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Projeto pede contribuições sobre Waldisa Rússio

Pesquisa aceita documentos e relatos sobre a pioneira da Museologia brasileira, que serão analisados e reunidos em um banco de dados on-line (foto: divulgação)

19 de abril de 2018

Agência FAPESP – Waldisa Rússio Camargo Guarnieri (1935-1990) foi uma das principais teóricas da Museologia brasileira, com contribuição fundamental para o estabelecimento da Museologia enquanto disciplina científica. Criou o primeiro curso de pós-graduação em Museologia no país, oferecido na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, e atuou na regulamentação da profissão de museólogo e na consequente do Conselho Regional de Museologia de São Paulo.

Segundo o Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Cenedom), Rússio “redefiniu a forma de pensar a Museologia e estabeleceu critérios voltados para as questões técnicas e conceituais do campo museológico. Na perspectiva das ciências sociais, cunhou o conceito de ‘fato museal’, entendido como a profunda relação entre o homem – ser que conhece –, os objetos de sua realidade e os resultados de sua ação transformadora”.

Conduzido por Viviane Panelli Sarraf no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, o projeto de pesquisa “O legado teórico de Waldisa Rússio Camargo Guarnieri”, apoiado pela FAPESP, propõe a pesquisa, análise, sistematização e desenvolvimento de estratégias de reconhecimento da contribuição teórica e empírica da museóloga junto ao IEB.

“O principal objetivo do projeto é a sistematização da produção [de Rússio], bem como o seu impacto em diferentes contextos: regional, nacional e internacional. Como resultados, pretendemos realizar um banco de dados on-line com os documentos produzidos pela autora, além de uma publicação bilíngue sobre sua contribuição, e a criação de um grupo de pesquisa”, disse Sarraf.

Como parte do projeto, Sarraf realiza uma campanha para encontrar documentos de Rússio que possam contribuir com a pesquisa e com o banco de dados.

“Quem tiver documentos como correspondências, textos, fotografias, análises de trabalhos e manuscritos de autoria de Waldisa Rússio ou relacionados a ela, pode contribuir. Aceitamos empréstimos para digitalização do material”, disse Sarraf.

A pesquisadora também aceita relatos sobre relações profissionais ou pessoais com a museóloga e colaborações com a análise ou descrição de documentos do Fundo Waldisa Rússio do IEB-USP.

Interessados em contribuir com o projeto de pesquisa podem entrar em contato pelo e-mail projetowaldisa@gmail.com.

Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/projeto_pede_contribuicoes_sobre_waldisa_russio/27613/>. Acesso em: 19 abr. 2018.

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Profissões pouco populares que ganham espaço nos concursos públicos

Amanda Moura (amanda.moura@oglobo.com.br)

Rio – A escolha da carreira a seguir normalmente é cercada por indecisão e muita expectativa dos mais próximos. As alternativas clássicas, como medicina e direito, são sempre bem-vindas. Mas o anúncio da escolha de cursos menos populares, como arquivologia e biblioteconomia pode causar estranheza. A pergunta que, provavelmente, surgirá é: há mercado para essas carreiras? Sim, há! Apesar de pouco conhecidas, são opções interessantes aos que buscam uma vaga no mercado público.

Só este ano, Banco do Brasil, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) ofereceram oportunidades para bibliotecários e arquivistas. Dentre os candidatos à vaga na Finep, Isabela Siebra foi uma das bem-sucedidas no concurso. A bibliotecária está aguardando agora ser chamada para a vaga.

– Estou muito animada e ansiosa para ser chamada para a Finep. Inclusive, já passei também para a Uerj e pro Ministério Público, mas ambos são para cadastro de reserva. Sempre atuei na minha área, nunca tive problemas com isso – afirma Isabela, 41 anos, formada desde 1991, e atualmente trabalhando na biblioteca da Faculdade da Academia Brasileira de Educação e Cultura (Fabec).

Alex Mendes, professor da Academia do Concurso, analisa o cenário dessas carreiras:

– Em muitos concursos, o número de candidatos com a qualificação exigida ou que se interessem pela função gera baixa procura relativa, considerando a média de demanda por outros concursos. Essas vagas são pouco divulgadas e, consequentemente, desejadas, gerando, assim, uma relação candidato vaga mais atraente.

O arquivista Renato Valentini também não tem do que reclamar sobre sua área. Há um ano e meio atuando nos arquivos da Fiocruz, o profissional lamenta apenas a pouca importância dada a profissão.

– A procura por essas carreiras ainda é baixa, considerando a importância delas. Porém, venho notando nos últimos anos alguma melhora nesse sentido. As pessoas estão começando a valorizar aqueles que organizam e facilitam o acesso a documentos importantes para a história da sociedade.

Marcelo Marques, diretor do Concurso Virtual, destaca ainda outras carreiras que também apresentam muitas vezes interessante relação candidato-vaga:

– Vejo isso ocorrendo também, por exemplo, com cargos como políticas públicas e gestores públicos, em função da modernização pela qual a administração pública vem passando – opina Marques.

Mendes lista, ainda, mais carreiras nas quais a busca é abaixo do esperado:

– Concursos para museologia, serviço social e relações públicas são alguns casos. São carreiras atraentes de nível superior, com boa remuneração, benefícios e, o mais importante, estabilidade. Mas acredito que a tendência é que ocorra, nos próximos anos, com a profissionalização do serviço público e os ajustamento de conduta, provocando a demissão dos terceirizados, uma busca ainda mais efetiva por carreiras, até então, desprezadas.

Marques finaliza com um incentivo:

– As pessoas ainda não têm tanto conhecimento das oportunidades em algumas carreiras específicas que os concursos oferecem. Inclusive, muitas pessoas que têm diploma de nível superior acabam fazendo concurso para nível médio acreditando ser mais fácil de passar. E, na verdade, isso é um mito. Atualmente, a concorrência dos concursos de nível médio está muito grande, o que, consequentemente, faz com que o concurso seja mais disputado, dificultando o ingresso. Portanto, acredite nessas oportunidades específicas.

Disponível em: http://oglobo.globo.com/economia/boachance/mat/2011/10/25/profissoes-pouco-populares-que-ganham-espaco-nos-concursos-publicos-925652449.asp. Acesso em: 27/10/2011.

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Centros para recuperar a memória corporativa criam oportunidades

Mercado de trabalho: Empresas investem na valorização de seu patrimônio cultural e contratam profissionais especializados em museologia, história, arquivologia e biblioteconomia.

Por Jacilio Saraiva, para o Valor, de São Paulo
23/07/2010

Cada vez mais empresas têm se preocupado em criar centros de memória para guardar documentos, objetos, fotos e imagens que contam a história da organização. Assim, um novo mercado de trabalho começa a ganhar força, principalmente para profissionais das áreas de museologia, história, arquivologia e biblioteconomia. Os núcleos têm equipes enxutas e, no Brasil, pelo menos 15 corporações como Bunge, Unilever e Bosch mantém investimentos com essa finalidade.

Para Dalva Marques, diretora da Asap, consultoria que recruta executivos de média gerência, os profissionais que trabalham em centros de memória empresariais começam a ganhar maior visibilidade no mercado. “Mais organizações estão enxergando as iniciativas de valorização da história empresarial como parte de uma estratégia para mostrar valores culturais, sociais e históricos”, analisa. “Os colaboradores se identificam e os acervos podem fazer parte de uma política de retenção de talentos. Ao mesmo tempo, é possível atrair pessoas alinhadas com essa cultura organizacional.”

Os profissionais precisam ser capazes de atuar na gestão de informações e de ações internas como orientação a pesquisas, organização de visitas, exposições, palestras e até iniciativas de integração de novos funcionários. Segundo Lygia Rodrigues, diretora da Grifo Projetos Históricos, que desenvolve projetos para a Unilever e para o Metrô de São Paulo, as empresas que desenvolvem centros de informação histórica são, geralmente, de grande porte, têm mais de 30 anos de atividade e estão em um estágio avançado na área de responsabilidade social corporativa. Até o fim do ano, a Grifo espera fechar até três novos contratos de formação e manutenção de centros corporativos.

O Centro de Memória Bunge, de uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do país, reúne mais de 600 mil imagens, 1,3 mil caixas de documentos, 3 mil peças de filmes e 100 horas de depoimentos de funcionários. “O acervo conta a trajetória da indústria e do agronegócio brasileiros, com informações sobre arquitetura, design, marketing e propaganda, a partir da história da Bunge”, explica Cláudia Calais, gerente de responsabilidade social da Fundação Bunge, que coordena a unidade. O investimento anual para a manutenção do centro é de cerca de R$ 700 mil.

Para dar conta do recado, Cláudia montou uma equipe de três profissionais: uma museóloga, que coordena o núcleo; uma documentalista, com especialização em historiografia e arquivologia; e uma analista de assuntos institucionais, com formação em comunicação social, planejamento e marketing. Além da gerência do material, o grupo organiza exposições, visitas e palestras. No ano passado, foram 11 visitas e 494 pedidos de pesquisas atendidos. Este ano, a Bunge organizou um encontro que reuniu 15 centros de memória de grandes grupos para discutir como os equipamentos podem ser usados como ferramenta de gestão empresarial. Estão previstos outros dois eventos em 2010.

Na Unilever, uma equipe de sete pessoas – a maioria historiadores com formação em arquivologia – trabalha no Centro de História Unilever, criado em 2001 com a ajuda de uma empresa especializada em projetos históricos. “Os funcionários realizam um trabalho permanente de pesquisa e levantamento de documentos para garantir o registro das principais iniciativas da empresa e de suas marcas”, explica Agatha Faria, gerente de comunicação externa. Toda a documentação recebe um tratamento que vai desde a descrição em um banco de dados eletrônico até o acondicionamento de acordo com a origem dos itens. São mais de 65 mil documentos entre anúncios impressos, comerciais de TV, peças promocionais, embalagens, fotografias, jingles, vídeos institucionais e depoimentos de profissionais.

Desde o ano passado, o centro da Unilever mantém um sistema integrado ao Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da companhia, que direciona contatos feitos em busca de informações históricas. Em 2009, foram feitas mil consultas. “Os centros de memória têm um papel importante, pois contribuem para que as instituições preservem e compartilhem um legado de conhecimento com a sociedade.”

Para Sandra Reis, coordenadora do Centro de Memória Bosch, do grupo Bosch, em Campinas (SP), o objetivo da empresa com a formação da unidade, em 2003, era resgatar e organizar seu patrimônio cultural. O centro faz parte do Instituto Robert Bosch, braço social da companhia no país. Emprega uma cientista social com especialização em arquivos e uma estagiária de história. “O trabalho foi pioneiro entre as regionais da Bosch fora da Alemanha”, afirma.

O núcleo tem 2,5 mil peças de audiovisual, 50 mil imagens no acervo iconográfico, 1,5 mil plantas e cartazes e 52 depoimentos de colaboradores e ex-empregados. A Bosch, que atua nos setores de tecnologia automotiva, industrial, de construção e bens de consumo, planeja ainda usar a unidade em atividades de integração de novos funcionários, treinamentos e encontros com fornecedores.

A Natura, Eletrobrás e a Algar Telecom (ex-CTBC) também já têm centros de memória próprios. Outras empresas estudam a criação de complexos do gênero. “Estamos avaliando o melhor formato e espaço”, revela Maria Helena Monteiro, vice-presidente de relacionamento e administração da SulAmérica. A partir de 2007, a companhia começou a organizar seu acervo com a ajuda de uma bibliotecária. O conjunto reúne cerca de 100 pastas de fotos e documentos, que contém desde a primeira apólice emitida pela seguradora até relatórios anuais. A SulAmérica tem 114 anos de mercado.

Valor Econômico – EU&Carreira, D10

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II Encontro Paulista de Museus

O evento será realizado em São Paulo, nos dias 22, 23 e 24 de junho. Informações completas disponíveis em: http://www.metodoeventos.com.br/encontrodemuseus/index.htm

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Periódico "Cultura em Recorte" abre submissão

O periódico Cultura em Recorte abre submissão para artigos inéditos e resenhas.

Link para orientações:
http://culturaemrecorte.org/ojs-2.2/index.php/capa/about/submissions#onlineSubmissions

 Escopo da revista:

A Cultura em Recorte: Revista Eletrônica de Museologia e Ação Cultural é um espaço para a divulgação de resultados de pesquisas, reflexões e quaisquer outras informações relevantes dessas duas áreas, ou seja, um espaço para pensar a Museologia e a Ação Cultural enquanto disciplinas do conhecimento humano, como instâncias sociais que necessitam de um veículo próprio de discussão, para uma teorização que influencie a elaboração de práticas para intervir na sociedade. O escopo dessa publicação coloca a Museologia e a Ação Cultural sob a luz da Ciência da Informação, integrando suas áreas de atuação, como a Biblioteconomia, a Documentação, a Arquivologia, e também disciplinas inscritas nas relações inter e multidisciplinares entre a informação e a sociedade.

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Periódico “Cultura em Recorte” abre submissão

O periódico Cultura em Recorte abre submissão para artigos inéditos e resenhas.

Link para orientações:
http://culturaemrecorte.org/ojs-2.2/index.php/capa/about/submissions#onlineSubmissions

 Escopo da revista:

A Cultura em Recorte: Revista Eletrônica de Museologia e Ação Cultural é um espaço para a divulgação de resultados de pesquisas, reflexões e quaisquer outras informações relevantes dessas duas áreas, ou seja, um espaço para pensar a Museologia e a Ação Cultural enquanto disciplinas do conhecimento humano, como instâncias sociais que necessitam de um veículo próprio de discussão, para uma teorização que influencie a elaboração de práticas para intervir na sociedade. O escopo dessa publicação coloca a Museologia e a Ação Cultural sob a luz da Ciência da Informação, integrando suas áreas de atuação, como a Biblioteconomia, a Documentação, a Arquivologia, e também disciplinas inscritas nas relações inter e multidisciplinares entre a informação e a sociedade.

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Ação educativa em museus: experiências de inclusão de público da terceira idade

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