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Bibliotecária rejeita doação de livros de Melania Trump a escola nos EUA

Bibliotecária rejeita doação de livros de Melania Trump a escola nos EUA

Primeira-dama enviou conjunto com 10 volumes para uma instituição de cada estado

A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, fala durante um debate na Casa Branca, em Washington – MANDEL NGAN / AFP
 WASHINGTON — A bibliotecária de uma escola de ensino fundamental no estado americano de Massachusetts rejeitou a doação de uma coleção de livros oferecida pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump. No começo deste mês, Melania enviou 10 exemplares de livros para uma escola de cada estado para celebrar o Dia Nacional da Leitura. A Casa Branca disse que trabalhou em conjunto com o Departamento de Educação para identificar escolas com programas que alcançaram os padrões máximos de excelência.
Porém, em um blog, a bibliotecária da escola Cambridgeport Liz Phipps Soeiro afirmou que a instituição não precisava dos livros:”Trabalho num distrito em que há muitos recursos, que contribuem diretamente para a excelência. Meus estudantes têm acesso a uma biblioteca com mais de 9 mil volumes.”, ela escreveu, acrescentando que a Casa Branca deveria focar em apoiar escolas que não têm recursos. “Por que não dar livros para escolas sem recursos em comunidades sem privilégios que continuam a ser marginalizadas pelas políticas impostas pela secretária de Educação, Betsy DeVos?”A cidade de Cambridge, onde a escola Cambridgeport fica, é próxima a Boston e é lar de duas universidades renomadas, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade Harvard. De acordo com a imprensa local, as escolas públicas da região disseram em um comunicado que a bibliotecária não foi autorizada a rejeitar os livros doados.

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Tensão e sensibilidade marcam estreia literária em Araraquara

Livro de Camila Serrador será lançado na Biblioteca da Unesp

O que: lançamento do livro Terra Vermelha, de Camila Serrador.
Quando: dia 30 de agosto, às 15h.
Onde: Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.
Editora: Patuá, de São Paulo
Valor do livro: R$ 40

Sobre o livro:

Nos contos de Terra vermelha, os personagens inquietam e surpreendem. Em Casa de Lucinda, um homem na cadeia trama sua fuga para retornar à mulher que ama; já em Amortecida, uma senhora lida com seu passado e sua sexualidade. Em A névoa da cidade, uma garota faz uma descoberta que muda seu destino; em Rota 66, um jogo de verdade ou desafio sai do controle.
Entremeada nos 20 contos do livro, uma realidade intoxicante e perturbadora espera o leitor, lembrando-o de que nas situações mais comuns do dia a dia pode existir o inesperado. Terra vermelha guia o leitor pelo lado desconhecido de pessoas comuns, mostrando que elas podem ser muito mais do que aparentam.

Minibiografia:

Camila Serrador é bibliotecária na Unesp de Araraquara (SP), onde mora. Escritora desde os 12 anos, começou bolando poemas, alguns romances e, finalmente, contos. Gosta tanto de ler que se lembra do primeiro livro que ganhou na vida e tem pilhas intermináveis deles em casa. Adora Agatha Christie, admira Haruki Murakami, queria escrever como Ian McEwan. Namora um escritor gaúcho, com quem compartilha seu amor pela literatura.

 Contato:
E-mailcaserrador@gmail.com

Fone: (16) 98122-9245

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Historiador francês vem à USP para debate sobre o medo dos livros

Em evento no Instituto de Estudos Avançados, Jean-Yves Mollier vai abordar o poder político da literatura

Por  – Editorias: Cultura
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Há quem considere o advento da escrita como o maior divisor de águas da história da humanidade. Tomando essa premissa como verdadeira, não é surpresa que certos livros, em razão de seu poder de moldar a sociedade, tenham inspirado medo a ponto de serem censurados, banidos ou destruídos. A partir da pergunta “Quem tem medo dos livros?”, o historiador francês Jean-Yves Mollier vem à USP para uma conferência no Instituto de Estudos Avançados (IEA), coordenada pela professora Marisa Midori Deaecto, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O evento é nesta quinta-feira, dia 17, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA.

O medo foi o tema escolhido pela rede internacional Ubias (University-based Institutes for Advanced Study) para ser debatido neste ano em diversas áreas do conhecimento. A escolha veio a calhar para a professora Midori e o professor Mollier, da Universidade de Versalhes Saint-Quentin-en-Yvelines, na França, que já conversavam sobre a ideia de discutir o medo dentro e ao redor dos livros.

“Em 2016 a obra Mein Kampf, de Hitler, caiu em domínio público, o que gerou discussões em torno de sua republicação na França, na Alemanha e em outros países, o que nos deu a ideia para o debate. De fato, Mein Kampf é um livro que se enquadra bem no que queríamos discutir, pois há medo em torno do que essa obra simboliza e também do que é pregado dentro dela”, explica a professora.

A partir de uma introdução em que a professora Midori apresentará algumas questões para o público e para o conferencista, o professor Mollier deverá traçar um panorama histórico da relação de poder e medo em torno dos livros. Para isso, abordará momentos da história em que o livro foi tido como uma ferramenta maligna por instituições como a Igreja Católica – como a época da publicação do Index Librorum Proibitorum, que entre 1559 e 1966 listava obras de leitura proibida aos fiéis – e outros em que o livro foi importante para mudanças políticas.

O historiador francês Jean-Yves Mollier: censura a livros ao longo da história será destaque em sua palestra – Foto: Marcos Santos

“Jean-Paul Marat costumava ler em praça pública a obra O Contrato Social, de Rousseau, no período da Revolução Francesa. Na França, o livro sempre teve um papel revolucionário muito forte. O professor Mollier certamente falará bastante sobre esse tema, além de censuras que aconteceram mais adiante, nos séculos 19 e 20, em reações da Igreja à laicização do ensino, de uma perspectiva francesa e europeia”, diz a professora Marisa.

“Vamos abordar também o papel do livro em movimentos políticos recentes, como na Primavera Árabe e nas Jornadas de Junho, aqui no Brasil, em que havia jovens empunhando livros nas manifestações. O livro tem um fator simbólico muito importante nesses episódios, e sempre teve muita influência nas lutas da juventude.”

Por esse motivo, a professora afirma que, embora hoje em dia não haja uma censura explícita, o medo do poder político e revolucionário que os livros possuem ainda persiste. É o caso com Mein Kampf, em que Hitler estabeleceu seu ideário de genocídio e dominação. “Há muito medo de que a reedição de Mein Kampf possa servir de impulso para a xenofobia e o ódio que o livro prega, especialmente no momento histórico que vivemos hoje”, diz a professora.

Para ela, porém, a censura nunca é solução. “Sou contra a censura a qualquer livro, a qualquer coisa na verdade. Se decidirem por reeditar o livro, apoio que isso seja feito com o devido debate, com a contextualização de quem foi o autor, em qual momento ele escreveu suas ideias e os horrores que foram causados pela aplicação delas. É o debate que pode enfraquecer o poder de um livro, não a censura.”

Marisa lembra ainda que hoje, com a internet, é muito mais difícil impedir o acesso a qualquer tipo de material, o que permite que uma obra como a do ditador nazista seja divulgada sem as considerações necessárias. Isso, no entanto, não quer dizer que a censura esteja com os dias contados.

A professora Marisa Midori: “É o debate que pode enfraquecer o poder de um livro, não a censura” – Foto: Francisco Emolo/USP Imagens“Não temos hoje exemplos de censura explícita por parte de governos ou instituições religiosas, como aconteceu diversas vezes na história, mas há uma espécie de censura velada por parte do mercado editorial, que hoje opera pela lógica do lucro, chefiado por profissionais que são mais gestores do que editores”, afirma. Segundo a professora, os grandes conglomerados editoriais e os vínculos que estabelecem com livrarias e meios de comunicação e difusão de conhecimento acabam limitando o acesso a determinados livros.

“O leitor passivo só lerá aquilo que lhe for disponibilizado, como acontece com quem assiste a telejornais ou lê jornais e revistas impressas. Para encontrar outras visões que não a hegemônica, é preciso ir atrás delas. Assim, somente um público restrito tem contato com títulos importantes que questionam problemas do mundo atual e que teriam o poder de provocar mudanças, mas que, por não serem publicadas pelas grandes editoras, circulam apenas à margem.”

“A internet tem a capacidade de publicizar e divulgar esse tipo de obra, mas somente para quem procurar por ele. Hoje, o mercado editorial acaba ditando o que é a boa leitura, de maneira semelhante ao que a Igreja fazia tempos atrás”, completa a professora.

A conferência Quem tem medo dos livros?, com o historiador francês Jean-Yves Mollier e coordenação da professora da ECA Marisa Midori, ocorre na quinta-feira, dia 17 de agosto, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA. O endereço é rua da Praça do Relógio, 109, no 5º andar do Bloco K, na Cidade Universitária. O evento é público e gratuito, mediante inscrição prévia neste formulário, e terá tradução simultânea do francês para o português e transmissão ao vivo pelo site www.iea.usp.br/aovivo.

Disponível em: <http://jornal.usp.br/cultura/historiador-frances-vem-a-usp-para-debate-sobre-o-medo-dos-livros/>. Acesso em: 16 ago. 2017.

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Os antibióticos do futuro estão nos livros do passado

Apelidado de “Idade das Trevas”, esse período medieval pode trazer soluções para um dos maiores problemas mundiais de saúde pública

Por André Biernath access_time 13 maio 2017, 16h00 – Atualizado em 13 maio 2017, 16h01

A ciência vai enfrentar uma das batalhas mais decisivas e importantes de sua história nos próximos anos. O desafio será vencer a resistência bacteriana, a capacidade que bactérias causadoras de doenças como a pneumonia e a meningite desenvolveram nos últimos anos de sobreviver aos remédios disponíveis para combatê-las.

O assunto é tão sério que a própria Organização Mundial da Saúde já considera que entramos numa era pós-antibiótico: até as infecções simples podem virar uma encrenca das grandes. Estima-se que atualmente mais de 700 mil pessoas morram todos os anos por conta de micro-organismos resistentes aos fármacos. Se nada for feito, esse número vai aumentar para 10 milhões em 2050!

O uso indiscriminado de antibióticos em hospitais e na pecuária foi um dos fatores decisivos para que alcançássemos esse cenário. Mas não é o único: a falta de interesse de governos, centros de pesquisa, universidades e indústrias farmacêuticas também contribuiu para que não tivéssemos grandes novidades na área durante as últimas décadas.

O que nos resta agora é correr atrás do prejuízo. E há um grupo de biólogos, parasitologistas, farmacêuticos e historiadores que resolveu investigar livros medievais do passado a fim de encontrar as respostas para um futuro menos aterrorizante. Chamados em inglês de Ancientbiotics Team, eles estão revirando as bibliotecas da Europa para encontrar e analisar os tratados médicos do século 6 em diante.

Esse trabalho de resgate já deu seus primeiros resultados. Em 2015, experts da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, resolveram replicar uma fórmula para tratar infecções oculares de um documento viking chamado “Bald’s Leechbook”, publicado há mais de mil anos. A receita é bem simples: basta esmagar uma porção de alho e cebola num pilão, misturar com vinho inglês e acrescentar bile de estômago de vaca — acho que você não tem todos esses ingredientes, mas, se tiver, não é pra fazer em casa, ok? Detalhe importante: é preciso aguardar exatos nove dias antes de aplicar o produto na região da face.

Uma página do Bald's Leechbook

Uma página do Bald’s Leechbook, de onde foi tirada a poção viking para tratar a infecção nos olhos (Foto: Wikimedia Commons/Divulgação)

Quando a pesquisa foi publicada há dois anos, eu conversei brevemente com Christina Lee, especialista em estudos nórdicos integrante do Ancientbiotics Team e líder da investigação britânica. Ela confessou que ficou muito surpresa com os resultados. Hoje em dia, se sabe que a Staphylococcus aureus é uma das principais bactérias causadoras dessa infecção nos olhos. Nos testes de Christina e sua equipe, a poção viking foi capaz de matar até 90% dos bichinhos que, curiosamente, estão entre os mais resistentes aos antibióticos atuais.

O mais legal de tudo é que a fórmula só funcionou mesmo quando os experts aguardaram os nove dias entre a fabricação e a sua utilização. Se aplicassem antes ou depois do prazo estipulado, não dava certo. A experiência fez com que os textos medievais passassem a ser encarados com mais seriedade. É óbvio que os boticários e alquimistas do passado não tinham o conhecimento e a tecnologia que dispomos hoje, mas não dá pra descartar tantos séculos de experiência, observação, tentativa e erros.

Agora o grupo de especialistas está destrinchando um livro chamado “Lylye of Medicines”, publicado em 1305 pelo médico francês Bernard de Gordon, que descreveu mais de 360 receitas e tratamentos para praga, tuberculose, epilepsia, hanseníase e tantas outras doenças. O trabalho é lento devido a uma série de dificuldades, como adaptar ingredientes antigos ao que temos disponível nos dias de hoje. A próxima etapa envolverá testar cientificamente as fórmulas para ver se elas funcionam e podem se tornar terapias úteis em alguns anos.

Retrato do médico francês Bernard de Gordon

Retrato do médico francês Bernard de Gordon (Ilustração: Wikimedia Commons/Divulgação)

A história não para por aí: há outros exemplos recentes de como podemos usar o conhecimento do passado. O próprio Instituto Karolinska, na Suécia, reconheceu essa tendência e deu o Prêmio Nobel de Medicina de 2015 para a química chinesa Tu Youyou, que descobriu um remédio contra a malária após analisar mais de 2 mil textos antigos da medicina Oriental. O trabalho da cientista salvou, sem exageros, milhões de vidas nas últimas décadas.

Numa época em que o mundo parece retroceder no tempo — movimentos anti-vacina e cortes nas verbas de pesquisa científica são apenas dois exemplos dessa lástima —, por que não aproveitar e estudar o que aconteceu de melhor na Idade Média a nosso favor? A resistência bacteriana é um problema que precisa ser enfrentado com a cara e a coragem. O futuro da humanidade vai depender disso.

Disponível em: <http://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/os-antibioticos-do-futuro-estao-nos-livros-do-passado/>. Acesso em: 13 maio 2017.

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Bibliotecário Rico (4)

Pai rico, pai pobre: o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro, de Robert Kiyosaki e Sharon L. Lechter, tornou-se um clássico de finanças pessoais.

O livro conta a história de um jovem que tinha “dois pais”: o pai rico, que o incentivava a ganhar dinheiro por conta própria, e o pai pobre, que o estimulava a estudar e conseguir um emprego com boa remuneração. Assim, é mostrado ao leitor as formas de se conseguir dinheiro e preparar os filhos para lidar com ele. Apesar do título, os conceitos apresentados podem ser aplicados por qualquer leitor.

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Bibliotecário Rico (3)

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O livro de março é O futuro é…: viajar, malhar, estudar, namorar e INVESTIR, de Mara Luquet.

Apesar do título aparentemente ser voltado para o público jovem, quando oassunto é “investimento” interessa a todas as idades.

De forma bastante leve, a autora aborda quatro capitais essenciais para se a longevidade: saúde, financeiro, conhecimentos e social. Aborda, dentre outros assuntos, planejamento financeiro, tipos de aplicações disponíveis, a importância de se planejar para a aposentadoria e cuidados com a saúde, essencial para se desfrutar do patrimônio acumulado ao longo da vida.

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Bibliotecário Rico (2)

O livro deste mês é O Seu Primeiro Milhão, de Pedro Queiroga Carrilho,

Clique para aceder ao livro

De forma bastante didática, o autor aborda tópicos de finanças comportamentais, estratégias para poupar e produtos financeiros que ajudarão o leitor a conseguir o primeiro milhão!

Por isso, é uma leitura recomendada para aqueles que estão iniciando no mundo dos investimentos.

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