previsto para as 11 horas, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em São Carlos.

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Caras(os) Amigas(os),

Com o mais profundo pesar comunicamos o falecimento, no dia de hoje as 10h da manhã, da Sra. Carminda Nogueira de Castro Ferreira.

Deixa-nos uma pessoa e profissional que muito nos orgulha, que com sua sabedoria, conhecimento e humildade orientou muitas gerações de alunos e de bibliotecários.
A professora era portuguesa de nascimento e aqui no Brasil teve um importante papel na sociedade de São Carlos-SP, cidade onde viveu, desempenhado relevantes serviços, principalmente na área da Educação e da Biblioteconomia.

Doutora em Letras Românicas pela Universidade de Coimbra, mestre em Biblioteconomia, pós-graduada em Ciência da Informação e Administração de Empresas, a professora se especializou em organização de arquivos empresariais e públicos, tendo também lecionado em universidades, ensino fundamental e médio, Colégio São Carlos e Colégio Diocesano.

Ao lado do esposo, cônsul honorário de Portugal, Oscar Ferreira, falecido em 2000, constituiu uma família de 11 filhos, 29 netos e 8 bisnetos. Recebeu diversas homenagens ao longo de sua vida, entre elas a da Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique, pelo governo de Portugal pela divulgação da cultura daquele país.
Batalhou pelo movimento associativo no Brasil, integrando a Diretoria Executiva da Federação Brasileira de Associaçoes de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições-FEBAB, onde foi sempre, por muitos anos, a nossa mais sábia conselheira.

Segue link para entrevista que Dona Carminda concedeu no último CBBD, em julho de 2009.

O corpo de Dona Carminda será velado em São Carlos e informaremos assim que confirmarmos o local e hora do enterro.

Com sentimento de muito pesar,

Sigrid Karin Weiss Dutra

Presidente da FEBAB

(Gestão 2008-2011)

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