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País sem museu é país sem memória

Lamentavelmente o Museu Nacional junta-se ao Museu da Língua Portuguesa em uma destruição causada por incêndio na noite de 2 de setembro de 2018, cujas causas ainda não foram identificadas.

É tarde demais para apontar este ou aquele culpado.

É tarde demais para pensar nas causas.

Se todas as associações, organizações e instituições relacionadas ao patrimônio material e imaterial nacionais atuassem em conjunto na preservação desse patrimônio, talvez essa tragédia poderia ser evitada?

Um país sem museus, bibliotecas ou arquivos é um país sem cultura… sem memória… sem história…

Fonte das imagens: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Museu_Nacional_do_Brasil.JPG

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/02/incendio-atinge-a-quinta-da-boa-vista-rio.ghtml

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Sem biblioteca após incêndio, aluno da Unicamp gasta R$ 200 em livros

Expresso MT – 03/04/13

Um mês após um incêndio ter destruído parte do prédio da biblioteca do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o local permanece fechado e sem previsão para reabertura, segundo a assessoria de imprensa da instituição. A interdição do espaço desde o dia 3 de março deste ano impactou a rotina de estudo dos alunos dos cursos de gradução de Letras, Linguística e Estudos Literários, além dos estudantes da pós-graduação.

“Estou tendo que comprar livros. Acho que gastei mais de R$ 200”, afirma o estudante do curso de Letras Wesley Alves. Além do prejuízo, o universitário afirma que os demais espaços de estudo ficaram mais cheios por causa do fechamento da biblioteca após o incêndio. “É um espaço a menos para estudar, tinha a sala de informática na biblioteca. Agora lota a outra sala de informática e não tem onde ficar”, relata Alves.

O mestrando em teoria e história literária Fábio Mariano conta que precisou alterar o cronograma de estudos por causa da interdição. “Como uma parte da minha bibliografia está localizada no IFCH [Instituto de Filosofia e Ciências Humanas], tive sorte e pude inverter o cronograma. Não sei quantos tiveram essa mesma sorte”, diz.

No entanto, ele afirma que a longo prazo, o desenvolvimento da tese de mestrado pode ser comprometido pela falta de acesso à bibliografia necessária. “Eu ficaria de mãos atadas, já que uma parte da bibliografia que só está no IEL é de livros esgotados ou raríssimos, que não são mais compráveis ou acessíveis”, diz Mariano.

Luto

Os universitários realizaram um protesto no dia 14 de março para cobrar ações da Unicamp sobre a reabertura da biblioteca. Com cartazes e faixas, dezenas de estudantes se reuniram em frente do Centro Acadêmico do instituto para fazer um enterro simbólico do prédio.

Investigações

Segundo a Polícia Civil, os laudos da perícia não foram concluídos a publicação desta reportagem. O delegado titular do 7º Distrito Policial, Cássio Vita Biazolli, aguarda os resulçtados para dar sequência no inquérito. Segundo ele, o depoimento de testemunhas afastaram a hipótese de crime doloso.

Sem prazo

Em nota, a Unicamp informou que a reabertura da biblioteca ocorrerá após os danos causados pelo incêndio terem sido reparados e restabelecido o acesso seguro aos usuários do prédio, mas não há prazo estipulado para isso.

A universidade afirmou ainda que a comissão responsável pela avaliação da reabertura depende de providências envolvendo parte elétrica, segurança predial e instalação de novas portas anti-pânico e corta-fogo em pelo menos duas alas que dão acesso aos corredores da biblioteca. Também não há prazo para a realização dessas pendências, segundo a assessoria de imprensa.

O caso

O incêndio ocorreu no início da manhã de 3 de março e destruiu mais da metade de um dos prédios da biblioteca do Instituto de Letras da Unicamp. De acordo com o Corpo de Bombeiros, da área de 254 metros quadrados de construção, uma parte foi atingida. A área de 1.881 metros quadrados onde fica o acervo não foi atingida pelas chamas e ninguém se feriu.

Estrutura

Com 1.725 metros quadrados, a Biblioteca do IEL é tida como uma das principais da universidade estadual. O acervo conta com 105,6 mil livros, 1,5 mil títulos de periódicos e 3,2 mil teses e dissertações. O arquivo conta com obras sobre linguagem, dicionários, além de obras de poesia, ficção, ensaios e dramaturgia em diversos idiomas. A biblioteca conta, ainda, com coleções especiais, como a “Müller-Carioba”, que inclui 530 livros editados nos séculos 17, 18 e 19.

Disponível em: <http://www.brasilquele.com.br/2013/04/11/sem-biblioteca-apos-incendio-aluno-da-unicamp-gasta-r-200-em-livros>. Acesso em: 12 abr. 2013.

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Polícia ouvirá até sexta coordenador de biblioteca incendiada na Unicamp

Livros ficaram destruídos após o incêndio no prédio da biblioteca do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp (Foto: Reprodução/ EPTV)

Livros ficaram destruídos após incêndio em prédio da Unicamp  (Foto: Reprodução / EPTV)

A Polícia Civil de Campinas (SP) pretende ouvir, até sexta-feira (8), o coordenador da bibiloteca do Instituto de Estudos de Linguagem (IEL) da Unicamp. O local foi interditado após um incêndio que atingiu parte do prédio na manhã de domingo (3). Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Cássio Vita Biazolli, o funcionário poderá indicar outras testemunhas e a causa do incidente.

“Aparentemente não houve crime. Temos que aguardar os laudos da perícia e também verificar como era feita a manutenção do prédio”, resumiu o titular do 7º Distrito Policial, no distrito de Barão Geraldo.

Nesta segunda-feira, peritos do Instituto de Criminalística estiveram na biblioteca para avaliar o que provocou o início das chamas e os prejuízos causados à instituição. Os resultados, segundo a Polícia Civil, serão divulgados no prazo de até 30 dias.

Reabertura indefnida

Segundo a assessoria da Unicamp, o prédio será parcialmente aberto ao público nos próximos dias, por meio de uma entrada alternativa. A unidade de ensino informou que no local atingido pelas chamas há atendimento ao público e catalogação de livros antes da entrada na biblioteca.

O Corpo de Bombeiros apontou que a universidade possui uma equipe interna treinada pela corporação, mas que a informação passada por funcionários durante o atendimento à ocorrência é de que os profissionais trabalham de segunda a sexta-feira, em horário comercial. A assessoria da Unicamp negou a informação, por meio de nota e disse que o grupo de vigilância treinado pelos onmbeiros atua 24 horas por dia.

O caso
Um incêndio na manhã de domingo destruiu mais da metade de um dos prédios da biblioteca do Instituto de Letras da Unicamp. De acordo com o Corpo de Bombeiros, da área de 254 metros quadrados de construção, uma parte foi atingida. A área de 1.881 metros quadrados onde fica o acervo não foi atingida pelas chamas. Ninguém se feriu.

Estrutura
Com 1.725 metros quadrados, a Biblioteca do IEL é tida como uma das principais da universidade estadual. O acervo conta com 105,6 mil livros, 1,5 mil títulos de periódicos e 3,2 mil teses e dissertações. O arquivo conta com obras sobre linguagem, dicionários, além de obras de poesia, ficção, ensaios e dramaturgia em diversos idiomas.A biblioteca conta, ainda, com coleções especiais, como a “Müller-Carioba”, que inclui 530 livros editados nos séculos 17, 18 e 19.

Disponível em: <http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/03/policia-ouvira-ate-sexta-coordenador-de-biblioteca-incendiada-na-unicamp.html>. Acesso em: 5 mar. 2013.

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