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Um a cada quatro vídeos sobre covid-19 no YouTube tem informação enganosa

Estudo mostra que vídeos têm informações erradas ou que podem ser mal interpretadas

Por Lucas Agrela – Publicado em: 15/05/2020 às 15h46 – Alterado em: 16/05/2020 às 22h08

YouTube
YouTube: vídeos com informações imprecisas estão entre os mais assistidos no site (Getty Images/Reprodução)

Um a cada quatro vídeos mais vistos no YouTube sobre a doença covid-19, causada pelo novo coronavírus, contém informações enganosas ou imprecisas. É isso que indica um novo estudo publicado no periódico BMJ Global Health, uma das mais influentes e conceituadas publicações sobre medicina no mundo.

Os pesquisadores alertam para os riscos que as informações imprecisas levam à população global, especialmente porque o alcance desses conteúdos às pessoas é maior do que em outras pandemias, como na gripe H1N1.

Foram considerados no estudo 69 vídeos, em inglês, que foram os mais vistos em 21 de março deste ano. Os conteúdos tiveram quase 260.000 visualizações.

As informações enganosas ou imprecisas mais comuns nos vídeos do YouTube são sobre empresas farmacêuticas que já têm a cura para a covid-19, mas se recusam a liberá-la, variantes mais letais do novo coronavírus, entre outras teorias conspiratórias que não têm embasamento em pesquisas científicas de universidades renomadas ou órgãos oficiais de saúde pública.

Para os pesquisadores, apesar de as redes sociais e a internet como um todo serem benéficos em muitos casos, elas também têm potencial para causar danos. Os cientistas afirmam que os conteúdos de fontes respeitadas e oficiais de informação não têm o merecido alcance ao público na internet.

Disponível em: https://mundobibliotecario.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=5617&action=edit. Acesso em: 17 maio 2020.

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A pesquisa de informação estratégica em seis princípios

Compartilho texto do Linkedin publicado por Geneviève Drolet, Assistente e Assessor Sênior para o Vice-Ministro Adjunto para a inovação.

Recentemente comecei a estudar francês, então espero publicar outros textos de interesse nesse idioma. Como costumo fazer para textos em outros idiomas, nos quais traduzo apenas o primeiro parágrafo, aqui traduzi apenas os princípios (com a ajuda do Google Tradutor, já que estou nos primeiros passos do francês e, por isso, peço desculpas se houver algum erro!)

1) Seja preciso.
2) Seja curioso.
3) Seja sistemático.
4) Seja explorador.
5) Tenha um pensamento global e estratégico.
6) Seja o primeiro leitor.

Disponível em: <https://www.linkedin.com/pulse/la-recherche-dinformation-strat%C3%A9gique-en-six-principes-drolet?trk=hp-feed-article-title-ppl-follow>. Acesso em: 3 set. 2015.

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Os 10 mitos da informação (5)

5. There is relevant information for every need. The truth is that mere information cannot satisfy many human needs. People may want information in the sense of learning and or understanding; more commonly they need the physical and psychological necessities of daily life, such as food, shelter, clothing, money, and love. Information cannot substitute for many human needs, nor even facilitate all of them.

De fato, havemos de convir que a informação pela informação é desprovida de significado e, portanto não pode satisfazer as necessidades humanas. O que lhe atribui significado é o processo cognitivo, o pensamento. O que motiva a busca pela informação é mesmo a necessidade de preencher algum vácuo (também chamado gap) de conhecimento e, com isso, aprender, entender, (re)aprender… enfim, transformar o estado cognitivo.

Também é possível que a busca pela informação seja motivada por necessidades básicas como as apontadas pelo autor, como a busca por comida (escolher onde almoçar), abrigo (mudança de casa), roupa (comprar uma roupa nova), dinheiro (onde investir em tempos de crise), amor (aplicativos de relacionamento).

Finalizando, o autor esclarece que a informação não pode substituir muitas das necessidades humanas, nem mesmo facilitá-las. Isso de deve, como explicitado no começo, que a informação está lá, a espera de alguém que a descubra e lhe atribua significado, contribuindo, desta forma, para a melhoria da qualidade de vida.

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Os 10 mitos da informação (3)

3. Objective information can be transmitted out of context. But people tend to ignore isolated facts when they cannot form a complete picture of them. Individuals yearn to understand how information connects to other facts, beliefs and emotions they have, and how all these affect one another.

Lembro de já ter lido algo sobre informação, objetividade e contexto. É comum esse tipo de discussão na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Um exemplo clássico utilizado pelos professores como é escrever um número na lousa, por exemplo, 32. 32 pelo 32 não diz nada: sabe-se apenas tratar-se um número, nada além disso. Se algum(a) aluno(a) disser que é sua idade, ou outro o número de sua casa, ou contextualizar esse dado de alguma forma, teremos um outro significado para o número 32. Em resumo, dados transmitidos em um contexto passam a ter um significado, convertendo-se em informação objetiva.

No entanto, como o próprio texto expõe, as pessoas tendem a ignorar os dados (ou fatos isolados) quando não pertencem às suas referências e experiência pessoais. Um novo dado cria ansiedade em tentar entendê-lo, atribuir-lhe significado, ou seja, em compreendê-lo, pois é o dado com significado (informação) que se tornará um conhecimento. E a partir do ponto de vista pessoal, cada um irá avaliar se o conhecimento adquirido lhe será útil ou não.

Além disso, toda a informação, processada com as outras que a pessoa já possui, somada às suas emoções, sentimentos e percepções, também irão pesar na sua conversão em conhecimento e na consequente avaliação de sua utilidade ou inutilidade. E a nova informação afetará o conjunto pessoal de cada um, fato que também gera ansiedade, já que pode provocar mudanças. E assim caminha a geração de conhecimento…

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Os 10 mitos da informação (1)

A ideia para este post surgiu da consulta da bibliografia no edital do ano passado para o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP, campus de Marília. Não cheguei a prestar em função de outra oportunidade profissional que surgiu na mesma época das provas: criar um MOOC sobre o Currículo Lattes. Se você ainda não conhece o curso e gostaria de obter mais informações, participar e indicar para amigos, acesse o site da Content Mind.

Pois bem, no edital constava a seguinte referência:

CASE, Donald O. Looking for information. 2. ed. Amsterdam: Elsevier; Academic Press, 2007.

E foi logo no início do livro, via Google Books,  que encontrei os tais 10 mitos da informação, que tomam como base um estudo da Professora Brenda Dervin. Achei interessante e curioso e resolvi apresentá-los em 10 posts, seguido de comentário.

***

Então vamos ao primeiro!

***

1. Only “objective” information is valuable. People are rational beings who process data from the environment to analyze alternatives and make optimal decisions. Several problems plague this assumption, including our common tendency to rely on easily available sources of information such as our friends. For most tasks and decisions in life, people tend to settle to the first satisfactory solution to a problem, rather than the best solution.

Somente a informação “objetiva” é valiosa. Eis o que diz o mito 1. Este é um aspecto curioso, haja vista que diversos estudos de diferentes áreas apontam para esse tipo de comportamento humano, ou seja, de procurar pelo mais fácil, rápido, etc. E o mesmo mostra o mito 1 em relação à informação.

Tomar decisões é uma coisa feita a todo momento: o que vamos tomar no café da manhã, qual o melhor caminho para evitar trânsito até o trabalho, onde vamos almoçar, o que fazer depois do trabalho, etc. Para verificar a rota até o trabalho, por exemplo, hoje temos aplicativos de celular que indicam onde há menos trânsito, o que nem sempre pode ser a melhor solução, haja vista que um vizinho que vai na mesma direção pode nos dar outra rota ou indicar outra forma de localizá-la. O ser humano, em muitas situações, ainda é uma fonte valiosa de informação, sobretudo pelo valor de seu conhecimento tácito.

Portanto, nem sempre a primeira informação que obtemos, geralmente de modo rápido, é mais valiosa. Pode até solucionar o problema no momento, mas há que ser consistente para que possa ser reutilizada em outras situações. Por isso, é sempre bom procurar mais uma de uma fonte de informação e, sempre que possível, alguma pessoa para confirmar ou pedir mais informações, pois numa era em que enxergamos apenas o conhecimento explícito pelas telas de dispositivos eletrônicos, muitas vezes esquecemos do inestimável valor do conhecimento tácito dos seres humanos.

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Como avaliar a informação – Checklist

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Leia “sobre nós” e a biografia do autor.

Examine os links de e para outros sites.

Qualquer um pode publicar um site.

 

Essas são algumas dicas traduzidas do original em inglês, “How To Evaluate Information — Checklist”.

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II Encontro E-l@dis e NEPPI – Informação na Contemporaneidade

MESA-REDONDA
Redes de informação e desafios na contemporaneidade

CONVIDADOS
“Redes de informação e os desafios na gestão de coleções”
Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro (ECA/USP)

“Ética  da informação na sociedade em rede”
Profa. Dra. Isa Maria Freire
(UFPB)

Dia: 31 de agosto de 2012
Horário: 19h30
Local: Anfiteatro
André Jacquemin – FFCLRP

Inscrição gratuitas: eladisneppi@ffclrp.usp.br

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