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SNBU 2016 – Dia 18/10/16

No terceiro dia do SNBU 2016, o bibliotecário Cristian José Oliveira Santos, da Câmara dos Deputados, proferiu pela manhã a conferência “A Cultura Organizacional das Bibliotecas Universitárias.

Santos discorreu sobre aspectos diversos da cultura organizacional. Fundamentalmente, trata-se do “jeito de fazer as coisas”. No contexto bibliotecário, destacou que a biblioteca universitária se diferencia de acordo com a cultura de sua comunidade, assim como lembrou da importância das redes de comunicação intra e interbibliotecárias, que influenciam na formação da cultura organizacional, colocando a Reitoria e o Conselho Universitário como os lugares privilegiados onde ocorre sua definição. O desafio é construir a mentalidade desses órgãos universitários de que precisamos de mais bibliotecas, pois privilegiam outros tipos de lazer nos espaços institucionais, contribuindo, assim, para o resgate da certidão de nascimento da biblioteca universitária.

Tal resgate se faz necessário para que a biblioteca, atualmente em crise, não se afaste de sua missão de prover o acesso à informação. Para isso, Santos coloca a sustentabilidade como mudança na cultura organizacional para a biblioteca universitária, de modo que possibilite a implantação de uma cultura de acessibilidade, isto é, um novo modelo ético de aceitar o outro. Nesse contexto, destacou que as classificações bibliográficas não atendem mais às necessidades da informação na atualidade, visto que existem múltiplas fontes e suportes de informação: a biblioteca universitária deve trabalhar, portanto, para prover acesso ao acervo sob sua custódia, bem como a todo e qualquer tipo de informação relevante para seus usuários, independentemente de sua orientação religiosa, política ou sexual.

Isso posto, o palestrante discorreu que para pensar uma cultura de cidadania, é importante lembrar que a biblioteca pode nascer tanto para libertar como para oprimir. O caminho trilhado não depende, apenas, dos profissionais que nela atuam, mas de acordo com sua postura, pode fazer com que determinados grupos de usuários aproximem-se ou afastem-se da biblioteca, por exemplo, pela prática da censura (velada ou não) no momento da classificação. Além disso, lembrou, ainda, da NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos), publicada em outubro de 2015, e sugere que seja o livro de cabeceira dos bibliotecários a fim de promover maior inclusão onde atuam, assim como também destacou o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/16) nesse contexto.

Assim, para que efetivamente haja uma mudança na cultura organizacional, Santos lembrou que a ruptura vem dos bibliotecários, pois são eles que irão tornar a biblioteca superior. Além disso, lembrou que há um hiato fundamental das bibliotecas: a pulverização de políticas, que são apresentadas em diversos órgãos e, por isso, muitas vezes acabam passando por dificuldades na sua aplicação, quando são aplicadas. No entanto, há um indicativo de mudança, pois o Sistema CFB/CRB pretende reunir as diversas políticas para livro, leitura e bibliotecas em um único documento. Para que esse cenário mude, também é necessário que o bibliotecário atue ativamente na formulação dessas políticas.

No período da tarde, acompanhei os seguintes trabalhos:

Avaliação do serviço de malote da biblioteca do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, Campus Regional de Montes Claros
Gracirlei Maria de Cavalho Lima

Nesse trabalho, basicamente foram apresentadas as dificuldades do serviço de malote entre um campus no interior e o campus na capital, poiso trata-se de um processo ainda caro e que merece mais atenção no uso para que não seja custoso para a instituição.

A visão dos usuários da Biblioteca Central da PUCPR em relação ao uso de livros eletrônicos na universidade
Teresinha Teterycz, Fernanda Périco Jorge e Gisele Alves

Esse trabalho relatou a percepção dos usuários da PUCPR em relação aos e-books. Nele, destacam-se o impacto dos e-books no desenvolvimento de coleções e na educação dos usuários, a preferência predominante pelo impressos, a necessidade de reforçar a divulgação com os docentes e capacitar para a Educação a Distância (EaD).

Biblioteca universitária: sua função social enquanto lugar de memória
Clivea de Farias Souto

A biblioteca, independente de seu tipo, sempre atuou na perspectiva de preservação de seu acervo para acesso pelas futuras gerações. A mensagem principal deste trabalho, portanto, é que a biblioteca universitária deve ser um espaço dinâmico e acessível para que perpetue a cultura e a identidade de uma nação.

Interação entre planos de ensino digitais e biblioteca: uma experiência na faculdade de medicina da UFRGS
Shirlei Galarça Salort

Esse trabalho mostrou mais uma forma da biblioteca trabalhar em conjunto com outros setores, pois por meio de uma adequação nos sistemas institucionais, foi possível inserir a biblioteca efetivamente no auxílio da seleção da bibliografia para a graduação, assim como no suporte da verificação dos dados antes da compra.

Uso das fontes de informação na formação inicial docente
Rejane Sales de Lima Paula e José Lucas Pedreira Bueno

Assim como o anterior, esse trabalho também mostrou outra possibilidade parceria com a biblioteca, desta vez, na formação de alunos do curso de Pedagogia por meio da apresentação de bases de dados e fontes de informação confiáveis na Internet, preparando-os para serem reflexivos e críticos no uso da informação.

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ICMC organiza workshop sobre disponibilização de acervos históricos

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos promoverá na próxima quarta-feira, dia 18, o workshop Memória Virtual: disponibilização de acervos históricos, voltado para profissionais e graduandos da área e demais interessados.

O objetivo da atividade é reunir pesquisadores, estudantes e profissionais com interesse em discutir questões relacionadas à gestão de acervos históricos, bem como traçar as perspectivas futuras de disponibilização de informações de tais acervos, em particular, por meio de sistemas web.

O workshop acontecerá no ICMC, das 9 às 12 horas e das 14 às 16h30. Para se inscrever, é necessário enviar um e-mail para diret@icmc.usp.br até 17 de setembro, informando seu nome completo e instituição. A programação completa e outras informações podem ser obtidas no www.icmc.usp.br/e/45795.

Disponível em: <http://www.saocarlos.usp.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14245&Itemid=171>. Acesso em: 16 set. 2013.

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Proposta de criação de Rede de Espaços de Memória do Poder Judiciário é apresentada

Foi lançado na sexta-feira (31) o documento final com a proposta para a criação da Rede de Espaços de Memória do Poder Judiciário. Com nove itens e dez subitens, o texto elaborado pelos participantes do 1º Seminário Nacional de Museus e Centros de Memória do Judiciário será apresentado às Presidências dos respectivos tribunais. São iniciativas que vão contribuir para intensificar a dinâmica de práticas já adotadas ou que possam ser articuladas entre instituições que atuam na área da memória e história judiciárias. O documento marcou o fim do encontro, que contou com cerca de 140 inscritos das cinco regiões do país e foi realizado pelo Museu da Justiça do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no Antigo Palácio da Justiça, Centro do Rio, com o patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura.

Dentre os tópicos do documento, há o comprometimento com a troca de experiências, informações e novos instrumentos de gestão, além do apoio na formulação de parcerias, convênios e ações de capacitação. Outro item em destaque é o incentivo à pesquisa sobre temas ligados ao sistema judicial.

As instituições judiciárias que não possuem espaço de preservação e divulgação da memória serão incentivadas, pelo grupo de trabalho formado ao fim do evento, a estabelecer um local desse gênero. As que já possuem receberam a recomendação de se inscreverem no Cadastro Nacional de Museus e no Sistema Brasileiro de Museus.

Outro ponto em destaque foi a proposição de ser postulado assento no Fórum Nacional de Museus e no Sistema Brasileiro de Museus para os espaços de memória do Poder Judiciário. “Este documento será enviado à Presidência de todos os órgãos judiciais do País, para dar conhecimento das presentes propostas, como forma de fomentar, em suas instituições, diretrizes para a qualificação das ações no âmbito da memória institucional do Poder Judiciário brasileiro”, encerra o documento.

Reconhecimento – No último dia do seminário, a diretora-geral da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), desembargadora Leila Mariano, abriu os trabalhos destacando as conquistas do seminário e ressaltando a importância de se valorizar os museus da justiça. “O museu precisa ser uma instituição viva, não apenas um local onde se guardam coisas antigas, mas de aproximação com a sociedade, principalmente com as escolas. Quero parabenizar o Museu da Justiça pela iniciativa de criar o seminário e de articular com outros centros congêneres uma nova política para a memória do Judiciário do País”, afirmou a magistrada.

O professor português António Manuel Nunes Martins, da Universidade de Coimbra, classificou o seminário como divisor de águas na discussão sobre a preservação e memória dos museus do País. “Todos os dias foram enriquecidos com ideias louváveis, com um discurso acadêmico e uma visão mais prática, mais técnica, mais realista. Penso que devemos preservar o que for possível e do jeito que for possível”, analisou o historiador, acrescentando que, a partir de agora, as instituições do Judiciário precisam dar continuidade as questões discutidas durante o encontro.

José D’Amico Bauab, do Centro de Memória do TRE-SP, disse que o seminário foi decisivo para o pensar sobre a criação de uma política geral museológica para os tribunais. “No nosso caso, estamos formulando um projeto de memória politico-eleitoral em São Paulo e o encontro contribuiu demais para formatar nossa iniciativa”, afirmou.

A diretora do núcleo de assessoramento técnico da Presidência do TRF da 5ª Região (PE), Nancy Moreira de Barros, também fez elogios ao encontro. “O evento foi 100%. Só tenho a agradecer porque aprendi muito nestes dias, já que sou nova nessa área. É preciso que mais seminários sejam realizados para amadurecer as discussões”, completou.

O próximo seminário está previsto para ser realizado em 2013, com a candidatura do Museu do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para sediar o encontro.

O 1º Seminário Nacional de Museus e Centros de Memória do Poder Judiciário foi realizado pelo Museu da Justiça/DEGEM, por intermédio da Divisão de Gestão da Comunicação (DIGCO), e do Serviço de Exposições e Educação Patrimonial (SEEXP), órgãos vinculados à Diretoria Geral de Gestão do Conhecimento (DGCON) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A arte e a impressão foram feitas pela Divisão de Artes Gráficas (DIAGR) do Tribunal.

Mais informações, no site:

www.tjrj.jus.br/institucional/museu/exposiçõeseeventos

O Museu da Justiça do Rio fica na Rua Dom Manuel, 29 -Centro, dentro do Antigo Palácio da Justiça.

Do TJRJ

Disponível em: <http://cnj.jusbrasil.com.br/noticias/100050967/proposta-de-criacao-de-rede-de-espacos-de-memoria-do-poder-judiciario-e-apresentada>. Acesso em: 5 set. 2012.

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Evento “O Direito à Verdade: Informação, Memória e Cidadania”

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Evento "O Direito à Verdade: Informação, Memória e Cidadania"

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9 junho 2012 · 5:01 pm

Memória e Informação

O projeto Memória & Informação, que promove palestras sobre estudos e pesquisas nas áreas de memória, documentação, preservação e informação, está de volta em seu 9º ano de atividades. No dia 21 de março, às 14h30, a série receberá o professor doutor Pedro Puntoni, que ministrará a palestra “Plataforma Corisco: um novo tema para DSpace para acervos memoriais”. O evento acontece na sala de cursos da FCRB e tem entrada franca.
Puntoni é coordenador do projeto Brasiliana USP, que está construindo um moderno edifício na Cidade Universitária em São Paulo, abrigando acervos da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), além das atividades de pesquisa, ensino e extensão. Na palestra, o professor falará sobre plataforma Corisco, um sistema integrado de aplicativos para sustentar a implantação e gerenciamento de bibliotecas digitais desenvolvido pela equipe da Brasiliana. A solução busca garantir o apoio tecnológico ao processo social de disseminação dos projetos de digitalização, preservação e publicação dos acervos culturais e memoriais brasileiros.

Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?page=materia&ID_S=9&NM_Secao=not%C3%ADcias&ID_M=2203>. Acesso em: 17 mar. 2012.

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Cursos online e presenciais para bibliotecários

Segue a agenda de cursos online e presenciais da Anima Ensino oferecidos em 2012.

Bons estudos!

Cursos via Webconferência
Março Curso: Normas Técnicas aplicadas à Gestão Documental

Minicurso: Normas e Procedimentos para a Segurança de Documentos

Abril Minicurso:  Norma Técnica: Mobiliário e Equipamentos para Guarda Documental
Maio Minicurso:  Normas e Procedimentos de Sigilo e Acesso a Documentos
Junho Minicurso:  Normas e Procedimentos para Produção, Circulação e Divulgação de Informação
Julho Minicurso:  Normas e Procedimentos para Arquivamento e Consulta de Documentos
Agosto Minicurso:  Microfilmagem e Digitalização aplicadas à Acervos Institucionais
Setembro Minicurso:  Preservação de Documentos Digitais e seus Requisitos Funcionais
Cursos Online
Março Projeto de Memória Institucional – do Planejamento à Divulgação
Agosto Possibilidades e Potencialidades de Divulgação de Acervos Institucionais
Setembro Responsabilidade Histórica: Instrumento de Gestão Empresarial
Outubro Boas Práticas de Preservação e Conservação de Patrimônio Cultural e Documental
Cursos Presenciais
Abril – São Paulo
Maio – Brasília
Agosto – Porto Alegre
Outubro – Fortaleza
Políticas de Preservação de Patrimônio Documental 
Maio – Brasília
Junho – São Paulo
Agosto – Porto Alegre
Outubro – Fortaleza
Responsabilidade Histórica: Instrumento de Gestão Empresarial

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