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Guia reúne fontes de informação para quem tem ou quer ter uma startup

Legislação brasileira, revistas, fontes de fomento, entre outros aspectos, estão no material desenvolvido pela Escola de Engenharia de São Carlos da USP

(imagem: Mariana Arrudas)

Legislação, fontes de financiamento e publicações na área são só alguns exemplos de informações aos quais empreendedores devem estar atentos. Em São Carlos, considerada a capital da tecnologia, há um grande número de empresas jovens e foi lá que nasceu o Guia de fontes de informação para startups.

O material foi desenvolvido pelo Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e traz fontes de informação específicas, qualificadas e sistematizadas para uso em empresas nesse perfil ou também para aqueles que desejam iniciar uma startup.

As informações apresentadas contemplam vasto material de livre acesso e documentos disponíveis na biblioteca da EESC. Entre as fontes citadas estão a legislação brasileira pertinente; revistas, livros e teses/dissertações e relatórios técnicos; rádio e televisão; buscadores web e mídias sociais; fontes de fomento e financiamento público e privado, além de apresentar os portais de governo, universidades, empresas e associações voltadas para essa área de interesse.

O guia traz também uma relação das startups instaladas em São Carlos até agosto de 2018. A produção contou com a coordenação da professora do Departamento de Engenharia de Transportes (STT), Ana Paula Camargo Larocca, e foi viabilizada por meio do 3º Edital Santander/USP/FUSP de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.

Mais informações: (16) 3373-9247 e 3373-9207 ou e-mail biblioteca@eesc.usp.br

Adaptado da Assessoria de Comunicação da EESC

Disponível em: http://www.inovacao.usp.br/guia-reune-fontes-de-informacao-para-quem-tem-ou-quer-ter-uma-startup/. Acesso em: 28 jul. 2019.

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SNBU 2016 – Dia 18/10/16

No terceiro dia do SNBU 2016, o bibliotecário Cristian José Oliveira Santos, da Câmara dos Deputados, proferiu pela manhã a conferência “A Cultura Organizacional das Bibliotecas Universitárias.

Santos discorreu sobre aspectos diversos da cultura organizacional. Fundamentalmente, trata-se do “jeito de fazer as coisas”. No contexto bibliotecário, destacou que a biblioteca universitária se diferencia de acordo com a cultura de sua comunidade, assim como lembrou da importância das redes de comunicação intra e interbibliotecárias, que influenciam na formação da cultura organizacional, colocando a Reitoria e o Conselho Universitário como os lugares privilegiados onde ocorre sua definição. O desafio é construir a mentalidade desses órgãos universitários de que precisamos de mais bibliotecas, pois privilegiam outros tipos de lazer nos espaços institucionais, contribuindo, assim, para o resgate da certidão de nascimento da biblioteca universitária.

Tal resgate se faz necessário para que a biblioteca, atualmente em crise, não se afaste de sua missão de prover o acesso à informação. Para isso, Santos coloca a sustentabilidade como mudança na cultura organizacional para a biblioteca universitária, de modo que possibilite a implantação de uma cultura de acessibilidade, isto é, um novo modelo ético de aceitar o outro. Nesse contexto, destacou que as classificações bibliográficas não atendem mais às necessidades da informação na atualidade, visto que existem múltiplas fontes e suportes de informação: a biblioteca universitária deve trabalhar, portanto, para prover acesso ao acervo sob sua custódia, bem como a todo e qualquer tipo de informação relevante para seus usuários, independentemente de sua orientação religiosa, política ou sexual.

Isso posto, o palestrante discorreu que para pensar uma cultura de cidadania, é importante lembrar que a biblioteca pode nascer tanto para libertar como para oprimir. O caminho trilhado não depende, apenas, dos profissionais que nela atuam, mas de acordo com sua postura, pode fazer com que determinados grupos de usuários aproximem-se ou afastem-se da biblioteca, por exemplo, pela prática da censura (velada ou não) no momento da classificação. Além disso, lembrou, ainda, da NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos), publicada em outubro de 2015, e sugere que seja o livro de cabeceira dos bibliotecários a fim de promover maior inclusão onde atuam, assim como também destacou o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/16) nesse contexto.

Assim, para que efetivamente haja uma mudança na cultura organizacional, Santos lembrou que a ruptura vem dos bibliotecários, pois são eles que irão tornar a biblioteca superior. Além disso, lembrou que há um hiato fundamental das bibliotecas: a pulverização de políticas, que são apresentadas em diversos órgãos e, por isso, muitas vezes acabam passando por dificuldades na sua aplicação, quando são aplicadas. No entanto, há um indicativo de mudança, pois o Sistema CFB/CRB pretende reunir as diversas políticas para livro, leitura e bibliotecas em um único documento. Para que esse cenário mude, também é necessário que o bibliotecário atue ativamente na formulação dessas políticas.

No período da tarde, acompanhei os seguintes trabalhos:

Avaliação do serviço de malote da biblioteca do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, Campus Regional de Montes Claros
Gracirlei Maria de Cavalho Lima

Nesse trabalho, basicamente foram apresentadas as dificuldades do serviço de malote entre um campus no interior e o campus na capital, poiso trata-se de um processo ainda caro e que merece mais atenção no uso para que não seja custoso para a instituição.

A visão dos usuários da Biblioteca Central da PUCPR em relação ao uso de livros eletrônicos na universidade
Teresinha Teterycz, Fernanda Périco Jorge e Gisele Alves

Esse trabalho relatou a percepção dos usuários da PUCPR em relação aos e-books. Nele, destacam-se o impacto dos e-books no desenvolvimento de coleções e na educação dos usuários, a preferência predominante pelo impressos, a necessidade de reforçar a divulgação com os docentes e capacitar para a Educação a Distância (EaD).

Biblioteca universitária: sua função social enquanto lugar de memória
Clivea de Farias Souto

A biblioteca, independente de seu tipo, sempre atuou na perspectiva de preservação de seu acervo para acesso pelas futuras gerações. A mensagem principal deste trabalho, portanto, é que a biblioteca universitária deve ser um espaço dinâmico e acessível para que perpetue a cultura e a identidade de uma nação.

Interação entre planos de ensino digitais e biblioteca: uma experiência na faculdade de medicina da UFRGS
Shirlei Galarça Salort

Esse trabalho mostrou mais uma forma da biblioteca trabalhar em conjunto com outros setores, pois por meio de uma adequação nos sistemas institucionais, foi possível inserir a biblioteca efetivamente no auxílio da seleção da bibliografia para a graduação, assim como no suporte da verificação dos dados antes da compra.

Uso das fontes de informação na formação inicial docente
Rejane Sales de Lima Paula e José Lucas Pedreira Bueno

Assim como o anterior, esse trabalho também mostrou outra possibilidade parceria com a biblioteca, desta vez, na formação de alunos do curso de Pedagogia por meio da apresentação de bases de dados e fontes de informação confiáveis na Internet, preparando-os para serem reflexivos e críticos no uso da informação.

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Os 10 mitos da informação (8)

8. Functional units of information, such as books or television programs, always fit the needs of individuals. Information systems as libraries or broadcasters define themselves in terms of their units of storage or production: in the case of the libraries, these are books, journals, audiovisual materials, or websites; in the case of the broadcasters, it is programs, ads, or public service announcements. But the “functional units” of the individual are not often these things; rather, they are responses, solutions, instructions, ideas, friendships, and so forth. Thus, client requests for help, action, or resources tend to be reinterpreted by institutions as information needs that can be fulfilled with the units that they provide: books, programs, and the like. The client cannot always effectively use these units of information.

O mito 8 define unidades funcionais de informação a partir de dois exemplos de sistemas de informações: bibliotecas e emissoras: no primeiro caso, essas unidades são livros, revistas, materiais audiovisuais ou sites, e no segundo, programas, propagandas e anúncios de serviços públicos.

Porém, essa informação pronta e lapidada nem sempre pode atender as necessidades do usuário, pois muitas vezes este busca respostas, soluções, instruções, ideias, amizades e assim por diante. Isso porque a busca por alguma resposta nem sempre será encontrada em fontes documentais, mas também em fontes pessoais, já que as respostas, soluções, instruções, ideias e, claro, amizades, podem ser conseguidas apenas através do contato humano, e não pela frieza de documentos impressos ou eletrônicos.

Neste caso, vale lembrar que a famosa entrevista com o usuário tem como objetivo identificar realmente sua necessidade de informação, pois se ele recorre à uma instituição, o que ela pode oficialmente lhe fornecer são as unidades funcionais de informação que oferece, sejam livros, revistas, propagandas, dentre outros. Porém, ressalta-se que essas unidades nem sempre são usadas de forma eficiente pelo usuário, o que pode ser provocado por vários aspectos, desde ele não saber exatamente o que quer até por alguma dificuldade de manuseio ou acesso à unidade funcional de informação.

 

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Listas de fontes de informação para a pesquisa acadêmica

Compartilho os links de duas listas com fontes de informação para pesquisas acadêmicas:

1) a primeira é uma compilação de sites e bases de dados realizada por Marcus P. Zillman, da Virtual Private Library:

2) a Wikipedia também disponibiliza uma lista de bases de dados e buscadores acadêmicos:

List of academic databases and search engines

 

Embora a lista de Zillman seja de 2005, conforme consta no Google Acadêmico, e a lista da Wikipedia, embora seja atualizada mais rapidamente, ambas podem conter fontes que talvez não existam mais ou que estejam temporariamente indisponíveis.

Além disso, vale lembrar que no geral as pesquisas em bases de dados, sobretudo as internacionais, e por vezes nos buscadores acadêmicos gratuitos são em inglês. Por isso, lembre sempre de ter suas palavras-chave em inglês para conseguir os resultados desejados.

 

No mais, boas pesquisas!

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Como checar o conteúdo divulgado em redes sociais

Os bibliotecários costumam falar que trabalham com informação, conhecimento e, mais recentemente, com conteúdo. Então porque não dar um conferida neste manual? Ou, melhor ainda, porque não pensarmos juntos em elaborar um manual próprio para nossa profissão? Afinal, como os jornalistas, devemos estar atento às fontes de informação e, claro, ao conteúdo.

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MANUAL DE VERIFICAÇÃO

Por Paulo Rebêlo em 08/07/2014 na edição 806

Acaba de sair a edição em português do Manual de Verificação (Verification Handbook), uma ferramenta poderosa para validar, certificar e utilizar relatos, fotos e vídeos compartilhados pelas pessoas na selva da internet e das redes sociais.

Gratuito e disponível em vários formatos, inclusive podendo ser lido online, direto no navegador, o Manual é produzido pelo Centro Europeu de Jornalismo (EJC) e foi lançado em inglês em fevereiro. A edição em português do Brasil é a primeira tradução oficial em outro idioma.

Em situações críticas, as redes sociais ficam sobrecarregadas de boatos e relatos em primeira pessoa. Algumas dessas informações são verdadeiras, mas uma grande parte é falsa, especialmente quando ocorrem manifestações ou conflitos. O Manual é um guia definitivo para ajudar jornalistas a criar uma sistemática de apuração, tapando buracos recorrentes no processo de verificação de dados.

Em linguagem didática e com muitos exemplos e estudos de caso, o livro foi escrito por jornalistas de instituições como BBC, Digital First Media, ABC e Storyful, além de outros especialistas em comunicação e tecnologia.

Para baixar o arquivo para seu computador e começar a usá-lo, os links oficiais são:

>> PDF – http://goo.gl/0XSC13

>> EPUB – http://goo.gl/BnTNNA

>> Kindle – http://goo.gl/5bAKzh

>> Web – http://verificationhandbook.com/book_br

O release oficial de lançamento está em http://bit.ly/handbookbrazil

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Paulo Rebêlo é jornalista e diretor da Paradox Zero

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