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Biblioteca Parque Villa-Lobos entre as melhores bibliotecas públicas do mundo

Biblioteca brasileira concorre ao prêmio de melhor biblioteca pública do mundo com outras quatro instituições dos EUA, Holanda, Cingapura e Noruega. Vencedora será conhecida em agosto.

Biblioteca Parque Villa-Lobos | © Equipe SP Leituras

Foram anunciadas ontem (28) as cinco finalistas do Prêmio Internacional de Biblioteca Pública do Ano de 2018 e a Biblioteca Parque Villa-Lobos, de São Paulo, integra essa lista. Ao todo, o concurso recebeu 35 inscrições de 19 países. As finalistas foram selecionadas por um júri composto por membros da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (IFLA), que realiza o prêmio junto com a Systematic. Para chegar às finais do prêmio, as cinco bibliotecas foram avaliadas em seis critérios que incluem a cultura local, a sustentabilidade, até que ponto a biblioteca leva em conta o desenvolvimento digital e os desejos e necessidades dos usuários. Para a escolha da Biblioteca Parque Villa-Lobos, o júri levou em conta o ambiente claro e aberto do espaço e destacou que ela é uma biblioteca ativa, cujo design de interiores e arquitetura possibilitam a realização de atividades de muitos tipos diferentes. Também concorrem a Austin Central Library nos EUA, por seu foco na sustentabilidade; o KopGroep Bibliotheken, na Holanda, por cooperar com o teatro local e pela interação entre a arquitetura nova e antiga; a norueguesa Deichman Biblo Toyen, por seu amplo envolvimento de usuários; e a Biblioteca Regional de Tampines, em Cingapura, por facilitar os interesses de esportes, lazer e serviços para os cidadãos. A vencedora ganhará um prêmio no valor de US$ 5 mil e será anunciada no dia 28 de agosto, em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a Reunião Anual da IFLA. Lembrando que a Biblioteca de São Paulo, irmã da Villa-Lobos, nesse ano também ficou entre as finalistas de outro prêmio internacional, o da Feira do Livro de Londres.

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2018 IFLA World Library and Information Congress Participation Grants

A IFLA está oferecendo subsídios para participar do congresso mundial de 2018 na Malásia!

Inscrições até 1/3/18!

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Relato do webinar da IFLA LAC “Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 para el dessarollo sostenible”

A Seção de América Latina e Caribe da IFLA realizou no dia 2/2/17 o webinar Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 para el dessarollo sostenible, que contou com a participação das facilitadoras Sueli Ferreira (IFLA LAC Chair), Loida García-Febo (IFLA ALP Chair), Ana María Talavera (Colégio de Bibliotecólogos del Perú) e María Violeta Bertolini (IFLA Advocacy Communications Officer).

Inicialmente Loida apresentou, de maneira bem  sucinta, a campanha de advocacy da IFLA e como a Federação tem conseguido participar das reuniões na ONU sobre a Agenda 2030 e conseguido incluir o acesso à informação como um dos objetivos da Agenda, pois é a primeira vez que isso ocorre. Em relação às metas do programa, Loida citou exemplos de bibliotecas que já estão realizando ações para alcançá-las, como a Uganda, que está trabalhando a questão de igualdade de gênero, a Moldávia, onde as bibliotecas participam com a sociedade civil na elaboração de um plano nacional que as agregue como apoiadores do acesso à informação, o no Reino Unido, que vem trabalhando com o tema de comunidades e cidades sustentáveis.

As bibliotecas que desejam mais informações sobre a Agenda podem consultar o Toolkit Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 de la ONU e Acceso y oportunidades para todos: Cómo contribuyen las bibliotecas a la Agenda 2030 de las Naciones Unidas.

Em seguida, María Violeta fez sua apresentação sobre o Programa Internacional de Promoción y Defensa (Advocacy), destacando que as bibliotecas devem ser elementos chaves para os programas de governo. Esse programa possui quatro fases: oficinas regionais, ações de seguimento, chamada para apresentação de propostas e revisão global. Ressaltou, também que o programa já ocorreu na África, Ásia e Oceania, América Latina e Caribe e Europa.

Por fim, Ana María discorreu de modo geral sobre a Agenda 2030 e como seus objetivos ajudam as bibliotecas a promover ações para problemas locais, como violência, desemprego e narcotráfico. Outras iniciativas apresentadas foram a capacitação oferecida pelas bibliotecas para mulheres conseguirem emprego, um centro de documentação ambiental que promove ações de preservação e conservação e a publicação de uma política nacional do livro, leitura e escrita envolvendo todos os atores dessa área.

Essa foi mais uma oportunidade oferecida pela IFLA para levar ao conhecimento de todos como as bibliotecas podem colaborar para o alcance dos objetivos da Agenda 2030 da ONU. Em breve, será realizado um seminário internacional no Chile (“Libraries, advocacy and promotion activities and implementation of Agenda 2030”) e a LAC 2017 Midterm Meeting.

Para quem não pode assistir, o webinar estará disponível no canal do YouTube da IFLA LAC.

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O impacto do acesso à informação e às bibliotecas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Contribuição de Neide Alves Dias de Sordi – Innova Gestão

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A Confederação de Repositórios de Acesso Aberto (COAR), a Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA) e a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) criaram a Comunidade de Prática (CoP) – [sdgs-impact-access-information-societies]. Neste mês de setembro (de 7 a 18), tais associações promoverão o e.Forum – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: o impacto do acesso à informação em nossas sociedades[i], que representa oportunidade a instituições e indivíduos de ampliarem seus conhecimentos sobre a “Declaração de Lyon” e sobre como centros de informação e bibliotecas podem promover o acesso à informação como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU[ii].

O e.Forum oferecerá webcasts com especialistas para estimular o diálogo e a discussão em torno de três questões principais: 1. Como o acesso à informação pode contribuir para o desenvolvimento sustentável? 2. Como bibliotecas e centros de informação podem promover a adoção do acesso à informação como parte da agenda pós-2015, em especial os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)? 3. O que podemos fazer coletivamente visando à sensibilização para o acesso aberto e acesso à informação, no contexto da discussão sobre os ODS?[iii]

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um conjunto de objetivos, metas e indicadores universais que os estados membros das Nações Unidas (ONU) utilizarão ​​para enquadrar as suas políticas ao longo dos próximos 15 anos. Eles são considerados elementos-chave no desenvolvimento internacional futuro. Se os ODS forem aprovados durante a reunião de cúpula da ONU, a realizar-se entre 25 e 27 de setembro de 2015, serão aplicáveis a partir de janeiro de 2016 e irão substituir formalmente os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)[iv].

Os ODM são oito objetivos de desenvolvimento internacional, estabelecidos pela ONU após a Cúpula do Milênio, em 2000. Na ocasião, os Estados Membros se comprometeram com o alcance desses objetivos, até 2015. Assim sendo, é necessário um novo processo para a aprovação dos objetivos de desenvolvimento 2015 – 2030. Esse novo processo teve início no Rio de Janeiro, em 2012, quando 192 Estados membros da ONU concordaram em estabelecer metas de desenvolvimento sustentável, orientadas para a ação, concisas e de fácil comunicação, em número limitado, de natureza global e universalmente aplicável a todos os países, considerando-se as diferentes realidades nacionais, capacidades e níveis de desenvolvimento e o respeito às políticas e prioridades nacionais.

A participação da IFLA e a COAR incluem as bibliotecas e seus repositórios, engajados em garantir que o acesso à informação seja preponderante na construção da Agenda de Desenvolvimento das Nações Unidas pós-2015.

Nesse sentido, no congresso mundial da IFLA, em Lyon, em maio de 2014, foi elaborada a Declaração de Lyon, com vistas a influenciar positivamente o conteúdo da agenda de desenvolvimento pós-2015 das Nações Unidas. A Declaração afirma que o acesso à informação apoia o desenvolvimento, capacitando o indivíduo para:

  • Exercer os seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais;
  • Ser economicamente ativo, produtivo e inovador;
  • Aprender e aplicar novas habilidades;
  • Enriquecer a identidade cultural;
  • Participar ativamente na sociedade civil, quanto à tomada de decisão;
  • Adotar soluções da comunidade para os desafios do desenvolvimento;
  • Assegurar a responsabilização, a transparência, a boa governação, e o empoderamento; e
  • Mensurar o progresso dos compromissos públicos e privados no desenvolvimento sustentável.

A Declaração solicita aos Estados-membros da Organização que firmem um compromisso internacional através da agenda de desenvolvimento pós-2015, de forma a garantir que todos tenham acesso à informação e sejam capazes de entender, usar e compartilhar essas informações, a fim de promover o desenvolvimento sustentável e as sociedades democráticas.

Em 2 de Agosto de 2015, após mais de três anos intensas negociações e envolvimento de muitas instituições, os estados-membros das Nações Unidas concordaram com uma versão final da agenda do desenvolvimento pós-2015, agora conhecida como Agenda 2030.

A nova Agenda 2030 é um quadro de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (DPSs) com um total de 179 alvos que medem o desenvolvimento econômico, ambiental e social. Eles traçam um plano para todos os países participarem ativamente, em busca de um mundo melhor para seu povo e para o planeta.

Graças ao esforço da IFLA e de outras organizações, o acesso à informação, a alfabetização universal, a salvaguarda do património cultural e natural, bem como o acesso às tecnologias da comunicação foram fortemente representados.

Espera-se que, com a aprovação da Agenda 2030, sejam ampliadas as possibilidades de todos terem acesso à informação. Assim sendo, é desejável que as instituições nacionais que congregam bibliotecários e outros profissionais da informação também incluam a questão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em sua pauta de atuação.

[i]  http://www.ifla.org/node/9706

[ii] http://www.lyondeclaration.org/

[iii] www.coar-repositories.org/news-media/sustainable-development-goals-the-impact-of-access-to-information-on-our-societies-e-forum-7-18-september-2015/

[iv] http://www.un.org/disabilities/documents/reports/SG_Synthesis_Report_Road_to_Dignity_by_2030.pdf

– See more at: http://www.innovagestao.com.br/2015/09/o-impacto-do-acesso-a-informacao-e-as-bibliotecas-nos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods/#sthash.cXdLZwlg.dpuf

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IFLA publica duas novas directrizes

Directrizes da IFLA para as Bibliotecas Escolares (2ª edição)

As Directrizes da IFLA para as Bibliotecas Escolares, 2ª edição, foram aprovadas pelo Comité Profissional, sob proposta do Comité de Standards da IFLA no passado mês de junho.

Escritas e revistas pela Secção de Bibliotecas Escolares da IFLA ao longo de 2 anos, estas directrizes substituem o documento produzido pela IFLA/UNESCO para as Bibliotecas Escolares em 2002.

Estas directrizes pretendem ajudar os profissionais das bibliotecas escolares e os responsáveis pelas decisões de âmbito educativo no seu esforço de garantir um acesso real a todos os estudantes e professores aos programas e serviços proporcionados pelos profissionais qualificados das bibliotecas escolares.

Esta nova edição, surge dos contributos recolhidos em diversos grupos de trabalho, reuniões e congressos, alguns deles organizados pelo Comité Profissional da ILFA, bem como da contínua revisão e redação feitas presencialmente ou através de fóruns online.

Directrizes para Serviços de Informação Parlamentares

As Directrizes para Serviços de Informação Parlamentares é uma edição conjunto da IFLA e da União Interparlamentar (UIP), apresentada a 13 de agosto na reunião da Secção ocorrida antes do Congresso da IFLA na Cidade do Cabo, África do Sul.

Um grupo de trabalho constituído por membros da Seção de Bibliotecas Parlamentares reuniu, sob a orientação de Sonia L’Heureux, bibliotecária do Parlamento do Canadá, as directrizes de acordo com a sua experiência e após consultar outros membros daquela Secção.

A tradução e publicação desta directrizes ficou a cargo da UIP.

Sobre o Autor

Bruno Duarte Eiras

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Congresso da IFLA 2015

Acompanhe através da hashtag #wlic2015 nas redes sociais o Congresso da IFLA 2015, que está ano ocorre de 15 a 21/8 em Cape Town, África do Sul.

Sempre com muitas novidades, sendo uma delas a Declaração de Cape Town. Com certeza, virão outras por aí!

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Agenda 2030 da ONU e as bibliotecas

No início de agosto, a Organização das Nações Unidas chegou a um consenso sobre a Agenda 2030 — documento que se propõe a nortear os trabalhos da organização em relação à economia, ao ambiente e ao desenvolvimento social para os próximos 15 anos. Além dos países membros, diversas outras organizações da sociedade civil auxiliaram por mais de dois anos na criação e revisão do texto, incluindo a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA).

Não é um plano fácil. E não vai ser só a assinatura do documento que causará as mudanças propostas, como veremos mais abaixo.

Nele, são listados 17 objetivos gerais, e, sob cada um deles, diversos objetivos específicos. É bom frisar que a Agenda tem mais função política do que normativa, e servirá de embasamento para as autoridades nacionais implementarem mudanças num movimento global de melhoria social — cada um com as suas necessidades e prioridades locais.

Também é interessante notar algumas palavras-chave que são repetidas no preâmbulo do texto: extinção da fome, da pobreza, necessidade de paz, consumo e produção sustentáveis, promoção e defesa da igualdade entre gêneros e empoderamento de mulheres e meninas. E as bibliotecas? E os bibliotecários? O que têm com isso?

Segundo a IFLA, em nota oficial, bibliotecas podem servir de apoio para diversos aspectos dos objetivos do documento, pois são instituições públicas chave e têm um papel vital no desenvolvimento de toda a sociedade.

O lançamento oficial da Agenda 2030 ocorrerá em setembro em Nova Iorque e a Federação já se comprometeu a esmiuçar os objetivos que podem ser auxiliados pelas bibliotecas. Colocando o carro na frente dos bois por um momento, li o documento e listei o que eu percebo como atividades que deveriam ocorrer em bibliotecas, especialmente as públicas. Vejamos:

# Objetivo 4, sobre educação e aprendizado contínuo: há menção a melhorar o acesso à informação para crianças, inclusive as com deficiência, indígenas e em vulnerabilidade (objetivo específico 4.5); aumentar a literacia em adultos (objetivo específico 4.6) e melhorar e criar mais ambientes adequados para a educação (inclusive bibliotecas, imagino eu) (objetivo específico 4.a);

# Objetivo 5, sobre políticas para mulheres e meninas: promover o empoderamento feminino através do uso de tecnologias de informação e comunicação (5.b);

# Objetivo 9, sobre infraestrutura, e # Objetivo 11, sobre cidades: aumentar o acesso à internet (9.c) e melhorar a proteção e salvaguarda do patrimônio cultural e natural (11.4);

# Objetivo 10, sobre reduzir a desigualdade: apenas promover a igualdade (social, econômica e política), independentemente de idade, sexo (e gênero, imagino eu), deficiência, raça, etnia, origem, religião, status social ou outro tipo de status (10.2);

# Objetivo 13, aquecimento global: educação e informação sobre mudança climática e para sua redução (13.3);

# Objetivo 16, acesso à justiça: “Garantir o acesso público à informação e proteger liberdades fundamentais em acordo com legislação nacional e acordos internacionais.” (16.10) (no original: “Ensure public access to information and protect fundamental freedoms, in accordance with national legislation and international agreements”). Trago este objetivo específico em texto original, pois ele parece ser o ponto-focal do trabalho pela IFLA, e é mencionado especificamente no seu comunicado oficial.

Ainda, na Agenda 2030 também há menção à criação de uma Força-tarefa para Ciência, Tecnologia e Inovação com a intenção o de garantir o acesso à informação, conhecimento e melhores práticas através de mecanismos de transferência de informação e tecnologia.

Alguns comentários e/ou provocações são necessários.

O primeiro é o seguinte: apesar de haver objetivos sobre educação (sempre genéricos, pois o documento deseja ser o mais abrangente para que cada nação tenha como desenvolver suas prioridades), a IFLA optou por apresentar um objetivo relacionado ao acesso à justiça. Por quê? Por que bibliotecas devem se envolver com acesso à justiça, especificamente, de acordo com a Federação, no que se refere ao acesso à informação?

Também, como se pode ver, todos os objetivos que eu listei — ainda falta a avaliação e pormenorização a ser apresentada pela IFLA — tratam de educação de usuários: literacia, empoderamento através de TICs, educação sobre  os direitos humanos e o ambiente… estamos preparados pra isso? Temos capacidade para isso? Que espécie de atividades uma biblioteca pública pode desenvolver nestes sentidos?

Enfim, o conteúdo do documento é obviamente progressista. Contudo, uma vez que as medidas deverão ser implementadas pelos governos, o primeiro passo não deveria ser fazer a faxina em casa e eleger pessoas (“representantes”, no final das contas) que demonstrem interesses por estas medidas? Do contrário, sim, as recomendações morrem no papel. Depois, é fazer lobby e advocacia para que as medidas sejam implementadas de fato. Simples, apenas!

Disponível em: <http://tci.fernandop.info/?p=649>. Acesso em: 16 ago. 2015.

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